{"id":3600,"date":"2017-01-27T15:37:20","date_gmt":"2017-01-27T17:37:20","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=3600"},"modified":"2017-01-27T15:38:49","modified_gmt":"2017-01-27T17:38:49","slug":"um-amplificador-pode-salvar-gravacoes-ruins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/um-amplificador-pode-salvar-gravacoes-ruins\/","title":{"rendered":"Um Amplificador de Alta-Fidelidade Pode Salvar Grava\u00e7\u00f5es Ruins?"},"content":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que um amplificador de alta-fidelidade consegue mesmo fazer com que grava\u00e7\u00f5es de m\u00e1 qualidade melhorem?<br \/>\nSeria isso realmente poss\u00edvel?<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/amplifi01.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-3659\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/amplifi01.jpg\" alt=\"amplifi01\" width=\"463\" height=\"271\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se voc\u00ea alguma vez j\u00e1 se perguntou se existe algum amplificador de alto desempenho\u00a0capaz de salvar aquela grava\u00e7\u00e3o ruim\u00a0de um disco de sua cole\u00e7\u00e3o, saiba que a resposta \u00e9 N\u00e3o !<\/p>\n<p>Resolvi abordar este tema depois de tanto ler o contr\u00e1rio, e depois de uma infeliz compara\u00e7\u00e3o que um leitor ouviu num curso de percep\u00e7\u00e3o musical do qual participou, e de outro leitor que passou por uma experi\u00eancia infeliz ao acreditar que isso fosse\u00a0poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Para compreendermos melhor esta quest\u00e3o, vamos entender qual a fun\u00e7\u00e3o do amplificador num sistema de \u00e1udio, usando uma linguagem bem acess\u00edvel e sem muitas termina\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>O papel de um amplificador\u00a0\u00e9 fornecer em suas sa\u00eddas para caixas ac\u00fasticas um sinal amplificado (mais potente) com a m\u00e1xima exatid\u00e3o\u00a0poss\u00edvel do sinal de entrada, e t\u00e3o somente isso.<br \/>\nE que sinal \u00e9 esse? O sinal de \u00e1udio?<br \/>\nN\u00e3o! N\u00e3o existe um &#8220;sinal de \u00e1udio&#8221;, mas um &#8220;sinal el\u00e9trico&#8221;, que \u00e9 uma varia\u00e7\u00e3o de uma tens\u00e3o el\u00e9trica no tempo. Por isso, quando algu\u00e9m diz que &#8220;o sinal de \u00e1udio foi amplificado&#8221; est\u00e1, na verdade, cometendo um grande engano, pois o amplificador n\u00e3o tem a menor &#8220;id\u00e9ia&#8221; do que ele est\u00e1 amplificando. Um amplificador n\u00e3o reconhece vozes, notas de piano, sons de violino ou qualquer outro elemento da composi\u00e7\u00e3o musical. O amplificador enxerga um sinal el\u00e9trico de baixa intensidade cuja amplitude varia em fun\u00e7\u00e3o do tempo, e o entrega na sa\u00edda &#8220;fortalecido&#8221;, para poder ser reproduzido pelas caixas ac\u00fasticas.<\/p>\n<p>Outro erro conceitual \u00e9 acreditar que um amplificador possui na verdade circuitos de amplifica\u00e7\u00e3o que fazem esse refor\u00e7o diretamente no sinal el\u00e9trico que est\u00e1 entrando. Na verdade, os componentes de &#8220;amplifica\u00e7\u00e3o&#8221; existentes dentro de um amplificador, como transistores ou v\u00e1lvulas, funcionam como controladores, &#8220;comportas&#8221;, ou seja, extraem da fonte interna de alimenta\u00e7\u00e3o do amplificador uma corrente el\u00e9trica maior (em fun\u00e7\u00e3o do seu ganho) e proporcional ao sinal de entrada. Ou seja, transistores e v\u00e1lvulas n\u00e3o s\u00e3o elementos de amplifica\u00e7\u00e3o por sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, mas controlam correntes elevadas para que elas possam entregar tens\u00f5es e correntes maiores num circuito, de acordo com o que deseja o projetista.<\/p>\n<p>N\u00e3o entrarei em muitos detalhes t\u00e9cnicos para n\u00e3o fugir do objetivo deste artigo e n\u00e3o torn\u00e1-lo enfadonho, mas o importante aqui \u00e9 entender que transistores e v\u00e1lvulas funcionam como controladores que, inseridos num circuito, podem exercer um papel de amplifica\u00e7\u00e3o (comuta\u00e7\u00e3o e outros).<\/p>\n<p>Numa compara\u00e7\u00e3o bem simplificada, seria como controlar um grande fluxo de \u00e1gua atrav\u00e9s de um pequeno fluxo que aciona uma comporta.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Transistoranalogia2.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3657\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Transistoranalogia2.gif\" alt=\"Transistoranalogia2\" width=\"448\" height=\"336\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Analogia ao transistor:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/analogia2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3658\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/analogia2.jpg\" alt=\"analogia2\" width=\"525\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/analogia2.jpg 525w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/analogia2-300x152.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ainda com um objetivo apenas ilustrativo, vemos acima como uma pequena tens\u00e3o aplicada \u00e0 base do transistor pode liberar uma carga muito maior para a l\u00e2mpada, proveniente de uma fonte de 12 volts. Ali\u00e1s, podemos concluir tamb\u00e9m o quanto a fonte \u00e9 importante neste caso.<br \/>\nNum amplificador de \u00e1udio ocorre uma situa\u00e7\u00e3o semelhante, onde, resumidamente, um sinal de menor intensidade vai controlar a energia de uma fonte para fornecer pot\u00eancia suficiente para as\u00a0caixas ac\u00fasticas.<\/p>\n<p>Perceba que toda a &#8220;m\u00e1gica&#8221; que ocorre dentro de um amplificador est\u00e1 relacionado \u00e0 varia\u00e7\u00e3o el\u00e9trica de entrada, e ele deve reflet\u00ed-la\u00a0em sua sa\u00edda com a maior exatid\u00e3o poss\u00edvel para evitar as famosas distor\u00e7\u00f5es que tanto desfiguram o som amplificado do original.<br \/>\nN\u00e3o pode um amplificador, jamais, modificar esse sinal por conta pr\u00f3pria. Caso o projetista queira proporcionar condi\u00e7\u00f5es para interferir nesse processo, deve oferecer recursos que coloquem nas m\u00e3os do usu\u00e1rio estas op\u00e7\u00f5es (controle de ganho, tonalidade, audibilidade, redu\u00e7\u00e3o de ru\u00eddos, etc&#8230;).<\/p>\n<p>Vamos entender agora o lado da grava\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO que faz uma grava\u00e7\u00e3o soar ruim?<br \/>\nSe o evento musical n\u00e3o apresentou &#8220;falhas&#8221; que foram copiadas no disco, ent\u00e3o podemos concluir que o processo de grava\u00e7\u00e3o sofreu distor\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao evento original.<br \/>\nDentre os problemas mais comuns que facilmente podemos reconhecer num disco mal gravado est\u00e3o\u00a0os ru\u00eddos, desequil\u00edbrios tonais, &#8220;aspereza&#8221;, graves exagerados ou pouco reais, etc.<br \/>\nEstes &#8220;defeitos&#8221; quando presentes numa grava\u00e7\u00e3o, far\u00e3o parte do sinal el\u00e9trico visto pelo amplificador, seja ele oriundo de uma fonte puramente anal\u00f3gica ou de um reprodutor digital com sa\u00eddas anal\u00f3gicas (quando o amplificador n\u00e3o possui ainda conversores digital-anal\u00f3gico internos).<br \/>\nTentemos imaginar agora como o amplificador poderia\u00a0reconhecer no sinal el\u00e9trico de entrada um violino &#8220;suavizado&#8221;, um grave distorcido, um tom destoante, ou um ru\u00eddo que n\u00e3o fa\u00e7a parte da m\u00fasica. Isso\u00a0n\u00e3o \u00e9 desejado, pois resulta em muitos danos colaterais.<br \/>\nSe o amplificador modificar o sinal que recebe, deixar\u00e1 de ser um componente de alta-fidelidade, podendo at\u00e9 atenuar algum defeito da grava\u00e7\u00e3o pela sua falta de precis\u00e3o em conseguir reproduzir todas as nuances do sinal de entrada.<\/p>\n<p>Um dos leitores que nos escreveu sobre essa quest\u00e3o afirmou que leu uma avalia\u00e7\u00e3o de um amplificador, onde o &#8220;revisor&#8221; dizia que o equipamento deu uma nova vida \u00e0s suas grava\u00e7\u00f5es ruins que se tornaram muito mais agrad\u00e1veis de serem ouvidas.<br \/>\nComo esse nosso leitor coleciona muitas grava\u00e7\u00f5es antigas, v\u00e1rias com uma qualidade bem duvidosa, ele imaginou que havia encontrado a solu\u00e7\u00e3o para as suas necessidades e adquiriu o produto.<br \/>\nAo tentar escutar as suas grava\u00e7\u00f5es ruins veio a grande decep\u00e7\u00e3o, elas ficaram ainda piores. Ele chegou a escrever para o revisor do teste, mas nunca teve resposta.<\/p>\n<p>O segundo leitor que nos escreveu comentou que, h\u00e1 alguns anos ao participar de um curso de percep\u00e7\u00e3o musical, um participante perguntou ao &#8220;instrutor&#8221; se seria poss\u00edvel um amplificador &#8220;melhorar&#8221; a qualidade de uma grava\u00e7\u00e3o mal feita, e aquele lhe\u00a0respondeu que um amplificador de alto n\u00edvel (caro no conceito dele) seria capaz de realizar esta melhora, corrigindo os\u00a0defeitos da grava\u00e7\u00e3o. N\u00e3o bastasse uma afirma\u00e7\u00e3o t\u00e3o absurda como essa, a\u00a0explica\u00e7\u00e3o que a sucedeu n\u00e3o foi menos bizarra. O instrutor fez uma compara\u00e7\u00e3o com um ve\u00edculo bicombust\u00edvel \u00e1lcool\/gasolina. Lhe sugeriu que um amplificador poderia ser capaz de fazer o mesmo que o ve\u00edculo, analisando a mistura entre os dois combust\u00edvel e ajustando o motor para funcionar adequadamente&#8230;<br \/>\nO leitor disse que outro colega que estava pr\u00f3ximo dele comentou que trabalhava no departamento de projeto de uma montadora de ve\u00edculos, e que depois daquela compara\u00e7\u00e3o maluca ele ia pedir o dinheiro pago no curso de volta, para risadas dos que o ouviram.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre a forma como um amplificador trata o sinal el\u00e9trico e um carro ajusta a queima de combust\u00edvel conforme a sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 totalmente incab\u00edvel.<br \/>\nO ve\u00edculo possui um sofisticado sistema de medi\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel que chega ao motor, e ajusta a queima deste combust\u00edvel dentro de uma faixa poss\u00edvel, para aproveit\u00e1-lo da melhor forma. Misture este combust\u00edvel com metade de \u00e1gua, inclua particulados s\u00f3lidos poluentes ou algum elemento estranho e veremos se o motor \u00e9 capaz de dar o pleno rendimento com essa nova mistura.<br \/>\nS\u00e3o situa\u00e7\u00f5es completamente distintas.<\/p>\n<p>Alguns equipamentos digitais s\u00e3o capazes de reduzir os ru\u00eddos de um disco de vinil, por exemplo, mas atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise do sinal e com a aplica\u00e7\u00e3o de algoritimos complexos, que ainda assim n\u00e3o deixam de gerar efeitos colaterais. Ou seja, ele \u00e9 capaz de tentar eliminar um problema espec\u00edfico\u00a0mas \u00e0s custas de provocar outros, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel faz\u00ea-lo discernir com precis\u00e3o o que faz parte da grava\u00e7\u00e3o e o que \u00e9 ru\u00eddo.<\/p>\n<p>Num amplificador de \u00e1udio de alta-fidelidade, qualquer tentativa de modificar o sinal de entrada \u00e9 indesejada, j\u00e1 que o que est\u00e1 em jogo \u00e9 justamente fornecer um sinal amplificado em sua sa\u00edda com um inv\u00f3lucro mais fiel poss\u00edvel \u00e0quele recebido em sua entrada.<br \/>\nQuando um amplificador &#8220;mascara&#8221; algum defeito da grava\u00e7\u00e3o, ele certamente apresenta algum problema, pois essa caracter\u00edstica fatalmente\u00a0afetar\u00e1 outras partes do sinal a ser reproduzido.<br \/>\nSe uma grava\u00e7\u00e3o possui um &#8220;chiado&#8221; de fundo, esse chiado estar\u00e1 contido no sinal el\u00e9trico de entrada, e como parte dele, ser\u00e1 reproduzido tamb\u00e9m na sa\u00edda. Se o amplificador for capaz de atenu\u00e1-lo, esteja certo que ele estar\u00e1 agindo como um filtro, atenuando tudo que estiver naquela faixa de frequ\u00eancias e de intensidade.<br \/>\nSe a grava\u00e7\u00e3o de um disco de vinil, por exemplo, apresenta &#8220;plocs&#8221;, o amplificador n\u00e3o conseguir\u00e1 jamais distingu\u00ed-los de outras partes do sinal composto. Mas, se conseguir torn\u00e1-los menos agressivos, \u00e9 porque ele n\u00e3o \u00e9 capaz de reproduzir a intensidade ou a velocidade de outros sinais que tamb\u00e9m comp\u00f5em a m\u00fasica.<br \/>\nSe a grava\u00e7\u00e3o tiver desequil\u00edbrios tonais, o amplificador jamais vai conseguir saber de eles s\u00e3o ou n\u00e3o intencionais, e nunca conseguir\u00e1 corrig\u00ed-los.<\/p>\n<p>Um bom amplificador sempre mostrar\u00e1 tudo o que foi gravado, sem tirar ou colocar qualquer caracter\u00edstica \u00e0 sua pr\u00f3pria &#8220;vontade&#8221;. E se isso representa uma decep\u00e7\u00e3o para quem queria tentar salvar suas grava\u00e7\u00f5es ruins, por outro lado s\u00f3 demonstra a precis\u00e3o do amplificador.<\/p>\n<p>Repare que a cada novo equipamento testado, os avaliadores profissionais parecem ter encontrado um &#8220;pote de ouro&#8221;, sempre apresentando uma &#8220;vantagem&#8221; do novo equipamento, como se fosse verdade que a ind\u00fastria de \u00e1udio se supera a cada lan\u00e7amento em apenas um m\u00eas.<br \/>\nOutro dia, vendo a propaganda de um autom\u00f3vel na televis\u00e3o, notei que o anunciante, ao destacar as qualidades do ve\u00edculo, citou apenas o novo sistema &#8220;multim\u00eddia&#8221;, a frente &#8220;reestilizada&#8221; e suas linhas &#8220;modernas&#8221;, afirmando que at\u00e9 quem n\u00e3o gostava do modelo passaria a admir\u00e1-lo. Pensei ent\u00e3o&#8230; o que aconteceu com aquela \u00e9poca onde se anunciava motores mais potentes e econ\u00f4micos, suspens\u00f5es mais seguras, dire\u00e7\u00f5es mais precisas e outras qualidades\u00a0tecnol\u00f3gicas\u00a0realmente relevantes?<br \/>\nA verdade \u00e9 que os ve\u00edculos ficaram muito parecidos, e as novidades s\u00e3o cada vez mais raras, limitando-se a recursos que s\u00e3o inclu\u00eddos ou n\u00e3o num determinado modelo. Ar-condicionado digital multi-zona, dire\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, seis ou oito airbags, tra\u00e7\u00e3o integral, freios a disco nas quatro rodas e outras virtudes podem ser ou n\u00e3o adotadas em algum modelo, mas as vers\u00f5es &#8220;hi-end&#8221; certamente j\u00e1 englobam estes recursos que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o atuais assim.<\/p>\n<p>Um amplificador de \u00e1udio hi-end \u00a0tamb\u00e9m j\u00e1 inclui recursos de alta tecnologia, que apenas variam entre um ou outro modelo conforme a inten\u00e7\u00e3o do projetista.<br \/>\nQual o melhor amplificador, o valvulado ou o transistorizado? Classe A ou D de amplifica\u00e7\u00e3o? Controle de volume digital ou anal\u00f3gico?<br \/>\nCada fabricante varia as suas escolhas e consegue fornecer unidades de alt\u00edssimo desempenho com as op\u00e7\u00f5es feitas. Temos muitas provas disso no mercado hoje.<br \/>\nMas, \u00e9 comum o avaliador destacar estas escolhas sempre de forma inovadora, afinal, o fornecedor do equipamento tamb\u00e9m \u00e9 anunciante de suas publica\u00e7\u00f5es ou lhe proporciona alguma vantagem direta ou indireta.<\/p>\n<p>Recentemente\u00a0li\u00a0uma avalia\u00e7\u00e3o comentando que a qualidade sonora de um produto estava ligada principalmente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de transistores Sanken na etapa de sa\u00edda.<br \/>\nEu me recordo\u00a0de\u00a0amplificador de \u00e1udio de alta-fidelidade que tive, comprado h\u00e1 mais de 15\u00a0anos, que j\u00e1 usava transistores Sanken em\u00a0suas sa\u00eddas.<br \/>\nE algu\u00e9m precisa informar este pessoal que &#8220;Sanken&#8221; n\u00e3o \u00e9 um &#8220;modelo de transistor de alto desempenho&#8221;, mas um fabricante de componentes eletro-eletr\u00f4nicos estabelecido em 1946 !!!<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 preciso dizer a\u00a0estes &#8220;especialistas&#8221; que antes de mencionarem que outro produto &#8220;utiliza os sofisticados\u00a0DACs PCM1798 da Burr-Brown, s\u00f3 encontrados em equipamentos de elevado n\u00edvel e pre\u00e7o&#8230;&#8221; que esse chip pode ser comprado a 4 d\u00f3lares cada com um !!!<\/p>\n<p>\u00c9 preciso muito cuidado com os &#8220;milagres&#8221; que o mercado promete.\u00a0Nenhum amplificador &#8220;honesto&#8221; \u00e9 capaz de &#8220;corrigir&#8221; uma grava\u00e7\u00e3o ruim, ou de torn\u00e1-las mais &#8220;palat\u00e1veis&#8221;, como costumam dizer.<br \/>\nUm amplificador de alta-fidelidade sempre ser\u00e1 fiel ao que lhe for fornecido em suas entradas (n\u00e3o \u00e9 esse o objetivo da &#8220;alta-fidelidade&#8221;?), e se n\u00e3o o for, escolha outro amplificador, pois a grava\u00e7\u00e3o original jamais poder\u00e1 ser &#8220;modificada&#8221; \u00e0 revelia do projetista.<br \/>\nSe ao trocar de amplificador voc\u00ea perceber que o novo modelo pareceu &#8220;melhorar&#8221; as suas grava\u00e7\u00f5es ruins, desconfie, pois ou o seu amplificador antigo possu\u00eda caracter\u00edsticas que destacavam o problema, ou o modelo atual possui limita\u00e7\u00f5es que atenuam estes defeitos, mas, com certeza, existe algo de muito errado em alguma das unidades.<\/p>\n<p>Esse conceito\u00a0tamb\u00e9m se aplica a outros componentes que comp\u00f5em um sistema de \u00e1udio de alta-fidelidade. Dizer, por exemplo, que um cabo corrigiu as varia\u00e7\u00f5es da rede el\u00e9trica ou que reduziu os ru\u00eddos de um disco riscado, \u00e9 demonstrar total falta de afinidade com o assunto que se prop\u00f5e a discutir.<\/p>\n<p>Espero ter contribu\u00eddo com uma id\u00e9ia geral sobre a rela\u00e7\u00e3o entre amplifica\u00e7\u00e3o e os problemas de grava\u00e7\u00e3o. Poder\u00edamos entrar aqui em longos conceitos te\u00f3ricos, mas isso pode ser encontrado em muitos artigos que existem sobre amplifica\u00e7\u00e3o de \u00e1udio, caso algu\u00e9m queira conhecer o assunto mais detalhadamente.<br \/>\nO mais importante \u00e9 que o consumidor entenda o papel deste importante equipamento que \u00e9 o amplificador, e n\u00e3o se deixe levar pelos conceitos equivocados que s\u00e3o diariamente alimentados de forma inconsequente por aqueles que, por incompet\u00eancia, falta de seriedade ou movido por interesses pessoais, prestam um desservi\u00e7o \u00e0 comunidade audi\u00f3fila.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Ser\u00e1 que um amplificador de alta-fidelidade consegue mesmo fazer com que grava\u00e7\u00f5es de m\u00e1 qualidade melhorem? 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