{"id":5589,"date":"2026-10-28T10:17:42","date_gmt":"2026-10-28T13:17:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/?p=5589"},"modified":"2026-10-28T10:17:42","modified_gmt":"2026-10-28T13:17:42","slug":"recortes-interessantes-sobre-as-midias-fisicas-extraidos-da-what-hi-fi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/recortes-interessantes-sobre-as-midias-fisicas-extraidos-da-what-hi-fi\/","title":{"rendered":"Recortes Interessantes Sobre as M\u00eddias F\u00edsicas Extra\u00eddos da What Hi-Fi?"},"content":{"rendered":"<p>Duas opini\u00f5es curiosas que compartilhamos aqui com os amigos do Hi-Fi Planet.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Eu sempre tive bastante respeito pela publica\u00e7\u00e3o inglesa <em>What Hi-Fi?<\/em>.<\/p>\n<p>Trata-se de uma revista que segue um modelo editorial tradicional, com espa\u00e7o para anunciantes e inser\u00e7\u00e3o no mercado comercial de \u00e1udio. Isso, por si s\u00f3, n\u00e3o representa um problema. O que realmente importa \u00e9 saber at\u00e9 que ponto os interesses comerciais interferem no conte\u00fado editorial e comprometem a honestidade das informa\u00e7\u00f5es oferecidas ao leitor.<\/p>\n<p>E \u00e9 justamente nesse aspecto que a <em>What Hi-Fi?<\/em> se diferencia de certas publica\u00e7\u00f5es que conhecemos, principalmente no Brasil, nas quais a imparcialidade parece ter sido substitu\u00edda pela conveni\u00eancia comercial.<\/p>\n<p>Enquanto parte do mercado <em>hi-end<\/em> se empenha em alimentar fantasias, cultivar o chamado \u201cmist\u00e9rio\u201d do \u00e1udio e transformar diferen\u00e7as supostamente extraordin\u00e1rias em argumentos de venda, determinados ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o parecem mais preocupados em agradar patrocinadores, anunciantes, revendedores e fabricantes do que em respeitar a intelig\u00eancia de seus leitores.<br \/>\nNesse ambiente, o consumidor frequentemente deixa de ser tratado como algu\u00e9m que merece informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel e passa a ser visto como um alvo a ser convencido, e, n\u00e3o raramente, explorado comercialmente.<\/p>\n<p>A <em>What Hi-Fi?<\/em>, ao menos naquilo que observamos em sua linha editorial, procura manter uma postura que lhe confere credibilidade: n\u00e3o precisa inventar \u201chistorinhas fantasiosas e dram\u00e1ticas\u201d para tornar seus conte\u00fados interessantes, n\u00e3o parte para provoca\u00e7\u00f5es ou ataques pessoais contra quem questiona os erros e as narrativas estabelecidas e, sobretudo, n\u00e3o parece precisar transformar avalia\u00e7\u00f5es de produtos em instrumentos de valoriza\u00e7\u00e3o de seus anunciantes.<\/p>\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. Uma publica\u00e7\u00e3o especializada n\u00e3o precisa concordar com todas as opini\u00f5es, nem est\u00e1 imune a cr\u00edticas. Mas deve ter compromisso com os fatos, coer\u00eancia em suas avalia\u00e7\u00f5es e independ\u00eancia suficiente para n\u00e3o confundir jornalismo com propaganda.<br \/>\nTrazemos aqui para nossos leitores duas reflex\u00f5es interessantes publicadas recentemente na <em>What Hi-Fi?<\/em>. S\u00e3o textos que merecem ser conhecidos n\u00e3o apenas pelo assunto que abordam, mas tamb\u00e9m pelas quest\u00f5es que levantam e pelas conclus\u00f5es que cada leitor poder\u00e1 tirar a partir deles.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que o consumidor tenha acesso a diferentes pontos de vista, questione afirma\u00e7\u00f5es e desenvolva seu pr\u00f3prio discernimento. Isso significa n\u00e3o aceitar passivamente o que dizem determinadas publica\u00e7\u00f5es, os autoproclamados \u201cgurus de f\u00f3runs\u201d ou os personagens que circulam por feiras e eventos nos quais interesses comerciais podem se disfar\u00e7ar de conhecimento especializado.<br \/>\nNo universo do \u00e1udio <em>hi-end<\/em>, desconfian\u00e7a n\u00e3o \u00e9 falta de conhecimento. Muitas vezes, \u00e9 justamente o primeiro passo para adquiri-lo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso estudar, verificar informa\u00e7\u00f5es, confrontar afirma\u00e7\u00f5es com evid\u00eancias e compreender os fundamentos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos envolvidos. Num segmento repleto de uma subjetividade oportuna, o que n\u00e3o se pode \u00e9 aceitar como verdade qualquer discurso revestido de autoridade, especialmente quando ele atende convenientemente aos interesses de quem vende os produtos ou servi\u00e7os em quest\u00e3o.<br \/>\nAfinal, quantos desses \u201cespecialistas\u201d e \u201cformadores de opini\u00e3o\u201d possuem forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou t\u00e9cnica compat\u00edvel com os temas sobre os quais se pronunciam? Quantos fundamentam suas afirma\u00e7\u00f5es em medi\u00e7\u00f5es, estudos e conhecimentos verific\u00e1veis, em vez de simplesmente reproduzir o que ouviram, leram em textos tendenciosos ou acreditam ter constatado em suas pr\u00f3prias \u201cexperi\u00eancias pr\u00e1ticas\u201d?<\/p>\n<p>Experi\u00eancia pessoal n\u00e3o \u00e9 prova universal. Convic\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 evid\u00eancia. E repetir uma afirma\u00e7\u00e3o com seguran\u00e7a n\u00e3o a transforma em verdade.<\/p>\n<p>O consumidor merece mais do que hist\u00f3rias convenientes, explica\u00e7\u00f5es fantasiosas e certezas sem fundamento. Merece informa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, argumentos verific\u00e1veis e respeito \u00e0 sua capacidade de pensar por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><strong>Quando o discurso de um suposto especialista n\u00e3o resiste ao confronto com os fatos, n\u00e3o \u00e9 a ci\u00eancia que precisa se justificar. \u00c9 o especialista que precisa explicar suas afirma\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>Vamos \u00e0s duas reflex\u00f5es destacadas para os apreciadores de discos.<\/p>\n<h2>Esque\u00e7a o renascimento do vinil \u2014 estou voltando a me entusiasmar com os CD players<\/h2>\n<p><em>Por Andy Madden<\/em><br \/>\n<em>Publicado em\u00a0 23 de Outubro 2026 na What Hi-Fi?<\/em><\/p>\n<p>O tempo dedicado aos testes em 2026 me fez lembrar o quanto senti falta dos modestos reprodutores de discos.<\/p>\n<p>Tenho uma confiss\u00e3o a fazer. Ainda n\u00e3o me deixei levar pela emo\u00e7\u00e3o do renascimento do vinil. Na verdade, *falando baixinho*, n\u00e3o acho que algum dia terei um toca-discos.<\/p>\n<p>Por favor, n\u00e3o pense que n\u00e3o aprecio o formato, ou qualquer formato f\u00edsico, ali\u00e1s. Adoro poder aproveitar toda a m\u00fasica que o Amazon Music oferece (o motivo pelo qual insisto em continuar com a Amazon fica para outro dia), mas cresci na era das fitas, dos CDs e dos MiniDiscs.<\/p>\n<p>E, quando comecei a trabalhar na What Hi-Fi?, o CD era, como dizer, o formato do momento. Eu gostava, e ainda gosto, do ritual de tirar um CD da caixa e coloc\u00e1-lo na bandeja de carregamento ou inseri-lo em um mecanismo de carregamento por fenda.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que retirar cuidadosamente um disco de sua capa e coloc\u00e1-lo para tocar em um toca-discos. E o ru\u00eddo seco e o zumbido do mecanismo de um CD n\u00e3o provocam exatamente a mesma sensa\u00e7\u00e3o acolhedora que os estalos e chiados de um disco de vinil ganhando vida. Mas ambos t\u00eam seus m\u00e9ritos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 2000, eu n\u00e3o teria problema algum em solicitar sete ou oito CD players, todos na mesma faixa de pre\u00e7o, para um Super Test da What Hi-Fi?. Nosso estoque estava repleto deles, e tamb\u00e9m de trocadores de CDs!<\/p>\n<p>Mas, durante a \u00faltima d\u00e9cada ou algo pr\u00f3ximo disso, a fonte praticamente secou. Era poss\u00edvel contar nos dedos de uma m\u00e3o o n\u00famero de novos aparelhos acess\u00edveis lan\u00e7ados no mercado. Isso se refletiu no fato de que o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/reviews\/marantz-cd6007?utm_source=chatgpt.com\">Marantz CD6007<\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/cyrus\/cd-i\/review?utm_source=chatgpt.com\">Cyrus CDi<\/a> se tornaram vencedores de pr\u00eamios por v\u00e1rios anos consecutivos. N\u00e3o me entendam mal: s\u00e3o excelentes aparelhos, mas a falta de concorr\u00eancia realmente significativa, sem d\u00favida, contribuiu para esse resultado.<\/p>\n<p>Mas os tempos est\u00e3o mudando. Nos \u00faltimos dois anos, ouvi o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/rotel-michi-q5?utm_source=chatgpt.com\">Rotel Michi Q5<\/a> (\u00a3 5.499 \/ US$ 7.499 \/ AU$ 9.499) e duas verdadeiras feras de alto n\u00edvel: o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/reviews\/esoteric-k-05xd?utm_source=chatgpt.com\">Esoteric K-05XD<\/a> (\u00a3 11.650 \/ US$ 12.000 \/ AU$ 15.000) e o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/gryphon-audio-ethos?utm_source=chatgpt.com\">Gryphon Audio Ethos<\/a> (\u00a3 37.500 \/ US$ 50.500 \/ AU$ 64.995). Infelizmente, sendo realista, nenhum desses aparelhos dever\u00e1 ser instalado no meu sistema t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p>Felizmente, tamb\u00e9m testei o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/marantz-cd-70?utm_source=chatgpt.com\">Marantz CD 70<\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/arcam-cd25?utm_source=chatgpt.com\">Arcam CD25<\/a>, dois aparelhos excelentes e muito mais acess\u00edveis. E foi o Arcam que realmente me impressionou.<\/p>\n<p>Ao ouvir o salto de desempenho em rela\u00e7\u00e3o ao excelente Marantz CD 70, com o aumento do refinamento e da sofistica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da capacidade do CD25 de extrair detalhes da nossa c\u00f3pia de The Eminem Show, n\u00e3o consegui conter um sorriso de orelha a orelha. Este \u00e9 o tipo de aparelho capaz de proporcionar uma melhoria imediata a qualquer sistema compat\u00edvel e adequadamente configurado.<\/p>\n<p>E h\u00e1 mais boas not\u00edcias no universo dos CD players. A <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/modern-classics-nad-unveils-a-new-streaming-amplifier-and-cd-player-in-its-classic-series?utm_source=chatgpt.com\">NAD anunciou recentemente o C 569<\/a> (\u00a3 749 \/ \u20ac 949), que se posiciona convenientemente entre os modelos da Marantz e da Arcam. H\u00e1 tamb\u00e9m o Rotel Michi Prestige Q430 (\u00a3 3.599 \/ \u20ac 3.999 \/ US$ 3.999), que <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/rotel-michi-prestige-x430-q430?utm_source=chatgpt.com\">tive a sorte de ouvir na China no in\u00edcio deste ano<\/a>. N\u00e3o se preocupem: uma unidade para testes completos dever\u00e1 chegar em breve para avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que tudo isso pode ser apenas uma pequena oscila\u00e7\u00e3o, um breve renascimento, e n\u00e3o uma tend\u00eancia de longo prazo. Mas sou totalmente favor\u00e1vel a essa retomada. N\u00e3o sei quanto a voc\u00eas, mas certamente ainda n\u00e3o consigo me imaginar me desfazendo da minha cole\u00e7\u00e3o de CDs.<\/p>\n<h2>Estou abandonando os servi\u00e7os de streaming em favor das m\u00eddias f\u00edsicas. Eis o porqu\u00ea<\/h2>\n<p><em>Por Ioan Hazell<\/em><br \/>\n<em>Publicado em 19 de outubro de 2026 na What Hi-Fi?<\/em><\/p>\n<p>Quer uma maneira mais acess\u00edvel de entrar no mundo das m\u00eddias f\u00edsicas? Os CDs podem ser a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o <em>streaming<\/em> ganhou destaque no universo da reprodu\u00e7\u00e3o musical, em algum momento do final da minha adolesc\u00eancia, fui completamente conquistado. Qualquer m\u00fasica que eu pudesse desejar estava dispon\u00edvel por uma quantia que, naquela \u00e9poca, eu conseguia reunir com algum esfor\u00e7o a partir do sal\u00e1rio do meu emprego de meio per\u00edodo. Para mim, aquilo era algo semelhante ao que o fogo deve ter representado para os neandertais.<\/p>\n<p>Mas, como \u00e0s vezes acontece com paix\u00f5es t\u00e3o arrebatadoras, nosso relacionamento acabou passando por tempos dif\u00edceis, a ponto de eu estar considerando abandonar completamente os servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> de m\u00fasica. Devo esclarecer que isso se aplica apenas ao meu uso pessoal; servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> como o Tidal desempenham um papel fundamental na maneira como testamos determinados produtos aqui na <em>What Hi-Fi?<\/em>, sejam eles um sistema hi-fi tudo-em-um ou uma simples caixa de som Bluetooth.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, o que me fez chegar ao limite?<\/strong><\/p>\n<p>Tendo crescido com um suprimento inesgot\u00e1vel de m\u00fasica ao alcance dos meus dedos, essa n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o insignificante. Mas, recentemente, com a m\u00fasica gerada por intelig\u00eancia artificial inundando as plataformas de <em>streaming on-line<\/em> e provocando uma onda de paradas musicais de IA montadas \u00e0s pressas, al\u00e9m de estrat\u00e9gias para prevenir fraudes, acredito que finalmente cheguei ao meu limite.<\/p>\n<p>N\u00e3o me entendam mal: fico aliviado ao ver que as plataformas est\u00e3o tomando provid\u00eancias. H\u00e1 alguns meses, o Tidal implementou uma op\u00e7\u00e3o para permitir conte\u00fado gerado por IA, e o Deezer tamb\u00e9m passou recentemente a oferecer aos usu\u00e1rios a op\u00e7\u00e3o de excluir de suas bibliotecas qualquer m\u00fasica identificada como gerada por IA. Mas, \u00e0 medida que essa nova tecnologia invade todos os aspectos da vida, trazendo benef\u00edcios e riscos igualmente capazes de nos deixar perplexos, simplesmente n\u00e3o quero ter de questionar se a m\u00fasica que estou ouvindo foi criada por uma pessoa de verdade ou n\u00e3o. Por isso, estou buscando ref\u00fagio na m\u00fasica em formato f\u00edsico.<\/p>\n<p>Mal a ponte levadi\u00e7a se ergueu, por\u00e9m, percebi o desafio que tenho pela frente.<\/p>\n<p>Abandonar os servi\u00e7os de <em>streaming<\/em> implica um processo de recupera\u00e7\u00e3o tedioso, inconveniente e, \u00e0s vezes, caro. Compreensivelmente, isso costuma ser suficiente para desestimular as pessoas. Existe um termo para esse fen\u00f4meno: \u201cdepend\u00eancia de trajet\u00f3ria\u201d (<em>path dependence<\/em>). Nas ci\u00eancias sociais, ele significa que acontecimentos ou decis\u00f5es passadas condicionam ou determinam acontecimentos e decis\u00f5es posteriores.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, todos nos tornamos dependentes de diferentes tipos de \u201ctrajet\u00f3rias\u201d. Imagine como ter\u00edamos dificuldades hoje se a internet simplesmente deixasse de funcionar de repente, ou mesmo se fic\u00e1ssemos sem eletricidade por um per\u00edodo prolongado. No meu caso espec\u00edfico, fico me perguntando quanto dinheiro terei de gastar para recuperar algo que se aproxime da minha antiga biblioteca musical.<\/p>\n<p><strong>Escolha seu combatente<\/strong><\/p>\n<p>Assim, enquanto procuro, por falta de uma express\u00e3o melhor, voltar ao mundo f\u00edsico, o primeiro passo \u00e9 decidir qual formato escolher. \u00c9 claro que existe um certo apelo em seguir o caminho retr\u00f4 e adotar inteiramente o vinil. Imagino-me participando do \u201crenascimento do vinil\u201d e sendo acolhido por uma multid\u00e3o entusiasmada de hipsters estilosos, fumantes de cigarro e apaixonados por discos de vinil. Embora a ideia me agrade, os discos simplesmente s\u00e3o caros demais.<\/p>\n<p>Com pre\u00e7os iniciais que variam entre \u00a3 25 e \u00a3 40 por \u00e1lbum, quem pretende atualizar regularmente uma cole\u00e7\u00e3o de vinis certamente logo se deparar\u00e1 com uma conta impressionante. \u00c9 muito f\u00e1cil ignorar o fato de que muitas pessoas simplesmente n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es financeiras de voltar \u00e0s m\u00eddias f\u00edsicas, por mais que apreciem e valorizem os formatos ou os artistas musicais em quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, comprar discos de vinil usados tornou-se uma aposta arriscada. As recentes revela\u00e7\u00f5es sobre opera\u00e7\u00f5es de falsifica\u00e7\u00e3o em larga escala, incluindo uma que movimentou impressionantes \u00a3 2,7 milh\u00f5es entre 2017 e 2024, significam que pode ser dif\u00edcil para os colecionadores ter certeza do que est\u00e3o comprando.<\/p>\n<p><strong>Mas nem tudo s\u00e3o m\u00e1s not\u00edcias<\/strong><\/p>\n<p>Hoje em dia, o CD \u00e9 uma m\u00eddia f\u00edsica bastante acess\u00edvel, com ofertas que surgem constantemente em lojas de usados, lojas de discos e varejistas <em>on-line<\/em>. Numa loja de usados perto da minha casa, frequentemente encontro excelentes CDs \u00e0 venda por pre\u00e7os a partir de \u00a3 1,99. Por um valor um pouco inferior ao da assinatura mensal do Spotify, eu poderia comprar seis CDs por m\u00eas, acredito que isso seria suficiente para me manter entretido.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, muitas pessoas t\u00eam antigos CD players esquecidos e abandonados nos s\u00f3t\u00e3os, o que torna tudo ainda mais barato, pois elimina a necessidade de gastar com novos equipamentos.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea estiver procurando uma configura\u00e7\u00e3o mais atual, entretanto, alguns fabricantes, como Marantz, NAD, FiiO e Roberts, est\u00e3o desenvolvendo novos produtos acess\u00edveis voltados para CDs, desde modelos port\u00e1teis no estilo dos antigos Discman at\u00e9 componentes separados completos para sistemas de \u00e1udio.<\/p>\n<p>Entre os CD <em>players<\/em> mais acess\u00edveis que recomendamos por menos de \u00a3 500, o Marantz CD70, com cinco estrelas e vencedor de um pr\u00eamio, \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o s\u00f3lida para quem deseja integrar um reprodutor de CDs a um sistema hi-fi mais amplo. Custando \u00a3 499 \/ US$ 750 \/ AU$ 1.000, ele oferece design moderno e som preciso e potente.<\/p>\n<p>Seu antecessor de uma gera\u00e7\u00e3o anterior, o <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/reviews\/marantz-cd6007\">CD6007<\/a>, vencedor de seis pr\u00eamios <em>What Hi-Fi?<\/em>, tamb\u00e9m continua dispon\u00edvel por um pre\u00e7o menor no momento em que escrevo, custando aproximadamente \u00a3 349 \/ US$ 650 \/ AU$ 900. Naturalmente, isso vale apenas enquanto houver unidades em estoque.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m op\u00e7\u00f5es mais baratas, embora um pouco menos voltadas ao hi-fi. A FiiO, por exemplo, anunciou recentemente um CD player bastante vers\u00e1til, o DP11, com pre\u00e7o aproximado de \u00a3 200 \/ US$ 170, que tamb\u00e9m pode funcionar como DAC e pr\u00e9-amplificador. Em dezembro de 2025, a empresa lan\u00e7ou ainda um <a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/fiios-new-portable-cd-player-has-hi-res-bluetooth-and-doubles-as-a-dac\">CD player port\u00e1til compat\u00edvel com Bluetooth de alta resolu\u00e7\u00e3o e que tamb\u00e9m funciona como DAC<\/a>, chamado DM15 R2R, com pre\u00e7o de \u00a3 249 \/ US$ 269.<\/p>\n<p>Por mais fant\u00e1sticos que alguns desses produtos sejam, compreendo as ressalvas das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Este \u00e9 um sonho dif\u00edcil de vender<\/strong><\/p>\n<p>Embora os CDs ofere\u00e7am um excelente equil\u00edbrio em termos de qualidade de \u00e1udio, eles n\u00e3o possuem a mesma resolu\u00e7\u00e3o elevada oferecida por alguns servi\u00e7os de <em>streaming premium<\/em>. Tampouco \u00e9 um sacrif\u00edcio pequeno abrir m\u00e3o dos milh\u00f5es de m\u00fasicas de um servi\u00e7o de <em>streaming<\/em> que antes estavam ao alcance dos seus dedos. Certamente haver\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de abstin\u00eancia e um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o. Ainda assim, enquanto os servi\u00e7os on-line tentam controlar a m\u00fasica gerada por IA, quero experimentar essa alternativa.<\/p>\n<p>Ao escolher as m\u00eddias f\u00edsicas e aceitar os sacrif\u00edcios relativamente modestos que acompanham essa op\u00e7\u00e3o, sinto uma confian\u00e7a maior de que a \u201ctrajet\u00f3ria\u201d que estou seguindo n\u00e3o ser\u00e1 motivo de arrependimento daqui a dez ou vinte anos.<\/p>\n<p>Sem ficar \u00e0 merc\u00ea dos caprichos dos gigantes da tecnologia, pelo menos no que diz respeito a ouvir m\u00fasica, continuarei sendo dono dos meus CDs no futuro, quer eles tenham se tornado rel\u00edquias, quer tenham adquirido uma nova relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Talvez o aspecto mais importante de todos, por\u00e9m, seja que, para cada CD que eu comprar, saberei que um ser humano foi remunerado pelo seu trabalho de express\u00e3o art\u00edstica, cada vez mais necess\u00e1rio. E espero que essa seja uma causa que todos possamos apoiar.<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos e Fontes dos textos:<\/p>\n<p><strong>What Hi-Fi?<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/forget-the-vinyl-revival-im-getting-excited-about-cd-players-again?\">https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/forget-the-vinyl-revival-im-getting-excited-about-cd-players-again?<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/i-am-ditching-streaming-services-in-favour-of-physical-media-heres-why\">https:\/\/www.whathifi.com\/hi-fi\/cd-players\/i-am-ditching-streaming-services-in-favour-of-physical-media-heres-why<\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"For the Serious Audiophile - Audiofilo som high-end\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Duas opini\u00f5es curiosas que compartilhamos aqui com os amigos do Hi-Fi Planet.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":5590,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[129],"tags":[146,147,149,58,32,276,150,148],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5589"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5589"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5589\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5591,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5589\/revisions\/5591"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5590"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}