{"id":520,"date":"2007-05-30T11:53:41","date_gmt":"2007-05-30T14:53:41","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=520"},"modified":"2010-09-03T11:20:25","modified_gmt":"2010-09-03T14:20:25","slug":"voce-ouve-o-que-nao-ouco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/voce-ouve-o-que-nao-ouco\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea ouve, o que n\u00e3o ou\u00e7o&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea ouve, o que n\u00e3o ou\u00e7o&#8230; Eu ou\u00e7o, o que voc\u00ea n\u00e3o ouve&#8230; Um texto bastante curioso sobre a percep\u00e7\u00e3o auditiva. <!--more--><\/p>\n<p><strong>Jorge Knirsch<\/strong><\/p>\n<p>A   CI\u00caNCIA  REVELA  NOVOS  ASPECTOS  SURPREENDENTES  DA NOSSA  AUDI\u00c7\u00c3O.<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Por que bons sistemas de \u00e1udio, que apresentam apenas  pequenas diferen\u00e7as mensur\u00e1veis nos par\u00e2metros eletroeletr\u00f4nicos, t\u00eam  sido subjetivamente avaliados pelo grande p\u00fablico com pareceres t\u00e3o  controversos? Por que o som tem sido avaliado com opini\u00f5es t\u00e3o  diferentes e at\u00e9 antag\u00f4nicas? Por que a discuss\u00e3o em torno do som  correto excita tanto os \u00e2nimos e provoca embates t\u00e3o acalorados? Que  fatores nos levam a decidir se um som nos agrada ou n\u00e3o? Ser\u00e1 que o que  gostamos \u00e9 devido a um costume ou a um h\u00e1bito?<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s das pesquisas internacionais, grandes t\u00eam sido os  avan\u00e7os tanto na parte de avalia\u00e7\u00e3o sonora de equipamentos e sistemas,  como tamb\u00e9m na \u00e1rea da percep\u00e7\u00e3o humana da audi\u00e7\u00e3o. Estes dois campos da  ci\u00eancia, embora muito distintos, est\u00e3o intimamente correlacionados como  veremos neste artigo e nos pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>Lendo v\u00e1rias revistas internacionais do ramo, tenho me  confrontado com diferentes pesquisas e novidades que pretendo apresentar  neste artigo. Vamos relatar um pouco destes novos conhecimentos,  procurando contribuir com o nosso mercado brasileiro, imobilizado pela  sua situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e cada vez mais restrito a um grupo menor de  audi\u00f3filos e mel\u00f4manos.<\/p>\n<p>Come\u00e7ando a hist\u00f3ria l\u00e1 tr\u00e1s, no s\u00e9culo retrasado, em 1863,  foi publicado o livro \u201cAs Sensa\u00e7\u00f5es  dos Tons em Base Psicol\u00f3gica para a Teoria Musical\u201d de Herman Ludwig Ferdinand Von Helmholtz  (1821 a 1894), f\u00edsico e matem\u00e1tico alem\u00e3o, nascido em Potsdam, que  apresentava um estudo sobre as diferen\u00e7as da percep\u00e7\u00e3o humana com  rela\u00e7\u00e3o aos sons e aos tons musicais. Atrav\u00e9s deste estudo, o autor  levantou a hip\u00f3tese da prov\u00e1vel exist\u00eancia de dois grandes grupos de  ouvintes: os sint\u00e9ticos e os  anal\u00edticos.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, estas coloca\u00e7\u00f5es de Helmholtz n\u00e3o levantaram  muita discuss\u00e3o, face aos v\u00e1rios aparelhos ac\u00fasticos que estavam sendo  por ele apresentados nesta mesma obra, como o famoso absorvedor que leva  hoje seu nome, tamb\u00e9m chamado absorvedor de volume, grande novidade na  \u00e9poca. Mas, a partir do s\u00e9culo passado, v\u00e1rias universidades pelo mundo a  fora come\u00e7aram a aprofundar os estudos sobre a percep\u00e7\u00e3o humana de  sons, iniciados por Helmholtz<\/p>\n<p>Nos por\u00f5es do Departamento de Neurologia da Universidade de  Heidelberg, Alemanha, o Dr. Peter Schneider, da Se\u00e7\u00e3o de Biomagnetismo  conseguiu mostrar, em conjunto com cientistas das Universidades de  Liverpool e de Southampton, na Inglaterra, atrav\u00e9s de diversos  experimentos m\u00e9dicos auditivos e f\u00edsicos, que realmente os seres humanos  escutam de forma muito diferente os mesmos sons e tons. E hoje est\u00e1  comprovado o fato da percep\u00e7\u00e3o auditiva humana ser extremamente  diferenciada para cada indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Estes novos conhecimentos est\u00e3o levando a uma revis\u00e3o dos  conceitos de avalia\u00e7\u00e3o sonora de equipamentos eletr\u00f4nicos que vamos  expor em outra oportunidade.<\/p>\n<p><strong>Os Sint\u00e9ticos e os Anal\u00edticos<\/strong><\/p>\n<p>As pesquisas do Dr. Peter Schneider vieram confirmar as  suspeitas do cientista alem\u00e3o Herman Von Helmholtz, h\u00e1 mais de um s\u00e9culo  atr\u00e1s, de que h\u00e1 realmente dois grandes grupos humanos quanto \u00e0  percep\u00e7\u00e3o auditiva. Ele os designou como os ouvintes das fundamentais e os ouvintes dos harm\u00f4nicos.  Neste artigo, para simplificar, vamos denominar os dois grupos como  Helmholtz os definiu originalmente no seu famoso livro, ou seja, o grupo  dos ouvintes sint\u00e9ticos, que  sintetizam o som em torno da sua fundamental e o dos ouvintes anal\u00edticos, que se orientam em torno  de harm\u00f4nicos do som.<\/p>\n<p>Como as pesquisas mostraram, nenhum destes dois grandes  grupos ouve melhor ou pior, um em rela\u00e7\u00e3o ao outro. Constatou-se que a  forma de ouvir tamb\u00e9m n\u00e3o depende do sexo, ra\u00e7a, profiss\u00e3o, idade ou  musicalidade pessoal. Descobriu-se apenas que estes dois grupos  simplesmente ouvem de forma diferente um do outro, como veremos adiante.<\/p>\n<p>Todo som \u00e9 constitu\u00eddo por uma fundamental e seus  harm\u00f4nicos, onde os harm\u00f4nicos s\u00e3o ondas senoidais em freq\u00fc\u00eancias  m\u00faltiplas da freq\u00fc\u00eancia da onda senoidal fundamental.<\/p>\n<p>O grupo dos sint\u00e9ticos  ouve e se orienta mais pelas freq\u00fc\u00eancias fundamentais dos sons,  enquanto que os anal\u00edticos ouvem  e se orientam mais pelos harm\u00f4nicos.<\/p>\n<p>Acreditava-se, at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo que, quando um som fosse  emitido sem a sua fundamental (por exemplo, a reprodu\u00e7\u00e3o de um som grave  em uma caixa ac\u00fastica), a audi\u00e7\u00e3o humana teria a capacidade de  reconstituir, durante a pr\u00f3pria audi\u00e7\u00e3o, esta fundamental faltante e,  desta forma, escutar o espectro inteiro do referido som. No entanto, os  novos testes demonstraram que somente os ouvintes sint\u00e9ticos t\u00eam esta capacidade de  reconstituir a fundamental de um som. Os anal\u00edticos, como baseiam sua audi\u00e7\u00e3o nos harm\u00f4nicos, n\u00e3o  reconstituem a fundamental.<br \/>\nExiste uma escala para classificar os indiv\u00edduos de cada  grupo. Para os sint\u00e9ticos a escala vai de 0 at\u00e9 -1, sendo que os  \u201csint\u00e9ticos -1\u201d s\u00e3o os que mais se orientam pela fundamental. Para os  anal\u00edticos, a escala vai de 0 a +1, sendo que os \u201canal\u00edticos +1\u201d s\u00e3o os  que mais se orientam pelos harm\u00f4nicos de ordem superior. Portanto,  sint\u00e9ticos e anal\u00edticos se encontram apenas em 0. \u00c9 importante frisar  que cada pessoa se situa em alguma posi\u00e7\u00e3o nesta escala de -1 a +1. No  meu caso, por exemplo, sou sint\u00e9tico -0,2. As pessoas, embora estejam em  diferentes posi\u00e7\u00f5es na escala, n\u00e3o necessariamente ouvem melhor ou  pior, umas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras, mas simplesmente cada uma ouve de uma  maneira espec\u00edfica, diferente das demais. A percep\u00e7\u00e3o musical pode ser  muito diferenciada. Por exemplo, h\u00e1 pessoas que podem ouvir os mesmos  sons at\u00e9 a uma altura de quatro oitavas a mais em rela\u00e7\u00e3o ao que as  outras ouvem!<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico abaixo apresenta a distribui\u00e7\u00e3o das pessoas, na  escala de -1 a +1, que a universidade de Heidelberg tem levantado.  Curiosamente, ele indica que a maioria das pessoas est\u00e1 concentrada nos  extremos. Ou seja, grande parte dos sint\u00e9ticos est\u00e1 entre -1 e -0,5 e  grande parte dos anal\u00edticos entre +0,5 e +1. Este fato j\u00e1 explica, em parte, porque diferimos tanto na  percep\u00e7\u00e3o musical dos sons, j\u00e1 que a maior concentra\u00e7\u00e3o das pessoas est\u00e1  nos extremos da escala.<\/p>\n<p>Estes fatos t\u00eam levado a novas descobertas muito  interessantes para a avalia\u00e7\u00e3o de equipamentos sonoros na m\u00eddia  internacional. Inicialmente, foram realizados testes de audi\u00e7\u00e3o nos  revisores de audi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica (RAC) de equipamentos das revistas  estrangeiras especializadas e se constatou que os melhores revisores s\u00e3o  os que se encontram entre -0,4&gt;RAC&gt;+0,4, ou seja, s\u00e3o as pessoas  sint\u00e9ticas e anal\u00edticas que est\u00e3o situadas mais perto do centro do  gr\u00e1fico. Esta constata\u00e7\u00e3o levou a m\u00eddia internacional de \u00e1udio a sentir a  necessidade de realizar testes auditivos nos candidatos a revisores de  audi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. E a partir dos resultados obtidos \u00e9 que ela tem feito a  escolha das pessoas auditivamente mais apropriadas para RAC, para  fazerem parte do corpo editorial das suas revistas.<\/p>\n<p>Mas as descobertas n\u00e3o param por a\u00ed! A Universidade de  Heidelberg, realizou exames de espintomografia nuclear do c\u00e9rebro  humano, para mostrar a anatomia do c\u00f3rtex direito e esquerdo onde ocorre  a percep\u00e7\u00e3o musical. Tamb\u00e9m foram realizados exames de  magnetoencefalografia para determinar as correntes el\u00e9tricas no c\u00f3rtex  direito e esquerdo no c\u00e9rebro. Os resultados obtidos s\u00e3o surpreendentes.  Mostram que a massa cinzenta do c\u00f3rtex esquerdo, nos ouvintes  sint\u00e9ticos, \u00e9 maior do que a do lado direito, enquanto que os ouvintes  anal\u00edticos possuem o lado direito mais desenvolvido. A corrente el\u00e9trica  tamb\u00e9m \u00e9 maior do lado esquerdo nos sint\u00e9ticos e, nos anal\u00edticos, \u00e9  maior do lado direito. Inclusive, em m\u00fasicos profissionais (onde a massa  cinzenta total do c\u00f3rtex \u00e9 maior do que nos n\u00e3o m\u00fasicos), as propor\u00e7\u00f5es  do lado esquerdo e direito s\u00e3o semelhantes ao que ocorre nos n\u00e3o  m\u00fasicos, sint\u00e9ticos e anal\u00edticos.<\/p>\n<p>O c\u00f3rtex do lado esquerdo, mais desenvolvido nos  sint\u00e9ticos, \u00e9 muito sens\u00edvel a r\u00e1pidos impulsos de som, principalmente  aqueles que n\u00e3o ultrapassem os 50ms de dura\u00e7\u00e3o. Sons ritmados s\u00e3o uma  prefer\u00eancia dos sint\u00e9ticos, enquanto que pulsos mais longos s\u00e3o uma  prefer\u00eancia dos anal\u00edticos, cujo c\u00f3rtex direito \u00e9 mais desenvolvido,  como vimos. Portanto, sons mais longos, mais melodiosos s\u00e3o mais bem  percebidos pelos anal\u00edticos. N\u00e3o devemos esquecer que a altura dos sons  pode variar, ficando em torno da fundamental para os sint\u00e9ticos e, para  os anal\u00edticos, podendo ir at\u00e9 a quarta oitava de harm\u00f4nicos acima da  fundamental.<\/p>\n<p>Estas diferen\u00e7as s\u00e3o marcantes e explicam tamb\u00e9m a  prefer\u00eancia distinta de instrumentos musicais entre os dois grandes  grupos. Enquanto os sint\u00e9ticos d\u00e3o prefer\u00eancia a instrumentos de  percuss\u00e3o, guitarra, piano, e instrumentos de sopro alto como trompete e  flauta transversal, os anal\u00edticos d\u00e3o prefer\u00eancia aos instrumentos de  cordas, como as  violas, aos instrumentos graves de sopro, aos \u00f3rg\u00e3os e  ao canto. Mesmo na maneira de tocar instrumentos, foram percebidas  diferen\u00e7as entre os anal\u00edticos e os sint\u00e9ticos. Enquanto os sint\u00e9ticos  valorizam o ritmo da m\u00fasica, os anal\u00edticos valorizam a melodia musical.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante notar que, como h\u00e1 uma divis\u00e3o de  prefer\u00eancias de instrumentos entre os dois grupos, podemos identificar  suas posi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m pela localiza\u00e7\u00e3o dos instrumentos dentro de uma  orquestra moderna. Assim, do lado esquerdo da orquestra est\u00e3o  normalmente os instrumentos dos sint\u00e9ticos, como por exemplo, os  instrumentos de percuss\u00e3o, o piano, os altos violinos. Curioso o que as  pesquisas tamb\u00e9m mostraram, que a maioria dos maestros pertence ao grupo  dos sint\u00e9ticos. Do lado direito, o lado dos anal\u00edticos, est\u00e3o  instrumentos como o baixo violino, a viola, o violoncelo, o  contra-baixo, a tuba, o saxofone, a flauta, o fagote, o obo\u00e9, e tamb\u00e9m o  coral. Assim, n\u00e3o \u00e9 de se estranhar que as principais diferen\u00e7as est\u00e3o  na faixa de freq\u00fc\u00eancias que v\u00e3o at\u00e9 1.500Hz. (O grave vai at\u00e9 160Hz e o  m\u00e9dio at\u00e9 1.300Hz)<\/p>\n<p>E as descobertas ainda n\u00e3o param por a\u00ed. Tem mais!!<\/p>\n<p>Realizou-se uma pesquisa, entre os dois  grupos, quanto \u00e0  prefer\u00eancia de marcas de equipamentos de reprodu\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de  m\u00fasica, como caixas ac\u00fasticas, toca-discos, CD-Players, integrados,  receivers, amplificadores de modo geral e se chegou a resultados  surpreendentes. Existe, por incr\u00edvel  que pare\u00e7a, uma correla\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca entre marcas e tipos de  equipamentos de \u00e1udio e a pontua\u00e7\u00e3o entre sint\u00e9ticos e anal\u00edticos.  Assim, por exemplo, uma caixa ac\u00fastica de uma certa marca \u00e9 prefer\u00eancia  dos sint\u00e9ticos que obtiveram uma pontua\u00e7\u00e3o na escala em torno de -0,5.  Aprofundando a pesquisa, verificou-se que os projetistas destas mesmas  caixas ac\u00fasticas, daquela determinada marca espec\u00edfica, tamb\u00e9m pertencem  ao mesmo grupo, ou seja, ao grupo dos ouvintes sint\u00e9ticos -0,5. Outro  exemplo, verificou-se que um integrado de uma certa marca, preferido  pelos anal\u00edticos +0,7, foi projetado por pessoas tamb\u00e9m pertencentes ao  mesmo grupo de ouvintes que cont\u00e9m o grupo consumidor (+0,7). Existem,  portanto, marcas de aparelhos sint\u00e9ticos e anal\u00edticos para todas as  faixas de ouvintes e para todas as gradua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O alcance destas descobertas trar\u00e1 uma grande mudan\u00e7a no  marketing e no projeto de equipamentos de \u00e1udio, cuja extens\u00e3o ainda n\u00e3o  d\u00e1 para visualizar totalmente hoje.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Apresentamos as \u00faltimas descobertas no campo da percep\u00e7\u00e3o  musical humana, onde encontramos ouvintes sint\u00e9ticos e anal\u00edticos. S\u00e3o  dois grandes grupos, que ouvem simplesmente de forma diferente,  independente da idade, sexo, cor, etc. Mostramos que, segundo  levantamentos estat\u00edsticos realizados, a maioria dos sint\u00e9ticos e dos  anal\u00edticos se encontra nos extremos de uma escala, por motivos ainda  hoje desconhecidos. Dissemos que foi constatada uma correla\u00e7\u00e3o entre os  instrumentos escolhidos pelos m\u00fasicos e o grupo a que eles pertencem  como ouvintes. Inclusive, foi interessante notar que a divis\u00e3o do c\u00f3rtex  cerebral, nos anal\u00edticos e sint\u00e9ticos, corresponde com a divis\u00e3o e  coloca\u00e7\u00e3o dos instrumentos em uma orquestra moderna.<\/p>\n<p>Estamos diante de novos conceitos de audi\u00e7\u00e3o que nos levam a  antever mudan\u00e7as significativas \u00e0 nossa frente. Com certeza  influenciar\u00e3o nos projetos dos aparelhos e tamb\u00e9m no marketing das  empresas de \u00e1udio mundo afora. Por outro lado, as pesquisas n\u00e3o t\u00eam  parado por a\u00ed, est\u00e3o continuando intensamente. \u00c9 prov\u00e1vel que nossas  tend\u00eancias musicais j\u00e1 sejam pr\u00e9-programadas geneticamente e estudos  neste sentido est\u00e3o em curso.<\/p>\n<p>Hoje podemos realizar testes e verificar se somos  sint\u00e9ticos ou anal\u00edticos. A partir da\u00ed, j\u00e1 podemos indicar quais as  marcas de equipamentos de \u00e1udio que correspondem \u00e0 prefer\u00eancia de cada  um de n\u00f3s, ou seja, quais as que mais ir\u00e3o nos agradar. Isto, sem  d\u00favida, tem simplificado a escolha e a compra dos aparelhos, tornando-a  mais objetiva. A montagem de um sistema de \u00e1udio com este processo fica  muito facilitada. Pergunto: que tipo de ouvinte voc\u00ea \u00e9?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Voc\u00ea ouve, o que n\u00e3o ou\u00e7o&#8230; Eu ou\u00e7o, o que voc\u00ea n\u00e3o ouve&#8230; Um texto bastante curioso sobre a percep\u00e7\u00e3o auditiva.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[33,58,56,34,21,52],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/520"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=520"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/520\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1253,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/520\/revisions\/1253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=520"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=520"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=520"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}