{"id":4856,"date":"2023-03-10T17:58:41","date_gmt":"2023-03-10T20:58:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/?p=4856"},"modified":"2023-03-14T20:41:54","modified_gmt":"2023-03-14T23:41:54","slug":"audiofilia-muito-bem-compreendida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/audiofilia-muito-bem-compreendida\/","title":{"rendered":"Audiofilia muito bem compreendida"},"content":{"rendered":"<p>Entenda o que \u00e9 audiofilia, som &#8220;high-end&#8221; e conceitos b\u00e1sicos da reprodu\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de m\u00fasica em alta fidelidade.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/audiofilia-hi-end-som.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4858\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/audiofilia-hi-end-som.jpg\" alt=\"audiofilia-hi-end-som\" width=\"326\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/audiofilia-hi-end-som.jpg 326w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/audiofilia-hi-end-som-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/audiofilia-hi-end-som-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 326px) 100vw, 326px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Durante muito tempo eu participei de f\u00f3runs de \u00e1udio, escrevi para revistas especializadas no tema e participei do mundo do \u00e1udio de alta-fidelidade, que ao longo do tempo recebeu pomposos nomes de &#8220;som audi\u00f3filo&#8221;, &#8220;som <em>hi-end<\/em>&#8221; entre outros.<br \/>\nO que eu aprendi durante todo esse tempo \u00e9 que muitos buscam complicar o simples, enfeitar o tema, criar um ofuscamento ao mesmo tempo em que oferecem as mais suspeitas sugest\u00f5es, e raz\u00f5es para isso n\u00e3o faltam.<br \/>\nParticipei de um conhecido f\u00f3rum de \u00e1udio e v\u00eddeo, voltado para audi\u00f3filos e cin\u00e9filos (que mais tarde se perdeu numa infinidade de temas desconexos), tive o meu pr\u00f3prio f\u00f3rum e mantenho hoje o meu blog sobre o assunto. H\u00e1 45 anos me dedico \u00e0 m\u00fasica, sempre buscando entender todos os elementos envolvidos na reprodu\u00e7\u00e3o em alta-fidelidade.<br \/>\nNunca aceitei o subjetivismo, o &#8220;\u00e9 assim por que \u00e9&#8221; ou &#8220;o \u00e1udio <em>hi-end<\/em> \u00e9 cheio de mist\u00e9rios inexplic\u00e1veis&#8221;, al\u00e9m de outras manifesta\u00e7\u00f5es que nada explicam, apenas complicam. Com uma forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica na \u00e1rea eletr\u00f4nica e anos na Engenharia El\u00e9trica, o &#8220;inexplic\u00e1vel&#8221; n\u00e3o faz parte da minha longa atua\u00e7\u00e3o nesse <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p>Sofri amea\u00e7as e repres\u00e1lias por mostrar as pilantragens que existem nesse mundo do \u00e1udio. Os cr\u00edticos, que buscavam todo o tipo de vantagem sem muita \u00e9tica, encheram a internet de provoca\u00e7\u00f5es e ataques a tudo o que eu escrevia e ainda escrevo.<br \/>\nMas, nunca me preocupei com isso. Quanto mais duro era o ataque, apenas mais dura era a resposta.<\/p>\n<p>O som de alta-fidelidade (ou \u00e1udio <em>hi-end<\/em> como preferirem pela popularidade da terminologia), que se tornou rapidamente e equivocadamente sin\u00f4nimo para audiofilia, come\u00e7ou bem no Brasil, ganhando for\u00e7a nas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas foi rapidamente contaminado por todo tipo de interesse pessoal, pouco admiss\u00edveis sob o ponto de vista \u00e9tico e moral.<\/p>\n<p>Vou tentar resumir aqui o que vi e senti na minha trajet\u00f3ria por esse mundo confuso da audiofilia, e tentar ajudar os leitores que chegaram aqui buscando, principalmente, entrar nesse fascinante universo. Mas, tenho certeza que muitos outros que est\u00e3o cansados de dar voltas e de n\u00e3o sair do lugar, ou mesmo aqueles que j\u00e1 foram enganados por &#8220;espertinhos&#8221;, tamb\u00e9m v\u00e3o encontrar algumas respostas neste texto.<\/p>\n<p>Nunca atuei profissionalmente no segmento de \u00e1udio. Nunca tive lojas ou publica\u00e7\u00f5es pagas. Jamais cobrei assinaturas ou permiti qualquer an\u00fancio no meu blog ou no f\u00f3rum que tive. L\u00e1 no meu blog as p\u00e1ginas do <em>site<\/em> n\u00e3o abrem cheia de propagandas, <em>banners<\/em> e janelas irritantes lotadas de conte\u00fado comercial.<br \/>\nO \u00e1udio pra mim sempre foi um <em>hobby<\/em>, e compartilhar conhecimentos \u00e9 uma grande satisfa\u00e7\u00e3o pra mim. Sou advogado e empres\u00e1rio, atuando na \u00e1rea de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de equipamentos na produ\u00e7\u00e3o industrial, sem qualquer v\u00ednculo com a ind\u00fastria de som e v\u00eddeo.<\/p>\n<h1><strong>O que \u00e9 um audi\u00f3filo?<\/strong><\/h1>\n<p>Audi\u00f3filo \u00e9 um apaixonado pelo som musical reproduzido ao vivo ou atrav\u00e9s de equipamentos eletr\u00f4nicos. O Audi\u00f3filo busca conseguir na sua sala de audi\u00e7\u00e3o uma qualidade de reprodu\u00e7\u00e3o musical que seja mais fiel poss\u00edvel ao da grava\u00e7\u00e3o original, que por sua vez deve ser a mais exata c\u00f3pia da reprodu\u00e7\u00e3o real. O audi\u00f3filo busca obter essa reprodu\u00e7\u00e3o de alta-fidelidade atrav\u00e9s de equipamentos de elevada qualidade, muitas vezes chamados de equipamentos &#8220;<em>hi-end<\/em>&#8221; ou &#8220;<em>high-end<\/em>&#8220;.<\/p>\n<h1><strong>O que \u00e9 um sistema de som &#8220;<em>Hi-End<\/em>&#8221; ou &#8220;<em>High-End<\/em>&#8220;?<\/strong><\/h1>\n<p>&#8220;<em>High-End<\/em>&#8221; significa algo sofisticado, de elevado desempenho, alta tecnologia e de qualidade <em>premium<\/em>. Apesar de poder ser usado para designar a qualidade de in\u00fameros produtos, no segmento de \u00e1udio um &#8220;som <em>high-end<\/em>&#8221; se refere a equipamentos de alto desempenho que representam o melhor da tecnologia dispon\u00edvel para oferecer um som de alt\u00edssima fidelidade.<\/p>\n<h2>Como o conceito de \u00e1udio de alta fidelidade se propagou no Brasil?<\/h2>\n<p>J\u00e1 na d\u00e9cada de 50, costumava-se usar o t\u00edtulo de &#8220;Alta Fidelidade&#8221; em equipamentos de som fabricados aqui ou importados que chegavam no Brasil. Mas, a alta fidelidade veio a se fortalecer d\u00e9cadas depois ap\u00f3s a crescente evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, como, ali\u00e1s, aconteceu em todos os setores, seja no automobil\u00edstico, na medicina ou em qualquer outro.<br \/>\nQuando eu destaco a propaga\u00e7\u00e3o do conceito de \u00e1udio fidelidade, eu o fa\u00e7o evitando falar em propaga\u00e7\u00e3o do Conhecimento de alta fidelidade, pois, infelizmente, a informa\u00e7\u00e3o que aportou aqui restou quase sempre manipulada ou distorcida por uma s\u00e9rie de interesses.<br \/>\nInicialmente, formaram-se alguns grupos de apaixonados pelo \u00e1udio, ou pela m\u00fasica bem reproduzida, mais propriamente dito. Come\u00e7aram a surgir grupos de discuss\u00e3o que utilizavam e-mails ou redes virtuais de grupos que foram sendo criados. Mais tarde, surgiram as publica\u00e7\u00f5es de \u00e1udio, os f\u00f3runs e <em>sites<\/em> informativos, at\u00e9 as redes sociais mais atuais.<br \/>\nE foi nesse caminho que, infelizmente, muita coisa se perdeu.<\/p>\n<h2>Publica\u00e7\u00f5es impressas de \u00e1udio e v\u00eddeo<\/h2>\n<p>V\u00e1rias revistas impressas foram criadas para tratar do tema no Brasil, e como acontece com quase todas as publica\u00e7\u00f5es impressas, a interfer\u00eancia de anunciantes, patrocinadores, fabricantes, importadores e lojas come\u00e7aram a colocar a lucratividade acima da informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ficar t\u00e3o escandalosa que teve publica\u00e7\u00e3o que manipulava imagens digitalmente para criar salas dentro de suas necessidades de divulga\u00e7\u00e3o, ou que come\u00e7aram a avaliar equipamentos que muitas vezes sequer saiam das suas embalagens, criaram um mundo de ilus\u00e3o cheio de contradi\u00e7\u00f5es e conceitos equivocados, chegando a criar metodologias e avalia\u00e7\u00f5es totalmente voltadas aos interesses dos seus anunciantes. O leitor ficou assim perdido num universo confuso, onde frases como &#8220;segredos guardados a sete chaves&#8221;, &#8220;coisas que a ci\u00eancia n\u00e3o explica&#8221;, &#8220;o subjetivismo \u00e9 mais preciso do que a realidade&#8221;, e outras foram tomando conta de suas p\u00e1ginas, confundindo ainda mais os leitores que come\u00e7aram a acreditar que o universo do \u00e1udio <em>hi-end<\/em> era baseado em &#8220;ci\u00eancias ocultas&#8221; que ningu\u00e9m poderia explicar. Era assim e pronto!<\/p>\n<p>Era f\u00e1cil para o fornecedores de conte\u00fado manipular o leitor, bastava apenas refor\u00e7ar a ideia de que a engenharia e a ci\u00eancia n\u00e3o podia explicar tudo, e assim fazer crer que o verdadeiro valor dos produtos estava na &#8220;magia&#8221; de seus criadores, n\u00e3o na ci\u00eancia, mesmo sabendo-se que para projetar um equipamento era necess\u00e1rio o conhecimento t\u00e9cnico, a ci\u00eancia e anos de desenvolvimento servindo como refer\u00eancia.<br \/>\nPara piorar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, surgiram componentes esot\u00e9ricos, mais f\u00e1ceis de serem criados at\u00e9 por pessoal mais leigo (cabos de conex\u00e3o, por exemplo), e que proporcionavam lucros muito maiores. Assim nascia o <em>hi-end<\/em> &#8220;caro&#8221;, onde pre\u00e7o acabou virando sin\u00f4nimo de qualidade. Claro que qualidade muitas vezes custa mais caro, mas n\u00e3o um absurdo.<\/p>\n<p>Eu poderia relacionar aqui muitos casos que ilustram bem essa situa\u00e7\u00e3o, mas eles j\u00e1 est\u00e3o explorados em detalhes aqui no Hi-Fi Planet, e vale a pena garimpar estes detalhes para entender melhor os absurdos que vivemos com estas publica\u00e7\u00f5es nestes anos todos.<\/p>\n<h2>F\u00f3runs de audiofilia e som hi-end<\/h2>\n<p>O mercado tamb\u00e9m viu surgirem os f\u00f3runs de \u00e1udio, que normalmente come\u00e7avam com um &#8220;hobbista&#8221; de som ou um grupo de amigos com o mesmo interesse, mas que, novamente, se transformavam em lojas de \u00e1udio e lotavam de anunciantes e patrocinadores.<br \/>\nComo os pre\u00e7os continuavam subindo de forma exponencial com a confus\u00e3o que criavam, o lucro era alto, e n\u00e3o s\u00f3 as publica\u00e7\u00f5es impressas faturaram com isso, mas os donos de f\u00f3runs tamb\u00e9m.<br \/>\nEu participei de alguns destes f\u00f3runs, e acabei deixando-os quando perderam a inoc\u00eancia do <em>hobby<\/em> e viraram uma mina de outro para seus donos e participantes &#8220;especiais&#8221;. Vi a cria\u00e7\u00e3o de centenas de membros <em>fakes<\/em> com o intuito \u00fanico de elogiar marcas, equipamentos, atendimento em favor de anunciantes dos f\u00f3runs, ou ent\u00e3o o emprego do mesmo artif\u00edcio para valorizar os produtos vendidos por eles em suas lojas.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastassem os interesses comerciais, os f\u00f3runs tamb\u00e9m acabaram infestados de membros que inflavam os seus egos e buscavam maior status &#8220;compartilhando conhecimento&#8221; que n\u00e3o tinham. Alguns escondiam interesses de vender produtos pr\u00f3prios ou de terceiros, mas esta nova &#8220;esp\u00e9cie&#8221; de participantes buscava mesmo ser os gurus de algo que definitivamente nada entendiam. Ainda hoje vemos muito disso em alguns poucos f\u00f3runs e redes sociais que oferecem espa\u00e7os para discuss\u00f5es.<br \/>\nGente que se apoiava em &#8220;qualidades&#8221; como &#8220;ouvintes de centenas de equipamentos&#8221;, &#8220;experiente audi\u00f3filo com 50 anos de <em>hobby<\/em>&#8221; e outros adjetivos quase t\u00e3o in\u00fateis quanto os seus conhecimentos distorcidos.<\/p>\n<p>E foi nesta \u00e9poca, cansado destes coment\u00e1rios, que criei uma &#8220;armadilha&#8221; para um grupo de &#8220;experientes audi\u00f3filos com d\u00e9cadas de experi\u00eancia no <em>hobby<\/em>&#8220;, construindo um cabo de \u00e1udio com um cabinho barato de antena de TV e conectores banhados de &#8220;ouro <em>fake<\/em>&#8220;, encapado com uma bela malha de seda e com uma marca muito famosa da \u00e9poca estampada no cabo. N\u00e3o faltaram elogios ao &#8220;super&#8221; cabo audi\u00f3filo, e encomendas foram chegando com o desejo de pagar os 1.000 d\u00f3lares que eu disse que o tal cabo &#8220;<em>hi-end<\/em>&#8221; valia na \u00e9poca.<br \/>\nClaro que a minha inten\u00e7\u00e3o foi apenas comprovar algo que eu j\u00e1 sabia, jamais ganhar dinheiro com isso, pois n\u00e3o era honesto e eu justamente criticava esse tipo de abuso que se cometia na \u00e9poca. Contei a verdade, irritei um amigo, surpreendi milhares de membros de um f\u00f3rum, decepcionei muita gente que j\u00e1 gastava fortunas em &#8220;ilus\u00e3o&#8221;, irritei ainda comerciantes e importadores, e criei o que talvez tenha sido o primeiro experimento no Brasil para demonstrar o quanto a sugest\u00e3o no \u00e1udio era poderosa para convencer o consumidor de algo que n\u00e3o era fato.<\/p>\n<p>Nem todos os membros de um f\u00f3rum eram aproveitadores ou &#8220;aproveitados&#8221;. Existiam muitos bons profissionais com forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nos f\u00f3runs que muito colaboravam para tentar separar a verdade da fantasia, mas isso era uma luta sem fim por conta da for\u00e7a de rea\u00e7\u00f5es externas. O poder econ\u00f4mico vinha com tudo, o ego provocava sentimentos raivosos nos participantes, e o convencimento de que o consumidor era enganado acabou sendo lento e at\u00e9 in\u00fatil em alguns casos.<\/p>\n<h2><em>Sites<\/em> especializados em audiofilia e sistemas <em>hi-end<\/em><\/h2>\n<p>Depois de algum tempo, outros canais de comunica\u00e7\u00e3o foram sendo criados. Nascia o Clube Hi-End, um f\u00f3rum criado por mim e outro amigo, onde propaganda de qualquer esp\u00e9cie era proibida, participantes com inten\u00e7\u00f5es obscuras eram imediatamente banidos, compartilhadores de falsas informa\u00e7\u00f5es ou aqueles que tentavam ensinar o que n\u00e3o sabiam, eram tamb\u00e9m convidados a se retirarem. Muitos saiam raivosos, com cr\u00edticas e agress\u00f5es de toda esp\u00e9cie, mas eu apenas ria daquilo, porque sabia que o sofrimento era da parte deles, do lado do f\u00f3rum a vida seguia bem.<br \/>\nO f\u00f3rum foi muito filtrado, mas as invas\u00f5es eram constantes, o que obrigou a fech\u00e1-lo para um grupo mais restrito de participantes. Ao contr\u00e1rio de outros espa\u00e7os, a qualidade dos participantes era mais importante do que a sua quantidade, j\u00e1 que como n\u00e3o havia interesse comercial envolvido, ter apenas 100 ou ter 100.000 participantes n\u00e3o faria qualquer diferen\u00e7a. Mesmo assim, com mudan\u00e7as na minha vida profissional, administrar o f\u00f3rum exigia bastante de um tempo que eu n\u00e3o tinha mais sobrando, e acabei anunciando o seu encerramento, e que ocorreu de fato dois anos depois. Mesmo encerrado, ele ainda ficou por seis meses dispon\u00edvel para consultas ou c\u00f3pias do seu conte\u00fado, favorecendo quem quisesse guardar informa\u00e7\u00f5es \u00fateis ou migr\u00e1-las para outros espa\u00e7os, o que realmente aconteceu.<\/p>\n<p>J\u00e1 havia tamb\u00e9m o Hi-Fi Planet, outro projeto que me cativava mais, e se colocava com um perfil que era mais pr\u00f3ximo daquilo que eu buscava, e ele foi mantido e continua ativo at\u00e9 os dias atuais, apesar da pouca atualiza\u00e7\u00e3o do seu conte\u00fado. Mas, o conte\u00fado existente ainda \u00e9 muito interessante para nortear o audi\u00f3filo que est\u00e1 ingressando ou quer conhecer melhor o <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p>Surgiram outros <em>sites<\/em> e canais de conte\u00fado com o mesmo tema, alguns sem qualquer import\u00e2ncia, outros criados a partir de publica\u00e7\u00f5es impressas que n\u00e3o sobreviveram, e outros que mereceram respeito e at\u00e9 receberam recomenda\u00e7\u00f5es do Hi-Fi Planet. Mas, poucas novidades realmente importantes surgiram nesse per\u00edodo.<\/p>\n<h2>Contradi\u00e7\u00f5es da audiofilia<\/h2>\n<p>Se formos buscar tudo o que foi publicado sobre o \u00e1udio de alta fidelidade, encontraremos as mais diversas contradi\u00e7\u00f5es feitas pelos &#8220;especialistas&#8221; no assunto. Inicialmente eles negam estas mudan\u00e7as de opini\u00e3o, mas depois de comprovadas, rotulam essas mudan\u00e7as como &#8220;evolu\u00e7\u00e3o de conceitos&#8221;.<br \/>\nBaseado em pesquisas s\u00e9rias e in\u00fameras comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, desenvolvi o conceito do som &#8220;customizado&#8221;. M\u00e9dicos, especialistas e muita gente com conhecimento de fato foram envolvidos nesse projeto, que buscava adequar o nosso sistema de som ao nosso sistema auditivo, pelo simples fato amplamente comprovado de ouvirmos diferente. Mas, teve quem comprou uma briga pessoal contra a ideia, pois acabava expondo a fraqueza de muitos editores e avaliadores de produtos que se viram numa situa\u00e7\u00e3o bastante desconfort\u00e1vel para os seus interesses comerciais.<br \/>\nMas, isso foi rebatido com as pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es dos falhos argumentos que usavam para criticar esta ideia, e que foram por muitas vezes expostas no Hi-Fi Planet.<\/p>\n<p>Defensores incans\u00e1veis de formatos de \u00e1udio, como o vinil, apenas para citar um exemplo, tamb\u00e9m passaram por situa\u00e7\u00f5es embara\u00e7osas. Um deles se viu decepcionado quando descobriu que as compara\u00e7\u00f5es que fazia eram prejudicadas pelo <em>player<\/em> digital que usava, que, por conta de um problema da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, tinha uma limita\u00e7\u00e3o que afetava os resultados das suas compara\u00e7\u00f5es, e justamente nos pontos que eram destacados como prejudicados.<br \/>\nTivemos tamb\u00e9m o esc\u00e2ndalo da MoFi, uma gravadora de discos que fazia a felicidade dos &#8220;defensores do anal\u00f3gico&#8221; que afirmavam que a produ\u00e7\u00e3o 100% anal\u00f3gica n\u00e3o continha os &#8220;defeitos&#8221; resultantes de etapas de manipula\u00e7\u00e3o digital. Mas, o esc\u00e2ndalo que mostrou que a t\u00e3o prestigiada gravadora fazia uso sim de convers\u00f5es digitais, exp\u00f4s o quanto os ouvidos mais uma vez poderiam enganar o mais crente dos cr\u00edticos do digital, mostrando, assim, um fanatismo exagerado. N\u00e3o que a gravadora n\u00e3o produzisse material de qualidade audi\u00f3fila, pelo contr\u00e1rio, a qualidade das grava\u00e7\u00f5es era elogi\u00e1vel, mas a raz\u00e3o para isso n\u00e3o era aquela que um grupo de audi\u00f3filos aprendeu a acreditar em muitos anos de manipula\u00e7\u00e3o do mercado.<\/p>\n<p>Cansamos de ver fabricantes tamb\u00e9m caindo em contradi\u00e7\u00f5es, anunciando que os seus produtos eram modelos sofisticados que justificavam os pre\u00e7os cobrados, e n\u00e3o faltavam &#8220;avaliadores&#8221; ou &#8220;revisores de \u00e1udio&#8221; para confirmar isso. Mas, descobriu-se que estes produtos n\u00e3o passavam de modelos existentes baratos com roupagem &#8220;sofisticada&#8221; para lhes dar um maior prest\u00edgio que, de fato, n\u00e3o existia al\u00e9m da grife da marca.<br \/>\nTeve fabricante de cabos, muito conhecido no meio audi\u00f3filo, que mudava apenas a cor da capa de seus cabos, para supostamente criar linhas diferenciadas de qualidade com diferentes faixas de pre\u00e7os. Neste caso, novamente, avaliadores e utilizadores afirmavam que ouviam diferen\u00e7as claras, sempre com mais elogios \u00e0s vers\u00f5es mais caras, \u00f3bvio. Essas contradi\u00e7\u00f5es foram amplamente divulgadas no extinto f\u00f3rum Clube Hi-End, e logo far\u00e3o parte das p\u00e1ginas do Hi-Fi Planet tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Haviam as c\u00f4micas figuras que insistiam que equipamentos de qualidade valiam o que custavam. Se algo apresentava um desempenho supostamente melhor, deveria necessariamente custar mais caro. Produziam discuss\u00f5es acaloradas quando algu\u00e9m contestava as suas opini\u00f5es, mas ao mesmo tempo diziam que um <em>player<\/em> de CD da CCE fora de linha vendido por menos de 100 reais superavam <em>players<\/em> de n\u00edvel Hi-End de edi\u00e7\u00f5es especiais oferecidos por empresas conceituadas como a Marantz.<\/p>\n<p>Vimos editor de publica\u00e7\u00e3o audi\u00f3fila em um curso de percep\u00e7\u00e3o auditiva (na verdade mais uma forma de convencimento de suas ideias distorcidas) elogiar um cabo de for\u00e7a, mostrando as suas vantagens &#8220;aud\u00edveis&#8221; sobre um cabinho de computador numa compara\u00e7\u00e3o, mas sem se dar conta que naquele momento o cabinho que estava instalado e sendo elogiado era o de computador que ele dizia ter um desempenho sofr\u00edvel.<\/p>\n<h2>Testes cegos no \u00e1udio<\/h2>\n<p>Pelo motivo exposto acima, de contradi\u00e7\u00e3o de conceitos, os testes cegos (avalia\u00e7\u00e3o sem saber qual a marca e o modelo do componente avaliado), onde o ouvinte tinha que tecer coment\u00e1rios de qualidade ou escolher o melhor componente numa compara\u00e7\u00e3o, eram temidos e rejeitados a todo custo.<\/p>\n<p>Um avaliador, conhecido por seus adjetivos superlativos exagerados, com frases do tipo: &#8220;ao colocar o novo cabo em meu sistema quase ca\u00ed de costas nas primeiras notas da m\u00fasica&#8221;, &#8220;a diferen\u00e7a sonora entre esses cabos era algo assustador e abismal&#8221;, &#8220;o mais impressionante foi o arrebatador sil\u00eancio de fundo que percebi em meu sistema&#8221;, quando foi convidado por mim a fazer um teste cego com estes cabos e alguns cabinhos baratos que ele dizia serem &#8220;terr\u00edveis e capazes de destru\u00edrem um sistema&#8221;, me respondeu que n\u00e3o poderia participar deste tipo de prova, porque &#8220;n\u00e3o era poss\u00edvel avaliar um cabo em t\u00e3o pouco tempo&#8221;, era preciso muitos dias para os ouvidos &#8220;acostumarem com as mudan\u00e7as&#8221;. Tenho esse e-mail guardado com muito carinho at\u00e9 hoje, junto com outro tentando me explicar porque ele manipulou uma foto de uma sala de demonstra\u00e7\u00e3o, entre outros t\u00e3o bizarros quanto.<\/p>\n<p>Nem o segmento de v\u00eddeo escapou das escorregadas destes &#8220;gurus&#8221;. Uma vez, tentando criticar o fato (n\u00e3o \u00e9 mais teoria) de que podemos corrigir limita\u00e7\u00f5es de nossa audi\u00e7\u00e3o em um sistema eletr\u00f4nico e que seriam percept\u00edveis ao vivo, o desesperado editor cr\u00edtico insinuou que a eletr\u00f4nica jamais poderia superar uma sensa\u00e7\u00e3o &#8220;ao vivo&#8221;, que os nossos sentidos eram confi\u00e1veis (n\u00e3o precisamos mais de \u00f3culos&#8230; que bom&#8230;), por\u00e9m, em uma reportagem publicada em sua revista, foi dito naquela oportunidade que todos os presentes que estavam numa sala num teste de uma TV concordaram que a imagem fornecida pela TV era melhor que aquela ao vivo!!! Talvez Freud explicasse isso, ou talvez o fabricante da TV que pagava por p\u00e1ginas de an\u00fancios na publica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm outra reportagem, ele afirmou categoricamente que cada pessoa tem uma curva de audi\u00e7\u00e3o &#8220;\u00fanica&#8221;, e que isso influencia na percep\u00e7\u00e3o individual j\u00e1 que cada um pode ouvir sons mais atenuados ou mais destacados, ou mesmo deixar de ouvir algumas frequ\u00eancias.<br \/>\nNem eu fui t\u00e3o longe em dizer que as curvas s\u00e3o \u00fanicas. Eu sempre afirmei que elas variam muito, mas certamente a quantidade de varia\u00e7\u00f5es daria para estabelecer grupos com estas ou aquelas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, se as diferen\u00e7as s\u00e3o t\u00e3o percept\u00edveis, muitas vezes chamadas de &#8220;colossal&#8221;, &#8220;abismal&#8221;, &#8220;surpreendente&#8221;, &#8220;da \u00e1gua para o vinho&#8221;, &#8220;assustadora&#8221;, &#8220;arrebatadora&#8221; al\u00e9m de outros adjetivos que mostram uma mudan\u00e7a &#8220;gigantesca&#8221;, porque estas pessoas fogem tanto do teste cego?<br \/>\nNum grupo de whatsapp eu desafiei um vendedor de equipamentos, que participava das discuss\u00f5es, a fazer um teste cego no meu equipamento, depois dele dizer que &#8220;eu faria sem medo e sem recusar qualquer fosse a raz\u00e3o&#8221;. Quando o convite se mostrou s\u00e9rio e j\u00e1 com outros colegas se convidando para o teste, e j\u00e1 aceitos por mim, claro, porque n\u00e3o tenho nada a esconder, o desafiante recuou, e disse que s\u00f3 faria o teste na sala dele, e que eu teria que levar os meus equipamentos at\u00e9 l\u00e1, lembrando que s\u00f3 as minhas caixas ac\u00fasticas pesam mais de 125 kg cada uma. Ele n\u00e3o esperava que eu aceitasse a condi\u00e7\u00e3o imposta, mas eu concordei em levar caixas menores que eu tenho. Bem, estou at\u00e9 hoje esperando ele confirmar a data do teste&#8230; h\u00e1 uns 3 anos&#8230;<\/p>\n<p>Isso nos remete a algo que vem acontecendo recentemente com muita frequ\u00eancia, a avalia\u00e7\u00e3o subjetiva de vinhos, com caracter\u00edsticas de subjetividade semelhantes ao \u00e1udio. Quando as avalia\u00e7\u00f5es eram feitas abertamente (com conhecimento do r\u00f3tulo avaliado), os vinhos absurdamente mais caros sempre ganhavam os comparativos. Mas, de algum tempo para c\u00e1 come\u00e7aram a realizar testes cegos de vinho, onde, surpreendentemente, alguns vinhos de algumas dezenas de reais, sempre criticados e desprezados, come\u00e7aram a vencer os comparativos mesmo quando comparados a vinhos na casa dos milhares de d\u00f3lares. Basta uma consulta no Google para encontrar in\u00fameros exemplos disso. At\u00e9 avalia\u00e7\u00f5es feitas aqui no Brasil, por &#8220;especialistas respeitados&#8221;, come\u00e7aram a dar melhor nota a vinhos nacionais baratos do que a caros vinhos europeus, tidos como alguns dos melhores do mundo.<\/p>\n<p><strong>O maior problema da subjetividade ou da mentira \u00e9 que elas n\u00e3o resistem a um teste cego.<\/strong><\/p>\n<p>O feito placebo tamb\u00e9m \u00e9 evidente. Quando o avaliador erra, n\u00e3o porque havia mentido sobre as qualidades apontadas em interesse pr\u00f3prio, mas porque achava que havia mesmo sentido uma diferen\u00e7a, temos um exemplo do efeito placebo onde a sugest\u00e3o influenciou no resultado. Mas, o mercado tenta a todo custo valorizar a subjetividade al\u00e9m das suas limita\u00e7\u00f5es reais, desmerecendo medi\u00e7\u00f5es reais de instrumentos precisos e calibrados, e enaltecendo os nossos ouvidos como se eles fossem realmente perfeitos. Isso nem os nossos olhos s\u00e3o, basta ver a necessidade de muitos em usar \u00f3culos, ou mesmo a facilidade de serem enganados em imagens de ilus\u00e3o de \u00f3tica, muitas vezes nem propositais.<br \/>\nSeria como se algu\u00e9m quisesse fazer crer que o nosso c\u00e9rebro \u00e9 mais preciso para medir o tempo do que um cron\u00f4metro. &#8220;Eu sinto que j\u00e1 estamos caminhando h\u00e1 57 minutos e 12 segundos&#8230; e se o seu rel\u00f3gio disser algo diferente, certamente est\u00e1 errado. Parece ir\u00f4nico, mas \u00e9 o que muitos sugerem.<\/p>\n<p>Eu continuo desafiando avaliadores, cr\u00edticos, profissionais ou leigos, fabricantes, editores e participantes de f\u00f3runs que &#8220;dominam o assunto&#8221; a realizar um teste cego comigo, com convidados (n\u00e3o abro m\u00e3o de testemunhas). Por\u00e9m, continuo tamb\u00e9m ouvindo as mais absurdas desculpas para n\u00e3o poderem participar deste feito.<br \/>\nOs poucos testes informais que fiz com este objetivo, revelaram contradi\u00e7\u00f5es surpreendentes.<\/p>\n<p>\u00d3bvio que muitas das diferen\u00e7as que esses profundos conhecedores afirmam perceber n\u00e3o existem de fato. Muitos sabem disso porque buscam realmente valorizar produtos diante de seus interesses comerciais, mas muitos sabem que n\u00e3o ouvem realmente estas diferen\u00e7as, at\u00e9 acreditam que podem ouvir, mas n\u00e3o confiam nisso, porque sabem que s\u00e3o enganados pela pr\u00f3pria subjetividade da avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O futuro da audiofilia e do \u00e1udio <em>high-end<\/em><\/h2>\n<p>Afinal, com tudo isso, o que podemos esperar para o futuro?<\/p>\n<p>Eu tenho muita esperan\u00e7a que as verdades dominem esse mercado um dia, mas confesso que estou pouco convencido de mudan\u00e7as num futuro muito pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Eu ainda continuo vendo influenciadores publicando bobagens de toda esp\u00e9cie, rebatendo qualquer opini\u00e3o que n\u00e3o favore\u00e7a os seus interesses pessoais, e continuo vendo os f\u00f3runs lotados de falsos &#8220;gurus&#8221; ensinando coisas que desconhecem, sem qualquer forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, dando verdadeiras &#8220;aulas&#8221; com explica\u00e7\u00f5es &#8220;cient\u00edficas&#8221; totalmente absurdas.<\/p>\n<p>Eu ainda vejo hoje consumidores comprando aditivos m\u00e1gicos para reduzir o consumo de seus carros, ou dispositivos in\u00fateis que prometem aumentar a pot\u00eancia do motor. Vejo pessoas comprando suplementos m\u00e1gicos que curam desde ferimentos de flecha at\u00e9 impot\u00eancia sexual. Vejo braceletes vendidos aos milhares prometendo descarregar a energia negativa do corpo, ou p\u00edlulas m\u00e1gicas que fazem uma pessoa ficar com o corpo de um atleta, emagrecendo dezenas de quilos &#8220;j\u00e1 no primeiro m\u00eas&#8221;.<br \/>\nRecentemente ouvi de um parente que ele passou a usar um bracelete que cont\u00e9m uma pequena pedra (nem ele sabe qual \u00e9) que absorve a gordura em excesso do corpo. Eu achei melhor deixar qualquer coment\u00e1rio somente na inten\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo.<br \/>\nE o mais desanimador \u00e9 ouvir pessoas dizendo que realmente perceberam diferen\u00e7as com essas &#8220;engana\u00e7\u00f5es&#8221;. O dispositivo que faz o motor do carro ganhar pot\u00eancia como um milagre tem depoimentos que dizem que funcionou (usu\u00e1rios verdadeiros ou n\u00e3o&#8230; isso eu n\u00e3o sei), mas a mentira \u00e9 descoberta quando uma publica\u00e7\u00e3o s\u00e9ria faz um teste de medi\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia ou de simples arrancada, e descobre que, muitas vezes, o efeito foi o contr\u00e1rio. Temos in\u00fameros exemplos disso.<\/p>\n<p>Mas, tenhamos esperan\u00e7a que um dia as coisas mudem, que as pessoas se tornem mais honestas, mais conscientes, mais bem informadas, e que pelo menos a audiofilia seja menos bombardeada com tantas imbecilidades.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4872\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Hi-fi-planet-informacao-sobre-audio-hi-end.gif\" alt=\"Hi-fi-planet-informacao-sobre-audio-hi-end\" width=\"362\" height=\"243\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"Audiofilo som high-end\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Entenda o que \u00e9 audiofilia, som &#8220;high-end&#8221; e conceitos b\u00e1sicos da reprodu\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de m\u00fasica em alta fidelidade.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":4858,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[183,146,147,149,58,148,180,179],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4856"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4856"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4856\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4873,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4856\/revisions\/4873"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4858"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}