{"id":4281,"date":"2021-06-04T16:40:11","date_gmt":"2021-06-04T19:40:11","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=4281"},"modified":"2021-06-14T17:22:31","modified_gmt":"2021-06-14T20:22:31","slug":"insistir-no-erro-ja-e-burrice","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/insistir-no-erro-ja-e-burrice\/","title":{"rendered":"Insistir no erro j\u00e1 \u00e9 burrice."},"content":{"rendered":"<p>Mais uma vez essa mesma argumenta\u00e7\u00e3o fraca e in\u00fatil que parece n\u00e3o ter fim. Impressionante como n\u00e3o desistem. Porque rejeitar tanto o que \u00e9 fato?<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baboseira2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4283\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baboseira2.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"247\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baboseira2.jpg 400w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baboseira2-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fui informado por um ass\u00edduo leitor do nosso blog que uma publica\u00e7\u00e3o, que pensei que nem existisse mais, voltou a fazer suas cr\u00edticas rid\u00edculas e sem qualquer embasamento em fatos sobre um conceito que eu desenvolvi h\u00e1 quase 10 anos, provado e comprovado por quem pelo menos se prop\u00f4s a test\u00e1-lo, o que n\u00e3o \u00e9 o caso destes que saem enfurecidos criticando o que n\u00e3o conhece.<br \/>\nTive acesso ao conte\u00fado citado, que realmente mostra o porqu\u00ea da tamanha perda de credibilidade da referida publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pensei em talvez nem perder o meu tempo para responder \u00e0 cr\u00edtica, tamanha as contradi\u00e7\u00f5es que j\u00e1 conhecemos sobre esta publica\u00e7\u00e3o, mas acho que tamanha provoca\u00e7\u00e3o merece mais umas &#8220;palmadas&#8221; para entender como se comportar diante de algo s\u00e9rio, ou que eu, pelo menos, levo a s\u00e9rio.<\/p>\n<p>Uma publica\u00e7\u00e3o conhecida por manipular fotos colocando caixas ac\u00fasticas criadas de forma simulada numa sala, por defender equipamentos que foram fracassos no mundo e que sa\u00edram de linha com tantos problemas que apresentavam, que avaliou recurso de equipamento que simplesmente n\u00e3o dispunha do tal recurso, que j\u00e1 afirmou ter testado mais de uma centena de produtos que foram reprovados, mas que nunca publicou estes testes para alertar os seus leitores destas armadilhas, que se mostra constantemente contradit\u00f3ria em suas opini\u00f5es como muitos leitores do Hi-Fi Planet j\u00e1 mostraram e at\u00e9 n\u00f3s j\u00e1 publicamos aqui, que admite a interfer\u00eancia de comerciantes e patrocinadores no interesse contr\u00e1rio de seus pr\u00f3prios leitores, conhecida por anunciar \u00e0 venda os equipamentos que testava, que a cada edi\u00e7\u00e3o coloca um equipamento no altar &#8220;audi\u00f3filo&#8221; como sendo o &#8220;super&#8221; grande lan\u00e7amento do mundo, e tantas outras curiosas contradi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o sei porque esta publica\u00e7\u00e3o poderia insistir em questionar a capacidade de algu\u00e9m sem nenhum v\u00ednculo comercial, com imparcialidade e com opini\u00f5es sempre baseadas na ci\u00eancia, e com uma forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica que ela certamente passa longe de ter (desmerecendo constantemente a tecnologia e os engenheiros como se os equipamentos t\u00e3o admirados tivessem sa\u00eddo de um caldeir\u00e3o de bruxaria).<br \/>\nMas, parece que tenho mais um feroz cr\u00edtico que n\u00e3o admite as suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o sou eu quem cria os fatos rejeitados por este cr\u00edtico, mas a ci\u00eancia. E fatos s\u00e3o incontest\u00e1veis, mesmo que as suas opini\u00f5es, meramente subjetivas, lhe tentem convencer de outra coisa.<\/strong><\/p>\n<p>O tal cr\u00edtico desesperado tenta, a qualquer custo, atacar o fato do meu trabalho mostrar que a refer\u00eancia do som &#8220;ao vivo&#8221; n\u00e3o pode ser <strong>absoluta<\/strong>, e \u00e9 o mesmo que j\u00e1 publicou nas p\u00e1ginas de sua &#8220;publica\u00e7\u00e3o especializada&#8221; que um certo televisor avaliado apresentou uma imagem melhor que a imagem ao vivo, segundo &#8220;todos que estavam naquela sala de teste&#8221;. Nesta mais uma de sua longa lista de contradi\u00e7\u00f5es, a tal publica\u00e7\u00e3o confirma que podemos sim ter uma experi\u00eancia num sistema eletr\u00f4nico que pode superar a experi\u00eancia ao vivo.<\/p>\n<p>\u00c9 o mesmo cr\u00edtico que j\u00e1 escreveu em suas publica\u00e7\u00f5es que n\u00f3s ouvimos de forma diferente, e o som que eu escuto pode ser diferente daquele que voc\u00ea escuta (na realidade \u00e9 mesmo diferente). \u00d3bvio que ele nunca buscou explicar cientificamente as raz\u00f5es disso, deixando sempre a tal da &#8220;subjetividade&#8221; e do universo &#8220;enigm\u00e1tico&#8221; de suas afirma\u00e7\u00f5es alimentarem os mist\u00e9rios da reprodu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica em alta fidelidade, chamada hoje pela pomposa designa\u00e7\u00e3o de &#8220;high end&#8221;. Mas, ao contr\u00e1rio de supor teorias fantasiosas, eu fui a fundo e busquei na comunidade cient\u00edfica as raz\u00f5es disso, e descobri, por um dos efeitos desta busca, porque tanta gente insiste em ignorar o que \u00e9 fato e desprezando a ci\u00eancia, porque s\u00f3 assim continuam alimentando a tal &#8220;magia&#8221; do \u00e1udio &#8220;hi-end&#8221;, confundindo consumidores e fazendo-os acreditar que fus\u00edveis &#8220;audi\u00f3filos&#8221; e cabos com \u00f3leo de tubar\u00e3o operam milagres em seus sistemas.<\/p>\n<p>O autor da cr\u00edtica, que deixa claro desconhecer o que \u00e9 um teste audiom\u00e9trico completo (posso lhe indicar um profissional que lhe explique isso), se baseia na distor\u00e7\u00e3o dos fatos para tentar, mais uma vez, levar o seu leitor ao erro.<br \/>\nPrimeiro, o meu trabalho nunca buscou, como ele insiste em dizer, descaracterizar o som &#8220;ao vivo&#8221; como elemento de grande import\u00e2ncia no ajuste do sistema. Segundo, eu jamais insinuei &#8220;teorias&#8221;, mas busquei informa\u00e7\u00f5es junto aos mesmos profissionais que devem cuidar da sua sa\u00fade: a classe m\u00e9dica. Mas, considerando que o mesmo j\u00e1 desmereceu at\u00e9 os profissionais de engenharia, talvez ele confie mais em tratamentos &#8220;subjetivos&#8221; de feiticeiros de tribos ind\u00edgenas perdidas em florestas ainda inexploradas do que nos tratamentos comprovados da medicina moderna.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ciencia-eh-bobagem.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4284\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ciencia-eh-bobagem.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ciencia-eh-bobagem.jpg 400w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ciencia-eh-bobagem-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ciencia-eh-bobagem-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O insistente cr\u00edtico deveria se atentar melhor ao trabalho que desenvolvi e entender as suas bases. Ao contr\u00e1rio dele, eu n\u00e3o imagino coisas. Tamb\u00e9m n\u00e3o coloco ci\u00eancia no campo das suposi\u00e7\u00f5es e dos mist\u00e9rios inexplic\u00e1veis do universo.<br \/>\nMeu trabalho teve in\u00edcio com uma conversa informal que tive com um profissional m\u00e9dico especialista em audi\u00e7\u00e3o, quando eu comentava com ele o porqu\u00ea de tantas contradi\u00e7\u00f5es entre avaliadores de \u00e1udio, e das suas constata\u00e7\u00f5es, inclusive do pr\u00f3prio cr\u00edtico, de que ouvimos de forma diferente. A resposta do profissional foi objetiva: &#8220;Porque nossas curvas de audi\u00e7\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m distintas&#8221;.<br \/>\nA partir desse ponto, comecei um longo trabalho para entender o mecanismo da audi\u00e7\u00e3o humana. Com a ajuda de profissionais especializados e publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas confi\u00e1veis, <strong>constatei<\/strong> que realmente as nossas audi\u00e7\u00f5es diferem significativamente uma das outras.<br \/>\nApesar de o tal cr\u00edtico mencionar pessoas que &#8220;ouvem perfeitamente&#8221;, ele talvez desconhe\u00e7a que esse grupo \u00e9 raro, t\u00e3o raro como coincidir impress\u00f5es digitais, pois todos n\u00f3s temos desvios auditivos em menor ou maior grau.<br \/>\nEu fiquei surpreso com a quantidade de exames audiom\u00e9tricos de pessoas sadias apresentarem tantas diverg\u00eancias, mas, como afirma o tal cr\u00edtico, ele nunca teria tido acesso a um exame completo confi\u00e1vel para saber disso.<\/p>\n<p>Mesmo pessoas jovens e saud\u00e1veis apresentam varia\u00e7\u00f5es auditivas, e nas pr\u00f3prias p\u00e1ginas de sua antiga publica\u00e7\u00e3o e de outras que seguem a mesma linha, est\u00e1 impl\u00edcito e muitas vezes at\u00e9 &#8220;expl\u00edcito&#8221; esse fato, mas nunca explorado e explicado, seja por falta de conhecimento, por falta de interesse ou mesmo por raz\u00f5es de outras conveni\u00eancias. Afinal, admitir isso, como li em correspond\u00eancia de outros editores de algumas publica\u00e7\u00f5es estrangeiras, seria confirmar que tudo o que estas revistas cheias de &#8220;especialistas amadores em \u00e1udio&#8221; escreveram estaria agora sob suspei\u00e7\u00e3o. Um dos editores de uma conceituada publica\u00e7\u00e3o americana chegou a me dizer que as minhas conclus\u00f5es trariam uma substancial e inevit\u00e1vel reforma de conceitos no futuro, mas que agora n\u00e3o seria o momento oportuno de levantar essa quest\u00e3o. Acho que sabemos por qu\u00ea.<br \/>\n\u00d3bvio que levar conclus\u00f5es para o campo cient\u00edfico e para a certeza da fisiologia humana \u00e9 algo que muito pouco interessa para quem depende do mist\u00e9rio e de elementos subjetivos, mesmo que frequentemente contradit\u00f3rios, para vender a magia do tal &#8220;\u00e1udio hi-end&#8221;.<br \/>\nProvavelmente, ao publicar a avalia\u00e7\u00e3o de um equipamento que forneceu uma experi\u00eancia melhor que aquela &#8220;ao vivo&#8221; (mais precisa segundo o artigo), a &#8220;respeitada&#8221; publica\u00e7\u00e3o cometeu mais uma de suas &#8220;gafes&#8221; deixando passar tamanha contradi\u00e7\u00e3o das suas pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Vou fingir que n\u00e3o sei o que est\u00e1 acontecendo, ou que n\u00e3o sei o que realmente incomoda o tradicional cl\u00e3 que evita a qualquer custo admitir o que \u00e9 fato, e vou buscar simplificar tudo o que eu disse de uma forma mais did\u00e1tica para estes cr\u00edticos da era jur\u00e1ssica entender. O que tento (com sucesso) demonstrar:<\/p>\n<p>1. Os nossos ouvidos n\u00e3o s\u00e3o perfeitos, e apresentam varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade ao longo do espectro aud\u00edvel, algo comprovado por exames cl\u00ednicos (qualquer livro sobre o assunto diz isso);<br \/>\n2. Essas limita\u00e7\u00f5es ocorrem em pessoas jovens, saud\u00e1veis e at\u00e9 acima de qualquer suspeita;<br \/>\n3. Com a idade estes desvios tendem a piorar ainda mais, e a partir dos 40 anos (ou muito menos), o nosso sistema auditivo come\u00e7a a envelhecer e perder ainda mais a sua plena capacidade de audi\u00e7\u00e3o, isso tamb\u00e9m \u00e9 fato <strong>incontest\u00e1vel<\/strong>;<br \/>\n4. Apesar de \u00f3bvio, conv\u00e9m lembrar que essas distor\u00e7\u00f5es auditivas ocorrem tamb\u00e9m &#8220;ao vivo&#8221;, pois se trata de um fen\u00f4meno f\u00edsico, e n\u00e3o associado ao fato de se ouvir um equipamento eletr\u00f4nico;<br \/>\n5. Se conseguirmos realizar um ajuste em nosso sistema de som para tentar compensar estas varia\u00e7\u00f5es, poderemos chegar mais pr\u00f3ximo do <strong>som real<\/strong> que n\u00e3o ouvimos.<\/p>\n<p>Simples, n\u00e3o? Parece que, para quem sequer sabe o que \u00e9 um exame audiom\u00e9trico &#8220;detalhado&#8221; (um exame realizado por um audi\u00f4metro em faixa mais ampla &#8211; uma simples pesquisa no Google ajudaria), realmente fica dif\u00edcil compreender este conceito. Alguns acham at\u00e9 que essa avalia\u00e7\u00e3o audiom\u00e9trica pode ser feitas com CDs &#8220;de teste&#8221; no pr\u00f3prio sistema de som. \u00c9 o c\u00famulo da falta de conhecimento no assunto.<br \/>\nNos in\u00fameros artigos que escrevi sobre o tema eu me aprofundo nestes conceitos, nos fatos, nos gr\u00e1ficos e nestes exames, portanto, desnecess\u00e1rio seria repetir tudo aqui.<\/p>\n<p>Um exemplo que sempre foi bastante feliz para explicar esse fen\u00f4meno \u00e9 o do mecanismo de vis\u00e3o.<br \/>\nSe voc\u00ea tem algum tipo de problema de vis\u00e3o, cada vez mais comum hoje na vida moderna (e que afeta at\u00e9 crian\u00e7as muito novas), voc\u00ea pode facilmente ter uma grande perda de detalhes at\u00e9 do mundo &#8220;ao vivo&#8221;. N\u00e3o conseguir ler um texto, n\u00e3o perceber a textura dos veios da folha de uma planta, n\u00e3o percebendo nitidamente detalhes em nossa volta s\u00e3o coisas comuns neste caso.<br \/>\nImagine se nos conformarmos em ter essa refer\u00eancia distorcida para ajuste da imagem de uma TV ou de um projetor.<br \/>\nMas, para isso temos os \u00f3culos !!! Eles corrigem a forma como enxergamos e nos trazem a imagem <strong>&#8220;REAL&#8221;<\/strong> e n\u00e3o mais a imagem que v\u00edamos &#8220;ao vivo&#8221; sem a ajuda das <strong>lentes corretoras<\/strong>. Talvez por isso a publica\u00e7\u00e3o, que nega que algo criado eletronicamente possa ser mais exato em alguns aspectos que uma experi\u00eancia &#8220;ao vivo&#8221;, tenha ca\u00eddo na contradi\u00e7\u00e3o ao analisar o televisor, que certamente teve um ajuste que favoreceu um resultado mais exato que aquele experimentado no mundo real.<\/p>\n<p>Infelizmente, ainda n\u00e3o dispomos de &#8220;\u00f3culos&#8221; para os ouvidos para realizarmos as corre\u00e7\u00f5es sonoras que precisamos, e \u00e9 a\u00ed que entra o trabalho que desenvolvi para readequar o nosso sistema de som para compensar o que n\u00e3o ouvimos (ou ouvimos demais) mesmo &#8220;ao vivo&#8221;.<br \/>\nCom o conhecimento pleno da nossa curva de sensibilidade auditiva (esse senhores ficariam surpresos com o grau de perda de audi\u00e7\u00e3o que j\u00e1 possuem &#8211; pesquise o que \u00e9 a &#8220;Hipoacusia&#8221;), podemos criar uma curva de compensa\u00e7\u00e3o em nosso sistema de som para corrigir exatamente, ou o mais pr\u00f3ximo que for poss\u00edvel, estes desvios que prejudicam a nossa percep\u00e7\u00e3o do <strong>real<\/strong>.<br \/>\nPodemos fazer isso com um equalizador de boa qualidade e precis\u00e3o, digitalmente com dispositivos DSP, com ajustes at\u00e9 em nossas caixas ac\u00fasticas ou em outros componentes do sistema.<br \/>\nDe uma forma simplificada, os mais velhos, que j\u00e1 sofrem com uma perda significativa nos extremos do espectro auditivo, j\u00e1 percebem um ganho significativo com um simples refor\u00e7o nos agudos. Quantas vezes n\u00e3o vi leitores escreverem para mim com um &#8220;Uau !!!&#8221; ao relatarem as suas experi\u00eancias com estes testes. \u00c9 f\u00e1cil para um pregui\u00e7oso criticar essa proposta sem nunca t\u00ea-la testado ou mesmo se interessado em entend\u00ea-la.<\/p>\n<p>Diante disso, \u00e9 \u00f3bvio que alguns velhos conceitos acabam derrubados, dentre estes citamos:<\/p>\n<p>1. O som que ouvimos &#8220;ao vivo&#8221; n\u00e3o \u00e9 refer\u00eancia absoluta (plena) para ajuste de um sistema de som;<br \/>\n2. A &#8220;equaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, que nada mais \u00e9 do que um recurso para a compensa\u00e7\u00e3o dos desvios mencionados, \u00e9 mais saud\u00e1vel do que prejudicial;<br \/>\n3. O sistema &#8220;flat&#8221; \u00e9 um grande erro sem qualquer real embasamento cient\u00edfico e que foi defendido por anos (eu mesmo j\u00e1 acreditei nisso);<br \/>\n4. As &#8220;avalia\u00e7\u00f5es&#8221; de equipamentos perdem muito de sua credibilidade, e isso pode explicar o porqu\u00ea de tantas contradi\u00e7\u00f5es em testes (al\u00e9m dos \u00f3bvios interesses comerciais);<br \/>\n5. Muitos outros que detalho em meus artigos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macacos11.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4292\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macacos11.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macacos11.jpg 550w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macacos11-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o destes cr\u00edticos \u00e9 t\u00e3o grande que j\u00e1 chegaram, in\u00fameras vezes, a dizer que cabos que testaram intensificaram as faixas agudas, por exemplo. Apesar de eu j\u00e1 ter confirmado muitas vezes em v\u00e1rias medi\u00e7\u00f5es que fiz que isso n\u00e3o passa de outra armadilha de suas convic\u00e7\u00f5es subjetivas, pois na pr\u00e1tica n\u00e3o ocorre este refor\u00e7o, isso \u00e9 mais uma prova de que o ajuste de frequ\u00eancias \u00e9 um fato, ou seja, outra contradi\u00e7\u00e3o deles.<br \/>\nMas, para estes cr\u00edticos, quando se fala em controle de &#8220;graves e agudos&#8221; ou em equaliza\u00e7\u00e3o, parece que estamos diante de um crime hediondo e inafian\u00e7\u00e1vel sendo cometido contra os velhos conservadorismos do mundo &#8220;audi\u00f3filo&#8221;. Mas, pergunto, equaliza\u00e7\u00e3o semelhante j\u00e1 n\u00e3o ocorre na prensagem dos &#8220;idolatrados&#8221; discos de vinis e na reprodu\u00e7\u00e3o do tal &#8220;pr\u00e9 de fono&#8221;? Pois \u00e9, \u00e9 a famosa curva RIAA. A grava\u00e7\u00e3o &#8220;pura&#8221; do &#8220;master&#8221; em vinil \u00e9 equalizada duas vezes antes de chegar ao nosso amplificador. Ali\u00e1s, saiba que as grava\u00e7\u00f5es magn\u00e9ticas tamb\u00e9m s\u00e3o equalizadas para compensar as caracter\u00edsticas da magnetiza\u00e7\u00e3o do cabe\u00e7ote de grava\u00e7\u00e3o e fitas magn\u00e9ticas (coisas de engenheiros que fogem aos olhos&#8230; ops&#8230; aos ouvidos dos leigos &#8220;especialistas&#8221;).<\/p>\n<p>Mas, colocar um equalizador para compensar nossas defici\u00eancias auditivas e nos oferecer uma experi\u00eancia mais pr\u00f3xima do som REAL, e n\u00e3o daquele mutilado pelos nossos ouvidos, ah&#8230; isso \u00e9 inaceit\u00e1vel para estes &#8220;puristas&#8221;!!!<br \/>\nEsses velhos cultuadores do &#8220;quanto mais simples melhor&#8221;, que temem a tecnologia e que rejeitam o digital a qualquer custo, alegam, de forma arcaica, que&#8230; &#8220;quanto menos componentes no caminho do sinal de \u00e1udio melhor&#8221;.<br \/>\nN\u00e3o existe &#8220;sinal de \u00e1udio&#8221; !!! Trata-se simplesmente de uma corrente el\u00e9trica vari\u00e1vel que ser\u00e1 amplificada e convertida em vibra\u00e7\u00e3o do ar atrav\u00e9s da movimenta\u00e7\u00e3o de cones de alto-falantes ou outros transdutores, que v\u00e3o transformar essa corrente amplificada em&#8230; sons !!! Compreens\u00edvel esse equ\u00edvoco pela falta de conhecimento cient\u00edfico desses &#8220;especialistas&#8221; em &#8220;subjetividade&#8221;.<br \/>\nEssa corrente el\u00e9trica que n\u00e3o tem nada de &#8220;misteriosa&#8221; como tentam nos fazer acreditar, n\u00e3o circula por componentes, ela controla outras correntes que s\u00e3o originadas de uma fonte de alimenta\u00e7\u00e3o. O transistor, por exemplo, um componente utilizado em amplificadores, ao contr\u00e1rio do que j\u00e1 disseram estes cr\u00edticos em algumas abordagens rid\u00edculas que j\u00e1 fizeram, que deve inclusive ter provocado risadas em engenheiros projetistas competentes, n\u00e3o \u00e9 na verdade um componente &#8220;amplificador&#8221; de sinal (el\u00e9trico, n\u00e3o me venham com essa de sinal de \u00e1udio&#8230;), tanto que muitas vezes sequer desempenha essa fun\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 um dispositivo controlador formado por elementos semicondutores, inventado l\u00e1 por 1947\/48. Sim, controlador, porque o tal sinal de \u00e1udio n\u00e3o &#8220;passa&#8221; por ele e sai amplificado em sua &#8220;sa\u00edda&#8221;. Este sinal funciona como um gatilho controlado que faz com que o transistor libere uma corrente maior da fonte de alimenta\u00e7\u00e3o, proporcional \u00e0 corrente de controle. Ou seja, a corrente que vai para a pr\u00f3xima etapa \u00e9 outra originada da fonte, n\u00e3o &#8220;passando&#8221;, simplesmente, o tal do &#8220;sinal de \u00e1udio&#8221; pelo transistor. Efeito semelhante ocorre com a v\u00e1lvula, mas dentro de um contexto tecnol\u00f3gico diferente, por\u00e9m o princ\u00edpio \u00e9 o mesmo.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o importam quantos componentes temos no circuito, mas como eles operam dentro dele.<br \/>\nEstes cr\u00edticos, que agora acham que dominam tamb\u00e9m a ci\u00eancia eletr\u00f4nica (minha primeira forma\u00e7\u00e3o profissional) querem tentar manipular uma ci\u00eancia em prol de seus argumentos, o que \u00e9 realmente assustador ao mesmo tempo em que chega a ser c\u00f4mico.<br \/>\nEstes senhores n\u00e3o deveriam escrever estas suas besteiras em m\u00e1quinas de datilografar antigas e distribuir isso em papel? Porque tantos componentes eletr\u00f4nicos entre os seus dedos e a p\u00e1gina da internet onde isso \u00e9 publicado poderiam causar distor\u00e7\u00f5es em seus textos, ou, ainda, talvez devessem usar uma caneta para reduzir o n\u00famero de componentes no caminho da escrita.<br \/>\nSer\u00e1 que eles ainda assistem filmes em TVs de tubo dos anos 50 (do jeito que muitos amam v\u00e1lvulas&#8230;)? Claro, porque as imagens em 8K dos modernos sistemas de v\u00eddeo devem estar muito distorcidas em raz\u00e3o dos milh\u00f5es de componentes que as dezenas de chips acrescentaram no &#8220;sinal de v\u00eddeo&#8221;&#8230;<br \/>\nEles deveriam usar telefones do s\u00e9culo passado, afinal, os milh\u00f5es de componentes existentes em um telefone celular m\u00f3vel devem modificar tudo o que eles dizem.<\/p>\n<p>Mas, sabemos que n\u00e3o \u00e9 isso o que ocorre. Eles usam computadores, telefones digitais de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, TVs de LCD e projetores modernos, m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas digitais e programas de manipula\u00e7\u00e3o para modificar a &#8220;experi\u00eancia real&#8221; de uma sala, acrescentando imagens de caixas para tornar a foto mais &#8220;precisa&#8221; para os seus interesses, etc. Mas, quando o assunto \u00e9 o \u00e1udio de alta-fidelidade, a\u00ed tudo muda. A ci\u00eancia e a eletr\u00f4nica se tornam prejudiciais aos seus sinais de \u00e1udio &#8220;virgens e puros&#8221;.<br \/>\nAqui entra a fantasia que h\u00e1 anos alimenta o tal do \u00e1udio &#8220;hi-end&#8221;. Aqui entram as verdadeiras mentiras com que o Hi-End convive h\u00e1 muitos anos, que h\u00e1 muito tempo vem tratando o consumidor como um idiota, criando as mais diversas bobagens que n\u00e3o passariam inc\u00f3lumes numa simples per\u00edcia t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Quantas vezes j\u00e1 n\u00e3o destru\u00edmos estas fantasias aqui e em f\u00f3runs? Quantas vezes j\u00e1 n\u00e3o mostramos que car\u00edssimos equipamentos &#8220;hi-end&#8221; tinham no seus interiores componentes que s\u00e3o usados em produtos muito mais baratos padr\u00e3o &#8220;mid-fi&#8221;? Quantas vezes j\u00e1 n\u00e3o desfizemos mentiras criadas por estes &#8220;senhores&#8221; que ora se rebelam contra o que \u00e9 fato, tentando desesperadamente manter o &#8220;\u00e1udio&#8221; desvinculado da ci\u00eancia, da tecnologia e do mundo real, fazendo-o parecer que se trata de um mist\u00e9rio que nunca ser\u00e1 explicado?<br \/>\nE \u00e9 em cima destas fantasias que vemos muitas tecnologias obsoletas sobrevivendo no mercado, muitos comerciantes e fabricantes fazendo fortunas com cabos &#8220;m\u00e1gicos&#8221; car\u00edssimos que muitas vezes s\u00e3o fabricados com cabinhos chineses comuns, e outros tantos componentes m\u00e1gicos que nenhuma qualidade positiva acrescenta ao resultado final. Mas, claro que estes &#8220;especialistas&#8221; com os seus ouvidos &#8220;treinad\u00edssimos&#8221;, e outros &#8220;audi\u00f3filos&#8221; envoltos de efeito &#8220;placebo&#8221; ou v\u00edtimas de pura subjetividade percebem melhorias &#8220;gigantescas&#8221; no resultado final, melhorias estas que n\u00e3o sobrevivem a um simples teste cego, ops&#8230; para eles testes cegos tamb\u00e9m n\u00e3o funcionam. Esta \u00e9 outra bobagem. Talvez por isso percebam qualidades maravilhosas num cabo ordin\u00e1rio diante de uma confus\u00e3o de troca numa palestra de \u00e1udio. Assim como o equalizador, o teste comparativo cego \u00e9 outra coisa inadmiss\u00edvel no \u00e1udio para estes cr\u00edticos.<\/p>\n<p><strong>No atual momento desta onda de negacionismo que vivemos, da ci\u00eancia sendo jogada a um segundo plano apesar das comprova\u00e7\u00f5es de fatos, parece que temos um <em>d\u00e9j\u00e0 vu<\/em> do que vimos acontecer no \u00e1udio nestes anos todos.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/evoluir-eh-preciso.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4285\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/evoluir-eh-preciso.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"295\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/evoluir-eh-preciso.jpg 400w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/evoluir-eh-preciso-300x221.jpg 300w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/evoluir-eh-preciso-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tenho o pavoroso receio de testes. J\u00e1 fiz muitos com quem afirmava certezas irrefut\u00e1veis sobre v\u00e1rios aspectos do \u00e1udio, e continuo desafiando quem quer participar destes testes. Usu\u00e1rios geralmente concordam em participar e alguns ao final at\u00e9 reconhecem as suas limita\u00e7\u00f5es, mas o &#8220;profissional&#8221; envolvido no \u00e1udio, articulistas que s\u00e3o comerciantes ou aqueles que sobrevivem de patrocinadores e anunciantes, fogem covardemente destes testes. Para estes, os testes cegos n\u00e3o mostram o certo, quando o certo \u00e9 o errado que eles defendem.<\/p>\n<p>Em um grupo de whatsapp formado por &#8220;experientes audi\u00f3filos&#8221; que eu participava, tamb\u00e9m j\u00e1 contaminado por interesses comerciais (nada sobrevive a isso), durante muito tempo eu e alguns participantes convivemos com declara\u00e7\u00f5es de que o disco de vinil dava um &#8220;banho&#8221; de qualidade no CD, quando comparados num sistema de refer\u00eancia tido como &#8220;perfeito&#8221; para esta conclus\u00e3o definitiva. Muitas avalia\u00e7\u00f5es foram inclusive publicadas com base nestas compara\u00e7\u00f5es. E, coitado de quem tentasse argumentar o contr\u00e1rio, era massacrado pelos ditadores de suas &#8220;verdades&#8221;.<br \/>\nUm dia, por\u00e9m, ingenuamente, publicaram no grupo que ao trocar o CD <em>player<\/em> de tomada, todas aquelas qualidades que os &#8220;especialistas&#8221; diziam n\u00e3o existir na reprodu\u00e7\u00e3o digital surgiram de forma &#8220;misteriosa&#8221;, com os mais exagerados adjetivos superlativos.<br \/>\nChegamos a comentar em outro grupo de whatsapp como o assunto passou rapidamente pelos debates sem receber qualquer import\u00e2ncia. A nossa pergunta era: &#8220;Como ficam agora todas aquelas avalia\u00e7\u00f5es que foram contaminadas por uma limita\u00e7\u00e3o qualquer na alimenta\u00e7\u00e3o el\u00e9trica do equipamento&#8221;? Chegamos a pensar em provocar essa discuss\u00e3o l\u00e1, mas com tantos interesses comerciais e c\u00e9ticos fan\u00e1ticos da seita do vinil, sab\u00edamos que isso era algo que n\u00e3o acabaria bem. \u00c9 imposs\u00edvel para os &#8220;conservadores&#8221; admitirem que est\u00e3o errados, ou para comerciantes ou fabricantes continuarem usando aqueles exemplos como argumento de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Outro exemplo para demonstrar o quanto alguns se apegam ao desespero de tentar preservar os seus interessas a qualquer custo, nesta mesma comunidade eu comentei sobre o elevado \u00edndice de distor\u00e7\u00e3o que encontrei num amplificador que testamos num comparativo que fizemos, sem saber que um participante do grupo era revendedor da marca. \u00d3bvio que ele n\u00e3o demonstrou interesse em entender o que havia acontecido, ou em tentar descobrir se tratava-se uma unidade defeituosa, um lote com problemas ou at\u00e9 um erro que costuma acontecer em qualquer produto.<br \/>\nSua rea\u00e7\u00e3o imediata foi acusar o teste de estar errado, sem sequer perguntar primeiro sobre os seus crit\u00e9rios, as medi\u00e7\u00f5es ou os equipamentos utilizados (claro que o teste foi feito por um engenheiro capacitado e n\u00e3o um comerciante de equipamentos tentando us\u00e1-lo como argumento de neg\u00f3cios). Em seguida, o comerciante, j\u00e1 prevendo a possibilidade da medi\u00e7\u00e3o ser comprovadamente correta, buscou imediatamente desconstruir o papel da distor\u00e7\u00e3o no resultado final de um equipamento de \u00e1udio.<br \/>\nOu seja, &#8220;a medi\u00e7\u00e3o estava errada porque o equipamento \u00e9 perfeito, mas se me provar que ele n\u00e3o \u00e9 perfeito, isso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 algo ruim&#8221;. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma piada. \u00c9 mais uma demonstra\u00e7\u00e3o repleta de testemunhos de como n\u00e3o existe seriedade quando um interesse pessoal est\u00e1 em jogo. A distor\u00e7\u00e3o, que nada mais \u00e9 que um desvio do que \u00e9 correto, passou a ser algo positivo, com alguns at\u00e9 acompanhando essa afirma\u00e7\u00e3o sem a menor no\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o desta.<br \/>\nAl\u00e9m de advogado, tamb\u00e9m tenho uma empresa que produz equipamentos para a ind\u00fastria em geral, nada relacionado ao \u00e1udio. Se algu\u00e9m dissesse que um produto meu tivesse apresentado uma falha, a minha maior preocupa\u00e7\u00e3o seria em tentar ter acesso ao produto, conhecer melhor os fatos, pedir uma verifica\u00e7\u00e3o do lote e tentar identificar a possibilidade de uma falha real. Afinal, meu interesse \u00e9 fornecer um produto com qualidade, n\u00e3o uma ideia de um produto com qualidade.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o triste retrato de como funcionam as coisas no Brasil, e isso n\u00e3o s\u00f3 com o \u00e1udio. Em um pa\u00eds onde se vendem aditivos que prometem aumentar o desempenho de motores de ve\u00edculos e reduzir o consumo, dispositivos que reduzem consumos como um milagre, p\u00edlulas que curam todo tipo de doen\u00e7a, pulseiras magn\u00e9ticas que extraem o excesso de gordura do corpo e outras bobagens que alguns at\u00e9 afirmam que funcionam, o que podemos esperar?<\/p>\n<p><strong>Chega a ser nojento como o \u00e1udio de alta fidelidade \u00e9 tratado. \u00c9 preciso acabar com essas fantasias rid\u00edculas.<\/strong><\/p>\n<p>Esses cidad\u00e3os que escrevem essas arbitrariedades contra fatos e contra a ci\u00eancia v\u00e3o admitir um dia que estavam errados? Eu duvido, a n\u00e3o ser que a motiva\u00e7\u00e3o que os leve a agir assim cesse.<br \/>\nAt\u00e9 l\u00e1 continuaremos a ouvir que a ci\u00eancia \u00e9 in\u00fatil para explicar o \u00e1udio, que engenheiros sabem menos do que &#8220;escutadores&#8221; de som, ou que o subjetivismo est\u00e1 acima de medi\u00e7\u00f5es, ali\u00e1s, insistem que essas n\u00e3o servem para nada, que h\u00e1 uma &#8220;magia&#8221; agrad\u00e1vel inexplic\u00e1vel nas altas distor\u00e7\u00f5es de algumas tecnologias, que o obsoletismo supera a evolu\u00e7\u00e3o (somente no \u00e1udio), que os nossos ouvidos s\u00e3o perfeitos e confi\u00e1veis, que o c\u00e9rebro &#8220;recria&#8221; os sons que deixamos de captar ao longo do tempo (essa \u00e9 realmente hil\u00e1ria &#8211; confundem mem\u00f3ria com capta\u00e7\u00e3o &#8211; e ainda defendem caracter\u00edsticas de microfone &#8211; para que?), que uma avalia\u00e7\u00e3o audiom\u00e9trica detalhada \u00e9 in\u00fatil (quando pelo menos sabem o que \u00e9 isso), mas&#8230; somos n\u00f3s os &#8220;terraplanistas&#8221;, os ignorantes que n\u00e3o sabem de nada, e que n\u00e3o dever\u00edamos ser levados \u00e0 s\u00e9rio. Somos n\u00f3s que contamos as mentiras e dizemos as &#8220;besteiras&#8221;.<\/p>\n<p>S\u00e3o estes senhores, com compara\u00e7\u00f5es rid\u00edculas, que chegam a afirmar bobagens t\u00e3o grandes como aquela de que a minha proposta nos levaria a ficar o tempo todo ajustando um &#8220;equalizador&#8221; a cada disco ou a cada m\u00fasica, tentando corrigir as defici\u00eancias e as equaliza\u00e7\u00f5es das grava\u00e7\u00f5es (ou seja&#8230; assumem finalmente que a tal &#8220;pureza&#8221; \u00e9 uma ilus\u00e3o), numa rid\u00edcula demonstra\u00e7\u00e3o de que nada entenderam do conceito proposto, ou simplesmente porque n\u00e3o podem aceit\u00e1-lo por raz\u00f5es que claramente conhecemos e n\u00e3o tem nada a ver com a realidade.<br \/>\nV\u00e3o elaborar compara\u00e7\u00f5es absurdas, explica\u00e7\u00f5es equivocadas e contradit\u00f3rias com tudo o que j\u00e1 disseram antes, e tentar explicar algo que sequer tem a ver com o que abordei em meus artigos. V\u00e3o continuar confundindo adequa\u00e7\u00e3o com mera equaliza\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o sabem a diferen\u00e7a entre uma coisa ou outra.<br \/>\nV\u00e3o sempre se debater desesperadamente para tentar provar que o errado \u00e9 o certo, e com isso v\u00e3o apenas vendo seus prest\u00edgios diminu\u00edrem e suas mentiram serem desmontadas aos poucos na pr\u00f3pria confus\u00e3o do que escrevem.<\/p>\n<p>O mundo vem mudando muito com o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Hoje o consumidor n\u00e3o \u00e9 mais o &#8220;ignorante&#8221; que eles ainda acreditam ser. Ainda veremos dinossauros e conceitos jur\u00e1ssicos sobrevivendo, mas n\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o que est\u00e1 vindo. Eu percebo que esta est\u00e1 muito mais consciente e bem mais informada, desconfiando mais. O audi\u00f3filo de hoje n\u00e3o \u00e9 mais o tolo que acreditava em falsos gurus, e n\u00e3o quer mais jogar o seu dinheiro no lixo.<\/p>\n<p>Em outra oportunidade, em outro artigo, eu perguntei &#8220;O que ouvem os audi\u00f3filos?&#8221;, e isso vem bem a calhar agora para responder \u00e0 outra pergunta: &#8220;Quem precisa de um falso sistema &#8220;hi-end?&#8221;<br \/>\nSe voc\u00ea quer ouvir m\u00fasica em sua plenitude, priorize os seus ouvidos. Conhe\u00e7a a sua audi\u00e7\u00e3o, como ela se comporta, as suas limita\u00e7\u00f5es e distor\u00e7\u00f5es, e ent\u00e3o vai descobrir que o tal do &#8220;hi-end&#8221; defendido por estes &#8220;falsos gurus&#8221; n\u00e3o passam de equipamentos car\u00edssimos, chiques, muitas vezes fornecidos em caixas que custam muito mais do que o lixo que est\u00e1 escondido sob uma falsa apar\u00eancia, mas que n\u00e3o conseguem te oferecer o som com a precis\u00e3o que deveria.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o caiam no c\u00edrculo sem fim dos <em>&#8220;upgrades&#8221;<\/em> pela busca do topo do pinheiro, dos produtos miraculosos que ganham adjetivos exagerados a cada avalia\u00e7\u00e3o das publica\u00e7\u00f5es &#8220;especializadas&#8221;. Na verdade, buscando esse objetivo, voc\u00ea estar\u00e1 cada vem mais perto da raiz do pinheiro, e cada vez mais pobre acreditando nas mentiram que eles contam.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Mais uma vez essa mesma argumenta\u00e7\u00e3o fraca e in\u00fatil que parece n\u00e3o ter fim. Impressionante como n\u00e3o desistem. 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