{"id":4114,"date":"2020-09-14T16:51:33","date_gmt":"2020-09-14T19:51:33","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=4114"},"modified":"2020-09-16T08:35:38","modified_gmt":"2020-09-16T11:35:38","slug":"o-vinil-vendeu-mais-do-que-o-cd-no-primeiro-semestre-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/o-vinil-vendeu-mais-do-que-o-cd-no-primeiro-semestre-de-2020\/","title":{"rendered":"O vinil vendeu mais do que o CD no primeiro semestre de 2020?"},"content":{"rendered":"<p>Not\u00edcias d\u00e3o conta que discos de vinil venderam mais do que CDs.<br \/>\nApesar da comemora\u00e7\u00e3o dos defensores do &#8220;Anal\u00f3gico&#8221;, uma an\u00e1lise mais profunda nos revela alguns dados importantes.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Nestes \u00faltimos dias a Internet tem sido invadida por not\u00edcias que d\u00e3o conta que os discos de vinil venderam mais que o CD em 2020, segundo um relat\u00f3rio divulgado pela RIAA (Recording Industry Association of America).<br \/>\nApesar da comemora\u00e7\u00e3o dos &#8220;entusiastas&#8221; do &#8220;Anal\u00f3gico&#8221; e dos exageros de algumas reportagens, esta not\u00edcia merece uma reflex\u00e3o mais cuidadosa, pois nos remete \u00e0 uma falsa ideia de vit\u00f3ria do &#8220;Anal\u00f3gico&#8221; sobre o &#8220;Digital&#8221;, ou do &#8220;Vinil&#8221; sobre o CD&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou entrar aqui na discuss\u00e3o de qual formato \u00e9 o melhor, at\u00e9 porque tenho os dois no meu sistema de som, e fa\u00e7o uso de ambos, do anal\u00f3gico, com um sistema de reprodu\u00e7\u00e3o de Vinil, e do digital (minha prefer\u00eancia pessoal), representado por um sistema para reprodu\u00e7\u00e3o de CD, XRCD, SACD, DVD-Audio, Blu-Ray Pure Audio, etc.<br \/>\nN\u00e3o me rendi ainda aos arquivos digitais porque at\u00e9 o momento n\u00e3o adequei o meu sistema para adotar esse formato com a qualidade que eu exijo.<br \/>\nDiscutir qual o melhor formato \u00e9 entrar numa batalha de alguns fanatismos \u00e0s vezes exagerados, e n\u00e3o \u00e9 o objetivo deste artigo.<\/p>\n<p>Mas, o que nos mostra o relat\u00f3rio da RIAA, sem levar em conta os exageros destas reportagens que citam, entre outras abordagens, que &#8220;o Vinil superou o CD em vendas mostrando a sua for\u00e7a&#8221;, ou que &#8220;finalmente o CD perdeu o seu posto de vender melhor que o vinil&#8221;, ou outras chamadas ainda mais exageradas e equivocadas?<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio pode ser baixado aqui: <a href=\"https:\/\/www.riaa.com\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Mid-Year-2020-RIAA-Revenue-Statistics.pdf\" target=\"_blank\">Relat\u00f3rio da RIAA<\/a><\/p>\n<p>A primeira informa\u00e7\u00e3o que deve ser observada aqui \u00e9 de que trata-se de vendas no mercado americano (USA), portanto, algumas reportagens que vi e que\u00a0ampliam esse resultado para o mundo todo cometem um grande equ\u00edvoco.<br \/>\nA segunda informa\u00e7\u00e3o que extra\u00edmos desse relat\u00f3rio \u00e9 que ele apresenta a <span style=\"text-decoration: underline;\">receita<\/span> de cada segmento em d\u00f3lares, ou seja, quanto entrou nos cofres da ind\u00fastria da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Dito isto, vamos aos n\u00fameros.<\/p>\n<p>Podemos observar que os n\u00fameros apresentados pela RIAA indicam um resultado de receita de vendas distribu\u00edda da seguinte forma (em milh\u00f5es de d\u00f3lares):<br \/>\nCD: 129,9<br \/>\nVinil: 232,1<br \/>\nOutros formatos: 4,1<br \/>\nAssinatura digital e <em>Streaming<\/em>: 4.797,3<br \/>\nDownload: 330,4 (somente \u00e1lbuns e faixas avulsas &#8211; excluindo <em>ring tones<\/em> e outras fontes digitais de menor import\u00e2ncia)<\/p>\n<p>O primeiro ponto que devemos lembrar \u00e9 de que o Vinil custa, em m\u00e9dia, o dobro ou mais do que o mesmo \u00e1lbum em CD. Isso \u00e9 importante para esta an\u00e1lise de receitas.<br \/>\nMas, o que mais nos chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o volume real de\u00a0receitas quando visualizado num gr\u00e1fico em escala, considerando os resultados do CD, Vinil e <em>Download<\/em> Digital:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-cd-vinil.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4120\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-cd-vinil.jpg\" alt=\"grafico-cd-vinil\" width=\"450\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-cd-vinil.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-cd-vinil-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pelo gr\u00e1fico podemos concluir, imediatamente, que o digital sob demanda \u00e9 o formato com o maior faturamento, superando muito as m\u00eddias f\u00edsicas, considerando que, mesmo o CD sendo uma m\u00eddia f\u00edsica, ele tamb\u00e9m \u00e9 um registro digital. Ou seja, numa compara\u00e7\u00e3o direta entre a distribui\u00e7\u00e3o de registros digitais e anal\u00f3gicos, ter\u00edamos o seguinte resultado:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-analogico-digital.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4121\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-analogico-digital.jpg\" alt=\"grafico-analogico-digital\" width=\"450\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-analogico-digital.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-analogico-digital-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira informa\u00e7\u00e3o que retiramos do relat\u00f3rio da RIAA. O Digital ainda supera muito o Anal\u00f3gico, representando o maior faturamento da ind\u00fastria.<br \/>\nPortanto, as reportagens com chamadas no sentido de que o Anal\u00f3gico est\u00e1 superando o Digital n\u00e3o fazem o menor sentido.<br \/>\nIsso seria verdadeiro se consider\u00e1ssemos a m\u00eddia f\u00edsica somente, mas a\u00ed temos outra quest\u00e3o importante: o Registro Digital pode ser replicado e o Vinil n\u00e3o permite essa possibilidade. Assim, uma grava\u00e7\u00e3o pode ser enviada, baixada ou ouvida por Streaming sem a necessidade de m\u00eddia f\u00edsica e <span style=\"text-decoration: underline;\">sem nenhuma perda de qualidade<\/span>. Isso \u00e9 um fato ineg\u00e1vel hoje mesmo no universo audi\u00f3filo, onde constatamos uma grande quantidade de consumidores aderindo a esta forma de obten\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, restando o CD para um grupo que tende a ser cada vez menor.<\/p>\n<p>Segundo a pr\u00f3pria ind\u00fastria americana,\u00a0a distribui\u00e7\u00e3o legal\u00a0concorre ainda com um n\u00famero ainda maior de grava\u00e7\u00f5es transmitidas por meio de troca de arquivos e downloads ilegais (&#8220;pirataria&#8221;), o que faria aumentar a presen\u00e7a do digital para um\u00a0patamar ainda mais elevado.<\/p>\n<p>Porque somente depois de 40 anos do surgimento do CD no mercado esse resultado seja agora poss\u00edvel?<br \/>\nEssa tamb\u00e9m \u00e9 uma quest\u00e3o simples de responder: o pr\u00f3prio CD j\u00e1 est\u00e1 ultrapassado se comparado aos novos formatos de alta resolu\u00e7\u00e3o de m\u00eddias f\u00edsicas (aqui n\u00e3o consideradas nos nossos c\u00e1lculos) e, principalmente, dos arquivos digitais.<br \/>\nDesta forma, a ret\u00f3rica de que ainda assim o Vinil faturou mais que o CD em vendas acaba n\u00e3o representando absolutamente nada, j\u00e1 que o consumidor vem migrando para outras formas de distribui\u00e7\u00e3o de m\u00fasica digital e que deve ter atingido o seu pico agora, por conta\u00a0do Covid-19, j\u00e1 que o relat\u00f3rio da RIAA nos mostra um resultado referente ao primeiro semestre desse ano, duramente atingido pela pandemia.<\/p>\n<p>A velha, cansativa e sem sentido discuss\u00e3o entre Vinil e CD j\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 muito tempo superada\u00a0pela evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria tecnologia digital (presente inclusive nos pr\u00f3prios discos de vinil gravados a partir de fontes digitais), e a compara\u00e7\u00e3o mais realista e sem sentimentalismos seria entre o Vinil (\u00fanico sobrevivente da era anal\u00f3gica) e o Digital, n\u00e3o o CD, mas o Digital como um todo.<br \/>\nNeste panorama a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito desfavor\u00e1vel para o Anal\u00f3gico, pois o Digital s\u00f3 trocou de embalagem, mas continua crescendo rapidamente hoje\u00a0com os arquivos de <em>streaming <\/em>e<em> download<\/em>,\u00a0onde somados, o Digital representa 95,8% da receita das vendas contra\u00a04,2% do\u00a0Vinil, e essa diferen\u00e7a s\u00f3 tende a aumentar com o cont\u00ednuo abandono do Digital no formato f\u00edsico.<br \/>\nCuriosamente, essa conclus\u00e3o \u00e9 mostrada no pr\u00f3prio relat\u00f3rio da RIAA, onde ao final ele apresenta outro dado importante, um aumento de 2% para o arquivo Digital e uma queda dos mesmos 2% da m\u00eddia f\u00edsica.<\/p>\n<p>H\u00e1 aqui um grande equ\u00edvoco ao achar que o CD perdeu agora o seu mercado por conta de um pequeno aumento de vendas do Vinil.<br \/>\nPara entendermos isso, basta\u00a0percebermos que n\u00e3o existem mais tocadores de CD no mercado. Ali\u00e1s, \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil encontrar nas grandes lojas aparelhos de reprodu\u00e7\u00e3o de\u00a0qualquer tipo de disco digital, inclusive de filmes. O mercado vem cada vez mais se ajustando a troca de arquivos digitais, seja de m\u00fasicas ou de filmes, legalmente ou na forma de &#8220;pirataria&#8221;, esta \u00faltima muito mais intensa.<br \/>\nMesmo os grandes fabricantes de equipamentos de nicho de mercado v\u00eam se ajustando para essa realidade. Se antes os fabricantes de equipamentos de Alta Fidelidade ou Hi-End tinham v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de modelos para todos os bolsos e gostos, a maioria hoje disp\u00f5e, quando muito, de um ou dois modelos, muitas vezes universais, mas com op\u00e7\u00f5es mais generosas para gerenciamento de <em>streaming<\/em> e outros arquivos digitais.<\/p>\n<p>Levar 40 anos para isso acontecer foi at\u00e9 uma eternidade, e hoje perde qualquer significado.<br \/>\nAlgu\u00e9m pode ainda insistir que\u00a0Vinil e CD s\u00e3o nichos de mercado, e que ent\u00e3o a compara\u00e7\u00e3o ainda seria v\u00e1lida. Para o vinil, talvez isso se sustente (s\u00e3o diversos os argumentos dos compradores de Vinil), mas o CD&#8230; ele n\u00e3o \u00e9 mais um nicho de mercado. Mesmo audi\u00f3filos e fabricantes de equipamentos Hi-End buscam nos arquivos digitais de alta-resolu\u00e7\u00e3o o melhor desempenho para a reprodu\u00e7\u00e3o sonora de seus produtos, e com bastante sucesso nesse objetivo.<br \/>\nMesmo no caso de filmes, que n\u00e3o tem nada a ver com a discuss\u00e3o musical, \u00e9 dif\u00edcil encontrar discos de Blu-Ray ou de DVD para vender (nem pense em vers\u00f5es para 4k).\u00a0As grande redes de lojas\u00a0pararam de vender discos h\u00e1 muito tempo em suas unidades f\u00edsicas (nem as locadoras de m\u00eddias f\u00edsicas sobreviveram), mas nem por isso\u00a0o com\u00e9rcio\u00a0de filmes foi interrompido, apenas mudou o caminho de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes que as reportagens consigam distorcer o significado dessa not\u00edcia, \u00e9 preciso perceber que a velha discuss\u00e3o\u00a0do Vinil versus CD j\u00e1 acabou h\u00e1 muito tempo, e at\u00e9 me espanta a quantidades de discos digitais ainda vendidos. A batalha perdeu o sentido. A m\u00eddia f\u00edsica digital est\u00e1 no fim (at\u00e9 nos computadores para uso com dados).<\/p>\n<p>Em tempo, este relat\u00f3rio ainda nos traz\u00a0uma \u00faltima informa\u00e7\u00e3o interessante,\u00a0as assinaturas\u00a0pagas de servi\u00e7os como o Spotify aumentaram 24%, o que demonstra que os consumidores est\u00e3o um pouco mais motivados a pagar pela m\u00fasica.<\/p>\n<p>Uma pena que os ve\u00edculos de not\u00edcias (alguns de grande porte e de muita respeitabilidade) tentaram sensacionalizar o fato do Vinil ter tido uma receita de vendas maior que o CD, trope\u00e7ando, inclusive, nas informa\u00e7\u00f5es apresentadas pelo relat\u00f3rio da RIAA, servindo isso apenas para confundir o consumidor e alimentar egos carentes.<br \/>\nQuanto a isso, n\u00e3o importa qual seja a sua escolha, desde que voc\u00ea esteja feliz com ela. N\u00e3o \u00e9 preciso apresentar justificativas ou repetir &#8220;trocentas&#8221; vezes que &#8220;o vinil \u00e9 melhor que o CD&#8221;, ou que &#8220;o anal\u00f3gico supera o CD&#8221;. Esta \u00e9 outra discuss\u00e3o tamb\u00e9m repleta de vari\u00e1veis t\u00e9cnicas e cient\u00edficas, e, tamb\u00e9m, de muitos sentimentos pessoais. E, ao final, como j\u00e1 dizem h\u00e1 muitos anos&#8230; gosto\u00a0\u00e9 melhor n\u00e3o discutir (e nem carece de explica\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p><em>Atualiza\u00e7\u00e3o em 16.09.2020:<\/em><\/p>\n<p>Confirmando o que eu j\u00e1 tinha explicado aqui, os n\u00fameros de vendas de discos (unidades f\u00edsicas) este ano nos EUA at\u00e9 este levantamento foram divulgados:<br \/>\n<strong>CD: 10,2 milh\u00f5es<br \/>\nVinil: 8,8 milh\u00f5es<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"for the serious\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Not\u00edcias d\u00e3o conta que discos de vinil venderam mais do que CDs. 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