{"id":3049,"date":"2015-08-01T18:22:12","date_gmt":"2015-08-01T21:22:12","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=3049"},"modified":"2021-06-14T17:26:02","modified_gmt":"2021-06-14T20:26:02","slug":"as-implicacoes-sobre-o-fato-de-ouvirmos-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/as-implicacoes-sobre-o-fato-de-ouvirmos-diferente\/","title":{"rendered":"As Implica\u00e7\u00f5es Sobre o Fato de Ouvirmos Diferente"},"content":{"rendered":"<p>Depois de algumas resist\u00eancias j\u00e1 esperadas e superadas, motivadas por raz\u00f5es \u00f3bvias, precisamos agora entender como as implica\u00e7\u00f5es do fato de ouvirmos de formas diferentes agem sobre os diversos aspectos do nosso <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/listening-clipart-ear-clip-art-yTkMLnkAc.jpeg\"><!--more--><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/listening-clipart-ear-clip-art-yTkMLnkAc.jpeg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3050\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/listening-clipart-ear-clip-art-yTkMLnkAc.jpeg\" alt=\"listening-clipart-ear-clip-art-yTkMLnkAc\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/listening-clipart-ear-clip-art-yTkMLnkAc.jpeg 300w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/listening-clipart-ear-clip-art-yTkMLnkAc-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em uma s\u00e9rie de artigos publicados aqui no Hi-Fi Planet, temos mostrado que cada pessoa tem uma caracter\u00edstica de audi\u00e7\u00e3o diferente, ou seja, ouve de uma forma distinta, moderada ou muito significativa.<br \/>\nEsta constata\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 foi explicado anteriormente, veio de algumas observa\u00e7\u00f5es pessoais e de uma longa pesquisa sobre o assunto, envolvendo textos cient\u00edficos, quest\u00f5es pr\u00e1ticas, exaustivos experimentos e ainda contou com a colabora\u00e7\u00e3o de especialistas na \u00e1rea (m\u00e9dicos com quem tive contato).<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o para este estudo teve origem na minha observa\u00e7\u00e3o de diversos fen\u00f4menos ligados \u00e0 audiofilia que mostravam contradi\u00e7\u00f5es, e quest\u00f5es aparentemente sem explica\u00e7\u00f5es que sempre fizeram parte do <em>hobby<\/em>, e n\u00e3o havia (ou talvez n\u00e3o se desejava) at\u00e9 ent\u00e3o uma explica\u00e7\u00e3o objetiva.<\/p>\n<p>Todas as conclus\u00f5es destes estudos foram confirmadas na pr\u00e1tica, atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de uma adequa\u00e7\u00e3o individual do sistema de som para cada ouvinte experimentador, conforme sugerido em nossa s\u00e9rie de artigos &#8220;Rumo \u00e0 Customiza\u00e7\u00e3o&#8221;, que vem sendo aplicada com sucesso por muitos audi\u00f3filos.<\/p>\n<p>Agora, compreendida esta quest\u00e3o, precisamos entender quais s\u00e3o as suas implica\u00e7\u00f5es em nosso <em>hobby<\/em>, revendo os conceitos necess\u00e1rios para que a evolu\u00e7\u00e3o natural to tema ocorra de forma a corrigir os entendimentos at\u00e9 ent\u00e3o em vigor.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/audiooo.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3053\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/audiooo.jpg\" alt=\"audiooo\" width=\"200\" height=\"163\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Refor\u00e7ando o Conceito<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Curiosamente, muitos tinham conhecimento deste fen\u00f4meno, de forma talvez impercept\u00edvel e sem juntar as pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7as. Conviviam com a situa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o conseguiam compreend\u00ea-la nas experi\u00eancias vividas no universo da reprodu\u00e7\u00e3o do \u00e1udio.<\/p>\n<p>Exemplos disso podemos encontrar num artigo publicado pela Revista \u00c1udio e V\u00eddeo de Novembro de 1999. Sugiro a leitura completa do artigo com todas as bases cient\u00edficas apontadas, e que infelizmente n\u00e3o pode ser publicado integralmente aqui em raz\u00e3o dos direitos autorais, que nos restringe a transcrever somente pequenos trechos.<\/p>\n<p>Embasado em fatos cient\u00edficos que englobam o funcionamento da audi\u00e7\u00e3o humana, o autor do artigo j\u00e1 nos dava uma evid\u00eancia clara de que algo mais havia entre o nosso sistema de som e a nossa percep\u00e7\u00e3o auditiva: os nossos ouvidos.<br \/>\nSim, o que deveria ser o mais b\u00e1sico alicerce de constru\u00e7\u00e3o de um sistema de som de alto desempenho era justamente o mais desprezado pelos audi\u00f3filos, que sempre se acostumaram a colocar toda a responsabilidade do resultado sonoro aos equipamentos e \u00e0s grava\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do meio de reprodu\u00e7\u00e3o (sala e agregados).<br \/>\nNossos ouvidos costumavam ficar em \u00faltimo plano, e na maioria das vezes totalmente ignorados neste processo.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m\u00a0<span style=\"color: #333333; font-style: normal; line-height: 24.375px;\">com um desvio de vis\u00e3o\u00a0<\/span>poderia realmente apreciar a excelente qualidade de imagem de uma tela de alt\u00edssima resolu\u00e7\u00e3o e fidelidade sem a ajuda de um par de \u00f3culos?<br \/>\nMuitos sequer n\u00e3o conseguem ler ou dirigir sem eles, e mesmo aqueles que n\u00e3o o utilizam podem n\u00e3o estar livres de leves ou moderadas varia\u00e7\u00f5es da percep\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n<p>Vejamos alguns trechos mais importantes e conclusivos do artigo citado que\u00a0j\u00e1 come\u00e7a com a sugestiva quest\u00e3o:<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;Ser\u00e1 que duas ou mais pessoas, em igual situa\u00e7\u00e3o &#8211; quanto \u00e0 sala, equipamento, discos etc. &#8211; perceber\u00e3o (ouvir\u00e3o) o som (a m\u00fasica) da mesma forma?&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Depois da apresenta\u00e7\u00e3o do funcionamento do nosso sistema auditivo e de como os nossos ouvidos e o nosso c\u00e9rebro interpretam os sons que ouvimos, a quest\u00e3o inicialmente formulada vai sendo respondida com conclus\u00f5es bastante \u00f3bvias, e apoiada em fen\u00f4menos j\u00e1 bem conhecidos da comunidade m\u00e9dica e cient\u00edfica, com base no funcionamento de nosso sistema auditivo e nos in\u00fameros estudos e testes realizados nesta dire\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o nos deixam qualquer d\u00favida.<\/p>\n<p>Sobre o funcionamento do nosso aparelho auditivo, \u00a0artigo cita:<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;O desgaste da c\u00f3clea \u00e9 inevit\u00e1vel com o passar dos anos, e tal desgaste \u00e9 chamado presbiacusia. As c\u00e9lulas ciliadas respons\u00e1veis pelas frequ\u00eancias elevadas v\u00e3o, por sua vez, perdendo a sensibilidade at\u00e9 que n\u00e3o encontram sons suficientemente intensos (fortes) para estimul\u00e1-las. Por isso, aos 40 anos de idade nossa sensibilidade \u00e0s frequ\u00eancias altas j\u00e1 foi reduzida para um d\u00e9cimo de sua capacidade; para ser percebida como antes dos 40 anos, a frequ\u00eancia ter\u00e1 de ter uma intensidade dez vezes maior.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ou seja, depois dos 40 anos precisamos de 10 vezes mais intensidade nos sons de alta frequ\u00eancia para que elas sejam percebidas com a mesma intensidade de quando \u00e9ramos mais jovens. O artigo ainda complementa que:<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;Os registros explicam que perdemos cerca de meio (0,5) herts a cada dia de nossa vida, e ap\u00f3s os 40 anos a perda anual come\u00e7a a acentuar-se. Afortunadamente, o que se perde n\u00e3o s\u00e3o as notas e sim a riqueza tonal, os harm\u00f4nicos, como se se operasse um amortecimento; o som dos instrumentos v\u00e3o-se &#8220;apagando&#8221;&#8221;.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Continua:<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;Com a velhice, perdemos tamb\u00e9m a capacidade de discriminar frequ\u00eancias cont\u00edguas e aqui, mais uma vez, \u00e9 na faixa dos 40 que a coisa come\u00e7a a acontecer.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ressalta, ainda, como o processo de audi\u00e7\u00e3o depende at\u00e9 do formato da orelha:<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;N\u00e3o existem duas orelhas iguais e, por conseguinte, nem duas iguais percep\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ainda que no mesmo indiv\u00edduo as varia\u00e7\u00f5es do formato das orelhas acabem compensadas pelo c\u00e9rebro, diferentes pessoas ter\u00e3o percep\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m distintas. Reparem bem noa diversidade de formatos de orelhas das pessoas que voc\u00ea conhece, e entender\u00e1 o porqu\u00ea disso.<\/p>\n<p>Como podemos ver, at\u00e9 a imprensa dirigida j\u00e1 conhecia esta diversidade auditiva, sem, talvez, nunca ter se explorado as suas implic\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Estudos de universidades americanas tamb\u00e9m j\u00e1 conclu\u00edram que o nosso mecanismo de audi\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante complexo, e que mesmo jovens possuem curvas de audi\u00e7\u00e3o distintas, como uma impress\u00e3o digital, o que vem sendo confirmado por pesquisadores do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Todos estes estudos comprovam uma s\u00f3 coisa: <strong>ouvimos de forma diferente<\/strong>.<br \/>\nAssim provado, n\u00e3o nos resta alternativa sen\u00e3o compreender estes desvios e encontrar formas de compens\u00e1-los, ou pelo menos conhecer o quanto eles afetam as nossas audi\u00e7\u00f5es, pois isso \u00e9 essencial para que possamos ter um interpreta\u00e7\u00e3o fidedigna dos sons.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a base do conceito cient\u00edfico t\u00e3o desprezado hoje pela audiofilia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/implica.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3054\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/implica.jpg\" alt=\"implica\" width=\"200\" height=\"119\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #0000ff;\">As Implica\u00e7\u00f5es \u00d3bvias das Varia\u00e7\u00f5es de Sensibilidade Auditiva<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 evidente que se a nossa sensibilidade auditiva n\u00e3o \u00e9 &#8220;padronizada&#8221;, a nossa audi\u00e7\u00e3o fica ref\u00e9m de varia\u00e7\u00f5es que proporcionam distintas percep\u00e7\u00f5es dos sons que ouvimos.<\/p>\n<p>Ainda que a maioria das pessoas consiga identificar a origem do som ou perceber alguns elementos de sua composi\u00e7\u00e3o, isso n\u00e3o se presta a garantir que as suas refer\u00eancias estejam corretas, ou que estes elementos sejam apreciados na mesma intensidade e com o mesmo inv\u00f3lucro sonoro.<\/p>\n<p>O que isso quer dizer?<br \/>\nLamento profundamente informar que muitos conceitos firmados na audiofilia est\u00e3o incorretos.<\/p>\n<p><strong>Neste tempo todo est\u00e1vamos no caminho errado.<\/strong><\/p>\n<p>Tenho defendido em in\u00fameros artigos que j\u00e1 escrevi, inclusive para publica\u00e7\u00f5es estrangeiras, que a audiofilia da forma como sempre v\u00edamos estava equivocada.<br \/>\nEssa constata\u00e7\u00e3o abre um novo universo de possibilidades que, por nossa sorte, ainda podem fornecer os subs\u00eddios para que possamos atingir o nosso principal objetivo: ouvir m\u00fasica com a melhor qualidade poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Quando falamos em &#8220;qualidade de audi\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o estamos nos limitando somente ao som reproduzido eletronicamente, que \u00e9 diretamente afetado pelas nossas varia\u00e7\u00f5es auditivas, mas tamb\u00e9m aos sons naturais percebidos no dia a dia.<br \/>\nPior do que isso \u00e9 constatar que muitos se utilizam do som ao vivo como uma refer\u00eancia absoluta, levando aos seus sistemas de som as mesmas limita\u00e7\u00f5es percebidas na reprodu\u00e7\u00e3o ao vivo.<br \/>\nOu ser\u00e1 que algu\u00e9m ainda duvida disso?<\/p>\n<p><strong>Por isso fa\u00e7o uma distin\u00e7\u00e3o entre o que chamo de &#8220;som ao vivo&#8221; e &#8220;som real&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>Som ao vivo \u00e9 aquele que voc\u00ea percebe com todos os desvios provocados pelo seu sistema auditivo. Som real \u00e9 aquele que deveria ser o correto, o som natural, as vibra\u00e7\u00f5es nas frequ\u00eancias aud\u00edveis que est\u00e3o sendo produzidas para gerar a percep\u00e7\u00e3o sonora, mas que sofrem as limita\u00e7\u00f5es do nosso sistema auditivo.<\/p>\n<p><strong>O Audi\u00f3filo deveria se preocupar em buscar ouvir o som real, e n\u00e3o em reproduzir o som ao vivo em seus sistemas.<\/strong><\/p>\n<p>Se voc\u00ea possui um problema visual e n\u00e3o consegue enxergar com precis\u00e3o os detalhes por conta disso, \u00e9 este resultado que voc\u00ea vai querer extrair de seu televisor? Tenho certeza que n\u00e3o. Mesmo que ao ver a imagem &#8220;ao vivo&#8221; ela lhe pareceu &#8220;emba\u00e7ada&#8221;, nada impede que em sua sala voc\u00ea fa\u00e7a os ajustes necess\u00e1rios para corrigir estes desvios, atrav\u00e9s de \u00f3culos que recupere o seu grau de vis\u00e3o na dist\u00e2ncia em que v\u00ea a imagem ou ainda atrav\u00e9s de outros recursos.<\/p>\n<p>Mesmo a publica\u00e7\u00e3o j\u00e1 citada, em outra oportunidade relatou que num teste de um aparelho de televis\u00e3o a imagem daquele aparelho se mostrou melhor que a imagem ao vivo, e que esta pareceu &#8220;<span style=\"color: #333333; font-style: normal; line-height: 24.375px;\">emba\u00e7ada&#8221;\u00a0<\/span>ao avaliador e outros presentes, enquanto a imagem do aparelho lhes pareceu mais precisa.<\/p>\n<p>O que ocorreu aqui? Uma \u00f3bvia compensa\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n<p>Porque ent\u00e3o n\u00e3o podemos transpor esta experi\u00eancia para o \u00e1udio?<\/p>\n<p>Esta distor\u00e7\u00e3o do &#8220;ao vivo&#8221; \u00e9 apenas uma das consequ\u00eancias do fato j\u00e1 constatado de que ouvimos diferente, e que deve ser analisada entre tantos outros para que a audiofilia comece a acertar a dire\u00e7\u00e3o que deve ser seguida. Se n\u00e3o nos conscientizarmos disso, acabaremos convivendo com esta verdadeira confus\u00e3o que virou a audiofilia, cada qual numa dire\u00e7\u00e3o, com informa\u00e7\u00f5es equivocadas, uma ampla sustenta\u00e7\u00e3o baseada na mera subjetividade e nas eternas discuss\u00f5es entre os audi\u00f3filos sobre o que \u00e9 certo ou errado neste <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Se n\u00e3o redefinirmos as bases da audiofilia e estabelecermos os reais objetivos a serem perseguidos, continuaremos sendo apenas consumidores de produtos <em>hi-end<\/em>.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Tenho a certeza que o objetivo do nosso <em>hobby<\/em> n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 comprar equipamentos e acess\u00f3rios <em>hi-end<\/em>, mas tentar reproduzir em nossas salas a verdadeira riqueza dos sons presentes na obra criada por um artista.<br \/>\nSendo assim, vamos compreender um pouco melhor as consequ\u00eancias advindas dos conceitos acima?<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/references01.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3055\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/references01.jpg\" alt=\"references01\" width=\"100\" height=\"175\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #0000ff;\">A Refer\u00eancia para o Ajuste de Um Sistema de Som de Alto N\u00edvel<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Por muitos anos foi defendido que um sistema de som deveria ter uma reprodu\u00e7\u00e3o plana, ou ser &#8220;flat&#8221;, como se costuma dizer.<br \/>\nEvidente que este conceito j\u00e1 n\u00e3o encontra mais amparo na realidade.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o maior dos audi\u00f3filos em geral era obter um sistema com resposta absolutamente plana, entendendo-se por sistema a inclus\u00e3o da sala e demais vari\u00e1veis, exceto&#8230; adivinhem&#8230; os nossos ouvidos (o sistema auditivo de um modo geral).<br \/>\nMais uma vez o principal elemento da cadeia de reprodu\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o dos sons era desprezado.<\/p>\n<p>Este conceito veio mudando nos \u00faltimos anos, mas de forma errada.<br \/>\nAtribuiu-se ao gosto a necessidade de ajustar o sistema para que ficasse mais &#8220;agrad\u00e1vel aos ouvidos&#8221; de cada um, sem saber exatamente para onde o resultado era conduzido.<\/p>\n<p>Para este ajuste &#8220;de gosto&#8221; criou-se at\u00e9 a conhecida filosofia do &#8220;compre cabos&#8221;, que fez muitos fabricantes, revendedores e anunciantes felizes, que passaram a difundir a id\u00e9ia de que cabos poderiam fazer o &#8220;ajuste fino&#8221; do sistema, e a filosofia do &#8220;quanto mais caro melhor&#8221; ganhou um novo aliado para o com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>N\u00e3o rejeito que o gosto pessoal \u00e9 importante e que deve ser colocado na balan\u00e7a, mas \u00e9 preciso ter uma refer\u00eancia antes de come\u00e7ar os ajustes, e, novamente, esta refer\u00eancia \u00e9 o nosso sistema auditivo.<br \/>\nSem conhecer o seu comportamento e as suas caracter\u00edsticas dificilmente conseguiremos conhecer o som Real para dos\u00e1-lo ao nosso gosto.<br \/>\nDevemos partir desse referencial. Conhecer as limita\u00e7\u00f5es de nossos ouvidos.<br \/>\nSe temos uma defici\u00eancia qualquer, uma perda de sensibilidade nos agudos ou nos graves, excesso de sensibilidade em determinada frequ\u00eancia, isso deve ser conhecido, e devemos come\u00e7ar pela nossa curva de audi\u00e7\u00e3o como um elemento referencial.<br \/>\nUma audiometria completa \u00e9 uma ferramenta bem interessante para isso.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que &#8220;sem conhecer o som de um piano, como o ouvinte sabe que est\u00e1 ouvindo um piano?&#8221;, ou ainda usam at\u00e9 compara\u00e7\u00f5es com frutas ou outras mais rid\u00edculas tentando confundir a cabe\u00e7a do consumidor.<br \/>\nNa verdade, equipamentos de n\u00edvel <em>hi-end<\/em> est\u00e3o hoje quase t\u00e3o nivelados em desempenho que jamais um modelo vai fazer o som de um piano parecer o de um viol\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, como podemos conhecer o verdadeiro &#8220;sabor do morango&#8221; se, por uma raz\u00e3o qualquer, a nossa percep\u00e7\u00e3o de gosto foi alterada?<br \/>\nOu, como podemos conhecer os detalhes de uma pintura \u00e0 \u00f3leo se a nossa vis\u00e3o possui alguma defici\u00eancia?<br \/>\nVamos levar esta refer\u00eancia para o nosso ajuste? \u00c9 isto que queremos?<br \/>\n\u00d3bvio que n\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Sendo assim, antes de usarmos qualquer refer\u00eancia para o ajuste do nosso sistema de som, seja aquela ao vivo ou qual for a escolha do ouvinte, precisamos conhecer as limita\u00e7\u00f5es dos nossos ouvidos, entender como ele est\u00e1 interpretando a realidade.<\/strong><\/p>\n<p>Este tema j\u00e1 foi amplamente detalhado e discutido em nossos artigos anteriores sobre o assunto, e estend\u00ea-lo aqui seria desnecess\u00e1rio e at\u00e9 repetitivo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/reviewxeque.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3056\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/reviewxeque.jpg\" alt=\"reviewxeque\" width=\"200\" height=\"158\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>A Confiabilidade dos &#8220;Reviews&#8221; em Xeque<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Ao compreendermos que ouvimos de forma diferente e que equipamentos hoje est\u00e3o num n\u00edvel t\u00e3o elevado que muitas diferen\u00e7as est\u00e3o na grandeza das sutilezas, como podemos confiar em avalia\u00e7\u00f5es subjetivas?<br \/>\nConhece a hist\u00f3ria dos ouvidos de aluguel?\u00a0Podemos mesmo confiar o nosso sistema aos ouvidos de outro?<\/p>\n<p>J\u00e1 vimos que as curvas auditivas variam de pessoa para pessoa, que existem perdas desde que nascemos, que elas s\u00e3o muito acentuadas depois dos 40 anos, e a\u00ed pergunto: o que o avaliador realmente ouviu? voc\u00ea sabe?<br \/>\nEle ouve o que voc\u00ea ouve?<\/p>\n<p>Acredito que esteja a\u00ed a raz\u00e3o da grande diversidade de opini\u00f5es que os avaliadores t\u00eam do mesmo produto, apesar que hoje vemos um certo &#8220;alinhamento&#8221; bem curioso de opini\u00f5es, talvez para dar maior credibilidade nestas avalia\u00e7\u00f5es.<br \/>\nConvenhamos, como algu\u00e9m com uma caracter\u00edstica de audi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria pode determinar, num teste subjetivo, sutilezas t\u00e3o espec\u00edficas de um produto quando as suas pr\u00f3prias varia\u00e7\u00f5es auditivas s\u00e3o bem mais significativas?<\/p>\n<p>Se um teste subjetivo j\u00e1 carece de total seguran\u00e7a de resultados, pior quando o elemento avaliador n\u00e3o \u00e9 preciso, no caso o sistema auditivo.<\/p>\n<p>A\u00ed surgem alguns avaliadores e defensores de equivocadas &#8220;metodologias&#8221; e questionam:<\/p>\n<p><em>&#8220;Se fosse verdade que cada um ouve diferente, como todos podem notar as varia\u00e7\u00f5es de uma passagem musical, como podem identificar as batidas sutis de outro trecho musical, e acompanhar os exemplos dos discos de refer\u00eancia, etc&#8230;?&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Na verdade, nem todos podem. Na verdade, perceber n\u00e3o significa distinguir ou interpretar com qualidade. Na verdade, esta \u00e9 mais uma vis\u00e3o equivocada de nosso <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p>Num destes exemplos de uma revista, o avaliador, ao querer demonstrar o excelente n\u00edvel de qualidade de um produto, comenta que ele foi capaz de mostrar a quantidade precisa de repeti\u00e7\u00e3o de sons numa passagem de seu disco de refer\u00eancia.<br \/>\nCuriosamente, por\u00e9m, este n\u00famero de repeti\u00e7\u00f5es eu pude confirmar em meu CD <em>player<\/em> do carro e num <em>micro system<\/em> Sony de uma amiga.<br \/>\nIsso pode mostrar que a produto testado pelo avaliador foi talvez capaz de compensar a defici\u00eancia auditiva do pr\u00f3prio avaliador, talvez proporcionando um refor\u00e7o naquela determinada frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Vamos usar um exemplo bem simples, novamente utilizando como compara\u00e7\u00e3o outro de nossos sentidos, a vis\u00e3o.<br \/>\nVeja a figura abaixo:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/letrasvisao.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3059\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/letrasvisao.gif\" alt=\"letrasvisao\" width=\"339\" height=\"80\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 bem prov\u00e1vel que a maioria dos leitores deste artigo conseguiram enxergar a quantidade de letras mostradas, e at\u00e9 perceberam que existem \u00f3bvias varia\u00e7\u00f5es de tamanho entre elas, mas, ser\u00e1 que todos fizeram isso com exatid\u00e3o e at\u00e9 mesmo em condi\u00e7\u00f5es de identificar nitidamente todas as letras e sem a utiliza\u00e7\u00e3o de qualquer recurso (\u00f3culos, lentes, etc.)?<br \/>\nTenho certeza que n\u00e3o. Podemos perceber as varia\u00e7\u00f5es, mas isso n\u00e3o significa que o resultado final seja preciso.<\/p>\n<p>Sabemos que a avalia\u00e7\u00e3o de um produto de \u00e1udio pode ser contaminada por outros interesses, normalmente em favor da publica\u00e7\u00e3o, dos anunciantes ou at\u00e9 de lojas pr\u00f3prias. Mas, mesmo um teste realizado somente com boas inten\u00e7\u00f5es n\u00e3o pode determinar com precis\u00e3o o que \u00e9 melhor para cada um. Isso n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Esta \u00e9, inclusive, a raz\u00e3o de muitas publica\u00e7\u00f5es serem t\u00e3o resistentes \u00e0s id\u00e9ias aqui apresentadas, rejeitando os fatos a qualquer custo e com os argumentos mais fr\u00e1geis e absurdos.<br \/>\nAt\u00e9 publica\u00e7\u00f5es no exterior, para onde encaminhei um artigo em ingl\u00eas apresentando o tema aqui abordado, mostraram resist\u00eancia \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do artigo. Algumas ficaram no sil\u00eancio, mas alguns editores com quem tenho mais afinidade se mostraram bastante preocupados com a publica\u00e7\u00e3o desta id\u00e9ia e com as consequ\u00eancias que sofreriam com isso, mesmo convencidos da veracidade e da real utilidade das informa\u00e7\u00f5es fornecidas. Um destes editores me confidenciou que estava realizando algumas experi\u00eancias e estava surpreso positivamente com os resultados, a ponto de ficar animado em estudar uma forma de publicar o artigo sem lhe causar &#8220;muitos danos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 f\u00e1cil entender que qualquer avalia\u00e7\u00e3o subjetiva se torna ainda mais pessoal quanto mais imprecisa for a audi\u00e7\u00e3o do avaliador.<\/strong><\/p>\n<p>E, infelizmente, como j\u00e1 pudemos ver, ningu\u00e9m escapa deste problema, principalmente aqueles que est\u00e3o acima dos 40 anos, como \u00e9 a maioria dos mais &#8220;respeitados&#8221; avaliadores, infelizmente.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ondeinvest.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3057\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ondeinvest.jpg\" alt=\"ondeinvest\" width=\"200\" height=\"171\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Onde Devemos Investir<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Esta \u00e9 outra condi\u00e7\u00e3o que precisa ser revista, afinal, buscar o melhor resultado de nossos sistemas de \u00e1udio requer tempo, dinheiro e dedica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o os Audi\u00f3filos, de um modo geral, investiam pesado em equipamentos e acess\u00f3rios convencionais para tentar obter o &#8220;som perfeito&#8221;.<br \/>\nMuito se gasta em troca de amplificadores, <em>players<\/em>, caixas, cabos, etc.<br \/>\nNesta trocas, muito frequentemente ouvimos relatos de mudan\u00e7as como ganho de qualidade dos graves, maior extens\u00e3o dos agudos, melhor foco dos instrumentos, palco sonoro mais definido, etc.<br \/>\nMuitas destas caracter\u00edsticas, por\u00e9m, est\u00e3o diretamente ligadas a forma como ouvimos.<\/p>\n<p>Pudemos conhecer na s\u00e9rie de artigos &#8220;Rumo \u00e0 Customiza\u00e7\u00e3o&#8221;, publicados aqui no Hi-Fi Planet, algumas alternativas para obter resultados semelhantes, compensando os nossos desvios de audi\u00e7\u00e3o e utilizando dispositivos ou ajustes espec\u00edficos para isso.<br \/>\nDesejar, por exemplo, corrigir as varia\u00e7\u00f5es de uma curva auditiva com cabos \u00e9 algo que beira a insanidade, pois nunca haver\u00e1 um cabo capaz de realizar pontualmente cada ajuste e na intensidade necess\u00e1ria. Um equalizador param\u00e9trico pode fazer isso, um cabo jamais. Isso \u00e9 uma fantasia das mais absurdas que se pode criar em torno dos cabos &#8220;audi\u00f3filos&#8221;.<\/p>\n<p>Portanto, outra implica\u00e7\u00e3o do que conhecemos hoje sobre a import\u00e2ncia de nosso sistema auditivo na montagem ou no ajuste de um sistema de som est\u00e1 ligada \u00e0 forma como investimos em equipamentos.<br \/>\nEqualizadores de alto n\u00edvel e processadores digitais que n\u00e3o deterioram o sinal s\u00e3o muito mais efetivos do que a maioria dos <em>upgrades<\/em> realizados pela maioria dos audi\u00f3filos.<\/p>\n<p><strong>Precisamos saber onde investir os recursos dispon\u00edveis para termos resultados realmente consistentes, cada vez mais colocando o nosso sistema auditivo como o centro das aten\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso rever os conceitos, entender que a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 inimiga da arte, que precisamos observar, estudar, compreender e buscar as solu\u00e7\u00f5es para aprimorarmos cada vez mais os resultados que buscamos.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 mais admiss\u00edvel que tenhamos que viver na subjetividade individual (como vimos aqui ela \u00e9 muito pessoal), e esquecer que os nossos ouvidos s\u00e3o diferentes, que ouvimos de formas diferentes, e que aquilo que \u00e9 perfeito ou imperfeito para um pode ser o oposto para o outro.<\/p>\n<p>Chegou a hora de darmos um passo para frente na audiofilia, de evoluir, e deixar para tr\u00e1s esta confus\u00e3o que cerca conceitos t\u00e3o b\u00e1sicos que sequer precisariam estar sendo defendidos t\u00e3o repetidamente.<\/p>\n<p>Chegou a hora de deixarmos para tr\u00e1s todo este misticismo que existe em nosso <em>hobby<\/em>, por mais que este &#8220;falso mist\u00e9rio&#8221; fa\u00e7a\u00a0parte da sua magia, e nos orientarmos na dire\u00e7\u00e3o da qual nos desviamos, a busca pelo som perfeito.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/evolution.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3032\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/evolution.jpg\" alt=\"evolution\" width=\"450\" height=\"136\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/evolution.jpg 450w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/evolution-300x90.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/>\n<\/a><strong>Evoluir \u00e9 preciso.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Depois de algumas resist\u00eancias j\u00e1 esperadas e superadas, motivadas por raz\u00f5es \u00f3bvias, precisamos agora entender como as implica\u00e7\u00f5es do fato de ouvirmos de formas diferentes agem sobre os diversos aspectos do nosso hobby.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3050,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[155],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3049"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3049"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3240,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3049\/revisions\/3240"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}