{"id":4572,"date":"2021-06-21T17:23:14","date_gmt":"2021-06-21T20:23:14","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=4572"},"modified":"2021-06-21T17:24:42","modified_gmt":"2021-06-21T20:24:42","slug":"mitos-do-audio-publicados-por-um-fabricante-de-equipamentos-para-audio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/mitos-do-audio-publicados-por-um-fabricante-de-equipamentos-para-audio\/","title":{"rendered":"Mitos do \u00e1udio publicados por um fabricante de equipamentos para \u00e1udio"},"content":{"rendered":"<p>O que um fabricante de respeitados equipamentos de \u00e1udio pensa sobre o assunto.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Publicado por: <strong>PS Audio<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.psaudio.com\/copper\/article\/audio-myths\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.psaudio.com\/copper\/article\/audio-myths\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estou envolvido com tecnologia de \u00e1udio desde os anos 60, e ainda estou surpreso &#8211; e um pouco desanimado &#8211; de ver os mesmos mitos repetidos por tantas vezes. Como a \u201cconex\u00e3o\u201d funciona isso \u00e9 totalmente compreendido, mas continuo a ver afirma\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas que desafiam a ci\u00eancia b\u00e1sica do \u00e1udio. Na verdade, muito do que leio online e na grande m\u00eddia impressa est\u00e1 simplesmente errado. Por exemplo, a no\u00e7\u00e3o de que equipamento de \u00e1udio pode medir bem, mas soar ruim \u00e9 uma cren\u00e7a comum que \u00e9 f\u00e1cil de refutar. Claro, isso pressup\u00f5e que as coisas certas sejam medidas.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a menos que voc\u00ea acredite que o matem\u00e1tico pioneiro Joseph Fourier estava errado, a m\u00fasica \u00e9, na verdade, composta inteiramente de ondas senoidais, ent\u00e3o medir equipamentos de \u00e1udio usando ondas senoidais \u00e9 perfeitamente aceit\u00e1vel. Mas, novamente, as coisas certas devem ser medidas. Por exemplo, voc\u00ea n\u00e3o pode apenas medir a distor\u00e7\u00e3o de um amplificador de pot\u00eancia com sa\u00edda de 1 watt a 1 KHz, como \u00e9 comum. A distor\u00e7\u00e3o geralmente aumenta em frequ\u00eancias mais baixas, especialmente com amplificadores valvulados que usam transformadores. Ela tamb\u00e9m pode aumentar em n\u00edveis de pot\u00eancia mais altos ou mais baixos, dependendo da natureza da distor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><span style=\"color: #993366;\">Na verdade, existem in\u00fameras maneiras pelas quais as pessoas podem ser enganadas, seja propositalmente por vendedores de equipamentos ou por jornalistas de \u00e1udio bem-intencionados, mas mal informados.<\/span><\/h4>\n<p>Outro lugar onde vejo especifica\u00e7\u00f5es mal utilizadas ou simplesmente ausentes s\u00e3o os produtos de isolamento de caixas ac\u00fasticas. Se voc\u00ea quiser saber como (ou mesmo se) o som melhorou depois de colocar uma caixa ac\u00fastica sobre uma base de isolamento, voc\u00ea precisa medir o som na sala usando um software desenvolvido para essa finalidade. Mostrar que uma almofada de neoprene bloqueia a vibra\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz sentido se um gabinete de caixa ac\u00fastica n\u00e3o vibrar o suficiente para criar qualquer som em primeiro lugar. Na verdade, existem in\u00fameras maneiras pelas quais as pessoas podem ser enganadas, seja propositalmente por vendedores de equipamentos ou por jornalistas de \u00e1udio bem-intencionados, mas mal informados.<\/p>\n<p>Dois mitos comuns que foram amplamente desmascarados, mas ainda s\u00e3o frequentemente repetidos, referem-se \u00e0 necessidade de taxas de amostragem maiores do que o padr\u00e3o de CD 44,1 KHz. Tsutomu Oohashi et al relatou em 2000 os resultados de experimentos que alegaram que tiveram provas de que as pessoas podem perceber o conte\u00fado ultrass\u00f4nico, confirmando, assim, para audi\u00f3filos e vendedores de produtos de \u201calta defini\u00e7\u00e3o\u201d, que a qualidade do \u00e1udio do CD \u00e9 inadequada. Infelizmente, eles cometeram um erro fatal: eles usaram somente um transdutor ac\u00fastico para reproduzir v\u00e1rias frequ\u00eancias ultrass\u00f4nicas ao mesmo tempo, ent\u00e3o a distor\u00e7\u00e3o por intermodula\u00e7\u00e3o nos <em>tweeters<\/em> criou diferen\u00e7as de frequ\u00eancias na faixa aud\u00edvel. Quando o experimento Oohashi foi repetido um ano depois por Shogo Kiryu e Kaoru Ashihara usando seis transdutores separados [1], nenhum dos sujeitos dos testes foi capaz de distinguir o conte\u00fado ultrass\u00f4nico. De seu resumo:<\/p>\n<p><strong><em>\u201cQuando o est\u00edmulo foi dividido em seis bandas de frequ\u00eancias e apresentado em seis alto-falantes para reduzir as distor\u00e7\u00f5es de intermodula\u00e7\u00e3o, nenhum sujeito conseguiu detectar ultrassom. Concluiu-se que a adi\u00e7\u00e3o de ultrassons pode afetar a impress\u00e3o sonora por meio de alguma intera\u00e7\u00e3o n\u00e3o linear que pode ocorrer nos alto-falantes.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os engenheiros de \u00e1udio t\u00eam investigado o ultrassom por d\u00e9cadas, mas nenhum teste leg\u00edtimo jamais descobriu que as pessoas podem ouvir ou perceber frequ\u00eancias superiores a cerca de 20 KHz. Outro pesquisador, Milind Kunchur, achou que encontrou uma maneira diferente de provar que altas taxas de amostragem s\u00e3o necess\u00e1rias: resolu\u00e7\u00e3o temporal. Ele afirmou que os ouvidos podem detectar diferen\u00e7as de tempo de chegada t\u00e3o pequenas quanto 5-10 microssegundos, o que \u00e9 verdade, mas concluiu erroneamente que reproduzir esses pequenos deslocamentos de tempo requer uma taxa de amostragem superior a 44,1 KHz. O que o Dr. Kunchur n\u00e3o considerou \u00e9 que a profundidade de bits tamb\u00e9m afeta a resolu\u00e7\u00e3o de tempo, e 44,1 KHz a 16 bits \u00e9 de fato perfeitamente adequado para resolver o tempo t\u00e3o bem quanto qualquer um pode ouvir. Isso \u00e9 elegantemente comprovado em um v\u00eddeo de Monty Montgomery da Xiph.org. O link abaixo leva diretamente para essa parte do v\u00eddeo, embora eu incentive as pessoas a assistirem o v\u00eddeo inteiro porque ele desmascara v\u00e1rios outros mitos comuns sobre o \u00e1udio digital:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"D\/A and A\/D | Digital Show and Tell (Monty Montgomery @ xiph.org)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cIQ9IXSUzuM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h4 style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #008000;\">Sou engenheiro de \u00e1udio profissional e m\u00fasico h\u00e1 quase 50 anos. J\u00e1 ouvi chiado de fitas anal\u00f3gicas e cassetes muitas vezes. J\u00e1 ouvi barulho de superf\u00edcie e estalos em discos de vinil. Mas nunca notei ru\u00eddo de fundo de um CD.<\/span><\/h4>\n<p>Outra cren\u00e7a incorreta \u00e9 que a faixa din\u00e2mica de 96 dB de 16 bits \u00e9 inadequada. Sou engenheiro de \u00e1udio profissional e m\u00fasico h\u00e1 quase 50 anos. J\u00e1 ouvi chiado de fitas anal\u00f3gicas e cassetes muitas vezes. J\u00e1 ouvi barulho de superf\u00edcie e estalos em discos de vinil. Mas nunca notei ru\u00eddo de fundo de um CD. Se voc\u00ea analisar as grava\u00e7\u00f5es com um software editor de \u00e1udio, ver\u00e1 que o ru\u00eddo ambiente da sala geralmente \u00e9 o fator dominante. \u00c0s vezes, o ru\u00eddo do circuito dos microfones ou pr\u00e9-amplificadores \u00e9 mais alto, mas o ru\u00eddo da fonte \u00e9 sempre maior do que o piso de ru\u00eddo de -96 dB dos CDs. Com a maioria das grava\u00e7\u00f5es, se voc\u00ea reproduzir uma passagem silenciosa, o medidor de VU l\u00ea em torno de -70 a -80 na melhor das hip\u00f3teses, o que \u00e9 igual a 11-13 bits. Portanto, simplesmente n\u00e3o h\u00e1 benef\u00edcio aud\u00edvel em 24 bits. A \u00fanica coisa que a profundidade de bits afeta \u00e9 o n\u00edvel de ru\u00eddo. N\u00e3o afeta a resolu\u00e7\u00e3o, clareza, imagem ou qualquer outra coisa &#8211; apenas ru\u00eddo residual.<\/p>\n<p>Como voc\u00ea pode imaginar, algumas empresas t\u00eam interesse financeiro em provar que os CDs s\u00e3o inadequados. Mas, quando testado corretamente, ningu\u00e9m jamais demonstrou identificar com seguran\u00e7a a diferen\u00e7a entre a qualidade de \u00e1udio de CD e taxas de amostragem ou profundidades de bits mais altas. Novamente, isso vem sendo pesquisado h\u00e1 muitos anos, sempre com a mesma conclus\u00e3o. Como n\u00f3s, c\u00e9ticos, dizemos, \u201cAfirma\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias exigem provas extraordin\u00e1rias\u201d e at\u00e9 agora n\u00e3o houve tal prova.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o que afeta a fidelidade do \u00e1udio? Como podemos saber se um dispositivo colocado \u00e0 venda realmente vale a pena ou \u00e9 apenas \u00f3leo de cobra (<em>snake oil<\/em>) e falsas promessas? Vi nos coment\u00e1rios de outro artigo da Copper Magazine algu\u00e9m pedir uma lista do \u201cque importa\u201d no \u00e1udio. Posso dizer que apenas quatro par\u00e2metros s\u00e3o necess\u00e1rios para definir tudo o que afeta a fidelidade de \u00e1udio: ru\u00eddo, resposta de frequ\u00eancia, distor\u00e7\u00e3o e erros baseados em tempo. Mas, tamb\u00e9m existem subconjuntos desses par\u00e2metros.<\/p>\n<p>O ru\u00eddo \u00e9 o chiado de fundo da fita anal\u00f3gica ou dos circuitos eletr\u00f4nicos. Um primo pr\u00f3ximo \u00e9 a faixa din\u00e2mica, que define a amplitude (expressa em decib\u00e9is) entre o ru\u00eddo de fundo e o n\u00edvel mais alto poss\u00edvel antes do in\u00edcio da distor\u00e7\u00e3o mais grosseira. CDs e DVDs t\u00eam uma faixa din\u00e2mica muito grande, portanto, qualquer ru\u00eddo que voc\u00ea ouvir \u00e9 da fita anal\u00f3gica original, foi adicionado como um subproduto durante a produ\u00e7\u00e3o ou estava presente na sala e captado pelos microfones quando a grava\u00e7\u00e3o foi feita. Os subconjuntos de ru\u00eddo s\u00e3o pulsa\u00e7\u00f5es e zumbidos da CA, crepita\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, cliques e estalos em discos de vinil, intera\u00e7\u00f5es cruzadas entre canais e at\u00e9 janelas que vibram e zumbem em n\u00edveis de volume altos.<\/p>\n<p>A resposta de frequ\u00eancia \u00e9 o qu\u00e3o uniformemente um dispositivo de \u00e1udio passa por uma faixa de frequ\u00eancias. Os erros s\u00e3o ouvidos como muito ou pouco graves, m\u00e9dios ou agudos. Para a maioria das pessoas, a faixa aud\u00edvel se estende de cerca de 20 Hz na extremidade inferior, a apenas 20 KHz. Os subconjuntos de resposta de frequ\u00eancia s\u00e3o microfonias f\u00edsicas, realimenta\u00e7\u00f5es, oscila\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nicas e realimenta\u00e7\u00e3o ac\u00fastica. Esses subconjuntos s\u00e3o menos necess\u00e1rios para que os consumidores entendam, mas s\u00e3o importantes para engenheiros de projeto e de ac\u00fastica.<\/p>\n<h4><span style=\"color: #993300;\">Em alguns contextos, uma quantidade modesta de distor\u00e7\u00e3o pode soar agrad\u00e1vel, e \u00e9 por isso que o vinil e os aparelhos eletr\u00f4nicos valvulados ainda s\u00e3o populares. Claro, a distor\u00e7\u00e3o \u00e9 toler\u00e1vel e at\u00e9 desej\u00e1vel em amplificadores de guitarra, mas isso \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, e n\u00e3o reprodu\u00e7\u00e3o de alta fidelidade.<\/span><\/h4>\n<p>Distor\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra comum para o termo mais t\u00e9cnico \u201cn\u00e3o linearidade\u201d e adiciona novos componentes de frequ\u00eancia que n\u00e3o estavam presentes na fonte original. Quando a m\u00fasica passa por um dispositivo que adiciona distor\u00e7\u00e3o, novas frequ\u00eancias s\u00e3o criadas e podem ou n\u00e3o ser agrad\u00e1veis ??ao ouvido. O objetivo do projeto para equipamentos de \u00e1udio de alta fidelidade \u00e9 que toda a distor\u00e7\u00e3o tenha um n\u00edvel t\u00e3o baixo que n\u00e3o seja ouvida. No entanto, em alguns contextos, uma quantidade modesta de distor\u00e7\u00e3o pode soar agrad\u00e1vel, e \u00e9 por isso que o vinil e os aparelhos eletr\u00f4nicos valvulados ainda s\u00e3o populares. Claro, a distor\u00e7\u00e3o \u00e9 toler\u00e1vel e at\u00e9 desej\u00e1vel em amplificadores de guitarra, mas isso \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, e n\u00e3o reprodu\u00e7\u00e3o de alta fidelidade.<\/p>\n<p>Existem dois tipos b\u00e1sicos de distor\u00e7\u00e3o &#8211; harm\u00f4nica e por intermodula\u00e7\u00e3o &#8211; e ambos geralmente est\u00e3o presentes conjuntamente. A distor\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica adiciona novas frequ\u00eancias que est\u00e3o musicalmente relacionadas \u00e0 fonte. Em termos leigos, a distor\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica adiciona uma caracter\u00edstica ligeiramente densa ou ruidosa \u00e0 m\u00fasica. Todos os instrumentos musicais criam tons com harm\u00f4nicos, de modo que a distor\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica em um amplificador de pot\u00eancia apenas altera o car\u00e1ter do instrumento em intensidade.<\/p>\n<p>A distor\u00e7\u00e3o por intermodula\u00e7\u00e3o (IM) requer que duas ou mais frequ\u00eancias estejam presentes e \u00e9 muito mais prejudicial porque cria um novo conte\u00fado que n\u00e3o est\u00e1 relacionado musicalmente ao original. Mesmo uma pequena distor\u00e7\u00e3o por IM adiciona uma qualidade dissonante que pode ser desagrad\u00e1vel de ouvir. Outro tipo de distor\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de <em>aliasing<\/em> e \u00e9 exclusiva do \u00e1udio digital. Como a distor\u00e7\u00e3o por intermodula\u00e7\u00e3o, o <em>aliasing<\/em> cria novas frequ\u00eancias n\u00e3o harmonicamente relacionadas ao original e, portanto, \u00e9 desagrad\u00e1vel e irritante de ouvir. Felizmente, na maioria dos dispositivos de \u00e1udio modernos, todas as distor\u00e7\u00f5es s\u00e3o suaves demais para serem ouvidas.<\/p>\n<h4><span style=\"color: #008080;\">O \u00e1udio digital tem um tipo \u00fanico de desvio de tempo chamado <em>jitter<\/em>, mas com todas as placas de som modernas, o <em>jitter<\/em> \u00e9 muito menos intenso do que a m\u00fasica, e voc\u00ea nunca vai ouv\u00ed-lo.<\/span><\/h4>\n<p>Os erros baseados no tempo afetam principalmente o tom e o andamento. Quando o furo central de um LP (vinil) n\u00e3o est\u00e1 bem centrado, voc\u00ea ouvir\u00e1 o tom aumentar e diminuir a cada revolu\u00e7\u00e3o. Isso se chama <em>wow<\/em>. Os gravadores anal\u00f3gicos t\u00eam um tipo diferente de instabilidade de <em>pitch<\/em>, chamado <em>flutter<\/em>. Ao contr\u00e1rio da mudan\u00e7a lenta de tom de <em>wow<\/em>, a vibra\u00e7\u00e3o \u00e9 mais r\u00e1pida, dando um efeito de gorjeio. O \u00e1udio digital tem um tipo \u00fanico de desvio de tempo chamado <em>jitter<\/em>, mas com todas as placas de som modernas, o <em>jitter<\/em> \u00e9 muito menos intenso do que a m\u00fasica, e voc\u00ea nunca vai ouv\u00ed-lo.<\/p>\n<p>A ac\u00fastica da sala pode ser considerada um quinto par\u00e2metro de \u00e1udio, mas na realidade n\u00e3o \u00e9. As paredes da sala pr\u00f3ximas podem criar erros de resposta de frequ\u00eancia devido \u00e0s reflex\u00f5es das ondas combinadas no ar. As reflex\u00f5es tamb\u00e9m podem criar ecos aud\u00edveis e reverbera\u00e7\u00e3o, mas esses s\u00e3o fen\u00f4menos baseados no tempo que ocorrem fora do equipamento, portanto, tamb\u00e9m n\u00e3o garantem sua pr\u00f3pria categoria. Da mesma forma, com amplificadores de pot\u00eancia, a pot\u00eancia m\u00e1xima de sa\u00edda \u00e9 importante. Mas isso n\u00e3o est\u00e1 relacionado \u00e0 fidelidade &#8211; apenas define o qu\u00e3o alto o amplificador pode tocar.<\/p>\n<p>Os par\u00e2metros acima abrangem tudo que afeta a fidelidade de \u00e1udio. Se um dispositivo tem ru\u00eddo e distor\u00e7\u00e3o muito baixos de ouvir, uma resposta suficiente para acomodar uniformemente toda a gama de frequ\u00eancias aud\u00edveis e erros baseados no tempo muito pequenos para serem percebidos, ent\u00e3o esse dispositivo ser\u00e1 transparente para a m\u00fasica e outros sons que passam por ele . No entanto, a clareza e a imagem est\u00e9reo s\u00e3o muito afetadas pela ac\u00fastica da sala. Sem d\u00favida, a sala de audi\u00e7\u00e3o tem muito mais efeito na qualidade do som do que qualquer um dos componentes de \u00e1udio.<\/p>\n<p>Um mito final que irei abordar \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de que existem aspectos do \u00e1udio que a &#8220;ci\u00eancia&#8221; n\u00e3o conhece, ou pode ignorar durante a medi\u00e7\u00e3o. Isso tamb\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil de refutar usando o teste nulo (<em>null test<\/em>). Um teste nulo compara quaisquer duas fontes de \u00e1udio e as combina em volume igual com a polaridade de uma fonte invertida. Assim, \u00e0 medida que uma onda se torna positiva, a outra \u00e9 negativa (oposta), cancelando-se completamente. Depois de anular as duas fontes, qualquer sinal residual que permane\u00e7a revela sua diferen\u00e7a, e isso inclui artefatos que voc\u00ea pode nem pensar em achar. O teste nulo, ou de cancelamento, tem sido usado para medir dispositivos de \u00e1udio desde os anos 1940. Se realmente houvesse algum aspecto do \u00e1udio que fosse desconhecido, ele teria aparecido h\u00e1 muito tempo em um res\u00edduo nulo.<\/p>\n<p>[1]\u00a0<a href=\"http:\/\/www.aes.org\/e-lib\/browse.cfm?elib=10005\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.aes.org\/e-lib\/browse.cfm?elib=10005<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O que um fabricante de respeitados equipamentos de \u00e1udio pensa sobre o assunto.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":4573,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[129],"tags":[146,147,148],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4572"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4572"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4572\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4575,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4572\/revisions\/4575"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4573"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}