{"id":3821,"date":"2017-05-01T16:33:31","date_gmt":"2017-05-01T19:33:31","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=3821"},"modified":"2021-06-14T17:24:58","modified_gmt":"2021-06-14T20:24:58","slug":"a-customizacao-de-sistemas-de-som-ganha-forca-no-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/a-customizacao-de-sistemas-de-som-ganha-forca-no-mercado\/","title":{"rendered":"A Customiza\u00e7\u00e3o de Sistemas de Som Ganha For\u00e7a no Mercado"},"content":{"rendered":"<p>Depois de uma forte resist\u00eancia inicial, o mercado\u00a0come\u00e7a a aceitar a nova vis\u00e3o, aqui proposta, para a montagem e o ajuste de um sistema de som de alto n\u00edvel.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/hear006.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3823\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/hear006.jpg\" alt=\"hear006\" width=\"326\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/hear006.jpg 326w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/hear006-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/hear006-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 326px) 100vw, 326px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Venho recebendo um grande n\u00famero de consultas de nossos leitores \u00e0 respeito da Customiza\u00e7\u00e3o de Sistemas de Som, uma id\u00e9ia que desenvolvi a partir de estudos reais que abordam o nosso sistema auditivo.<br \/>\nForam anos dedicados ao estudo destes fen\u00f4menos, e posso afirmar hoje que a coisa era t\u00e3o simples, e estava t\u00e3o diante de nossos olhos (ou ouvidos?), que acho at\u00e9 ir\u00f4nico que ao longo de tantos anos escolhemos caminhos complexos e dif\u00edceis para chegarmos a um sistema de som de alta-fidelidade.<\/p>\n<p>Faltava entender o que era esta &#8220;alta-fidelidade&#8221; que todos procuravam. Fidelidade em rela\u00e7\u00e3o a que? Seria ao som ao vivo ou ao som real, que os nossos ouvidos na maior parte das vezes n\u00e3o consegue nos mostrar?<\/p>\n<p>Importante ressaltar que todo este estudo foi baseado em fatos reais, comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, testes audiom\u00e9tricos, ensinamentos de m\u00e9dicos especialistas, tratados sobre o assunto e outros fundamentos verdadeiros e comprovados, desprezando o subjetivismo superficial e os &#8220;achismos&#8221; que recheiam de bobagens o nosso <em>hobby<\/em>, com a \u00fanica inten\u00e7\u00e3o de criar um mist\u00e9rio em torno do <em>hobby<\/em> e valoriz\u00e1-lo mais do que o necess\u00e1rio, fazendo a alegria de algumas publica\u00e7\u00f5es, fabricantes, lojas, &#8220;consultores&#8221; e tantos outros que faturam alto tentando vender a &#8220;descomplica\u00e7\u00e3o&#8221;, mas que na verdade est\u00e3o oferecendo algo muito aqu\u00e9m do que se espera para que o objetivo principal seja atingido: ter um sistema de som que nos ofere\u00e7a o som real do evento musical, que n\u00e3o \u00e9 aquele ao vivo e muito menos aquele que este mercado acredita que seja.<\/p>\n<p>J\u00e1 abordamos aqui a grande resist\u00eancia oferecida por uma publica\u00e7\u00e3o de \u00e1udio, que por muito tempo negou em seus \u00e1cidos e frequentes coment\u00e1rios que ouvimos de forma diferente, e que a customiza\u00e7\u00e3o de som era uma grande bobagem. Jamais perdiam uma oportunidade para uma provoca\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria e in\u00fatil, pois a realidade \u00e9 uma s\u00f3, e o consumidor vem se informando mais e muito rapidamente gra\u00e7as \u00e0s facilidades hoje da internet.<br \/>\nO consumidor aprendeu a interpretar o que l\u00ea com mais cuidado, e a buscar as informa\u00e7\u00f5es de uma forma mais objetiva, deixando os &#8220;achismos&#8221; destas publica\u00e7\u00f5es de lado, que, diga-se, perderam o mercado e at\u00e9 morreram, e outras n\u00e3o passando de colet\u00e2neas de artigos velhos e desatualizados.<br \/>\nA tecnologia evolui a cada dia. N\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel convivermos com conceitos publicados h\u00e1 duas ou tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Mas, para a nossa satisfa\u00e7\u00e3o, apesar da citada publica\u00e7\u00e3o ainda tentar justificar uma ou outra id\u00e9ia contr\u00e1ria que sucumbe em seus pr\u00f3prios exemplos, foi um leitor que me enviou um trecho de um artigo publicado num PDF desta mesma publica\u00e7\u00e3o, recente, agora do come\u00e7o deste ano, onde o seu editor, grande combatente da id\u00e9ia de ouvirmos diferente, afirma categoricamente:<\/p>\n<p><strong><em>&#8220;<span style=\"text-decoration: underline;\">\u00c9 preciso saber que nenhum ouvido \u00e9 igual ao outro, ou seja, como eu escuto \u00e9 diferente de como voc\u00ea escuta, amigo leitor.<\/span> (grifo nosso)<br \/>\n&#8230;<br \/>\nRecentemente, lendo um teste cego comparativo com v\u00e1rias caixas de pre\u00e7o intermedi\u00e1rio (980 a 1800 libras), em uma respeitada publica\u00e7\u00e3o inglesa, o grupo de avaliadores n\u00e3o chegou a nenhum consenso, pelo contr\u00e1rio: nas conclus\u00f5es finais, o respons\u00e1vel pelo teste teve que ter um enorme jogo de cintura para passar ao leitor o que restou daquele \u201cliteral embate de ouvidos treinados\u201d.<br \/>\nUma das caixas conseguiu ser para um avaliador: \u201cestridente, com limita\u00e7\u00f5es din\u00e2micas sound stage frontal e graves confusos e imprecisos\u201d. J\u00e1 para o outro avaliador, ocorreu o oposto: \u201ca caixa o agradou profundamente\u201d. Em outra caixa deste mesmo grupo, um avaliador achou que os m\u00e9dios saltavam a frente, enquanto para o resto do grupo seu equil\u00edbrio tonal era seu maior m\u00e9rito.<br \/>\nOu seja, nos testes cegos comparativos com um grupo de avaliadores fica claro que n\u00e3o existe consenso em torno de um produto, e jamais existir\u00e1. &#8230;\u00a0J\u00e1 utilizei esta mesma se\u00e7\u00e3o para falar de alguns exemplos\u00a0cl\u00e1ssicos como o da mo\u00e7a (a \u00fanica no meio de 49 marmanjos), que ao ouvir determinado cabo digital nas freq\u00fc\u00eancias mais agudas, o incomodo era t\u00e3o evidente que ela reagia fisicamente protegendo os ouvidos, enquanto que para os homens aquele era o cabo ideal naquele sistema.&#8221;<br \/>\n<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Finalmente, parece que a referida publica\u00e7\u00e3o conseguiu entender a nossa proposta, e quem sabe agora resista \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de fazer novas cr\u00edticas quanto \u00e0 realidade de ouvirmos diferente e de que o som ao vivo n\u00e3o \u00e9 a nossa refer\u00eancia totalmente perfeita.<\/p>\n<p>Apesar de alguns trope\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria em seus \u00faltimos PDF\u00b4s, a publica\u00e7\u00e3o parece estar no come\u00e7o de uma evolu\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 de grande valia a todos, afinal, quanto maior a quantidade de ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o sobre o nosso <em>hobby<\/em>, melhor para todos, e isso pode significar a volta deste impresso e de seus antigos leitores que se cansaram do modelo anteriormente adotado.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o acompanho os PDF\u00b4s desta publica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque virou um apanhado de artigos velhos e muitos defasados, e tamb\u00e9m por outras raz\u00f5es que j\u00e1 foram muito bem expostas por nossos in\u00fameros leitores que se manifestam aqui no democr\u00e1tico espa\u00e7o do Hi-Fi Planet.<br \/>\nMas, nada me d\u00e1 tanta alegria do que ver uma mudan\u00e7a como esta por parte da sua dire\u00e7\u00e3o.<br \/>\nHouve quem me disse que trata-se, na verdade, de mais um artigo velho de uma antiga edi\u00e7\u00e3o. Verdade ou n\u00e3o, o fato dele ser resgatado e publicado neste momento j\u00e1 demonstra uma mudan\u00e7a de rumo bastante positiva, j\u00e1 que at\u00e9 ent\u00e3o este fato era negado pela publica\u00e7\u00e3o com uma persist\u00eancia absurda.<\/p>\n<p>Admitir que ouvimos diferente \u00e9 um grande passo para que outras consequ\u00eancias deste descobrimento venham \u00e0 tona, como, por exemplo, a definitiva compreens\u00e3o de que as metodologias de avalia\u00e7\u00e3o de equipamentos n\u00e3o se sustentam mais na subjetividade.<br \/>\nO pr\u00f3prio trecho do texto acima nos mostra isso claramente.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m responde de forma atualizada sobre a quest\u00e3o de ser ou n\u00e3o poss\u00edvel que todos\u00a0n\u00f3s possamos ouvir as mesmas diferen\u00e7as sonoras. Talvez sim, talvez n\u00e3o. Vai depender da curva auditiva de cada indiv\u00edduo.<br \/>\nSe estas diferen\u00e7as se apresentarem numa faixa de frequ\u00eancias onde um indiv\u00edduo possua uma restri\u00e7\u00e3o de sua percep\u00e7\u00e3o auditiva, \u00e9 \u00f3bvio que estas diferen\u00e7as podem passar despercebidas.<br \/>\nPortanto, \u00e9 il\u00f3gico acreditar que podemos ouvir igualmente todas as diferen\u00e7as sonoras, ou os experientes avaliadores do teste da publica\u00e7\u00e3o citada acima n\u00e3o teriam chegado a conclus\u00f5es t\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m nos leva \u00e0 outra quest\u00e3o importante, sobre o elo fraco de um sistema de som.<br \/>\nH\u00e1 quem acredite, por exemplo, que um <em>player<\/em> multi-formatos n\u00e3o tem como se sair bem num sistema de alto n\u00edvel. Eu j\u00e1 vi provas ao contr\u00e1rio, onde um reprodutor de <em>blu-ray<\/em> tocou CD de forma mais precisa e fiel do que um car\u00edssimo CD <em>player<\/em> dedicado.<br \/>\nMas, vai demorar algum tempo para que o mercado admita isso tamb\u00e9m, pois o interesse em vender um <em>player<\/em>\u00a0&#8220;vazio&#8221; por 40 mil d\u00f3lares \u00e9 maior do que vender um complexo\u00a0<em>player<\/em> multi-formatos de 10 mil. Aqui, novamente, outros interesses est\u00e3o por tr\u00e1s.<br \/>\nO elo fraco tamb\u00e9m depende doa nossos ouvidos, podendo ter um maior ou menor grau de import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Recentemente li outro absurdo onde o autor da avalia\u00e7\u00e3o de um pr\u00e9-amplificador comentava que, ao montar um sistema de som, o primeiro componente que deveria receber a maior aten\u00e7\u00e3o era a caixa ac\u00fastica, e depois a fonte digital ou anal\u00f3gica\u00a0seguida pelo amplificador integrado, depois ele diz que num sistema mais sofisticado ele inverteria o pr\u00e9-amplificador com as fontes.<br \/>\n\u00c9 um absurdo que ainda hoje algu\u00e9m possa orientar um leitor a come\u00e7ar o seu sistema por caixas ou <em>players.<br \/>\n<\/em>Diversos s\u00e3o os componentes de um sistema de som, cada qual com a sua import\u00e2ncia, mas a ac\u00fastica deve ser o\u00a0primeiro item a compor um sistema de som. De nada adianta investir nas melhores caixas ac\u00fasticas do mundo, no melhor <em>player<\/em> ou pr\u00e9-amplificador j\u00e1 fabricado neste planeta, se o componente ac\u00fastico\u00a0n\u00e3o receber a devida aten\u00e7\u00e3o, para que s\u00f3 depois os equipamentos eletr\u00f4nicos sejam inclu\u00eddos.<br \/>\nUm sistema de som \u00a0\u00e9 formado por outros componentes al\u00e9m destes, e a el\u00e9trica tamb\u00e9m comp\u00f5e o sistema e \u00e9 outro fator important\u00edssimo para o resultado final. Mas, o primeiro componente a receber a aten\u00e7\u00e3o numa sala \u00e9 o tratamento\u00a0ac\u00fastico, depois o tratamento el\u00e9trico e s\u00f3 ent\u00e3o depois os equipamentos eletr\u00f4nicos (<em>players<\/em>, caixas, amplificadores, etc&#8230;). Essa \u00e9 a ordem a ser seguida. Muitas vezes a vis\u00e3o do usu\u00e1rio fica limitada ao que est\u00e1 no seu <em>rack<\/em>, mas ele ignora que a ac\u00fastica, a el\u00e9trica e os seus ouvidos t\u00eam um papel fundamental para que todo o restante funcione como se deve. \u00c9 aqui que as nossas diferen\u00e7as auditivas come\u00e7am a ganhar import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O que mais assusta, \u00e9 que estes efeitos j\u00e1 foram amplamente observados em palestras e cursos, mas as conclus\u00f5es que os oradores passavam aos participantes eram totalmente equivocadas.<br \/>\nTudo se baseava em metodologias que agora se mostram defasadas, equivocadas e bastante imprecisas.<br \/>\nIsso novamente aconteceu em fun\u00e7\u00e3o dos oradores serem aplicadores de uma subjetividade bastante suspeita, e n\u00e3o ter buscado o conhecimento cient\u00edfico necess\u00e1rio para confirmar as suas\u00a0observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um exemplo bastante comum no nosso dia a dia reflete bastante o que queremos mostrar acima.<br \/>\nQuantas vezes n\u00e3o escutamos algu\u00e9m dizer que seu carro novo a 120 km\/h de velocidade parece estar a 80 km\/h, tamanho o sil\u00eancio e a maciez com que se movimenta?<br \/>\nEsta \u00e9 uma \u00a0conclus\u00e3o perigosamente subjetiva, pois por maior que seja a sensa\u00e7\u00e3o de menor velocidade, um acidente ou um radar de velocidade v\u00e3o mostrar o engano de forma bastante dura.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui onde as metodologias subjetivas falham gravemente.<br \/>\nAlgumas publica\u00e7\u00f5es tentam driblar este fato alegando que suas metodologias s\u00e3o na verdade um &#8220;<em>mix&#8221;<\/em> de subjetividade com objetividade. Isso n\u00e3o existe. Avalia\u00e7\u00f5es objetivas se baseiam em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos bem definidos, e raras s\u00e3o as publica\u00e7\u00f5es com\u00a0disponibilidade dos m\u00ednimos recursos necess\u00e1rios para conclus\u00f5es t\u00e3o precisas.<br \/>\nEu mesmo adotei alguns par\u00e2metros em meus \u00faltimos testes, baseados em medi\u00e7\u00f5es objetivas, para afastar as impress\u00f5es equivocadas, e garanto que isso fez uma diferen\u00e7a muito grande.<\/p>\n<p>J\u00e1 cheguei a testar um cabo avaliado por uma publica\u00e7\u00e3o que concluiu que o componente <em>&#8220;n\u00e3o apresenta a mesma extens\u00e3o nas altas frequ\u00eancias como os cabos mais caros, limitando assim os agudos&#8230;&#8221;<\/em>.<br \/>\nEm meu\u00a0sistema, ele n\u00e3o apresentou qualquer sinal de limita\u00e7\u00e3o nas altas frequ\u00eancias, e a minha forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica me dizia que tamb\u00e9m n\u00e3o haveria qualquer raz\u00e3o para esta limita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara tirar esta d\u00favida, recorri aos meus instrumentos de laborat\u00f3rio que guardo da \u00e9poca em que investi em equipamentos quando estudava\u00a0eletr\u00f4nica, como oscilosc\u00f3pio, gerador de \u00e1udio, frequenc\u00edmetro e outros instrumentos de marcas muito confi\u00e1veis e de elevada precis\u00e3o.<br \/>\nAs medi\u00e7\u00f5es comprovaram as minhas suspeitas, e o tal cabo, com a suposta &#8220;limita\u00e7\u00e3o em altas-frequ\u00eancias&#8221; mostrou ser capaz de reproduzir sinais muito acima da faixa aud\u00edvel, inclusive dentro da faixa de elevadas frequ\u00eancias que ultrapassam os\u00a0MHz.<br \/>\nEsse \u00e9 o grande perigo da subjetividade, e n\u00e3o s\u00e3o discos de testes que transformam esta subjetividade em objetividade.<\/p>\n<p>Aproveitando a oportunidade, gostaria de mencionar que um cabo de \u00e1udio n\u00e3o \u00e9 um acess\u00f3rio.<br \/>\nComo nos ensina o bom e velho dicion\u00e1rio, acess\u00f3rio trata-se daquilo que se junta ao principal, que tem import\u00e2ncia menor, secund\u00e1ria e dispens\u00e1vel.<br \/>\nAssim, algu\u00e9m pode imaginar um sistema de som sem cabos (que n\u00e3o seja <em>wireless<\/em>)?<br \/>\nCabos s\u00e3o componentes necess\u00e1rios para interligar os <em>players<\/em>, amplificadores, caixas, alimenta\u00e7\u00e3o da rede el\u00e9trica, etc., e n\u00e3o s\u00e3o componentes dispens\u00e1veis. Um DVD <em>player<\/em> de carro \u00e9 um acess\u00f3rio.<\/p>\n<p>Mas, como podemos ver, ao finalmente admitirmos que ouvimos diferente, percebemos que estamos dando um grande passo para compreendermos de fato quais s\u00e3o os verdadeiros objetivos que devemos perseguir para conseguirmos atingir um alto n\u00edvel de fidelidade em nosso sistema de som.<br \/>\nCom essa confirma\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m conclu\u00edmos que velhos conceitos restaram ultrapassados e in\u00fateis nessa busca.<br \/>\nE, tamb\u00e9m, podemos enxergar a solu\u00e7\u00e3o da customiza\u00e7\u00e3o de um sistema de som como sendo uma forma de corrigir estas diferen\u00e7as entre o que cada um ouve.<\/p>\n<p>Dentre todos os in\u00fameros relatos que recebi de nossos leitores que ousaram se arriscar nesta aventura de adequar o seu sistema de som aos seus ouvidos, at\u00e9 o momento n\u00e3o conheci um que tivesse se arrependido e voltado atr\u00e1s. Pelo contr\u00e1rio, recebo relatos emocionados de leitores que disseram que a m\u00fasica ganhou um novo significado em suas vidas.<br \/>\nEssa \u00e9 a nossa proposta, ajudar os consumidores a encontrarem o caminho mais econ\u00f4mico e seguro para obter \u00eaxito neste <em>hobby,<\/em> escapando das armadilhas do mercado.<\/p>\n<p>Esta mudan\u00e7a de postura relatada aqui hoje \u00e9 muito gratificante. Come\u00e7o a acreditar que h\u00e1 esperan\u00e7a de ver o mercado evoluir, destruindo tabus e lendas que por muito tempo perduraram com muita for\u00e7a em nosso <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p>Algumas vezes, j\u00e1 tomei conhecimento de cr\u00edticas dirigidas a mim, do tipo: &#8220;ele s\u00f3 diz bobagens&#8221;, &#8220;n\u00e3o acredito em nada do que diz&#8221;, &#8220;isso que ele comentou \u00e9 uma grande besteira&#8221;, etc&#8230;.<br \/>\nNormalmente, estas cr\u00edticas nascem num mesmo grupo de algumas poucas e raras pessoas, que por alguma raz\u00e3o nutre um inc\u00f4modo muito grande por qualquer coisa que escrevo.<br \/>\nEssas raz\u00f5es s\u00e3o variadas (desde pessoais at\u00e9 comerciais), mas o que me preserva \u00e9 justamente o fato de manter um espa\u00e7o sem anunciantes, n\u00e3o ter v\u00ednculos comerciais no segmento de \u00e1udio, n\u00e3o vender palestras, cursos ou assessorias, e, principalmente, em ser honesto em meus coment\u00e1rios, sem me preocupar em ferir egos ou interesses pessoais.<\/p>\n<p>Ver algu\u00e9m finalmente recuando em suas cr\u00edticas, admitindo a verdade e adotando uma posi\u00e7\u00e3o mais honesta e inteligente, torna gratificante essa \u00e1rdua e gratuita tarefa a qual tanto me dedico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"fortheserious\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Depois de uma forte resist\u00eancia inicial, o mercado\u00a0come\u00e7a a aceitar a nova vis\u00e3o, aqui proposta, para a montagem e o ajuste de um sistema de som de alto n\u00edvel.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3823,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[155],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3821"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3821"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3821\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3916,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3821\/revisions\/3916"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}