{"id":303,"date":"2008-09-21T15:15:27","date_gmt":"2008-09-21T18:15:27","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=303"},"modified":"2021-06-15T19:42:18","modified_gmt":"2021-06-15T22:42:18","slug":"som-ao-vivo-e-mesmo-referencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/som-ao-vivo-e-mesmo-referencia\/","title":{"rendered":"Som ao vivo&#8230; \u00e9 mesmo refer\u00eancia?"},"content":{"rendered":"<p>Um reflex\u00e3o sobre a validade do som ao vivo como refer\u00eancia. <!--more--><\/p>\n<p>(de Eduardo Martins)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/imagem\/somvivo.jpg\" alt=\"Imagem\" \/><\/p>\n<p>Quando tratei desse assunto pela primeira vez, h\u00e1 alguns anos, fui duramente criticado pelos que sempre acreditaram que a participa\u00e7\u00e3o em eventos musicais ao vivo seria o melhor meio para se ajustar seu sistema de som hi-fi (ou hi-end).<br \/>\nHoje, vejo que alguns cr\u00edticos daquela \u00e9poca j\u00e1 come\u00e7am a pensar sobre o assunto, e d\u00e3o sinais de que essa refer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o perfeita assim.<\/p>\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, observei alguns comportamentos muito estranhos. Dentre esses, um caso me chamou muito a aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTratava-se de um m\u00fasico, que participava de uma banda e que estava habituado com a apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo dos instrumentos que utilizavam no grupo.<br \/>\nO curioso \u00e9 que ele ouvia seu sistema de som em volumes t\u00e3o altos que incomodava qualquer outra pessoa presente, e costumava fazer refer\u00eancias positivas a sistemas e equipamentos que n\u00e3o eram t\u00e3o perfeitos assim em termos de alta-fidelidade. Ainda, apontava o seu sistema como um dos mais perfeitos que ele conhecia, opini\u00e3o n\u00e3o acompanhada pelos seus amigos, que preferiam n\u00e3o contrari\u00e1-lo. Al\u00e9m disso, considerava bobagem a utiliza\u00e7\u00e3o de cabos e acess\u00f3rios especiais para \u00e1udio, normalmente empregados em sistemas hi-end, pois para ele n\u00e3o faziam qualquer diferen\u00e7a.<br \/>\nAl\u00e9m dele, observei fatos tamb\u00e9m curiosos de pessoas que ajustavam seus sistemas pelas lembran\u00e7as de apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, mas que visivelmente haviam obtido um resultado aqu\u00e9m daquele que eu e outros colegas poder\u00edamos esperar de um sistema realmente bem ajustado.<\/p>\n<p>Diversos s\u00e3o os fatores que hoje me d\u00e3o a certeza que o som ao vivo n\u00e3o \u00e9 uma refer\u00eancia absoluta.<br \/>\nUm dos primeiros fatos que me fez pensar sobre o assunto veio de uma conversa com um amigo m\u00e9dico, especialista fonoaudi\u00f3logo, e que tamb\u00e9m apreciava a reprodu\u00e7\u00e3o em alta-fidelidade.<br \/>\nEle me comentou que \u00e9 um grande erro as pessoas acharem que o que est\u00e3o ouvindo ao vivo tem correspond\u00eancia com a realidade, pois as varia\u00e7\u00f5es do sistema auditivo (*1) s\u00e3o muito grandes de pessoa para pessoa, e em muitos casos apresentam uma perda de desempenho.<br \/>\nFalar em desempenho do nosso sistema auditivo pode parecer estranho, mas quantas pessoas j\u00e1 realizaram um teste audiom\u00e9trico de qualidade? Sim, de qualidade, pois existem testes audiom\u00e9tricos, segundo esse amigo especialista, que s\u00e3o realizados sem qualquer confiabilidade, seja pelas condi\u00e7\u00f5es do equipamento utilizado, seja pelos resultados desejados, muitas vezes insuficientes, j\u00e1 que a maioria dos testes \u00e9 feita para exames admissionais ou demissionais em empresas, e n\u00e3o existe muito compromisso com extrema fidelidade.<\/p>\n<p>Nosso sistema auditivo, para quem n\u00e3o o conhece muito (como eu tamb\u00e9m n\u00e3o conhecia) \u00e9 bastante complexo (*2), mas tamb\u00e9m muito sujeito a danos.<br \/>\nSons em altos volumes, como do nosso amigo m\u00fasico, de ambientes barulhentos, ou cont\u00ednuos, podem provocar grande perda da capacidade e da qualidade auditiva, e em curto espa\u00e7o de tempo.<br \/>\nA idade, as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, doen\u00e7as, agress\u00f5es externas (como acidentes) podem tamb\u00e9m provocar uma perda significativa dessa qualidade de audi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nVeja que o termo \u201cqualidade\u201d tem um significado importante, pois muitas vezes a pessoa pode compreender bem a fala e ouvir com bastante facilidade in\u00fameros sons, mas isso n\u00e3o significa que ela ouve uma ampla faixa de freq\u00fc\u00eancias como se poderia esperar, muito menos que esses sons n\u00e3o estejam distorcidos ou prejudicados de alguma forma.<br \/>\nN\u00e3o entrando em detalhes mais t\u00e9cnicos, j\u00e1 que este artigo poderia facilmente ganhar o tamanho de um livro, podemos afirmar que uma das caracter\u00edsticas mais importantes de nosso sistema auditivo \u00e9 a sua capacidade de perceber sons em uma ampla faixa de frequ\u00eancias. De uma forma bem simples, podemos dizer que um sistema auditivo saud\u00e1vel deveria ouvir sons de baixas, m\u00e9dias e altas frequ\u00eancias com sensibilidade suficiente para que n\u00e3o houvessem perdas significativas.<br \/>\nMas n\u00e3o \u00e9 isso o que acontece na pr\u00e1tica.<br \/>\nOs problemas mais comuns se manifestam como uma perda da capacidade auditiva nos dois extremos do espectro sonoro, ou seja, nas baixas e altas frequ\u00eancias, teoricamente entre 20Hz e 20.000Hz (Hz = Hertz).<br \/>\nNovamente, reafirmo que n\u00e3o \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o deste artigo entrar em detalhes t\u00e9cnicos. Mas, para melhor entendimento, podemos dizer que os sons possuem frequ\u00eancias que v\u00e3o das mais baixas (sons graves) as mais altas (sons agudos), isso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 audi\u00e7\u00e3o humana. Alguns animais, como os c\u00e3es, possuem uma faixa bem mais extensa.<br \/>\nA faixa indicada de 20 a 20.000 Hz \u00e9 bastante generosa, mas freq\u00fcentemente utilizada como refer\u00eancia, apesar de pouco realista.<\/p>\n<p>Como eu j\u00e1 disse acima, o ideal seria que cada pessoa tivesse a plena capacidade de ouvir uma faixa bastante ampla, e com uma razo\u00e1vel sensibilidade em toda essa faixa, de forma mais linear poss\u00edvel.<br \/>\nMas, na pr\u00e1tica, isso \u00e9 muito mais raro do que se imagina.<br \/>\nAs maiores perdas costumam ocorrer nos extremos da faixa de frequ\u00eancias, ou seja, nos graves e agudos.<br \/>\nPoucas pessoas cuidam da sa\u00fade de seu sistema auditivo, e sequer sabem como faz\u00ea-lo.<br \/>\nDesde muito jovem sempre tive uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande com meus ouvidos, chegando mesmo a n\u00e3o freq\u00fcentar sal\u00f5es de dan\u00e7a (na \u00e9poca \u201cdisco\u201d) por achar os volumes de som altos demais para um bom conforto auditivo.<br \/>\nSempre utilizei os conhecidos \u201cprotetores auriculares\u201d em locais muito ruidosos, e at\u00e9 mesmo quando utilizava ferramentas el\u00e9tricas em outro hobby que tanto aprecio, a marcenaria.<br \/>\nIntuitivamente, me sentia bastante incomodado com altos volumes, e evitava-os. Pois, nossos ouvidos podem se ajustar a eles, e a\u00ed reside o maior perigo.<\/p>\n<p>Mas, como essa perda auditiva pode excluir a m\u00fasica (ou sons) ao vivo como refer\u00eancia certa no ajuste de nossos sistemas?<br \/>\n\u00c9 simples. Imagine que essa perda faz com que o indiv\u00edduo n\u00e3o consiga identificar totalmente ou parcialmente certas frequ\u00eancias sonoras.<br \/>\nIsso significa dizer que ele possui defici\u00eancias para ouvir determinados sons, notas musicais ou instrumentos.<br \/>\nEssa dificuldade existir\u00e1 na aprecia\u00e7\u00e3o de um show ao vivo ou eletr\u00f4nico, no caso de nosso sistema de som.<br \/>\nAssim, tomemos como exemplo algu\u00e9m que n\u00e3o consegue ouvir plenamente os sons de baixas frequ\u00eancias, aqueles que chamamos de graves. Imaginemos que este indiv\u00edduo participe de uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo, e n\u00e3o consiga ouvir com plenitude os sons de baixa freq\u00fc\u00eancia de um baixo ac\u00fastico.<br \/>\nPerceba que sua refer\u00eancia ao vivo j\u00e1 est\u00e1 prejudicada \u201cna fonte\u201d. Quando este mesmo sujeito for ajustar o seu sistema de som eletr\u00f4nico, vai acreditar que, obtendo o resultado mais pr\u00f3ximo do que ele obteve ao vivo, conseguir\u00e1 a condi\u00e7\u00e3o ideal de reprodu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nVeja que ele estaria ent\u00e3o experimentando em casa as mesmas limita\u00e7\u00f5es que presenciou ao vivo. Sua refer\u00eancia ao vivo est\u00e1 errada.<br \/>\nPor\u00e9m, se ao ajustar seu sistema ele conseguir um refor\u00e7o nos sons graves, ao ponto de compensar essa perda auditiva, ele estar\u00e1 desta vez experimentando um som real, ou seja, ouvindo plenamente tudo o que est\u00e1 sendo reproduzido, como queria o artista, com as limita\u00e7\u00f5es \u00f3bvias de um sistema eletr\u00f4nico, evidente.<br \/>\nOu seja, nossa primeira conclus\u00e3o \u00e9 de que o \u201csom\u201d real n\u00e3o \u00e9 o mesmo que o \u201csom ao vivo\u201d.<br \/>\nPoder\u00edamos ainda falar nos harm\u00f4nicos que comp\u00f5em o som, e chegarmos a conclus\u00f5es semelhantes, mas complicar\u00edamos demais esse artigo, o que n\u00e3o \u00e9 o objetivo.<\/p>\n<p>Pela raz\u00e3o acima \u00e9 que acredito que o preciosismo audi\u00f3filo acaba se mostrando muitas vezes um grande engano. Por exemplo, nestas condi\u00e7\u00f5es mencionadas, a utiliza\u00e7\u00e3o de um controle de graves ou de um equalizador no sistema seriam de grande ajuda.<br \/>\nMas, os mais conservadores audi\u00f3filos diriam que isso acarretaria em perda da qualidade, por ser mais um processamento do sinal.<br \/>\nIsso \u00e9 uma bobagem. Certamente a perda auditiva e a falta de percep\u00e7\u00e3o de determinadas frequ\u00eancias causariam um preju\u00edzo muito maior, al\u00e9m de que a tecnologia dispon\u00edvel hoje tornaria essa implementa\u00e7\u00e3o pouco ou nada prejudicial \u00e0 qualidade final.<br \/>\nO mesmo acontece com sons de altas freq\u00fc\u00eancias, os agudos. Mais uma vez, a possibilidade de corre\u00e7\u00e3o destas frequ\u00eancias tornaria a reprodu\u00e7\u00e3o mais eficiente.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o nos perdermos em detalhes na quest\u00e3o acima, vejamos rapidamente outras vari\u00e1veis que desqualificam o som ao vivo como refer\u00eancia.<br \/>\nO resultado sonoro de uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo \u00e9 bastante afetado pela ac\u00fastica do local. Os sons se modificam bastante de acordo com as caracter\u00edsticas da sala de audi\u00e7\u00e3o. Ou seja, se voc\u00ea participar de duas apresenta\u00e7\u00f5es de um mesmo grupo musical em salas distintas, possivelmente ter\u00e1 resultados diferentes, e novamente n\u00e3o ter\u00e1 qualquer refer\u00eancia precisa.<br \/>\nInstrumentos musicais tamb\u00e9m apresentam caracter\u00edsticas sonoras distintas, principalmente os eletr\u00f4nicos, o que novamente altera significativamente o resultado final de uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o devemos desprezar os sons ao vivo no ajuste de nosso sistema de som. Eles nos d\u00e3o uma id\u00e9ia do que devemos procurar, e s\u00e3o de grande ajuda. Mas, precisamos ter em mente que n\u00e3o devemos persegu\u00ed-lo com tanto entusiasmo, pois podemos estar acertando o nosso sistema de maneira bastante incorreta.<\/p>\n<p>Da mesma forma, devemos tomar bastante cuidado com aqueles que, na boa inten\u00e7\u00e3o de ajudar, fornece palpites em nosso sistema, principalmente dizendo ser um ass\u00edduo freq\u00fcentador de apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo. Ele pode participar de dezenas ou centenas de apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, mas se ele n\u00e3o conhecer as suas limita\u00e7\u00f5es, de nada servir\u00e1 tanta \u201cexperi\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Outro erro comum que freq\u00fcentemente encontro em artigos e conversas entre audi\u00f3filos, \u00e9 de que a nossa mem\u00f3ria auditiva \u00e9 bastante curta em rela\u00e7\u00e3o aos demais sentidos. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade.<br \/>\nMesmo ouvindo os sons de um tiro de espingarda e de uma pistola (por exemplo) uma \u00fanica vez, poderemos facilmente identificar qual \u00e9 qual at\u00e9 num sistema de som sem pretens\u00f5es hi-fi, claro, se seu sistema auditivo estiver nas m\u00ednimas condi\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis para isso.<br \/>\nO que n\u00e3o podemos recordar com precis\u00e3o s\u00e3o as nuances mais sutis destes sons. Mas, isso ocorre tamb\u00e9m no sentido da vis\u00e3o, do paladar, do olfato e at\u00e9 do tato. Podemos, por exemplo, olhar um carro azul com bastante aten\u00e7\u00e3o, mas em seguida se tentarmos identificar a sua cor num papel contendo sutis varia\u00e7\u00f5es de tonalidade dessa cor, certamente teremos muita dificuldade para identific\u00e1-la com precis\u00e3o. Nossos sentidos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o perfeitos assim e, portanto, isso n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade de nosso sistema auditivo.<br \/>\nO problema ao ouvirmos uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo \u00e9 justamente tentar identificar com precis\u00e3o as nuances daquela reprodu\u00e7\u00e3o em nosso sistema de som.<br \/>\nMas, como j\u00e1 vimos, essas nuances ocorrer\u00e3o tamb\u00e9m em distintas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo, portanto, n\u00e3o devemos nos preocupar tanto assim com elas.<\/p>\n<p>Diante disso, insisto que o som ao vivo pode funcionar como mais um recurso para o ajuste de nossos sistemas, mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o confi\u00e1vel e soberano como se imagina.<br \/>\nCertamente receberei cr\u00edticas por isso, mas pelo que j\u00e1 andei observando, logo essa id\u00e9ia ser\u00e1 bastante aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Como recomenda\u00e7\u00e3o para melhor aproveitamento de um sistema de som, recomendo que se considere alguns pontos que enumero abaixo, n\u00e3o limitados a estes somente.<\/p>\n<p>1. Descubra as suas limita\u00e7\u00f5es. Fa\u00e7a um bom teste audiom\u00e9trico, e esque\u00e7a as grava\u00e7\u00f5es de testes normalmente encartadas em revistas ou dispon\u00edveis por a\u00ed, com pretens\u00f5es de substituir um teste com crit\u00e9rios profissionais.<\/p>\n<p>2. Proteja sempre seus ouvidos. Shows ao vivo, aeroportos, tr\u00e2nsito, m\u00fasica em altos volumes, graves exagerados no carro e mesmo em casa, etc. causam grande perda auditiva, e alteram significativamente a nossa percep\u00e7\u00e3o sonora.<\/p>\n<p>3. Desconfie se voc\u00ea ou algum amigo seu come\u00e7ar a ouvir sons em volume muito excessivo, n\u00e3o perceber alguns detalhes na reprodu\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o notar diferen\u00e7as na troca de cabos e outros acess\u00f3rios que sabidamente provocam sens\u00edvel varia\u00e7\u00e3o na reprodu\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica.<\/p>\n<p>4. Habitue-se a usar protetores auditivos em locais ruidosos. Isso n\u00e3o \u00e9 algo constrangedor. Lembre-se que altos volumes de som n\u00e3o provocam somente perda sens\u00edvel de audi\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m provocam outros danos, como at\u00e9 a impot\u00eancia sexual. Existem protetores bastante discretos e confort\u00e1veis.<\/p>\n<p>5. Antes de uma audi\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica, ou para uma aprecia\u00e7\u00e3o mais plena de uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo ou em casa, habitue-se a utilizar um protetor auditivo com bastante anteced\u00eancia, se poss\u00edvel, durante todo o dia, retirando-o somente no momento de apreciar a apresenta\u00e7\u00e3o. Esta dica foi publicada pela revista inglesa Hi-Fi Choice, e j\u00e1 pude comprovar seus resultados na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>6. N\u00e3o frequente shows onde a insanidade do volume sonoro costuma ser freq\u00fcente. Se necess\u00e1rio, fique mais distante dos instrumentos ou das caixas ac\u00fasticas.<\/p>\n<p>7. N\u00e3o exagere no volume do subwoofer de seu home-theater. Lamentavelmente, \u00e9 comum observar que muitos gostam de graves que fazem a sua sala \u201ctremer\u201d. Mas isso na realidade \u00e9 um grande erro, e que causa s\u00e9rios preju\u00edzos \u00e0 audi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nGraves devem ser naturais, e devem estar em equil\u00edbrio com os demais sons.<\/p>\n<p>8. Cuidado com a utiliza\u00e7\u00e3o de fones de ouvido. N\u00e3o exagere nos volumes quando estiver utilizando-os. Nos enganamos f\u00e1cil quanto ao volume quando utilizamos os fones.<\/p>\n<p>9. Muitas doen\u00e7as infecciosas podem provocar danos ao sistema auditivo. Procure sempre se cuidar muito bem para evitar que estas infec\u00e7\u00f5es causem mais danos do que o necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>10. N\u00e3o fume. O h\u00e1bito de fumar tamb\u00e9m afeta a audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>11. Tenha um envelhecimento com sa\u00fade. Fa\u00e7a sempre exames peri\u00f3dicos e exerc\u00edcios, e cuide muito bem da sua alimenta\u00e7\u00e3o. Isso vai lhe ajudar a preservar a sua audi\u00e7\u00e3o por muito tempo. Saiba que hoje j\u00e1 \u00e9 bastante comum encontrar muitos jovens com sintomas de surdez, e muitos \u201csenhores\u201d com audi\u00e7\u00e3o bastante privilegiada.<\/p>\n<p>12. Ajuste o seu sistema de som ao seu gosto. Esque\u00e7a essa \u201cfrescura\u201d de n\u00e3o poder utilizar controles de graves e agudos, equalizadores, etc. Tamb\u00e9m j\u00e1 fui convencido disso no passado, e por isso hoje recebo essa e outras informa\u00e7\u00f5es com bastante cautela. Saiba que alguns dos mais renomados equipamentos hi-end ainda utilizam esses recursos.<\/p>\n<p>13. O som deve agrad\u00e1-lo. Cada um deve conhecer as suas limita\u00e7\u00f5es e corrig\u00ed-las adequadamente, sem se preocupar com as opini\u00f5es dos \u201centendidos de plant\u00e3o\u201d.<br \/>\nCuidado! Muitos compram um equipamento de \u00e1udio hi-end e se intitulam audi\u00f3filos. Um audi\u00f3filo re\u00fane qualidades que n\u00e3o existem na maioria daqueles que se consideram nesta categoria.<\/p>\n<p>E, lembre-se, o seu sistema de \u00e1udio deve ser aproveitado com prazer, da forma que mais lhe convier, e n\u00e3o tornar cada audi\u00e7\u00e3o um processo de avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de suas qualidades e defeitos.<br \/>\nSejamos audi\u00f3filos, e n\u00e3o escravos do perfeccionismo absoluto. Mesmo porque, esta perfei\u00e7\u00e3o, ou o \u201ctopo do pinheiro\u201d como costumam chamar alguns, \u00e9 um lugar que n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>(*1) Prefiro utilizar a express\u00e3o \u201csistema auditivo\u201d no lugar de \u201couvidos\u201d. Na realidade nosso mecanismo auditivo n\u00e3o se limita aos ouvidos somente, mas sim a in\u00fameras partes que nos levam a percep\u00e7\u00e3o sonora.<\/p>\n<p>(*2) Recomendo a leitura do livro \u201cM\u00fasica, C\u00e9rebro e \u00caxtase\u201d, de Robert Jourdain. Dispon\u00edvel no Brasil, com tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, pela Editora Objetiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Um reflex\u00e3o sobre a validade do som ao vivo como refer\u00eancia.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3248,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[58,31,34,52],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=303"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":464,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/303\/revisions\/464"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}