{"id":2772,"date":"2013-09-28T12:08:08","date_gmt":"2013-09-28T15:08:08","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=2772"},"modified":"2021-06-14T17:27:50","modified_gmt":"2021-06-14T20:27:50","slug":"enquanto-os-dinossauros-dormem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/enquanto-os-dinossauros-dormem\/","title":{"rendered":"Enquanto os dinossauros dormem&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nem os dinossauros resistiram \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do mundo. Evoluir \u00e9 necess\u00e1rio, e adaptar-se \u00e9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2774\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/dino.jpg\" alt=\"dino\" width=\"300\" height=\"150\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 realmente lament\u00e1vel como algumas pessoas parecem fingir n\u00e3o entender o que acontece ao seu redor. Ignoram as mudan\u00e7as e ainda buscam defender a todo o momento e das formas mais absurdas poss\u00edveis as suas posi\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\u00c9 preciso acabar com esse neg\u00f3cio de teorias da conspira\u00e7\u00e3o, f\u00f3runs in\u00fateis e os desocupados que escrevem para eles, c\u00e9ticos, etc&#8230; Chega de querer monopolizar o mercado com suas &#8220;vis\u00f5es \u00fanicas e perfeitas&#8221;. \u00c9 hora de acordar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde quando mencionei a primeira vez que o som <em>ao vivo<\/em> n\u00e3o era uma <strong>refer\u00eancia absoluta<\/strong>, alguns infelizes &#8220;contribuintes&#8221; para a situa\u00e7\u00e3o cada vez mais confusa deste\u00a0<em>hobby,\u00a0<\/em>rapidamente j\u00e1 distorceram o que foi dito, e repetidamente passaram a afirmar que &#8220;algumas pessoas&#8221; defendem que o som ao vivo n\u00e3o serve para refer\u00eancia, e ainda fazendo as mais absurdas compara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fico a pensar se estas pessoas t\u00eam mesmo um elevado problema de compreens\u00e3o ou s\u00e3o movidas pelos interesses de ordem pessoal ou daqueles que mant\u00eam vivos os seus &#8220;neg\u00f3cios&#8221;. Afinal, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que com aqueles argumentos t\u00e3o absurdos eles pretendam distorcer e desqualificar o que \u00e9 \u00f3bvio demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando da primeira vez que apresentei esta tese, percebi imediatas resist\u00eancias at\u00e9 de antigos colaboradores deste hobby, mas, a maioria deles, dentre os quais editores de revistas importantes na Europa e EUA, acabaram entendendo o conceito e at\u00e9 a abord\u00e1-los em algumas oportunidades. No contato social que mantenho com estes editores, colaboradores, fabricantes e in\u00fameros outros profissionais do mundo todo que participam deste segmento, percebi uma posterior compreens\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o desta id\u00e9ia, que acabou se confirmando na pr\u00e1tica.<br \/>\nTalvez a diferen\u00e7a esteja no profissionalismo de cada um, pois quando algu\u00e9m faz um trabalho contendo in\u00fameras formas de manipula\u00e7\u00f5es vis\u00edveis, o profissionalismo seja colocado de lado para que seus interesses pessoais sejam priorizados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez vou comentar este assunto na esperan\u00e7a que alguns &#8220;dinossauros&#8221; consigam evoluir. E n\u00e3o comento isso com refer\u00eancia \u00e0 idade, pois encontro jovens resistentes e in\u00fameros &#8220;senhores e senhoras&#8221; com cabe\u00e7as abertas para as novidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para deixar bem claro, mais uma vez para estes que possuem alguma limita\u00e7\u00e3o de compreens\u00e3o, eu n\u00e3o afirmo que o som ao vivo seja in\u00fatil para a nossa refer\u00eancia sonora, mas que \u00a0\u00e9 sim bastante limitado para o ajuste de nossos sistemas de som, o que tem provocado confus\u00e3o no mercado, metodologias e avalia\u00e7\u00f5es equivocadas, e a insatisfa\u00e7\u00e3o generalizada do consumidor que acaba perdido no meio de tantos &#8220;upgrades&#8221; in\u00fateis, ou o que chamei um dia de &#8220;upgrades horizontais&#8221; (express\u00e3o agora utilizadas por estes mesmos cidad\u00e3os), onde ocorre uma verdadeira ciranda de troca de cabos e equipamentos para se tentar chegar a um resultado satisfat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ve\u00edculos de informa\u00e7\u00e3o colaboram com isso, martelando na cabe\u00e7a do consumidor as velhas sugest\u00f5es do &#8220;troque cabos&#8230; muitos&#8230; e bem caros&#8230;&#8221;, &#8220;nunca testamos algo assim&#8230;&#8221;, &#8220;esta \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o definitiva para o seu sistema&#8221; (esta e muitas outras que j\u00e1 foram&#8230;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de qualquer coisa, vou citar um exemplo sobre a diferen\u00e7a entre a refer\u00eancia &#8220;ao vivo&#8221; para conhecer o som e a refer\u00eancia &#8220;ao vivo&#8221; para ajust\u00e1-lo.<br \/>\nPara isso, vamos fazer uma analogia com outro <em>hobby<\/em> que mantenho, a fotografia.<br \/>\nImagine que voc\u00ea nunca tenha visto uma \u00e1rvore, logicamente n\u00e3o saber\u00e1 como ela \u00e9. Mas, pode ter uma id\u00e9ia do que seja numa fotografia. Afinal, muitos nunca viram um elefante e sabem como ele \u00e9 atrav\u00e9s de fotos e filmagens.<br \/>\nAo ver esta \u00e1rvore &#8220;ao vivo&#8221;, perceberemos detalhes que provavelmente algumas fotos n\u00e3o mostraram (algumas &#8211; pois muitas fotos macros s\u00e3o capazes de registrar detalhes pouco percept\u00edveis a olho nu).<br \/>\nQual a refer\u00eancia que mais se aproxima da condi\u00e7\u00e3o real? Aquela &#8220;ao vivo&#8221;, \u00f3bvio (ainda resguardando a precis\u00e3o obtida pela macrofotografia). Mas, veja, a \u00e1rvore &#8220;ao vivo&#8221; se &#8220;aproxima&#8221;, mas pode ainda n\u00e3o ser real. Como assim?<br \/>\nO olho humano n\u00e3o \u00e9 um dispositivo preciso, fabricado em uma linha de produ\u00e7\u00e3o sob r\u00edgidas margens de varia\u00e7\u00e3o funcional. Nossos olhos s\u00e3o imprecisos. A prova disso \u00e9 que pesquisas apontam que mais de 70% da popula\u00e7\u00e3o mundial possui algum dist\u00farbio visual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos, se voc\u00ea vir &#8220;ao vivo&#8221; a \u00e1rvore levemente emba\u00e7ada, vai aceitar essa forma como a mais real para o seu sistema de v\u00eddeo ou para a sua foto. E a\u00ed eu pergunto: &#8220;para que servem os \u00f3culos?&#8221;<br \/>\nO \u00f3culos \u00e9 um invento maravilhoso, capaz de melhorar a experi\u00eancia ao vivo e a &#8220;artificial&#8221;, digamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea usaria a imagem de uma \u00e1rvore \u00e0 noite para pintar uma \u00e1rvore detalhada? Claro que n\u00e3o. A sensibilidade de nossos olhos \u00e9 bastante limitada, e sem luz n\u00e3o podemos enxergar na escurid\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente, um de nossos cr\u00edticos testou uma TV e afirmou que, junto com alguns presentes, foram capazes de afirmar, e de forma un\u00e2nime, que a imagem da TV era melhor que a imagem &#8220;ao vivo&#8221;. Aqui podemos perceber como eles trope\u00e7am em suas pr\u00f3prias afirma\u00e7\u00f5es, quando fazem defesas pobres de suas superadas id\u00e9ias.<br \/>\nPercebam a incoer\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se no campo visual eles se contradizem, imagine no que se refere \u00e0 audi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAqui a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pior. Nossos ouvidos apresentam sensibilidades diferentes de acordo com o volume do som, sua dist\u00e2ncia e velocidade, e isso ainda varia de um indiv\u00edduo para outro, e tamb\u00e9m do ouvido esquerdo para o direito no mesmo indiv\u00edduo.<br \/>\nE n\u00e3o sou eu quem afirma isso. S\u00f3 para apresentar algo escrito aqui no Brasil, pois h\u00e1 muitos tratados muito completos no exterior e que j\u00e1 prometi trazer em pr\u00f3ximos artigos, vejam o que diz um estudo da Universidade Unicamp da Campinas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>O ouvido n\u00e3o \u00e9 um transdutor linear, e a\u00a0sensibilidade tamb\u00e9m varia de indiv\u00edduo para\u00a0indiv\u00edduo.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo estudo ainda afirma que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A sensa\u00e7\u00e3o humana do Loudness do som \u00e9\u00a0menos sens\u00edvel nos extremos de baixas e altas freq\u00fc\u00eancias. Portanto, qualquer medida\u00a0objetiva que represente a sensa\u00e7\u00e3o humana\u00a0deve ser planejada de modo a dar um peso importante em altas e baixas freq\u00fc\u00eancias.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo vai mais longe:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>N\u00edvel de sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 aquele que \u00e9 dependente da \u00a0audi\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, portanto se apresentarmos\u00a0um est\u00edmulo de mesma intensidade a dois \u00a0indiv\u00edduos com limiares de audi\u00e7\u00e3o diferentes, estes ter\u00e3o n\u00edveis de sensa\u00e7\u00e3o diferentes.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>A Din\u00e2mica musical (forte, piano, etc.) n\u00e3o corresponde exatamente a nenhum\u00a0padr\u00e3o absoluto de n\u00edveis de press\u00e3o.\u0001 Eles portanto n\u00e3o s\u00e3o \u00fateis como uma\u00a0descri\u00e7\u00e3o objetiva do som.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte:\u00a0Prof. Dr. Ernesto Kemp<\/em><br \/>\n<em>Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin (IFGW)<\/em><br \/>\n<em>Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, estudos comprovam que o ser humano pode come\u00e7ar a sofrer perdas auditivas no momento em que nasce, dependendo das condi\u00e7\u00f5es ambientes ao qual \u00e9 exposto.<br \/>\nOs ru\u00eddos elevados do dia a dia ou do trabalho tamb\u00e9m provocam fortes perdas auditivas. Esta perda tamb\u00e9m \u00e9 bastante acentuada em m\u00fasicos ou pessoas que ouvem som em elevados n\u00edveis sonoros, principalmente em fones.<br \/>\nAl\u00e9m destas perdas, existe a <strong>perda natural<\/strong>, pela idade, um processo conhecido como\u00a0PRESBIAC\u00daSIA. Veja no gr\u00e1fico abaixo como um indiv\u00edduo de apenas 30 anos j\u00e1 pode ter uma perda de mais de 20 dB em apenas 8.000 Hz. E um ouvinte de 50 anos j\u00e1 pode sofrer perdas de mais de 40 dB !!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2.2.2.4_edad.png\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2773\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2.2.2.4_edad.png\" alt=\"2.2.2.4_edad\" width=\"389\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2.2.2.4_edad.png 389w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2.2.2.4_edad-300x236.png 300w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/2.2.2.4_edad-380x300.png 380w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E agora, se um ouvido n\u00e3o \u00e9 igual ao outro (sequer o esquerdo e o direito do mesmo indiv\u00edduo), e se sofremos ainda perdas de v\u00e1rias esp\u00e9cies, como pode algu\u00e9m acreditar que est\u00e1 ouvindo o som real ao vivo e querer ajustar o seu equipamento com ele? Pura ilus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda n\u00e3o inventaram &#8220;\u00f3culos&#8221; para ouvidos para fazer a corre\u00e7\u00e3o da curva auditiva, mas podemos realizar ajustes em nosso sistema para fazer com que o som que ouvimos seja o &#8220;real&#8221; e n\u00e3o o &#8220;ao vivo&#8221;.<br \/>\nOu seja, agora usando um exemplo preciso e n\u00e3o aquele t\u00e3o superficial da \u00e1rvore, imagine que voc\u00ea tenha uma depress\u00e3o (uma perda de sensibilidade) de -20 dB em 5 kHz, e saiba que isso \u00e9 muito mais comum do que se imagina, at\u00e9 em pessoas jovens, pois s\u00e3o varia\u00e7\u00f5es bastante comuns de nossos ouvidos, mesmo sadios (pois \u00e9&#8230; as pessoas ouvem de forma diferente e n\u00e3o adianta negar isso).<br \/>\nSe com esta defici\u00eancia voc\u00ea ouvir um som nesta frequ\u00eancia, ou em outra em que a perda \u00e9 ainda maior, vai perceber estes sons mais baixos, ou mesmo n\u00e3o ir\u00e1 quase perceb\u00ea-los dependendo da perda. Ou seja, esta falha vai aparecer &#8220;ao vivo&#8221; e ser\u00e1 a refer\u00eancia no pensamento de alguns. O grande problema \u00e9 que voc\u00ea vai levar esse desvio para o ajuste de seu sistema. Resultado: o &#8220;som ao vivo&#8221; lhe causou um erro de refer\u00eancia. Mas, se voc\u00ea identificar este e outros problemas, e fizer a corre\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de algumas das formas que apontamos em nosso artigo &#8220;Rumo \u00e0 Customiza\u00e7\u00e3o&#8221;, vai ter o som originalmente como ele \u00e9, e vai perceber a m\u00fasica em sua plenitude, o que chamo de &#8220;som real&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O argumento destes &#8220;dinossauros&#8221; \u00e9 de que se voc\u00ea n\u00e3o ouve um piano ao vivo, n\u00e3o saber\u00e1 se \u00e9 um piano ou um viol\u00e3o&#8230;<br \/>\nS\u00e3o compara\u00e7\u00f5es est\u00fapidas para tentar defender argumentos jur\u00e1ssicos.<br \/>\n\u00c9 evidente que ningu\u00e9m aqui est\u00e1 afirmando que n\u00e3o se deve conhecer o som dos instrumentos. Mas, saiba que se voc\u00ea nunca tivesse ouvido um piano, e algu\u00e9m com compet\u00eancia para tal avaliasse a sua audi\u00e7\u00e3o e o seu sistema, e ajustasse tudo para a curva real, voc\u00ea iria conhecer caracter\u00edsticas do som do piano mais reais do que se o ouvisse ao vivo pela primeira vez, dependendo da intensidade de suas perdas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 importante dizer que nenhum cabo no mundo vai corrigir o seu sistema. Pergunte a estes defensores do il\u00f3gico se conhecem algum cabo que provoque um ganho de 6 dB em 1kHz, com uma banda passante de 500 Hz, e ao mesmo tempo uma atenua\u00e7\u00e3o de 9 dB em 300 Hz e um refor\u00e7o de 12 dB em 10 kHz.<br \/>\nIsso n\u00e3o existe ! \u00a0Nenhum cabo far\u00e1 isso.<br \/>\n\u00c9 preciso dar um basta naqueles velhos chav\u00f5es do tipo: &#8220;use um cabo mais contido nos agudos para este amplificador&#8221;, &#8220;um cabo mais aberto vai valorizar este <em>player<\/em>&#8221; ou &#8220;este cabo vai dar o toque final em seu sistema ou extrair o \u00faltimo sumo de um sistema top&#8221;.<br \/>\nCabos n\u00e3o v\u00e3o resolver nada, apenas v\u00e3o piorar as coisas.<br \/>\nSe voc\u00ea n\u00e3o sabe o que ouve (muito menos quem diz isso) e n\u00e3o existe um par\u00e2metro fixo de corre\u00e7\u00e3o, como pode isso se sustentar? Novamente pela subjetividade?<br \/>\nEst\u00e1 na hora (ou j\u00e1 passou faz tempo) de acabar com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que falta para estes cr\u00edticos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso ter a humildade de reconhecer que a idade danificou seriamente a nossa audi\u00e7\u00e3o, que cada um ouve de forma diferente em condi\u00e7\u00f5es ainda mais diferentes de sala, e que desta forma a nossa forma de ouvir n\u00e3o pode servir de refer\u00eancia absoluta para julgar equipamentos e instala\u00e7\u00f5es.<br \/>\nTendo esta humildade, podemos &#8220;calibrar&#8221; todo o nosso sistema de som, e a\u00ed ent\u00e3o poder emitir alguma opini\u00e3o de valor sobre ele ou as suas partes. Percebam que enquanto avaliadores do mundo inteiro n\u00e3o aceitarem isso, e continuarem achando que sistemas &#8220;<em>flat<\/em>&#8221; s\u00e3o os perfeitos, acreditando na linearidade plena de seus ouvidos e de suas salas, n\u00e3o aceitando sequer ouvir falar em equaliza\u00e7\u00e3o, &#8220;<em>loudness<\/em>&#8220;, controles de tonalidade e outras tantas ferramentas \u00fateis, jamais poder\u00e3o ser levados \u00e0 s\u00e9rio, e suas avalia\u00e7\u00f5es subjetivas fornecer\u00e3o sempre conclus\u00f5es subjetivas, e nada mais.<br \/>\nEnquanto eles tentam se convencer da &#8220;efic\u00e1cia&#8221; de suas metodologias obsoletas, e acreditam que avalia\u00e7\u00f5es subjetivas fornecem resultados objetivos e precisos, continuaremos a ver os velhos erros perpetuados.<br \/>\nVoc\u00ea conseguiria afirmar que a temperatura de um objeto \u00e9 de 26,25 \u00baC apenas com o toque de seus dedos? Pois algumas avalia\u00e7\u00f5es subjetivas conseguem a &#8220;proeza&#8221; de estabelecer notas com duas casas depois da v\u00edrgula !!!<br \/>\n\u00c9 claro que as justificativas s\u00e3o sempre bem &#8220;claras&#8221;: &#8220;m\u00e9dios l\u00edquidos&#8221;, &#8220;agudos aveludados&#8221;, &#8220;som arejado&#8221;, &#8220;instrumentos palp\u00e1veis&#8221;, &#8220;texturas quentes e \u00edntimas&#8221;, &#8220;musicalidade divina&#8221;, etc. \u00c9 poss\u00edvel conviver com isso?<br \/>\nDesculpem, mas para mim isso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel. Sem ao menos calibrar o nosso sistema para o som Real, a refer\u00eancia &#8220;ao vivo&#8221; e a subjetividade das avalia\u00e7\u00f5es sempre me parecer\u00e3o artificiais demais para serem levadas t\u00e3o \u00e0 s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, parece que coer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o ponto forte de quem age pelos suas pr\u00f3prias refer\u00eancias. Quando algu\u00e9m anuncia o teste de um cabo de caixas e coloca a foto de um cabo de interconex\u00e3o, ou coloca a foto de um aparelho e testa outro, manipula imagens ou avalia recursos que um equipamento n\u00e3o os possui entre tantas outras situa\u00e7\u00f5es &#8220;estranhas&#8221;, ficamos mesmo na d\u00favida se a coisa \u00e9 mesmo s\u00e9ria, ou se n\u00e3o passa s\u00f3 de mais um cat\u00e1logo de produtos para os anunciantes. Lamentavelmente esta situa\u00e7\u00e3o ocorre no mundo todo, e s\u00f3 vamos ver isso mudar quando estes defensores do errado pararem de defender suas posi\u00e7\u00f5es jur\u00e1ssicas e abrirem os olhos para o novo.<br \/>\nOu, como aconteceu com os dinossauros, eles ser\u00e3o engolidos pelas mudan\u00e7as e pela falta de capacidade de se adaptarem a elas. Por\u00e9m, os dinossauros n\u00e3o tiveram uma chance, estes t\u00eam.<br \/>\nS\u00f3 \u00e9 um dinossauro hoje quem quer (ou quem tem interesse de ser).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Nem os dinossauros resistiram \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do mundo. 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