{"id":3680,"date":"2017-02-12T09:03:07","date_gmt":"2017-02-12T12:03:07","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=3680"},"modified":"2021-06-14T17:25:18","modified_gmt":"2021-06-14T20:25:18","slug":"um-triste-retrato-da-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/um-triste-retrato-da-realidade\/","title":{"rendered":"Um Triste Retrato da Realidade"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 lament\u00e1vel como aqueles que deveriam compartilhar o conhecimento adquirido ao longo de anos de experi\u00eancia num\u00a0<em>hobby<\/em> justamente s\u00e3o os que mais deturbam a realidade.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Eu confesso que durante algum tempo eu acreditei (ou tentei acreditar) que algumas pessoas, que fazem parte do universo audi\u00f3filo e dele participam efetivamente como formadores de opini\u00e3o, tinham envelhecido as suas id\u00e9ias, se desatualizados ou simplesmente se cansaram de aprender.<br \/>\nMas, com o tempo, depois de participar do mercado editorial e de ver como as coisas funcionam numa publica\u00e7\u00e3o especializada mantida por anunciantes e patrocinadores, conclu\u00ed que muitos acabam optando em construir um peri\u00f3dico para os seus anunciantes, e n\u00e3o para os seus leitores.<br \/>\nRaras s\u00e3o as exce\u00e7\u00f5es onde algumas publica\u00e7\u00f5es especializadas em \u00e1udio t\u00eam a coragem de falar mal de um produto, sugerir outras marcas similares ou afirmar que um modelo n\u00e3o \u00e9 uma boa compra, ou ainda que outra op\u00e7\u00e3o seria mais vantajosa.<br \/>\nUma destas publica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias que n\u00e3o se escondem atr\u00e1s de anunciantes \u00e9 a inglesa What Hi-Fi. Parece que os europeus est\u00e3o quase sempre nos dando bons exemplos.<br \/>\nA Hi-Fi Choice e a Absolute Sound s\u00e3o dois outros exemplos bem parecidos.<\/p>\n<p>Lament\u00e1vel \u00e9 ver uma publica\u00e7\u00e3o dizer que j\u00e1 testou mais de 200 produtos, que eram puro placebo ou n\u00e3o tinham boa qualidade, nunca ter citado um deles em suas p\u00e1ginas.<br \/>\nTriste \u00e9 ver manipula\u00e7\u00e3o de fotos para induzir uma realidade que n\u00e3o existe, ou ler repetidamente os elogios exagerados sobre cada produto testado, apresentado como a grande novidade &#8220;incr\u00edvel&#8221; do m\u00eas. Ou, ver equipamentos sem a menor qualidade, que chegaram a sair de linha de t\u00e3o ruins que eram, serem elogiados e receberem as melhores classifica\u00e7\u00f5es.<br \/>\nT\u00e3o ruim quanto \u00e9 ver elogios a recursos que o equipamento nem possui, exalta\u00e7\u00e3o de marcas e modelos oferecidos por lojas pessoais ou de seus colaboradores.<\/p>\n<p>\u00c9 muito chato ver como muitas publica\u00e7\u00f5es trocam os mais justos interesses de seus leitores pelo lucro de seus neg\u00f3cios e de seus anunciantes.<br \/>\nEu j\u00e1 cansei de ver isso. Chego a guardar publica\u00e7\u00f5es antigas, para mostrar para quem duvide como as coisas funcionam neste nosso <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p>Quando eu colaborava com uma publica\u00e7\u00e3o impressa, levei uma bronca por ter apontado os defeitos de um lan\u00e7amento de baixa qualidade de um fabricante asi\u00e1tico de blu-ray <em>player<\/em>, sendo o mesmo aparelho elogiado por outra publica\u00e7\u00e3o concorrente, e que saiu de linha poucos meses depois embaixo de uma chuva de cr\u00edticas de outras publica\u00e7\u00f5es internacionais e de v\u00e1rios consumidores muito insatisfeitos.<br \/>\nFui intimado a refazer a minha avalia\u00e7\u00e3o numa edi\u00e7\u00e3o seguinte da revista. Recusei imediatamente, e deixei de colaborar para a publica\u00e7\u00e3o da qual eu nem estava sendo pago porque eu n\u00e3o me preocupava em cobrar pelo meu trabalho, j\u00e1 que\u00a0ele era uma extens\u00e3o do meu <em>hobby<\/em>, uma divers\u00e3o.<br \/>\nO pior \u00e9 que esse modelo continuou sendo vendido aqui por meses, aproveitando-se da &#8220;gentil&#8221; avalia\u00e7\u00e3o feita por outra publica\u00e7\u00e3o, e desovando seu estoque encalhado.<\/p>\n<p>Cansei de receber ofertas para &#8220;ganhar&#8221; equipamentos e acess\u00f3rios se eu elogiasse o produto, ou de ver descontos enormes se eu seguisse o mesmo caminho.<br \/>\nDepois entendi porque muitos avaliadores aparecem nas se\u00e7\u00f5es de classificados das pr\u00f3prias publica\u00e7\u00f5es vendendo v\u00e1rios dos produtos testados por eles.<\/p>\n<p>Me acostumei a ser criticado pela minha postura em n\u00e3o admitir que a informa\u00e7\u00e3o correta seja sufocada pelos interesses pessoais, ou ao denunciar quando um produto \u00e9 vendido por um pre\u00e7o exorbitante apenas porque \u00e9 colocado numa caixinha bonita com enfeites banhados a ouro (e alguns avaliadores ainda conseguem &#8220;sentir&#8221; diferen\u00e7as absurdas do mesmo aparelho com roupagens diferentes). Fui criticado tamb\u00e9m ao denunciar vantagens falsas quanto a resultados de avalia\u00e7\u00f5es de acess\u00f3rios in\u00fateis, al\u00e9m de outros tantos absurdos que muitas vezes s\u00e3o alimentados por quem sequer tem conhecimento espec\u00edfico do assunto, e tentam convencer que o subjetivismo \u00e9 mais preciso do que toda a ci\u00eancia desenvolvida e aplicada pelos engenheiros, m\u00e9dicos, t\u00e9cnicos e tantos outros profissionais que, no conceito destes, s\u00e3o uns infelizes por n\u00e3o acreditarem em quem tem &#8220;ouvidos de ouro&#8221;.<\/p>\n<p>E \u00e9 sobre este ponto que quero conversar hoje: a desinforma\u00e7\u00e3o \u00e0 servi\u00e7o da audiofilia<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/desmaiolivro.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3686\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/desmaiolivro.jpg\" alt=\"desmaiolivro\" width=\"453\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/desmaiolivro.jpg 453w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/desmaiolivro-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Por sorte, os cr\u00edticos s\u00e3o em n\u00fameros quase insignificantes. S\u00e3o alguns poucos que se sentem incomodados quando a verdade \u00e9 exposta e contraria os seus interesses.<br \/>\nFelizmente, a maioria quase absoluta das manifesta\u00e7\u00f5es que recebo vem de pessoas satisfeitas com os resultados alcan\u00e7ados com as nossas orienta\u00e7\u00f5es, ou felizes por terem acesso a informa\u00e7\u00f5es honestas.<br \/>\nN\u00e3o conheci o universo do \u00e1udio de alta-fidelidade ontem, e nem ca\u00ed de para-quedas num territ\u00f3rio estranho.<br \/>\nMinha forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tecnol\u00f3gica\u00a0com especializa\u00e7\u00e3o em el\u00e9trica e eletr\u00f4nica, e dezenas de cursos de aperfei\u00e7oamento, me colocaram ainda crian\u00e7a neste <em>hobby<\/em>, e n\u00e3o s\u00f3 como ouvinte.<br \/>\nDesde cedo, aos meus 12 anos, eu j\u00e1 montava pequenos circuitos eletr\u00f4nicos, inclusive com v\u00e1lvulas, entre eles amplificadores, r\u00e1dios, transmissores (eu me tornei radioamador muito cedo), caixas ac\u00fasticas e outros.<br \/>\nMeu hobby n\u00e3o era s\u00f3 usar, mas tamb\u00e9m montar, testar, aprimorar e aprender.<\/p>\n<p>Eu tive em m\u00e3os muitos equipamentos de alta-fidelidade de marcas conceituadas e muito respeitadas pela qualidade sonora oferecida, fruto de alta tecnologia japonesa, americana e europ\u00e9ia da \u00e9poca.<br \/>\nOs aparelhos eram vendidos por pre\u00e7os honestos, mais acess\u00edveis, e ningu\u00e9m precisava vender um rim para comprar um amplificador ou um toca-discos de elevado desempenho.<br \/>\nOs componentes foram muito mais aprimorados do que as pr\u00f3prias t\u00e9cnicas em si. Muitas filosofias empregadas no projeto de &#8220;modernos&#8221; amplificadores <em>high-end<\/em> car\u00edssimos de hoje s\u00e3o utilizadas h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Era natural que eu me interessasse cada vez mais por tecnologia e buscasse os melhores produtos para os meus <em>hobbies<\/em>, fosse o \u00e1udio, o v\u00eddeo, a fotografia ou a radiocomunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEu nunca me contentei em comprar um aparelho novo e us\u00e1-lo. A primeira coisa que eu fazia ao desembalar um novo produto era abr\u00ed-lo para conhecer o seu interior, a qualidade da montagem, os componentes empregados e a filosofia de projeto utilizada. Eu tinha uma estante exclusiva de desenhos esquem\u00e1ticos de equipamentos, e muitas vezes ficava horas, dias, semanas ou meses com algum esquema passeando pela minha mesa de trabalho, pela minha oficina, entre meus livros e cadernos escolares e por outros lugares pr\u00f3ximos para\u00a0decifr\u00e1-lo, chegando mesmo a decorar alguns projetos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aspecto t\u00e9cnico e cient\u00edfico, eu apreciava as m\u00fasicas e os filmes bem reproduzidos. Eu sempre fui um usu\u00e1rio cr\u00edtico e exigente.<br \/>\nLembro que, ainda adolescente, virei motivo de cr\u00edticas de meus jovens amigos, que acharam um absurdo me pegarem ouvindo um concerto de Tchaikovsky.<br \/>\nN\u00e3o, eu n\u00e3o era um nerd de \u00f3culos gigantes, de topete bem feito e arrumadinho que apreciava coisas al\u00e9m da minha idade.<\/p>\n<p>Minha vida profissional me levou para dois caminhos distintos e paralelos, a atividade com equipamentos automatizados de produ\u00e7\u00e3o industrial e os trabalhos na \u00e1rea de direito. Pois \u00e9, ainda arrumei tempo na vida para estudar direito e me tornar advogado tamb\u00e9m.<br \/>\nMas, jamais abandonei o interesse por \u00e1udio e v\u00eddeo, e pela fotografia que se juntou depois aos meus <em>hobbies<\/em>.<br \/>\nComo costumo dizer sobre o \u00e1udio, este \u00e9 um &#8220;<em>hobby<\/em> s\u00e9rio&#8221; para mim, uma divers\u00e3o, mas que estudo, conhe\u00e7o, pesquiso e aprendo a cada dia.<\/p>\n<p>Valorizo o que ou\u00e7o e considero as minhas percep\u00e7\u00f5es subjetivas, mas, jamais abandonei o conhecimento cient\u00edfico que sustenta toda a tecnologia a qual temos acesso.<br \/>\nEsta \u00e9 uma diferen\u00e7a que existe entre aquele que sabe que um bom equipamento \u00e9 projetado por engenheiros e aplicadores de tecnologia, e aquele que acredita que tudo que ouvimos \u00e9 resultado de um segredo de bruxaria guardado a sete chaves (ou sete caldeir\u00f5es m\u00e1gicos).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/bruxodovinil.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3746\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/bruxodovinil.gif\" alt=\"bruxodovinil\" width=\"374\" height=\"298\" \/><\/a><\/p>\n<p>Toda essa minha hist\u00f3ria, passando pelas minhas forma\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas prematuras, ou como usu\u00e1rio exigente, experimentador, estudioso, avaliador de equipamentos para algumas publica\u00e7\u00f5es, e por tudo que j\u00e1 vivi no universo do \u00e1udio de alta-fidelidade, refor\u00e7am esta aproxima\u00e7\u00e3o \u00edntima que tenho pelo \u00e1udio.<\/p>\n<p>Foi a partir da\u00ed que surgiram algumas conclus\u00f5es importantes que foram tratadas por mim com bastante profundidade, tanto no \u00e2mbito subjetivo como na esfera cient\u00edfica, pois ambos se completam, apesar de alguns &#8220;especialistas&#8221; deste <em>hobby<\/em> acreditarem que as bases cient\u00edficas t\u00eam pouco valor.<\/p>\n<p>O conceito de &#8220;<em>upgrade<\/em> <em>horizontal<\/em>&#8221; fui\u00a0o primeiro a defender, e hoje \u00e9 utilizado at\u00e9 por aqueles que discordaram dele um dia.<br \/>\nVieram experimentos para comprovar a mentira criada sobre os car\u00edssimos cabos exot\u00e9ricos de \u00e1udio, e que desmascararam muitos defensores de que cabos car\u00edssimos deveriam ser empregados em equipamentos de som para garantir o &#8220;n\u00edvel high-end&#8221;.<br \/>\nProvei que cabos n\u00e3o s\u00e3o acess\u00f3rios para ajustar sistemas, pois n\u00e3o se prestam para esta finalidade j\u00e1 que seus par\u00e2metros de intera\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser controlados.<\/p>\n<p>E, mais tarde, mostrei que a refer\u00eancia ao vivo n\u00e3o poderia ser <span style=\"text-decoration: underline;\">absoluta<\/span>, pois uma s\u00e9rie de fatores interferiam numa audi\u00e7\u00e3o precisa do som ao vivo, fazendo com que estes desvios acabassem reproduzidos como corretos pelo nosso sistema de som caseiro.<br \/>\nA partir desta \u00faltima constata\u00e7\u00e3o foi f\u00e1cil desenvolver um estudo que culminou com a sugest\u00e3o do sistema customizado como a solu\u00e7\u00e3o para extrair o &#8220;som real&#8221;, com as nuances que mesmo ao vivo n\u00e3o s\u00e3o percebidas.<br \/>\nEste foi um momento dif\u00edcil, pois causou profunda irrita\u00e7\u00e3o daqueles\u00a0favorecidos pela confus\u00e3o gigante criada em torno de tabus e fantasias dos &#8220;equipamentos e acess\u00f3rios audi\u00f3filos&#8221;. Todos se preocuparam tanto com os equipamentos que se esqueceram de seus pr\u00f3prios ouvidos.<\/p>\n<p>Vieram as cr\u00edticas por conta de uma resist\u00eancia muito grande do mercado, principalmente daqueles que faturavam alto com a confus\u00e3o instalada, vendendo ilus\u00f5es, apregoando o subjetivismo como a base de suas metodologias de ensaios de equipamentos e, principalmente, daqueles que produziam as suas &#8220;bruxarias&#8221; e tiveram os seus neg\u00f3cios afetados. .<br \/>\nNunca fui ing\u00eanuo ao ponto de acreditar que estas rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o ocorreriam, mas o consumidor audi\u00f3filo (sim, o audi\u00f3filo tamb\u00e9m \u00e9 um consumidor de tecnologia) amadureceu, percebeu que algumas coisas n\u00e3o estavam certas e cheiravam mal, e foi buscando por respostas, inclusive reproduzindo com sucesso as experi\u00eancias que relat\u00e1vamos aqui e abrindo os olhos para as pilantragens criadas pelo mercado, onde um mesmo equipamento era vendido por 10 vezes mais que outro id\u00eantico\u00a0id\u00eantico apenas por conta de uma grife bem trabalhada.<\/p>\n<p>Este p\u00fablico passou a ler mais, a assinar publica\u00e7\u00f5es internacionais mais dirigidas aos seus leitores e abandonar velhos ve\u00edculos de &#8220;desinforma\u00e7\u00e3o&#8221; que aos poucos foram perdendo sua for\u00e7a no mercado, e este mesmo p\u00fablico se tornou mais exigente pela informa\u00e7\u00e3o correta, cansado de gastar muito dinheiro nas sugest\u00f5es equivocadas que alguns insistiam em apresentar.<\/p>\n<p>Mas, infelizmente, alguns resistentes passaram a n\u00e3o concordar com esse novo mundo real, insistindo nas fantasias, desmerecendo o conhecimento cient\u00edfico, valorizando aqueles que investiam em suas publica\u00e7\u00f5es, e chegando ao ponto de tentar criar mais confus\u00e3o na cabe\u00e7a do consumidor com informa\u00e7\u00f5es ainda mais confusas veiculadas em suas velhas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma publica\u00e7\u00e3o em especial parece ter encontrado muita dificuldade para se adequar aos novos tempos, e tenta lutar para defender a sua ultrapassada e ineficiente metodologia de testes. Sofre de problemas com erros de informa\u00e7\u00e3o de seus colaboradores que escrevem as coisas mais contradit\u00f3rias e absurdas poss\u00edveis.<br \/>\nJ\u00e1 foi desmascarada aqui mesmo no Hi-Fi Planet ao tentar manipular uma foto de uma sala &#8220;visitada&#8221; pela revista. J\u00e1 avaliou recursos de equipamentos que sequer tinham este recurso, entre outras escorregadas n\u00e3o menos lament\u00e1veis, como a apresenta\u00e7\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o de um equipamento que n\u00e3o corresponde \u00e0 foto do suposto equipamento testado !!!<\/p>\n<p>Como &#8220;donos da verdade&#8221;, seus articulistas j\u00e1 menosprezaram engenheiros, m\u00e9dicos, t\u00e9cnicos, participantes de f\u00f3runs, e criticaram at\u00e9 a internet de um modo geral, e \u00e9 onde tentam agora resgatar seu antigo p\u00fablico, com muitos revoltados, porque relatam que pagaram pela assinatura de um peri\u00f3dico impresso e n\u00e3o viram mais nem o peri\u00f3dico nem o valor pago, apesar das promessas de ressarcimento.<\/p>\n<p>Desesperada com seus conceitos j\u00e1 ultrapassados, com uma vis\u00e3o do \u00e1udio high-end que morreu h\u00e1 d\u00e9cadas depois que os consumidores come\u00e7aram a se informar mais, tentam agora desmerecer trabalhos importantes feitos por quem est\u00e1 se atualizando e pesquisando para n\u00e3o difundir mais bobagens como j\u00e1 se fez nesse <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p>Desde quando defendemos aqui que o som ao vivo n\u00e3o era refer\u00eancia absoluta, fato este j\u00e1 cientificamente comprovado e at\u00e9 confirmado em algumas passagens desta contradit\u00f3ria publica\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 inclusive mostrado aqui por muito leitores, e com a sequ\u00eancia\u00a0desse trabalho com nossos artigos sobre customiza\u00e7\u00e3o de sistemas, j\u00e1 que ouvimos diferente, a referida publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o parou mais de atacar estas id\u00e9ias que j\u00e1 se tornaram fatos.<br \/>\nPrimeiro, distorcem a conclus\u00e3o apresentada por n\u00f3s ao dizerem que na internet tem quem diz que o &#8220;som ao vivo n\u00e3o \u00e9 refer\u00eancia&#8221;, inclusive nos criticando diretamente aos seus conhecidos mais pr\u00f3ximos, n\u00e3o sei se \u00e9 falta de um desenvolvimento intelectual mais adequado ou se \u00e9 por m\u00e1 f\u00e9.<\/p>\n<p>O que sempre dizemos aqui, e que eles se recusam a aceitar, \u00e9 que j\u00e1 foi provado que nossos ouvidos apresentam desvios de sensibilidade ao longo das frequ\u00eancias aud\u00edveis, fato este que j\u00e1 \u00e9 conhecido da ci\u00eancia h\u00e1 muito tempo, e nos leva a conviver com audi\u00e7\u00f5es quase t\u00e3o individuais quanto as nossas impress\u00f5es digitais.<br \/>\n<span style=\"text-decoration: underline;\">Se ouvirmos o som ao vivo com estes desvios, obviamente teremos uma refer\u00eancia errada para o ajuste do nosso sistema caseiro ao tentar imitar o que ouvimos. Para corrigir isso, podemos ajustar o nosso sistema para compensar estas varia\u00e7\u00f5es auditivas e assim termos o que chamo de <em>som real<\/em>, ou seja, aquele que n\u00e3o \u00e9 igual ao som a vivo mas \u00e9 o que dever\u00edamos estar escutando se tiv\u00e9ssemos um ouvido &#8220;ideal&#8221;.<\/span><br \/>\nSimples, n\u00e3o? Que parte desse conceito eles n\u00e3o conseguem entender? Eu j\u00e1 at\u00e9 desenhei isso&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/teimosoquem.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3747\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/teimosoquem.gif\" alt=\"teimosoquem\" width=\"420\" height=\"231\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mas, eles recheiam seus testes subjetivos feitos s\u00f3 com ouvidos (e, portanto, pouco precisos)\u00a0de indiretas sobre o tema. Ironizam ao dizer que quem n\u00e3o experimenta uma fruta n\u00e3o pode saber o sabor dela para compar\u00e1-la ao suco&#8230; ou seja, as mais rid\u00edculas e distorcidas ret\u00f3ricas para tentar desmerecer um trabalho s\u00e9rio e respons\u00e1vel, feito por quem n\u00e3o vive de agradar anunciantes, no interesse de\u00a0lojas pr\u00f3prias ou de qualquer outro recurso econ\u00f4mico oriundo do \u00e1udio.<\/p>\n<p>Como parece faltar assunto, a referida publica\u00e7\u00e3o repetiu em suas p\u00e1ginas mais um de seus artigos publicados no s\u00e9culo passado, n\u00e3o tendo nem o cuidado de atualiz\u00e1-lo com as novas descobertas sobre o tema.<br \/>\nEm nova contradi\u00e7\u00e3o ao que eles v\u00eam defendendo, o artigo aborda, justamente&#8230; <strong>o fato de ouvirmos diferente e o quanto isso prejudica a refer\u00eancia auditiva ao vivo<\/strong>.<\/p>\n<p>Pode parecer c\u00f4mico, mas foi isso mesmo que fizeram no peri\u00f3dico digital que colocaram em circula\u00e7\u00e3o em novembro do ano passado, e que me chegou \u00e0s m\u00e3os atrav\u00e9s de um leitor indignado e inconformado com esta postura.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo se referindo \u00e0 percep\u00e7\u00e3o musical, o artigo, publicado por este peri\u00f3dico que tanto afirma que n\u00e3o ouvimos diferente e o som ao vivo \u00e9 a \u00fanica refer\u00eancia admiss\u00edvel, apresenta\u00a0alguns trechos curiosos:<\/p>\n<p><strong><em>&#8220;Ser\u00e1 que duas ou mais pessoas, em igual situa\u00e7\u00e3o &#8211; quanto \u00e0 sala, equipamento, discos etc. &#8211; perceber\u00e3o (ouvir\u00e3o) o som (a m\u00fasica) da mesma forma?&#8221;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>E continua&#8230;<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;as formas das orelhas das pessoas, se bem que pare\u00e7am iguais, s\u00e3o entretanto diferenciadas e pr\u00f3prias e individuais, t\u00e3o pr\u00f3prias e individuais quanto nossas impress\u00f5es digitais.\u00a0Outra \u00a0curiosidade: o som que nos chega aos ouvidos, inclusive o som musical, \u00e9 alterado pelos sulcos e dobras do ouvido, os quais intensificam algumas freq\u00fc\u00eancias e diminuem outras, resultando em sutis altera\u00e7\u00f5es no som original.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>&#8220;Um teste curioso e que nos far\u00e1 aceitar a diversidade da escuta: pe\u00e7a a algu\u00e9m para assobiar pr\u00f3ximo de voc\u00ea, coloque em seguida sua m\u00e3o em concha perto do seu ouvido, e alterne os movimentos da m\u00e3o, aproximando-a e afastando-a do ouvido.\u00a0Ao mesmo tempo, com a outra m\u00e3o bata em uma mesa repetidas vezes a fim de criar um som grave. A\u00ed perceber\u00e1 que os<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>sons de alta freq\u00fc\u00eancia do assobio flutuam enquanto os de baixa freq\u00fc\u00eancia n\u00e3o.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>&#8220;O desgaste da c\u00f3clea \u00e9 inevit\u00e1vel com o passar dos anos, e tal desgaste \u00e9 chamado presbiacusia. As c\u00e9lulas ciliadas respons\u00e1veis pelas freq\u00fc\u00eancias elevadas v\u00e3o, por sua vez., perdendo a \u00a0sensibilidade at\u00e9 que n\u00e3o encontram sons suficientemente intensos (fortes) para estimul\u00e1-las. Por isso, aos 40 anos de idade nossa sensibilidade \u00e0s freq\u00fc\u00eancias altas j\u00e1 foi reduzida para um d\u00e9cimo de sua capacidade; para ser percebida como antes dos 40 anos, a freq\u00fc\u00eancia ter\u00e1 de ter uma intensidade dez vezes maior. Os registros explicam que perdemos cerca de meio (0,5) hertz a cada dia de nossa vida, e ap\u00f3s os 40 anos a perda anual come\u00e7a a acentuar-se. Afortunadamente, o que se perde n\u00e3o s\u00e3o as notas e sim a riqueza tonal, os harm\u00f4nicos, como se se operasse\u00a0<\/strong><\/em><em><strong>um amortecimento; o som dos instrumentos v\u00e3o-se \u201capagando\u201d.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Acham pouco? tem mais&#8230;<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;N\u00e3o existem duas orelhas iguais e, por conseguinte, nem duas iguais percep\u00e7\u00f5es. Porquanto as reflex\u00f5es nas dobras de cada orelha, e os atrasos entre cada reflex\u00e3o, s\u00e3o diferentes de orelha para\u00a0<\/strong><strong>orelha.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Se buscarmos edi\u00e7\u00f5es antigas desta finada revista impressa, como j\u00e1 fizeram irritados alguns de nossos leitores, encontraremos in\u00fameras refer\u00eancias onde, sem saber porque, o mesmo editor e os articulistas citavam in\u00fameras vezes que ouv\u00edamos diferente e que o som ao vivo n\u00e3o era imune aos nossos problemas de audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Numa destas refer\u00eancias (edi\u00e7\u00e3o 35, p\u00e1g.55), \u00a0o ent\u00e3o s\u00f3cio da revista, um m\u00e9dico, cita:<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;&#8230;a refer\u00eancia \u00e0 musica original n\u00e3o sempre serve como compara\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O enunciado acima surgiu numa compara\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica gravada e a audi\u00e7\u00e3o ao vivo de uma banda, onde ele escolhe a grava\u00e7\u00e3o como mais precisa do que a sonoridade real da banda, depois de mostrar os aspectos envolvidos nas duas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o 160, p\u00e1gina 59, o articulista afirma com todas estas letras:<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;o fato de que os ouvidos n\u00e3o s\u00e3o iguais&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Coment\u00e1rio acima extra\u00eddo justamente em refer\u00eancia \u00e0s diferen\u00e7as de sensibilidade auditiva.<\/p>\n<p>Tudo isso vindo da mesma publica\u00e7\u00e3o que, ao testar um TV de um de seus anunciantes, elogiou tanto o produto que chegou a afirmar que <strong>a imagem do TV foi considerada melhor que a imagem ao vivo por todos os presentes ao teste<\/strong> !!!<br \/>\nMas, e a conversa de que a refer\u00eancia ao vivo \u00e9 perfeita??? S\u00f3 \u00e9 v\u00e1lida quando lhes interessa?<\/p>\n<p>E n\u00e3o foi somente isso que a referida publica\u00e7\u00e3o j\u00e1 se manifestou sobre o assunto. Vejam mais:<\/p>\n<p><strong><i>\u201d E ningu\u00e9m \u2013 por mais experiente que seja \u2013 conhece como a outra pessoa ouve\u2026 \u00e0s vezes, nem ela pr\u00f3pria\u2026<br \/>\n<\/i><i>Bato constantemente nesta tecla, pois muitos n\u00e3o acreditam que cada indiv\u00edduo ou\u00e7a de maneira diferente.\u201d<\/i><i><br \/>\n<\/i><\/strong><\/p>\n<p><i><strong>\u201c.. at\u00e9 que eu a tranquilizei afirmando que conhe\u00e7o in\u00fameros casos semelhantes. Ali\u00e1s, minha esposa tem a mesma sensibilidade nas altas frequ\u00eancias, n\u00e3o de forma t\u00e3o acentuada como essa mo\u00e7a, mas o suficiente para evitar ouvir algumas grava\u00e7\u00f5es mais brilhantes que contenham trompete com surdina e picollo.<\/strong><br \/>\n<strong>Como disse, casos de sensibilidade a determinadas regi\u00f5es\u00a0n\u00e3o s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es, muito pelo contr\u00e1rio.<\/strong><\/i> (grifo meu)<i><b><br \/>\n<\/b><strong>Se fosse exigido exame audiom\u00e9trico para se associar ao mundo da alta fidelidade, muitos audi\u00f3filos se surpreenderiam com as diferen\u00e7as existentes.\u201d<\/strong><br \/>\nPublicado por esta revista na edi\u00e7\u00e3o de Maio de 2002 nas palavras do pr\u00f3prio editor.<\/i><\/p>\n<p><strong><i>\u201cSeguramente, a ci\u00eancia tamb\u00e9m vem colocando nova luz na discuss\u00e3o ao apresentar dados concretos de como a caixa craniana, o tamanho do rosto e as orelhas influem no que se escuta.<br \/>\nMoral da hist\u00f3ria (que todo mundo j\u00e1 suspeitava): seu amigo audi\u00f3filo chega a conclus\u00f5es muitas vezes opostas \u00e0s suas, sobre determinadas configura\u00e7\u00f5es, pode ser devido \u00e0 sua constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsica\u201d<br \/>\n<\/i><\/strong><i>Escrito pelo mesmo editor que hoje nega estas diferen\u00e7as, na edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 62 da revista.<\/i><\/p>\n<p><strong><i>\u201cAo envelhecermos progressivamente perdemos a capacidade de ouvir as mais altas frequ\u00eancias. Na verdade, podemos ouvir uma ampla faixa de frequ\u00eancias , mas ser\u00e1 que as ouvimos igualmente? Claro que n\u00e3o.\u201d<br \/>\n<\/i><\/strong><i><i>Publicado na edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 60 ainda desta mesma publica\u00e7\u00e3o.<\/i><\/i><strong><i><br \/>\n<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong><i>\u201cj\u00e1 ouvi de um otorrinolaringologista que n\u00e3o existem dois ouvidos que funcionem iguais, cada ouvido ouve diferente e, ainda, conforme a intensidade da fonte sonora\u201d<br \/>\n<\/i><\/strong><i><i>Publicado ainda nesta mesma revista na Edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 48.<\/i><\/i><strong><i><br \/>\n<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201c\u00c9 preciso saber que nenhum ouvido \u00e9 igual ao outro, ou seja, como eu escuto \u00e9 diferente de como voc\u00ea escuta, amigo leitor\u201d<\/em><br \/>\n<\/strong><em>Parece mentira, mas est\u00e1 publicado na p\u00e1gina 112 da edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 94.<\/em><\/p>\n<p>Esta publica\u00e7\u00e3o j\u00e1 criticou o fato de termos comparado a diversidade de audi\u00e7\u00f5es \u00e0s impress\u00f5es digitais, esquecendo que ela mesma j\u00e1 havia escrito isso !!!<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/duvidaseduvidas.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3749\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/duvidaseduvidas.gif\" alt=\"duvidaseduvidas\" width=\"410\" height=\"173\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mas, o maior problema talvez seja a conclus\u00e3o l\u00f3gica de que, ao ouvirmos diferente, estamos colocando em xeque toda e qualquer avalia\u00e7\u00e3o de um equipamento, ou seja, isso explica porque &#8220;experientes&#8221; avaliadores de v\u00e1rias revistas no mundo inteiro chegam a conclus\u00f5es t\u00e3o distintas sobre um mesmo equipamento. Ali\u00e1s, a pr\u00f3pria revista aqui mencionada j\u00e1 testou duas vezes a mesma caixa ac\u00fastica e lhe atribuiu diferentes resultados com conclus\u00f5es distintas, usando a sua pr\u00f3pria &#8220;metodologia infal\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, criticar nossos estudos para tentar salvar suas j\u00e1 desgastadas teses e sei l\u00e1 quantos interesses, fez com que o peri\u00f3dico juntasse for\u00e7as com outro &#8220;articulista&#8221;, que adotou a mesma postura de sempre criticar com suas cutucadas aqueles que defendem o fato de que a m\u00fasica ao vivo n\u00e3o \u00e9 uma refer\u00eancia fiel.<br \/>\nNesta \u00faltima edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 226, o &#8220;articulista&#8221; afirma que:<\/p>\n<p><strong><em>E a patacoada de que tudo \u00e9 diferente de tudo no \u00e1udio porque cada pessoa ouve de um jeito, \u00e9 imperdo\u00e1vel! Por qu\u00ea? Voltemos ao cobalto: n\u00e3o importa se cada pessoa enxerga de um jeito, o que que importa \u00e9 que cada pessoa veja como \u00e9 a cor de um cobalto de verdade e, assim, saiba se algo que se diz \u2018azul cobalto\u2019 est\u00e1 pr\u00f3ximo ou n\u00e3o. Isso se chama ter \u201cRefer\u00eancia\u201d, ou seja, a pessoa tem refer\u00eancia de como \u00e9 um cobalto, ent\u00e3o pode julgar a veracidade de uma cor azul cobato ou n\u00e3o. A mesma coisa se aplica ao \u00e1udio, \u00e0 ter Refer\u00eancia no \u00e1udio. N\u00e3o acho que quem acredite que o som do instrumento ac\u00fastico ao vivo n\u00e3o seja a Refer\u00eancia para o som de um sistema de \u00e1udio esteja pensando direito. Acho que n\u00e3o est\u00e1 pensando mesmo. Seria uma distor\u00e7\u00e3o de valores, s\u00f3 para come\u00e7ar.<br \/>\n<\/em><\/strong><em>(mantive os erros de escrita pois se a publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se importa com eles, n\u00e3o sou eu que vou me importar)<\/em><\/p>\n<p>O articulista respons\u00e1vel por mais esta provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa intelig\u00eancia \u00e9 conhecido pelas suas constantes contradi\u00e7\u00f5es de opini\u00f5es, e pelo sua vontade em querer falar sobre temas que n\u00e3o conhece, como quando afirmou que <strong>&#8220;as gravadoras em busca de maior qualidade investiram em selos audi\u00f3filos com arquivos em formato digital de 24 bit \/ 19 KHz&#8221;<br \/>\n<\/strong>Tenho certeza que o leitor do Hi-Fi Planet sabe que a afirma\u00e7\u00e3o de formato digital audi\u00f3filo de 24bit \/ 19 kHz \u00e9 rid\u00edcula.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a triste realidade de nosso <em>hobby<\/em>.<br \/>\nEste &#8220;vale-tudo&#8221; que se criou para defender interesses pessoais ou para justificar conceitos ultrapassados que ainda norteiam velhas e envelhecidas publica\u00e7\u00f5es nos levou ao caos que hoje estamos conseguindo sair gra\u00e7as aos f\u00f3runs, ao conhecimento de especialistas em \u00e1reas cient\u00edficas que buscaram compreender os fen\u00f4menos, e aos raros ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o mais s\u00e9rios que adotam posturas exemplares em respeito aos seus leitores, como citei ao iniciar este artigo.<\/p>\n<p>O Brasil vive hoje o pior e o melhor momento de sua hist\u00f3ria.<br \/>\nO pior porque, no interesse de atender aos seus anseios econ\u00f4micos pessoais, muitos migraram para um lado negativo da \u00e9tica e do respeito ao pr\u00f3ximo, e o caos que vivemos hoje \u00e9 o cume desta canalhice que tomou conta de nossa classe pol\u00edtica.<br \/>\nO melhor momento acontece tamb\u00e9m porque tudo isso veio a tona, acordamos, e estamos conhecendo e rejeitando esse tipo de comportamento.<\/p>\n<p>Costumo dizer que n\u00e3o \u00e9 a pol\u00edtica a respons\u00e1vel por tudo isso.<br \/>\nN\u00e3o existe a profiss\u00e3o de pol\u00edtico. Ningu\u00e9m fica 6 anos numa faculdade para sair como &#8220;Pol\u00edtico Profissional&#8221;.<br \/>\nNossos pol\u00edticos vieram da sociedade de uma forma geral. S\u00e3o engenheiros, m\u00e9dicos, advogados, cantores, atores, \u00edndios, sindicalistas, metal\u00fargicos, farmac\u00eauticos e toda esp\u00e9cie de categoria profissional.<br \/>\nA falta de car\u00e1ter \u00e9 uma coisa pessoal, e apenas se amplia quando o sujeito encontra as facilidades que a vida pol\u00edtica lhe oferece com as suas leis protecionistas e a desordem com o dinheiro alheio.<br \/>\nAcredito que a audiofilia tamb\u00e9m est\u00e1 expondo a grande confus\u00e3o que se criou em torno deste <em>hobby<\/em>, onde a id\u00e9ia do &#8220;riquinho que compra hi-end&#8221; prosperou de tal forma que abriu espa\u00e7o para uma explora\u00e7\u00e3o comercial sem fim.<\/p>\n<p>Inventou-se os cabos car\u00edssimos que conseguem &#8220;ajustar os sistemas&#8221;, fus\u00edveis &#8220;audi\u00f3filos&#8221;, acess\u00f3rios m\u00e1gicos que mudam completamente o som e ningu\u00e9m consegue explicar como (s\u00f3 o bruxo que o criou sabe &#8211; e sem nenhum conhecimento cient\u00edfico !!!), voodoos que nada provam mas fazem milagres, a m\u00e1gica dos cabinhos que transportam &#8220;sinais de \u00e1udio&#8221; e que custam dezenas de milhares de d\u00f3lares, e tantas outras fantasias que, ao final, empobreceu o audi\u00f3filo e pouco lhe fez no campo do desempenho sonoro.<\/p>\n<p>Espero que essa triste realidade mude.<br \/>\nEspero que o referido peri\u00f3dico, que j\u00e1 foi uma importante revista, mude e adote uma postura mais condizente com a realidade que vive hoje o consumidor de \u00e1udio de qualidade.<br \/>\nPara tanto, ofere\u00e7o a minha ajuda.<\/p>\n<p>Coloco \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o a minha vontade em explicar como funcionam os conceitos desenvolvidos neste site, e que tem mudado a vida de in\u00fameros leitores que aplicaram as minhas id\u00e9ias, aqui e no exterior, onde tamb\u00e9m tem ganhado destaque.<br \/>\nAli\u00e1s, odeio em falar na primeira pessoa. Para mim o Hi-Fi Planet \u00e9 muito maior do que eu, representa muito mais do que o Eduardo, e por isso jamais deve sofrer qualquer grau de contamina\u00e7\u00e3o comercial.<br \/>\nColoco, ainda, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o os meus testes feitos, as minhas medi\u00e7\u00f5es e &#8220;audi\u00e7\u00f5es cegas&#8221; que realizei em muitos experimentos com amigos e especialistas da \u00e1rea.<br \/>\nOfere\u00e7o os estudos que fiz com &#8220;fus\u00edveis audi\u00f3filos&#8221; (em breve vou publicar mais essa surpreendente mat\u00e9ria e provar que com menos de 1 real pode-se obter o mesmo resultado de muitos fus\u00edveis &#8220;hi-end&#8221;).<br \/>\nColoco, tamb\u00e9m \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, todos os estudos que fiz, as pesquisas no exterior, as conversas que tive com fabricantes e t\u00e9cnicos da \u00e1rea, e as piadas que fazem daqueles que testam o mesmo cabo apenas com capas de cores diferentes e apresentam resultados distintos, sempre enaltecendo as &#8220;virtudes&#8221; do mais caro.<br \/>\nDisponibilizo as medi\u00e7\u00f5es que fiz para provar que o tal de &#8220;sil\u00eancio sepulcral&#8221;, exaustivamente elogiado a cada equipamento, era o mesmo em cada produto testado.<br \/>\nEnfim, coloco-me \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para quem realmente queira ajudar a construir um novo universo audi\u00f3filo, pois este j\u00e1 deu o que tinha que dar, e est\u00e1 sufocado com tantas bobagens que o contaminou.<\/p>\n<p>Mas, em troca, pe\u00e7o apenas que parem de agir desta forma t\u00e3o mesquinha, e acreditem sempre que o leitor merece muito respeito e considera\u00e7\u00e3o, porque os leitores somos todos n\u00f3s, e o que lemos \u00e9 o que nos faz gastar tempo e dinheiro sonhando com a alegria e a felicidade, mas que nos traz somente preju\u00edzos e aborrecimentos.<br \/>\nAntes de consumidores, somos pessoas que merecem respeito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>\u00c9 lament\u00e1vel como aqueles que deveriam compartilhar o conhecimento adquirido ao longo de anos de experi\u00eancia num\u00a0hobby justamente s\u00e3o os que mais deturbam a realidade.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3685,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[155],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3680"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3680"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3750,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3680\/revisions\/3750"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3685"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}