{"id":2911,"date":"2014-06-14T18:17:27","date_gmt":"2014-06-14T20:17:27","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=2911"},"modified":"2016-01-02T13:29:03","modified_gmt":"2016-01-02T16:29:03","slug":"cabos-tem-prazo-de-validade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/cabos-tem-prazo-de-validade\/","title":{"rendered":"Cabos T\u00eam Prazo de Validade?"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o muitos os fatores que influenciam na durabilidade de um cabo, e saber como melhor conserv\u00e1-los \u00e9 importante para extrair suas melhores caracter\u00edsticas por um longo tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cabovalido.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2912\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cabovalido.jpg\" alt=\"cabovalido\" width=\"350\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cabovalido.jpg 350w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cabovalido-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Pensei em muitas formas de iniciar este artigo, indo direto ao assunto, justificando seu conte\u00fado e conclus\u00f5es, apresentando refer\u00eancias cient\u00edficas pr\u00e9vias e outras voltadas diretamente ao tema proposto. Mas, preferi fazer uma introdu\u00e7\u00e3o inicialmente abordando um pouco sobre um tabu chamado &#8220;cabos de som&#8221;, pois n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil reverter anos e anos de fantasias criadas para confundir usu\u00e1rios ou valorizar excessivamente os seus benef\u00edcios.<\/p>\n<p>Falar sobre cabos \u00e9 sempre algo espinhoso, e a raz\u00e3o \u00e9 muito simples, ganha-se muito dinheiro com a falta de conhecimento e das verdadeiras caracter\u00edsticas de um cabo, o que favorece interpreta\u00e7\u00f5es muito subjetivas de seus benef\u00edcios e colabora para que o seu valor ultrapasse n\u00edveis aceit\u00e1veis de bom-senso.<br \/>\nAs velhas historinhas de que determinado cabo possui &#8220;secretos componentes especiais&#8221;, ou &#8220;formula\u00e7\u00e3o guardada a sete chaves pelo fabricante&#8221;, ou ainda &#8220;tecnologias da NASA em sua fabrica\u00e7\u00e3o&#8221; e outras afirma\u00e7\u00f5es ainda mais absurdas, j\u00e1 n\u00e3o convencem mais, e a verdade \u00e9 que cabos acabam sendo super valorizados pelo mercado, que paga verdadeiras fortunas por produtos que n\u00e3o agregam nada de especial, sequer as supostas &#8220;longas pesquisas em seu desenvolvimento&#8221;.<\/p>\n<p>Para piorar, temos ve\u00edculos de &#8220;desinforma\u00e7\u00e3o&#8221; que valorizam ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, e com as suas &#8220;espertas&#8221; avalia\u00e7\u00f5es &#8220;de ouvido&#8221;, s\u00e3o capazes de fazer acreditar que um cabinho de for\u00e7a de milhares de reais \u00e9 capaz de fazer verdadeiros milagres e, assim, deve ser de aquisi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria por quem quer ajustar ou &#8220;extrair o \u00faltimo sumo&#8221; de seus sistema de som.<br \/>\nMuitos destes ve\u00edculos se favorecem com anunciantes, patrocinadores em eventos ou at\u00e9 atuam como representantes destes produtos, o que j\u00e1 nos leva a entender um pouco melhor as suas inten\u00e7\u00f5es.<br \/>\nJusti\u00e7a seja feita, algumas publica\u00e7\u00f5es estrangeiras (rar\u00edssimas) ainda t\u00eam a coragem de apontar cabos ruins, chegando mesmo a afirmar que n\u00e3o valem o que custam ou que existem op\u00e7\u00f5es melhores no mercado naquela faixa de pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Mas, muitos n\u00e3o agem assim, e fazem cada novo cabo testado parecer uma nova revolu\u00e7\u00e3o. Chegam ao absurdo de, na falta do que elogiar, citar um &#8220;aumento de sil\u00eancio de fundo sepulcral&#8221; de um novo cabo testado, e o absurdo n\u00famero de vezes que j\u00e1 disseram isso, e ainda a &#8220;enorme&#8221; diferen\u00e7a que dizem perceber, nos leva a crer que o sistema em quest\u00e3o deveria ter inicialmente um ru\u00eddo de fundo no m\u00ednimo com a intensidade de uma turbina de avi\u00e3o !!!<br \/>\nEm meu sistema n\u00e3o utilizo estes cabos desenvolvidos em &#8220;caldeir\u00f5es de bruxos&#8221;, mas cabos honestos, bem constru\u00eddos e plenamente capazes de transportar com total compet\u00eancia os sinais el\u00e9tricos de \u00e1udio, e que tamb\u00e9m n\u00e3o custam caro. E, h\u00e1 muitos anos n\u00e3o sei o que \u00e9 &#8220;ru\u00eddo de fundo&#8221; em meu sistema. Se existir, \u00e9 impercept\u00edvel, pois al\u00e9m de n\u00e3o ouv\u00ed-lo, jamais consegui medi-lo. Exatamente! Realizo medi\u00e7\u00f5es em meu sistema para confirmar de fato o que nossos ouvidos podem interpretar de forma errada, pois j\u00e1 vi avalia\u00e7\u00f5es de cabos dizendo que um determinado modelo (evidente que de pre\u00e7o mais acess\u00edvel&#8230;) possu\u00eda limita\u00e7\u00f5es nas altas frequ\u00eancias, e constatei em medi\u00e7\u00f5es que o modelo apresentava uma banda passante t\u00e3o extensa que ultrapassava os MHz (Milh\u00f5es de Hertz &#8211; enquanto nossos ouvidos alcan\u00e7am apenas alguns milhares, quando jovens).<br \/>\nFico imaginando como estes avaliadores que j\u00e1 passaram da casa dos quarenta anos, e inevitavelmente j\u00e1 possuem limita\u00e7\u00f5es auditivas significativas, conseguem medir &#8220;de ouvido&#8221; estas caracter\u00edsticas. Mas, isso tamb\u00e9m deve fazer parte da magia que o mercado criou.<\/p>\n<p>Tudo isso que citei acima tem um significado, mostrando como se criam fantasias demais sobre cabos e como isso alimenta um mercado de fabricantes, revendas e de publicidade que preservam seus pr\u00f3prios interesses nessa desinforma\u00e7\u00e3o, e esta introdu\u00e7\u00e3o tem tamb\u00e9m a inten\u00e7\u00e3o de mostrar adiante como algumas coias mais importantes s\u00e3o negligenciadas pelos ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o, e que seriam muito mais \u00fateis para o usu\u00e1rio de um sistema de som.<\/p>\n<p><strong>A origem da d\u00favida<\/strong><\/p>\n<p>A primeira vez que ouvi algo \u00e0 respeito da vida \u00fatil de um cabo foi num f\u00f3rum estrangeiro, onde um dos participantes levantava essa quest\u00e3o. Na \u00e9poca a pergunta ficou sem resposta, pois ningu\u00e9m possu\u00eda conhecimentos para esclarecer a quest\u00e3o.<br \/>\nRecentemente, em outro f\u00f3rum, um participante levantou este ponto, e outro participante afirmou que certa vez adquiriu dois pares id\u00eanticos de um cabo, mas usou apenas um no sistema, guardando o outro. Dois anos depois notou diferen\u00e7as quando colocou o novo no lugar do primeiro que havia sofrido um dano num dos terminais. Ele afirmou que teve ainda o cuidado de &#8220;amaciar&#8221; (deixar funcionando por um longo tempo) o cabo que estava guardado, para excluir esta vari\u00e1vel da equa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 sabido que as diferen\u00e7as entre cabos s\u00e3o sempre sutis, e quando diferen\u00e7as muito grandes ocorrem \u00e9 porque h\u00e1 uma interfer\u00eancia de algum outro elemento na condu\u00e7\u00e3o do sinal, como uma oxida\u00e7\u00e3o dos terminais do cabo, por exemplo.<\/p>\n<p>J\u00e1 vi cr\u00edticas contra a minha opini\u00e3o de que um bom cabo, bem constru\u00eddo, com componentes de qualidade j\u00e1 \u00e9 suficiente para proporcionar um bom resultado, onde comentam que esta afirma\u00e7\u00e3o seria rid\u00edcula. Gostaria que um dia estes cr\u00edticos, sem qualquer forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ou cient\u00edfica, com ouvidos j\u00e1 alterados pela idade, e com seus interesses pessoais e profissionais em jogo me mostrassem o que mais \u00e9 preciso para um cabo transportar os sinais el\u00e9tricos de \u00e1udio, muito menos complexos que muitos outros que existem em v\u00eddeo, telecomunica\u00e7\u00f5es, inform\u00e1tica, etc.<\/p>\n<p>Mas, se um cabo bem constru\u00eddo pode mudar suas caracter\u00edsticas de condu\u00e7\u00e3o e modificar a sonoridade do sistema, a pergunta que fazemos \u00e9: porque isso ocorre?<\/p>\n<p>\u00c9 comum lermos que determinado cabo possui mais &#8220;equil\u00edbrio tonal&#8221;, &#8220;graves mais equilibrados&#8221;, &#8220;agudos mais l\u00edquidos&#8221; (essa \u00e9 de doer&#8230;) e outras caracter\u00edsticas. Mas, um cabo \u00e9 um mero condutor de corrente el\u00e9trica. Ele n\u00e3o conduz som. E esse \u00e9 o primeiro erro que vemos em muitas avalia\u00e7\u00f5es de cabos.<br \/>\nO som \u00e9 gerado pela movimenta\u00e7\u00e3o de ar causada pelo movimento dos cones dos \u00a0alto-falantes das caixas ac\u00fasticas.<br \/>\nO que trafega por um cabo \u00e9 uma corrente el\u00e9trica que varia conforme os sinais gravados, e que deve entrar por um lado cabo e sair do outro lado com as mesmas caracter\u00edsticas. Se o cabo fosse assim t\u00e3o cr\u00edtico, pobre de nossos computadores que jamais funcionariam pelas mudan\u00e7as nos sinais el\u00e9tricos que trafegam por seus in\u00fameros cabos.<\/p>\n<p>Mas, o que pode ent\u00e3o interferir na condu\u00e7\u00e3o destes sinais el\u00e9tricos? Alguns fatores s\u00e3o grandezas el\u00e9tricas conhecidas como capacit\u00e2ncia, indut\u00e2ncia ou resist\u00eancia, totalmente dominadas nos processos de fabrica\u00e7\u00e3o. A pureza de um condutor hoje \u00e9 t\u00e3o grande que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais um limitante de sua capacidade de condu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEnt\u00e3o, como o participante daquele f\u00f3rum percebeu diferen\u00e7as entre dois cabos iguais, um novo e outro usado?<\/p>\n<p>Uma resposta para essa pergunta \u00e9 muito simples: a falta de manuten\u00e7\u00e3o. Cabos devem ser limpos ao se fazer qualquer compara\u00e7\u00e3o. Um cabo instalado num sistema h\u00e1 algum tempo j\u00e1 apresenta altera\u00e7\u00f5es f\u00edsico-qu\u00edmicas em seus contatos, com deforma\u00e7\u00e3o e oxida\u00e7\u00e3o de seus componentes.<br \/>\nA limpeza pr\u00e9via \u00e9 fundamental.<br \/>\nMas, o sujeito que fez o relato garantiu que os dois cabos foram limpos durante os testes, e os conectores eram do tipo de press\u00e3o ajust\u00e1vel, e, portanto, n\u00e3o havia folgas por deforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Algumas vezes o cabo pode se deteriorar com o tempo, o que \u00e9 bastante raro hoje. A umidade, rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas de seus componentes e outros fatores podem alterar as caracter\u00edsticas de um cabo, e isso n\u00e3o \u00e9 um privil\u00e9gio de cabos baratos. Eu j\u00e1 tive um cabo caro que sofreu forte oxida\u00e7\u00e3o superficial, apesar de nenhum efeito pr\u00e1tico na condu\u00e7\u00e3o do sinal. J\u00e1 li exageros sobre cabos que apodreceram com o tempo, o que \u00e9 bem estranho, mas havia outros interesses em jogo e, portanto, desprezei o fato.<\/p>\n<p>Mas, e a\u00ed? Tirando estes fatores, ser\u00e1 que cabos t\u00eam mesmo validade?<\/p>\n<p><strong>Em busca da resposta<\/strong><\/p>\n<p>Durante os anos que trabalhei no desenvolvimento e na fabrica\u00e7\u00e3o de minhas caixas ac\u00fasticas, depois de concluir que nenhum modelo comercial testado poderia se adequar \u00e0s minhas necessidades pessoais, tive o privil\u00e9gio de conhecer muitos t\u00e9cnicos e engenheiros no exterior, envolvidos com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico de produtos de \u00e1udio <em>hi-end<\/em> (pois \u00e9&#8230; n\u00e3o s\u00e3o bruxos nem leigos&#8230; s\u00e3o pessoas com conhecimento cient\u00edfico).<br \/>\nA amizade que se formou com este grupo de projetistas e construtores, al\u00e9m de avaliadores (s\u00e9rios) de equipamentos e usu\u00e1rios avan\u00e7ados, e mantida ao longo destes mais de 10 anos, foi algo bastante \u00fatil para que eu adquirisse informa\u00e7\u00f5es seguras e honestas sobre o \u00e1udio de alta fidelidade, me proporcionando um amadurecimento que jamais teria acontecido apenas pelas experi\u00eancias que fiz e pela literatura que tive acesso.<\/p>\n<p>Dentre esses profissionais e amigos, conheci um rapaz que trabalha no desenvolvimento de cabos de \u00e1udio para uma conhecida ind\u00fastria de acess\u00f3rios <em>hi-end<\/em>.<br \/>\nEle e um colega de trabalho que nunca autorizou a sua identifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o sujeitos alegres, destes que gostam de se divertir e apreciam uma boa brincadeira.<br \/>\nEles viveram hist\u00f3rias divertidas, e tamb\u00e9m n\u00e3o vivem de mitos, pois foram os protagonistas de v\u00e1rias &#8220;pe\u00e7as&#8221; pregadas contra usu\u00e1rios e avaliadores de publica\u00e7\u00f5es de \u00e1udio.<br \/>\nContam que certa vez desenvolveram um cabo que foi para um pr\u00e9-teste de um avaliador famoso de revista bem conhecida. O avaliador devolveu o cabo e disse que n\u00e3o havia gostado, relatando alguns pontos que n\u00e3o lhe agradara (nem lembro agora quais eram). Nossos amigos projetistas disseram que realmente eles tinham conhecimento destas limita\u00e7\u00f5es, mas para corrig\u00ed-las teriam que incluir algumas altera\u00e7\u00f5es no cabo que dobrariam o seu pre\u00e7o.<br \/>\nN\u00e3o era verdade. Eles apenas queriam testar o avaliador, e guardaram o cabo num arm\u00e1rio por mais de 15 dias. Passado este tempo, enviaram o mesmo cabo de volta ao avaliador, e pediram nova opini\u00e3o. Para a mais engra\u00e7ada das surpresas, o avaliador comentou que o cabo havia evolu\u00eddo muito, e boa parte dos problemas haviam sido sanados !!!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m me confidenciaram que o pessoal de <em>marketing<\/em> da empresa sugeriu que um mesmo cabo tivesse cores diferentes, e fossem apresentados como op\u00e7\u00f5es para v\u00e1rias faixas de pre\u00e7os.<br \/>\nEles dizem que sentem vergonha do fato, mas que alguns cabos de uma determinada linha tratam-se na verdade do mesmo cabo com um pigmento de cor diferente na capa de PVC, com nomes exclusivos e pre\u00e7os diferenciados.<br \/>\nComentam, ainda, que o pior \u00e9 ver que avaliadores testam os cabos e sempre apontam os mais caros como modelos de melhor desempenho !!!<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que a minha pergunta sobre durabilidade de cabos foi direcionada para eles, j\u00e1 que trabalham no desenvolvimento deste tipo de produto, possuem conhecimento cient\u00edfico sobre o tema, desenvolvem testes tamb\u00e9m cient\u00edficos nos produtos, acompanham as avalia\u00e7\u00f5es e, acima de tudo, s\u00e3o sinceros comigo.<br \/>\nPor raz\u00f5es \u00f3bvias, n\u00e3o vou citar o nome deles e nem da empresa onde trabalham.<\/p>\n<p>Ao question\u00e1-los sobre a possibilidade de cabos possu\u00edrem validade, a resposta foi positiva, e a explica\u00e7\u00e3o me veio de forma muito longa, e para n\u00e3o tornar este artigo ainda mais extenso do que j\u00e1 est\u00e1 sendo, resumirei aqui.<\/p>\n<p><strong>O que determina a validade de um cabo<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos fatores j\u00e1 comentados e amplamente conhecidos por n\u00f3s, como perda de press\u00e3o mec\u00e2nica de contato, falta de limpeza, oxida\u00e7\u00e3o e outros, os t\u00e9cnicos consultados me relataram o que segue.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, a durabilidade de um cabo \u00e9 muito longa, mas tamb\u00e9m \u00e9 imprecisa, pois depende muito de seu uso.<br \/>\nA princ\u00edpio, um cabo \u00e9 projetado para ser desconectado e conectado no equipamento por muitas vezes, mas \u00e9 exatamente esse um dos maiores problemas para a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica de sua vida \u00fatil.<br \/>\nEles consideram que um usu\u00e1rio normal n\u00e3o ir\u00e1 movimentar ou desconectar os cabos mais do que algumas poucas vezes por ano, para limpeza, troca de algum equipamento, mudan\u00e7as de posi\u00e7\u00e3o entre os equipamentos ou alguns poucos testes. Eles consideram que a desconex\u00e3o ou a movimenta\u00e7\u00e3o do cabo n\u00e3o ser\u00e3o superiores a 5 ou 6 vezes num ano, o que seria algo como desconect\u00e1-lo uma vez a cada 2 (dois) meses. Mas, consideram por seguran\u00e7a um n\u00famero de 12 vezes ao ano (uma a\u00e7\u00e3o por m\u00eas).<br \/>\nSegundo eles, n\u00e3o \u00e9 algo natural tantas desconex\u00f5es acima disso.<br \/>\nMediante testes que j\u00e1 realizaram, um cabo pode suportar at\u00e9 100 vezes uma opera\u00e7\u00e3o de desconectar e reconectar antes que algumas de suas caracter\u00edsticas comecem a sofrer altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sendo assim, eles dizem que poderiam sugerir que um cabo no limite de \u00a0manuseio poderia ter um tempo de vida \u00fatil estimado de aproximadamente 8 anos. Mas, eles informam que esse tempo pode sofrer grandes varia\u00e7\u00f5es, e dependendo das condi\u00e7\u00f5es, uma \u00fanica movimenta\u00e7\u00e3o dos cabos j\u00e1 pode provocar danos irrevers\u00edveis ao mesmo.<\/p>\n<p>Eles come\u00e7am relatando que alguns cabos s\u00e3o fabricados com maior complexidade, e estes est\u00e3o mais sujeitos a danos do que outros. N\u00e3o que esta complexidade seja resultado de uma tecnologia t\u00e3o avan\u00e7ada e precisa que acabe por aumentar a fragilidade dos cabos, mas porque s\u00e3o caracter\u00edsticas que acabam por enfraquec\u00ea-los naturalmente.<br \/>\nApesar de n\u00e3o acreditarem que estas solu\u00e7\u00f5es possam trazer de fato algum benef\u00edcio sens\u00edvel, comercialmente s\u00e3o valorizadas pelos consumidores justamente por conta desta maior complexidade. Relatam, ainda, que \u00e9 preciso lembrar que muitos cabos n\u00e3o possuem sequer estas caracter\u00edsticas, e que, portanto, os seus coment\u00e1rios s\u00e3o para os cabos que realmente possuem estes diferenciais em sua fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para iniciar a explica\u00e7\u00e3o, citam os cabos que possuem granula\u00e7\u00e3o ampliada, os famosos cabos de cristais longos (por favor&#8230; n\u00e3o pe\u00e7am para que eu explique isso).<br \/>\nEles comentam que estes cabos possuem baixa compacta\u00e7\u00e3o de material, e a flex\u00e3o do condutor em uma movimenta\u00e7\u00e3o constante \u00e9 suficiente para romper essa uni\u00e3o. Por isso alguns fabricantes recomendam n\u00e3o dobrar os cabos.<br \/>\nEm outros casos, se utilizam metais mais duros, ou, de baixa flexibilidade. Novamente, a movimenta\u00e7\u00e3o constante destes cabos provocam rachaduras perfeitamente vis\u00edveis at\u00e9 com uma boa lente de aumento, mas de forma ainda mais assustadora vistas num microsc\u00f3pio.<\/p>\n<p>Comentam ainda que uma das caracter\u00edsticas de um cabo \u00e9 o efeito da condu\u00e7\u00e3o de corrente mais pr\u00f3xima \u00e0 superf\u00edcie externa do que em seu n\u00facleo, sob determinadas condi\u00e7\u00f5es. Assim, cabos &#8220;banhados&#8221;, como aqueles que recebem uma camada de prata no condutor, s\u00e3o tamb\u00e9m bastante suscet\u00edveis a danos na fixa\u00e7\u00e3o e na continuidade do banho.<br \/>\nEles citam que num \u00fanico movimento leve de tor\u00e7\u00e3o que fizeram num conhecido (e caro) cabo de interconex\u00e3o de \u00e1udio foi suficiente para &#8220;descolar&#8221; o banho de prata que havia sobre o condutor de cobre, e romp\u00ea-lo em v\u00e1rios locais.<br \/>\nDisseram ainda que isso \u00e9 ainda mais grave nos pontos do cabo mais pr\u00f3ximos aos conectores, que normalmente sofrem mais flex\u00e3o. Neste local, os danos s\u00e3o bem mais r\u00e1pidos, frequentes e profundos.<\/p>\n<p>Esses problemas, segundo eles, s\u00e3o ampliados com a forma de instala\u00e7\u00e3o dos cabos, onde dobras e curvas de raios muito pequenos intensificam os problemas.<\/p>\n<p>Ainda, para piorar a situa\u00e7\u00e3o, muitos cabos, de acordo com as suas t\u00e9cnicas construtivas, podem sofrer problemas nas malhas de blindagem ou nas capas isolantes, alterando inclusive o distanciamento dos condutores e afetando caracter\u00edsticas el\u00e9tricas do cabo, como a sua capacit\u00e2ncia.<\/p>\n<p>E, segundo os problemas que consideram mais importantes, citam aqueles que surgem nos conectores.<br \/>\nEncaixar e soltar as conex\u00f5es com frequ\u00eancia provoca uma perda de press\u00e3o dos contatos, al\u00e9m de poder afetar a soldagem ou a prensagem dos condutores nos terminais dos conectores. Muitos cabos que eles tiveram oportunidade de testar apresentavam folgas entre os condutores e os terminais dos conectores.<\/p>\n<p>E, por \u00faltimo, citaram algo ainda mais interessante.<br \/>\nToda vez que engatamos um conector e o soltamos, realizamos uma opera\u00e7\u00e3o de atrito entre as superf\u00edcies do conector do cabo e do aparelho. Ou seja, &#8220;raspamos&#8221; as superf\u00edcies.<br \/>\nPara reduzir este atrito, eles, particularmente, utilizam conectores de alto grau de polimento, mas citam que in\u00fameros cabos &#8220;car\u00edssimos&#8221; do mercado possuem conectores com superf\u00edcies bastante \u00e1speras e muito irregulares quando vistas num microsc\u00f3pio. \u00c9 assustador, afirmam, ver a baixa qualidade da superf\u00edcie de contato de alguns conectores de cabos considerados de alt\u00edssimo n\u00edvel.<\/p>\n<p>Mas, o que esse atrito provoca de ruim num cabo? Eles mesmo que explicam.<br \/>\nQuando dois metais (e muitos outros elementos) sofrem atrito, ocorre um fen\u00f4meno f\u00edsico bem conhecido que chamam de &#8220;migra\u00e7\u00e3o de material&#8221;. (como n\u00e3o sou f\u00edsico especialista em atrito, n\u00e3o sei se a tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais adequada).<\/p>\n<p>A migra\u00e7\u00e3o de material ocorre quando dois metais (no caso) s\u00e3o submetidos ao atrito entre eles, e parte do material da superf\u00edcie de um \u00e9 &#8220;arrastada&#8221; e fixada na superf\u00edcie do outro, onde pode ficar aderida \u00e0quela. Ocorre o que chamam de &#8220;transfer\u00eancia&#8221; de material, contaminando e alterando as caracter\u00edsticas dos dois materiais.<br \/>\nCitam, como exemplo, quando dois carros &#8220;raspam&#8221; seus para-choques numa manobra errada. \u00c9 poss\u00edvel perceber que cada um deles fica com marcas da tinta do outro, num efeito bem semelhante ao aqui mencionado.<\/p>\n<p>Comentam os amigos especialistas que quando os materiais s\u00e3o bem diferentes, o fen\u00f4meno \u00e9 ainda mais evidente, e em alguns casos j\u00e1 identificaram conectores banhados a ouro de um receiver com forte contamina\u00e7\u00e3o de \u00f3xido de prata, oriundo de um cabo que possu\u00eda um conector com banho desse material, e que era constantemente desligado por raz\u00f5es quaisquer.<\/p>\n<p>Todos estes problemas citados com a movimenta\u00e7\u00e3o de cabos, obviamente, provocam algum tipo de deteriora\u00e7\u00e3o dos contatos, causando problemas em equipamentos de \u00e1udio, computadores, aparelhos de v\u00eddeo ou qualquer outro.<br \/>\nComentaram que quem trabalha com som profissional, onde a troca de cabos \u00e9 constante, acaba vivenciando um dia um ou outro destes problemas relatados.<\/p>\n<p>Por isso, eles confirmam que cabos possuem um tempo de validade, e que ele est\u00e1 muito ligado diretamente (mas n\u00e3o somente) ao seu constante manuseio. Isso \u00e9 f\u00edsico, real e not\u00f3rio, e n\u00e3o tem nada de subjetivismo, de bruxaria, de fen\u00f4menos sobrenaturais ou raz\u00f5es ainda desconhecidas ou n\u00e3o mensur\u00e1veis pela ci\u00eancia.<br \/>\nUm simples microsc\u00f3pio, ou em muitos casos uma lente de aumento, s\u00e3o suficientes para confirmar estes problemas.<\/p>\n<p><strong>Como prevenir os danos prematuros em cabos?<\/strong><\/p>\n<p>Para aumentar a durabilidade de um cabo, algumas provid\u00eancias foram sugeridas.<\/p>\n<p>\u00d3bvio que formulei aos amigos uma pergunta que talvez alguns leitores tamb\u00e9m imaginaram faz\u00ea-la: e como fica a situa\u00e7\u00e3o dos cabos que s\u00e3o constantemente manipulados pelos avaliadores de equipamentos?<\/p>\n<p>Ao testar equipamentos, muitos avaliadores desconectam e conectam os cabos in\u00fameras vezes para ligar os equipamentos que recebem, ou pelo menos afirmam que fazem isso, j\u00e1 que muitas vezes suspeitamos que os equipamento sequer saiam de suas caixas, ou mesmo da f\u00e1brica ou da revenda.<br \/>\nMas, j\u00e1 teve avaliador que relatou ter trocado in\u00fameras vezes um pr\u00e9 de fono para compara\u00e7\u00f5es durante um teste, s\u00f3 para citar um exemplo. \u00c9 poss\u00edvel, ent\u00e3o, que a incid\u00eancia de danos seja ent\u00e3o mais veloz e mais frequente neste caso?<br \/>\nSegundo os t\u00e9cnicos consultados a resposta para essa pergunta \u00e9 &#8220;sim&#8221;.<br \/>\nAfirmam que por essa raz\u00e3o s\u00e3o eles tamb\u00e9m bastante desconfiados em rela\u00e7\u00e3o a estes testes, pois a movimenta\u00e7\u00e3o constante de cabos e conectores vai provocar altera\u00e7\u00f5es que podem levar a falsas conclus\u00f5es sobre o desempenho dos equipamentos e at\u00e9 comprometer compara\u00e7\u00f5es, inclusive entre cabos.<\/p>\n<p>Assim, a primeira sugest\u00e3o para aumentar a vida \u00fatil e preservar o melhor desempenho de nossos cabos de \u00e1udio seria evitar ao m\u00e1ximo moviment\u00e1-los, ou retir\u00e1-los e instal\u00e1-los novamente com muita frequ\u00eancia. Quanto menos mexer com eles, melhor.<\/p>\n<p>Para simplificar e destacar melhor estes cuidados, recomenda-se, portanto:<\/p>\n<p>&#8211; Retire e instale o cabo o m\u00ednimo de vezes poss\u00edvel;<br \/>\n&#8211; Mantenha os conectores sempre polidos para reduzir o atrito;<br \/>\n&#8211; Jamais dobre ou enrole um cabo em pequenas circunfer\u00eancias (o melhor \u00e9 transport\u00e1-los o mais solto e com o maior raio de curvatura poss\u00edveis);<br \/>\n&#8211; Ao instal\u00e1-los, novamente evite dobras ou curvas de pequeno raio;<br \/>\n&#8211; Sempre solte um cabo de sua conex\u00e3o puxando-o pelo conector, e sem trancos;<br \/>\n&#8211; Nunca realiza movimentos de tor\u00e7\u00e3o em cabos;<br \/>\n&#8211; Cabos grandes e pesados podem precisar de apoios e suportes para evitar pontos de esfor\u00e7os concentrados, em dobras, por exemplo;<br \/>\n&#8211; Evite adquirir cabos usados de quem n\u00e3o tenha estes cuidados aqui citados.<\/p>\n<p>E, para concluir, mais uma vez, tenha cautela com os exageros sobre os cabos de \u00e1udio, desconfie de cabos muito caros e mantenha uma manuten\u00e7\u00e3o das conex\u00f5es de seus equipamentos e acess\u00f3rios, realizando uma limpeza geral de contados a cada pelo menos 6 meses (4 meses seria bem melhor), e com os cuidados citados acima para evitar danos aos cabos e conectores.<\/p>\n<p>Boas audi\u00e7\u00f5es !!!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>S\u00e3o muitos os fatores que influenciam na durabilidade de um cabo, e saber como melhor conserv\u00e1-los \u00e9 importante para extrair suas melhores caracter\u00edsticas por um longo tempo. &nbsp;<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2912,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2911"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2911"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2911\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3217,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2911\/revisions\/3217"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2912"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}