{"id":526,"date":"2007-11-03T12:04:37","date_gmt":"2007-11-03T15:04:37","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=526"},"modified":"2021-06-09T17:10:39","modified_gmt":"2021-06-09T20:10:39","slug":"reviews-ate-onde-acreditar-neles-2%c2%aa-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/reviews-ate-onde-acreditar-neles-2%c2%aa-parte\/","title":{"rendered":"&#8220;Reviews&#8221; &#8211; Ate onde acreditar neles? &#8211; 2\u00aa Parte"},"content":{"rendered":"<p>Segunda parte do artigo.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Parte 2 <\/strong><\/p>\n<p>Autor: Eduardo Martins<\/p>\n<p><strong>OUTROS ASPECTOS PREJUDICIAI<\/strong>S<\/p>\n<p>Al\u00e9m do interesse comercial, outros elementos podem &#8220;contaminar&#8221; a  avalia\u00e7\u00e3o de um aparelho.<\/p>\n<p>Quem publica os testes pode n\u00e3o ser retribu\u00eddo financeiramente por  uma avalia\u00e7\u00e3o positiva de um aparelho, mas pode, por exemplo, querer se  favorecer de algum tipo de influ\u00eancia do fabricante ou comerciante. Ter  uma marca forte vinculada \u00e0 publica\u00e7\u00e3o ou a algum evento pode ser mais  interessante que receber alguma vantagem pontual. Algumas vezes o  avaliador pode querer usar sua avalia\u00e7\u00e3o para abrir caminhos para outros  neg\u00f3cios, estabelecer uma rede de influ\u00eancias, ou at\u00e9 mesmo para  conseguir uma aproxima\u00e7\u00e3o com o fabricante para, por exemplo, obter uma  loja autorizada ou uma representa\u00e7\u00e3o regional exclusiva da marca. Nestes  casos, haver\u00e1 um grade interesse em agradar a marca.<br \/>\nOutras vezes pode existir uma tamanha afinidade entre o fabricante  ou distribuidor do equipamento que o avaliador pode querer ajudar o  &#8220;amigo&#8221;.<\/p>\n<p>Outro motivo que pode prejudicar o resultado de um teste \u00e9 como ele  foi feito.<\/p>\n<p>Em alguns casos percebemos que o teste sequer foi realizado. O texto  parece uma c\u00f3pia do manual do aparelho, com tratados bastante vagos e  superficiais. Isso pode ser causado pela falta de disponibilidade do  avaliador para realizar o teste, pelo cronograma apertado de fechamento  de uma revista, pela pr\u00f3pria falta de interesse do avaliador naquele  equipamento, ou at\u00e9 por solicita\u00e7\u00e3o do fornecedor do aparelho, que  muitas vezes quer a sua devolu\u00e7\u00e3o breve ou deseja que um lan\u00e7amento seja  apresentado logo ao p\u00fablico.<br \/>\nJ\u00e1 vi um caso onde o artigo falava da vantagem de um recurso que,  por\u00e9m, o aparelho n\u00e3o possu\u00eda, ou ent\u00e3o comentava alguma caracter\u00edstica  do equipamento que n\u00e3o correspondia \u00e0 realidade.<br \/>\nJ\u00e1 identifiquei casos de montagem fotogr\u00e1fica de uma instala\u00e7\u00e3o  supostamente avaliada, onde alguns equipamentos sequer estariam  presentes no local.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos sites com participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, \u00e9 muito comum  encontrarmos o avaliador &#8220;apaixonado&#8221;. Ele apresenta uma avalia\u00e7\u00e3o  bastante pessoal do aparelho, ainda no clima de satisfa\u00e7\u00e3o e euforia  pela nova aquisi\u00e7\u00e3o, e \u00e9 capaz at\u00e9 de citar o cheiro do equipamento  &#8220;zero&#8221;.<br \/>\nAs pessoas t\u00eam a tend\u00eancia de elogiar o que possui, de considerar  que, &#8220;se ele tem \u00e9 porque \u00e9 bom (sen\u00e3o o melhor) &#8220;. Essa auto-afirma\u00e7\u00e3o  da escolha certa acontece com ve\u00edculos, times de futebol, marcas de  cerveja e qualquer outra coisa. \u00c9 uma vis\u00e3o apaixonada que chega ao  ponto at\u00e9 de faz\u00ea-lo insistir que, excluindo o equipamento dele, os  demais n\u00e3o prestam, e quem n\u00e3o tem capacidade de perceber isso,  apresenta problemas de percep\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 normal que algu\u00e9m defenda uma  \u00fanica marca com tanta insist\u00eancia, principalmente num mercado como o do  \u00e1udio e v\u00eddeo, cheio de op\u00e7\u00f5es de \u00f3tima qualidade. Todo equipamento tem  virtudes e defeitos, e cabe a quem avalia mostr\u00e1-los friamente,  imparcialmente, e em igualdade de destaque.<br \/>\n\u00c9 bastante comum encontrar os ferrenhos defensores de marcas ou  modelos, que n\u00e3o admitem cr\u00edticas negativas de seus equipamentos, mas  t\u00e3o somente dos outros. \u00c9 preciso fugir destas opini\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es  feitas por eles, pois s\u00e3o pouco confi\u00e1veis e nada imparciais. Isso  provoca calorosas discuss\u00f5es em f\u00f3runs e listas (o que j\u00e1 causou at\u00e9 o  fim de alguns), e tamb\u00e9m s\u00f3 servem para confundir quem busca uma  informa\u00e7\u00e3o mais s\u00e9ria. A &#8220;paix\u00e3o&#8221; pela marca \u00e9 t\u00e3o grande que os mais  &#8220;apaixonados&#8221; incluem o logo do fabricante ou fotos dos aparelhos fixas  em suas mensagens, como uma esp\u00e9cie de &#8220;marca pessoal&#8221;. Claro que muitas  vezes o interesse, como j\u00e1 vimos, \u00e9 puramente comercial, mas os  seguidores do &#8220;o que \u00e9 meu \u00e9 o melhor&#8221; n\u00e3o param de crescer, e j\u00e1 s\u00e3o  muito comuns.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m citar rapidamente aqueles casos de quem publica grandes  elogios de determinado equipamento, valorizando-o e, ao possu\u00ed-lo,  buscando facilitar a sua venda pr\u00f3xima ou futura.<\/p>\n<p>Ainda, \u00e9 preciso lembrar que muitos n\u00e3o t\u00eam as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias  para realizar um teste com o devido cuidado. Muitos avaliam qualidade  sonora de um equipamento sem sequer ter uma audi\u00e7\u00e3o apurada para tanto.  J\u00e1 conheci alguns casos de pessoas que conviveram com sons em alto  volume, que apresentam percept\u00edvel perda de audi\u00e7\u00e3o, que ouvem  equipamentos em volumes, dir\u00edamos, &#8220;insanos&#8221;, justamente por conta de  suas limita\u00e7\u00f5es auditivas, e mesmo assim apresentam avalia\u00e7\u00f5es  detalhadas das sutilezas de alguns equipamentos e, por outro lado,  mostram-se incapazes de perceber \u00f3bvias diferen\u00e7as s\u00f4nicas entre cabos  de interconex\u00e3o ou for\u00e7a (chegando mesmo a dizer que seus sistemas s\u00e3o  livres destes &#8220;voodoos&#8221;).<br \/>\nMas, n\u00e3o s\u00e3o somente as limita\u00e7\u00f5es pessoais que prejudicam o  resultado de um teste, mas as pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas da sua  execu\u00e7\u00e3o. Comumente vemos testes de \u00e1udio realizados em salas sem  qualquer tratamento ac\u00fastico ou el\u00e9trico. Estas defici\u00eancias podem fazer  um bom equipamento ter um desempenho sofr\u00edvel, e esconder as  defici\u00eancias de outro com uma qualidade geral inferior, fazendo o  segundo parecer melhor. \u00c9 b\u00e1sico possuir uma ac\u00fastica preparada, uma  rede el\u00e9trica exclusiva e muito bem filtrada, cabos de interconex\u00e3o de  qualidade comprovada, al\u00e9m de outros cuidados importantes para uma  correta avalia\u00e7\u00e3o. Por experi\u00eancia pr\u00f3pria, at\u00e9 a temperatura de uma  sala ou o tipo de l\u00e2mpada utilizada em sua ilumina\u00e7\u00e3o podem afetar o  desempenho de um equipamento. As condi\u00e7\u00f5es de teste s\u00e3o bastante  complexas, e tamb\u00e9m bastante desprezadas pelos &#8220;reviewers de plant\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>VALIDADE DOS TESTES<\/strong><\/p>\n<p>Para surpresa de muitos, vou fazer agora uma afirma\u00e7\u00e3o certamente  bastante pol\u00eamica: NENHUM TESTE \u00c9 CONFI\u00c1VEL.<br \/>\nSe algu\u00e9m acredita que um teste, por mais bem feito e imparcial que  seja, pode ser suficiente para conhecer as reais virtudes e defeitos de  um aparelho, lamento informar, mas est\u00e1 completamente enganado.<br \/>\nN\u00e3o existe um crit\u00e9rio ou uma metodologia de testes que seja  perfeita, e come\u00e7a pela defini\u00e7\u00e3o da sala. Alguns buscam construir a  sala ideal para testar os equipamentos, com tratamento ac\u00fastico  perfeitamente calculado, com sistemas anti-vibrat\u00f3rio no piso, com  paredes especiais, &#8220;medidas de ouro&#8221; (como citam alguns em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s  dimens\u00f5es ideais de uma sala), e outras caracter\u00edsticas semelhantes.  Agora, seria este teste v\u00e1lido para a maioria das resid\u00eancias? Quantos  podem ter uma sala assim e obter o mesmo resultado conseguido num teste  sob aquelas condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o ideais? Claro que uma sala deve ter um  tratamento ac\u00fastico m\u00ednimo, uma energia el\u00e9trica isenta de &#8220;sujeira&#8221; e  varia\u00e7\u00f5es de voltagem, deve ter condi\u00e7\u00e3o de ilumina\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com o  equipamento de v\u00eddeo que ser\u00e1 testado, e alguns outros cuidados b\u00e1sicos.  Mas, testar um equipamento numa condi\u00e7\u00e3o t\u00e3o espec\u00edfica, pouco \u00fatil  ser\u00e1 para o consumidor comum. Seria como testar um carro em pistas  perfeitas, e querer que ele tenha o mesmo desempenho em nossas ruas  esburacadas.<br \/>\nMas, o que deveria ser feito ent\u00e3o? Talvez testar o equipamento em  diversos ambientes e configura\u00e7\u00f5es? Sim, seria mais ou menos isso. Mas,  claro que isso \u00e9 praticamente invi\u00e1vel. Parece \u00f3bvio que s\u00e3o tantas as  vari\u00e1veis poss\u00edveis que qualquer avaliador ficaria louco tentando  reproduz\u00ed-las. Desta forma, ser\u00e1 que ter\u00edamos que desistir dos testes e  deixar que cada um fizesse sua pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o em casa? Sim,  novamente. Esta seria uma condi\u00e7\u00e3o melhor. Mas, a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 acabar  com a produ\u00e7\u00e3o de testes, j\u00e1 que eles t\u00eam a sua utilidade, mas t\u00e3o  somente reafirmar o que foi dito logo acima, que nenhum teste \u00e9  confi\u00e1vel. Jamais conseguir\u00edamos abranger cada situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, e  determinar se o equipamento possui realmente aquelas qualidades em  qualquer condi\u00e7\u00e3o. Quando, por exemplo, usamos um filtro de rede durante  os testes, podemos estar escondendo uma falha do equipamento que  aparecer\u00e1 nas instala\u00e7\u00f5es habituais, sem o filtro. J\u00e1 tive experi\u00eancia  tamb\u00e9m com um equipamento que tinha um comportamento bem diferente  quando ligado em 110 Volts ou 127 Volts nominais. Isto acontecia porque,  mesmo com uma tens\u00e3o nominal de 127 Volts, nossa rede el\u00e9trica pode  facilmente chegar aos 135 Volts ou mais, e muitos equipamentos  importados s\u00e3o projetados para ter seu melhor funcionamento em 110 V.<br \/>\nA falta de um filtro de linha pode causar outro problema semelhante,  no momento em que permite a inclus\u00e3o de grande quantidade de harm\u00f4nicos  e ru\u00eddos el\u00e9tricos no equipamento. Desequil\u00edbrio tonal, aquecimento,  travamentos e outras falhas de funcionamento, e &#8220;estalos&#8221; podem ser  bastante comuns em aparelhos ligados sem um bom filtro. Pois bem, ent\u00e3o  bastaria dizer que com filtro e sem filtro o equipamento teria este e  aquele comportamento, certo? Errado ! Filtros tamb\u00e9m t\u00eam comportamentos  diferentes, e seria novamente necess\u00e1rio testar uma infinidade deles.<br \/>\nO equipamento tamb\u00e9m sofre varia\u00e7\u00f5es brutas no desempenho dependendo  da sala onde \u00e9 utilizado. Um equipamento que recebeu grandes elogios do  avaliador pode mostrar-se p\u00e9ssimo em outra sala. N\u00e3o porque esta possua  problemas, mas porque n\u00e3o possui caracter\u00edsticas que otimizem o  desempenho daquele equipamento espec\u00edfico.<br \/>\nQuantos consumidores j\u00e1 n\u00e3o se decepcionaram com a imagem do seu TV  de plama ou LCD, bem diferente daquela vista na loja? E aquele review  daquela publica\u00e7\u00e3o bastante confi\u00e1vel garantia que o TV tinha uma imagem  maravilhosa&#8230; Pois \u00e9, se voc\u00ea comprou uma TV para ver sua novela  preferida num canal aberto, poder\u00e1 descobrir que a sua velha TV de tubo  tinha uma imagem bem mais agrad\u00e1vel. Mas, nenhum review vai testar uma  TV de plasma ou LCD com canais de TV abertos. Certamente utilizar\u00e3o  sofisticados players e grava\u00e7\u00f5es de alt\u00edssima qualidade.<br \/>\nS\u00e3o tantas as possibilidades que n\u00e3o caberiam no espa\u00e7o deste  artigo, a n\u00e3o ser que o objetivo fosse escrever um livro.<\/p>\n<p>Pior do que tudo isso, na minha opini\u00e3o, \u00e9 a falta de avalia\u00e7\u00e3o da  qualidade construtiva do aparelho. Raros s\u00e3o os testes em que observei  qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com isso, sen\u00e3o talvez na boa e velha Antenna.  Falam do peso do aparelho, de seu espesso painel frontal, de seus bot\u00f5es  maci\u00e7os, e outros detalhes que pouco esclarecem sobre a sua verdadeira  qualidade construtiva. N\u00e3o por menos algumas revistas especializadas em  autom\u00f3veis, s\u00f3 para compara\u00e7\u00e3o, realizam testes de longa dura\u00e7\u00e3o,  rodando milhares de quil\u00f4metros com os carros em teste, e desmontando-o  completamente ao final.<br \/>\nPessoalmente, tive a oportunidade de testar um player de DVD que  apresentava uma qualidade excepcional para uma determinada aplica\u00e7\u00e3o, e  recebeu notas altas em testes no Brasil e no exterior. Por\u00e9m, dei-lhe  uma pontua\u00e7\u00e3o menor por conta da sua qualidade de constru\u00e7\u00e3o, e isso  mostrou-se oportuno, depois que in\u00fameras reclama\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 pouca  durabilidade e falta de robustez do aparelho come\u00e7aram a ser divulgadas.  O aparelho usado no teste j\u00e1 veio com problemas, e parou de ler v\u00e1rios  discos depois de apenas 3 meses de pouco uso, amargando agora a longa  espera pela chegada das pe\u00e7as importadas para o seu conserto. N\u00e3o vi em  nenhum outro teste qualquer coment\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua constru\u00e7\u00e3o  prec\u00e1ria, facilmente percebida at\u00e9 por detalhes de acabamento, e por sua  vis\u00edvel gaveta de alojamento do disco de constru\u00e7\u00e3o bastante fr\u00e1gil.<br \/>\nTalvez por limita\u00e7\u00f5es de conhecimento t\u00e9cnico ou falta de  preocupa\u00e7\u00e3o com isso, esse importante aspecto \u00e9 desprezado.<\/p>\n<p>Outra falha destas avalia\u00e7\u00f5es diz respeito \u00e0 falta de algumas  informa\u00e7\u00f5es importantes que jamais poderiam ser desprezadas no texto,  mesmo tratando-se de caracter\u00edstica de aparelhos que usam determinada  tecnologia, como no caso de alguns projetores DLP. Estes projetores  podem apresentar, com maior ou menor intensidade, um problema denominado  &#8220;rainbow effect&#8221; que pode incomodar bastante muitas pessoas. Sou  bastante sens\u00edvel \u00e0 este problema, e o percebo t\u00e3o facilmente que a  utiliza\u00e7\u00e3o de um projetor DLP pode se tornar uma experi\u00eancia  extremamente inc\u00f4moda pra mim, sen\u00e3o imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Ainda, poucos avaliadores situam um equipamento na faixa de pre\u00e7o de  seu mercado. Algumas revistas, principalmente no exterior, costumam  criar um quadro com os pontos positivos e negativos do aparelho testado,  e muitas vezes colocam o pre\u00e7o em uma destas posi\u00e7\u00f5es. N\u00e3o basta um  aparelho possuir excelentes qualidades de desempenho e constru\u00e7\u00e3o, ele  tem que ter um pre\u00e7o compat\u00edvel com a sua faixa de mercado. O que pode  significar isso? Que um excelente aparelho pode n\u00e3o ser a melhor op\u00e7\u00e3o  de compra, por existir equipamentos com desempenho semelhante, com  qualidades t\u00e9cnicas id\u00eanticas, e mais barato! Afinal, poucos  consumidores deste pa\u00eds podem se dar ao luxo de desprezar o pre\u00e7o de um  produto.<br \/>\nEm alguns casos a avalia\u00e7\u00e3o sequer apresenta o pre\u00e7o, informando n\u00e3o  estar dispon\u00edvel, ou dizendo que o fabricante n\u00e3o informou. Normalmente  isso ocorre com marcas bem definidas, por conta da estrat\u00e9gia comercial  do fabricante ou revendedor, e lamentavelmente a publica\u00e7\u00e3o colabora,  inexplicavelmente, com essa omiss\u00e3o. Bastaria uma simples liga\u00e7\u00e3o para a  loja e o pre\u00e7o seria logo conhecido, facilitando a vida do leitor. Mas,  parece que o interesse do leitor nunca \u00e9 prioridade nestes casos, como  se a revista n\u00e3o fosse feita para ele, mas t\u00e3o somente para os  interesses do fabricante e da revenda.<br \/>\n\u00c9 muito importante avaliar ao custo\/benef\u00edcio e a situa\u00e7\u00e3o do  aparelho na faixa de pre\u00e7o do mercado que participa. Algumas publica\u00e7\u00f5es  no exterior chegam a comparar o aparelho testado com outros na mesma  faixa de pre\u00e7o, n\u00e3o s\u00f3 em testes comparativos, mas tamb\u00e9m nos  individuais, dentro do pr\u00f3prio artigo.<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 a falta de atualiza\u00e7\u00e3o das avalia\u00e7\u00f5es.  Algumas publica\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias e americanas chegam a alterar notas ou  excluir alguns aparelhos h\u00e1 muito tempo n\u00e3o reavaliados.<br \/>\n\u00c9 comum vermos aparelhos testados com coment\u00e1rios do tipo &#8220;ao  colocar essas caixas ac\u00fasticas em meu sistema ouvi detalhes que jamais  achei que estavam naquela grava\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;<br \/>\nIsto \u00e9 um grande problema, pois se as caixas anteriores n\u00e3o  mostravam tantos detalhes, como ficam todos os demais equipamentos  testados? Ser\u00e1 que aquele amplificador que recebeu nota m\u00e1xima em um  teste recente mostraria estes detalhes agora?<\/p>\n<p>Eu poderia citar aqui in\u00fameros outros argumentos para provar que  nenhum teste \u00e9 confi\u00e1vel, mas certamente eu precisaria de muito espa\u00e7o e  bastante tempo do leitor para isso. Eu poderia citar ainda o humor do  avaliador, seu grau de exig\u00eancia, sua condi\u00e7\u00e3o emocional, sua predile\u00e7\u00e3o  por determinadas marcas, as varia\u00e7\u00f5es das caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas num  lote de equipamento, as condi\u00e7\u00f5es de amaciamento do aparelho, as  caracter\u00edsticas individuais de audi\u00e7\u00e3o, os discos utilizados para teste,  a metodologia, etc. S\u00e3o ainda muitos aspectos a serem explorados, mas  acho que o objetivo aqui j\u00e1 foi atingido.<\/p>\n<p>Concluindo, se nenhum teste \u00e9 confi\u00e1vel, ent\u00e3o eles n\u00e3o t\u00eam  utilidade, certo? Ou seja, devemos desprez\u00e1-los de hoje em diante,  correto? Errado e errado.<br \/>\nOs testes t\u00eam sim a sua utilidade, mas \u00e9 preciso interpret\u00e1-los,  saber entend\u00ea-los, e tirar algum proveito deles. Como? \u00c9 o que veremos  na \u00faltima parte desse artigo.<\/p>\n<p>Continua<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Segunda parte do artigo.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[33,58,26,32,31,34,21,51,25,42,50],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=526"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1248,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/526\/revisions\/1248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}