{"id":1522,"date":"2011-03-26T15:53:09","date_gmt":"2011-03-26T18:53:09","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=1522"},"modified":"2021-06-09T17:41:36","modified_gmt":"2021-06-09T20:41:36","slug":"projeto-a-caixa-parte-ii-a-selecao-dos-componentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/projeto-a-caixa-parte-ii-a-selecao-dos-componentes\/","title":{"rendered":"Projeto \u201cA Caixa\u201d \u2013 Parte II \u2013 A sele\u00e7\u00e3o dos componentes"},"content":{"rendered":"<p>Como foram as escolhas para decidir o que seria utilizado na caixa.<\/p>\n<p><!--more--><strong>A escolha do tipo de caixa<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o entrarei aqui em detalhes sobre os conceitos que envolvem os diversos tipos de caixas ac\u00fasticas (seladas, com dutos, abertas, etc.), nem sobre suas vantagens e desvantagens.<br \/>\nExistem in\u00fameros artigos em excelentes <em>sites<\/em> da internet que abordam esse assunto de forma bastante detalhada e competente, melhor do que eu poderia fazer aqui, principalmente tendo em conta o real objetivo deste artigo, que \u00e9 o de apresentar a caixa de uma forma mais geral.<br \/>\nAo final, apresentarei alguns desenhos construtivos, para quem possa se interessar em se aventurar neste projeto.<\/p>\n<p>Em linhas gerais, esta caixa foi idealizada dentro de uma linha divis\u00f3ria entre os conceitos construtivos do tipo &#8220;Selada&#8221; e tamb\u00e9m do tipo &#8220;Dutada&#8221;.<br \/>\nCada conceito tem suas vantagens e desvantagens. N\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o perfeita.<br \/>\nO que cada fabricante tenta fazer \u00e9 selecionar um tipo e buscar corrigir suas limita\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAmbos os conceitos me agradam, mas devem, principalmente, &#8220;casar&#8221; com a sala e o equipamento. Como este era o objetivo principal deste projeto, ter um equipamento vers\u00e1til capaz de se ajustar facilmente a qualquer necessidade, nasceu aqui a primeira caracter\u00edstica que o projeto deveria observar, a possibilidade da caixa trabalhar nestes dois conceitos.<\/p>\n<p>Durante todo o desenvolvimento deste projeto, que como j\u00e1 mencionei levou 5 anos para ser conclu\u00eddo, al\u00e9m das pesquisas cient\u00edficas em livros, <em>sites<\/em> e projetistas, ainda busquei pegar emprestado, ouvir e comparar diversos modelos de caixas ac\u00fasticas, inclusive algumas que cheguei at\u00e9 a adquirir.<br \/>\nAt\u00e9 pelo contato que consegui junto a alguns fabricantes, alguns modelos tiveram maior destaque neste per\u00edodo.<br \/>\nMais uma vez, ressalto aqui a import\u00e2ncia dos projetistas que colaboraram com este projeto, com muita boa vontade, mas que infelizmente n\u00e3o posso identific\u00e1-los aqui, j\u00e1 que compartilharam comigo alguns &#8220;segredinhos&#8221; sobre o projeto de uma caixa ac\u00fastica, sobre componentes e tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio mercado.<\/p>\n<p>Entre as caixas utilizadas como refer\u00eancia para este projeto, as mais comparadas foram:<\/p>\n<p><strong>B&amp;W 802D<\/strong><\/p>\n<p>Considerada pela cr\u00edtica internacional como uma das melhores caixas do mundo.<br \/>\nTem uma constru\u00e7\u00e3o muito robusta, com o m\u00f3dulo de m\u00e9dios e agudos separados da caixa principal. Descobri que isso tinha uma raz\u00e3o de ser, e n\u00e3o por menos, foi uma das solu\u00e7\u00f5es que adotei em minhas caixas.<br \/>\nA 802 tem um som bastante detalhado, agrad\u00e1vel, preciso, r\u00e1pido e muito pr\u00f3ximo dos resultados que eu buscava numa boa caixa ac\u00fastica. Seu \u00fanico problema, no meu modo de ver, \u00e9 que seus graves n\u00e3o se adaptaram \u00e0 minha sala. Senti que, apesar de todas as suas qualidades, faltava alguma coisa. Mas ela foi uma refer\u00eancia importante.<br \/>\nO <em>tweeter<\/em> de diamante \u00e9 sensacional, mas tive dificuldades na \u00e9poca para adquir\u00ed-lo (o fabricante \u00e9 chato demais), e acabei optando por outra solu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nConv\u00e9m mencionar que o mercado j\u00e1 oferece algumas op\u00e7\u00f5es de<em> tweeter<\/em> de diamante, mas n\u00e3o s\u00e3o ainda nada pr\u00f3ximo do modelo da B&amp;W.<br \/>\nMesmo um destes, que ganhou destaque recentemente, trata-se de um domo met\u00e1lico, sendo o diamante depositado em sua superf\u00edcie.<br \/>\nApesar da grande propaganda do fabricante, quem j\u00e1 testou esse modelo diz que ele deixa muito a desejar.<br \/>\nA B&amp;W \u00e9 talvez o fabricante que mais investe na pesquisa e tecnologia de seus produtos.<\/p>\n<p><strong>Wilson Audio Sophia 2<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma caixa maravilhosa que acabei adquirindo para que fosse a minha caixa &#8220;definitiva&#8221;, at\u00e9 que a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica vencesse suas qualidades.<br \/>\nPosso afirmar que, de todas as caixas que avaliei, esta foi a que apresentou o melhor resultado. E n\u00e3o se trata somente de uma aprecia\u00e7\u00e3o subjetiva, mas de medi\u00e7\u00f5es que realizei com equipamentos espec\u00edficos, medindo imped\u00e2ncias, resposta das frequ\u00eancias, sensibilidade e outras caracter\u00edsticas. Tomei o cuidado at\u00e9 de adquirir alguns instrumentos espec\u00edficos para isso, que ao final foram necess\u00e1rios para os ajustes finais do projeto, e que ser\u00e3o abordados no final deste artigo.<\/p>\n<p><strong>Dynaudio Contour e Temptation<\/strong><\/p>\n<p>Estas foram as mais f\u00e1ceis de serem obtidas para os testes, e diversos modelos puderam ser comparados.<br \/>\nApesar de saber que o modelo Contour 3.0 j\u00e1 \u00e9 bem antigo, e est\u00e1 bem defasado tecnologicamente, acabei ficando algum tempo com estas caixas at\u00e9 pela insist\u00eancia de seu dono, que tinha substitu\u00eddo estas por um modelo da Monitor Audio.<br \/>\nA atual Contour S 3.4 \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o da linha antiga, mas n\u00e3o acompanha, na minha opini\u00e3o, as modernas caixas que est\u00e3o sendo lan\u00e7adas por in\u00fameros fabricantes do mercado internacional. A caixa tende para uma neutralidade um pouco sem vida, e essa caracter\u00edstica de alguns modelos da Dynaudio tem colocado essa marca atr\u00e1s de outras que est\u00e3o se despontando muito r\u00e1pido no cen\u00e1rio mundial. Mesmo a Monitor Audio, que infelizmente s\u00f3 tive contato mais recentemente, \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o melhor e mais acess\u00edvel em rela\u00e7\u00e3o aos diversos modelos da Dynaudio.<br \/>\nA mesma impress\u00e3o tive com a Confidence C4, que apesar de n\u00e3o ter testado em minha pr\u00f3pria sala, pude fazer longas avalia\u00e7\u00f5es na casa de um amigo, que tamb\u00e9m acabou por substitu\u00ed-las pelas minhas antigas Sophia 2, com muita satisfa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO terceiro modelo que utilizei em minhas compara\u00e7\u00f5es foi uma nov\u00edssima (e pesada!) Temptation. N\u00e3o foi f\u00e1cil manipul\u00e1-la em minha sala, pois \u00e9 bastante desajeitada em fun\u00e7\u00e3o de sua altura e peso. N\u00e3o \u00e9 uma cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao peso, j\u00e1 que as caixas que desenvolvi pesam mais que os 113Kg da Temptation.<br \/>\nApesar de j\u00e1 ter sido um modelo muito bem posicionado na lista das melhores do mundo, a impress\u00e3o \u00e9 que a Temptation envelheceu. Algumas caixas mais atuais, de linhas at\u00e9 inferiores de alguns fabricantes, apresentam extremos (graves e agudos) mais naturais e precisos.<br \/>\nAcredito que a Temptation sofre do mesmo mal da Nautilus da B&amp;W. Eram \u00edcones dos fabricantes, mas n\u00e3o tiveram a evolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 dos modelos inferiores de suas linhas.<br \/>\nDurante os testes, um fato surpreendeu a todos. Tanto a Confidence como a Temptation apresentaram ligeiras varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade e curva de resposta de frequ\u00eancias, entre a coluna direita e a esquerda. Apesarem de serem &#8220;seriadas&#8221;, havia uma n\u00edtida diferen\u00e7a entre elas. Lament\u00e1vel essa falta de cuidado do fabricante.<\/p>\n<p><strong>Focal JMLab Grande Utopia<\/strong><\/p>\n<p>As caixas da Focal sempre me impressionaram muito. S\u00e3o bastante neutras mas muito realistas, e isso mesmo nas linhas inferiores.<br \/>\nApesar de ter tentado v\u00e1rias vezes comprar um modelo deste fabricante, coincidentemente algo sempre deu errado e o neg\u00f3cio acabou n\u00e3o sendo concretizado (a distribui\u00e7\u00e3o desta marca no Brasil sempre foi muito confusa).<br \/>\nEstas caixas tamb\u00e9m n\u00e3o puderam ir para casa, mas ficaram \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para testes na casa de um amigo, que me permitiu at\u00e9 abr\u00ed-la para conferir seu acabamento interno primoroso.<br \/>\nDepois da Wilson Sophia, esta caixa foi a que mais me agradou.<\/p>\n<p><strong>Thiel CS 2.4SE<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de pouco conhecida no Brasil, a marca Thiel \u00e9 muito prestigiada no exterior.<br \/>\nEste n\u00e3o \u00e9 o modelo &#8220;top&#8221; do fabricante, mas j\u00e1 mostra as qualidades incr\u00edveis desta marca.<br \/>\nNeutralidade absoluta, graves precisos e agudos suaves e realistas. Ficou em terceiro nas minhas avalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Outros modelos foram testados, da B&amp;W, Spendor, Dali, etc. Mas, tratavam-se de op\u00e7\u00f5es j\u00e1 mais antigas ou que realmente n\u00e3o chegavam perto da qualidade desejada.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de utiliza\u00e7\u00e3o de um sistema duplo selada\/dutada, a decis\u00e3o de utilizar MDF, o material de revestimento interno, os componentes, a disposi\u00e7\u00e3o dos falantes e outros aspectos construtivos foram definidos a partir destes modelos, al\u00e9m de outras fontes j\u00e1 citadas.<\/p>\n<p><strong>A escolha dos alto falantes<\/strong><\/p>\n<p>Este foi um momento bastante dif\u00edcil, definir os falantes que seriam utilizados, pois a partir deles evoluiu o projeto da caixa.<br \/>\nA complexidade desta etapa foi t\u00e3o grande que, apenas para ilustrar o tamanho da encrenca, durante os 5 anos de desenvolvimento das caixas, 8 dos componentes adquiridos foram descartados (2 m\u00e9dios, 4 tweeters e 2 supertweeters).<br \/>\nUma das raz\u00f5es, que passo a comentar agora, pode surpreender muita gente.<\/p>\n<p>\u00c9 muito comentado no exterior que pequenos fabricantes conseguem produzir caixas utilizando componentes da Dynaudio, por exemplo, com resultados melhores que a pr\u00f3pria Dynaudio.<br \/>\nTamb\u00e9m, outros fabricantes fazem uso de componentes da Focal ou da Vifa com desempenhos superiores a outros fabricantes que utilizam os mesmos componentes. Diferen\u00e7as de divisor de frequ\u00eancias, gabinete, revestimento interno ou outros de projeto? N\u00e3o. E aqui vem a grande surpresa&#8230; a diferen\u00e7a est\u00e1 justamente nos pr\u00f3prios falantes.<\/p>\n<p>Por raz\u00f5es de custos, pela gan\u00e2ncia de altos lucros que o milion\u00e1rio mercado <em>hi-end<\/em> oferece, e at\u00e9 por saberem que a maior parte dos &#8220;audi\u00f3filos&#8221; e sistemas n\u00e3o s\u00e3o capazes de identificar pequenas diferen\u00e7as de qualidade sonora, os fabricantes de caixas e componentes, normalmente, n\u00e3o produzem o melhor que poderiam.<br \/>\nAlguns pequenos fabricantes, com f\u00e1bricas min\u00fasculas e custos bem menores, acabam adquirindo do mercado componentes produzidos sob especifica\u00e7\u00f5es indicadas por eles, com o objetivo de melhorar o desempenho destes componentes.<\/p>\n<p>A dica de um engenheiro de uma f\u00e1brica dinamarquesa de caixas foi a de utilizar componentes da Scan-Speak, empresa de mesma nacionalidade. Ele comentou sobre uma linha especial da s\u00e9rie Revelator, fabricada sob encomenda por um fabricante europeu de caixas. Me pediu segredo, mas disse que estes <em>tweeters<\/em> apresentaram resultados superiores ao de sua pr\u00f3pria f\u00e1brica, cujos <em>tweeters<\/em> possuem fama no meio audi\u00f3filo pelo nome pomposo.<br \/>\nEu j\u00e1 tinha recebido a recomenda\u00e7\u00e3o de utilizar os tweeters desta s\u00e9ria, tanto que j\u00e1 havia comprado duas pe\u00e7as, mas desconhecia que existia uma s\u00e9rie especial, feita sob encomenda, e com uma qualidade muito superior \u00e0 original.<br \/>\nN\u00e3o consegui comprar este modelo no mercado de pe\u00e7as, e tive que encontrar uma outra solu\u00e7\u00e3o bem &#8220;criativa&#8221; para isso. Os falantes de m\u00e9dias frequ\u00eancias, os conhecidos &#8220;m\u00e9dios&#8221;, tamb\u00e9m seguiram na mesma dire\u00e7\u00e3o. Apesar de j\u00e1 t\u00ea-los adquiridos, tive que refazer a compra. Foi quase um ano para achar o &#8220;caminho das pedras&#8221; e chegar na fonte.<br \/>\nA informa\u00e7\u00e3o era verdadeira. Testados nas caixas mencionadas acima, o resultado foi sempre superior. Por\u00e9m, como tratava-se de um <em>softdome<\/em>, um <em>tweeter<\/em> com domo de seda, a compara\u00e7\u00e3o mais justa foram naquelas caixas que usavam componente similar. As que usavam <em>tweeters<\/em> de domo r\u00edgido (diamante, alum\u00ednio, ber\u00edlio, etc), tiveram algumas vantagens sobre ele. Mas, no final, o fato era que as caixas que usavam <em>softdome<\/em> realmente mostraram que &#8220;grife&#8221; n\u00e3o \u00e9 tudo.<br \/>\nS\u00e3o componentes especiais, e n\u00e3o s\u00e3o encontrados no mercado. Infelizmente, n\u00e3o posso revelar a fonte e o fabricante que os utiliza. Mas, mesmo os modelos originais j\u00e1 atendem muito bem um bom projeto.<br \/>\nOs <em>tweeters<\/em> de seda superaram os famosos &#8220;esotar&#8221;, com mais naturalidade e uma linearidade realmente impressionante. Mas, o que dizer dos <em>tweeters<\/em> de domo r\u00edgido?<br \/>\n\u00c9 sabido que o componente ideal para fabrica\u00e7\u00e3o de um <em>tweeter<\/em> \u00e9 aquele mais r\u00edgido e leve poss\u00edvel. O diamante \u00e9 realmente a mat\u00e9ria-prima mais nobre para esta finalidade. Mas, esque\u00e7a a id\u00e9ia de tentar comprar os <em>tweeters<\/em> de diamante da B&amp;W . \u00c9 uma &#8220;miss\u00e3o quase imposs\u00edvel&#8221;.<br \/>\nComo fazer ent\u00e3o para compensar a vantagem dos <em>tweeters<\/em> de domo r\u00edgido sobre este modelo testado j\u00e1 com sucesso? Aqui entram os <em>super tweeters<\/em>. Estes s\u00e3o componentes com uma resposta muito extensa de agudos, mas do que o ouvido pode captar, por\u00e9m com uma fun\u00e7\u00e3o importante na composi\u00e7\u00e3o dos harm\u00f4nicos inferiores dos sinais de alta frequ\u00eancia.<br \/>\nAs solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o diversas. Muitos fabricantes preferem utilizar os <em>super tweeters<\/em> tipo <em>ribbon<\/em> para esta finalidade. Outros utilizam solu\u00e7\u00f5es diferentes, desde domos met\u00e1licos at\u00e9 cornetas.<br \/>\nA Tannoy, a Dali, JBL, Pionner e tantas outras utilizam as mais variadas solu\u00e7\u00f5es, apenas para citar algumas marcas mais conhecidas, pois as marcas realmente de n\u00edvel mais <em>hi-end<\/em> s\u00e3o bem desconhecidas aqui.<br \/>\nMinha op\u00e7\u00e3o foi por um modelo da Murata, que acabou tamb\u00e9m sendo substitu\u00eddo por outro de s\u00e9rie especial.<\/p>\n<p>Os &#8220;m\u00e9dios&#8221;, de 5&#8243;,\u00a0 seguiram um caminho parecido. Os &#8220;<em>midranges<\/em>&#8220;, como s\u00e3o tamb\u00e9m conhecidos l\u00e1 fora, fazem parte tamb\u00e9m da s\u00e9rie &#8220;<em>Revelator<\/em>&#8221; da Scan-Speak, tamb\u00e9m produzidos sob encomenda por um dos mais respeitados (e desconhecidos por aqui) fabricantes de caixas ac\u00fasticas do mundo, com modelos custando acima de 100 mil d\u00f3lares no exterior.<br \/>\nForam comparados a todos os m\u00e9dios das caixas mencionadas, e superou at\u00e9 os modelos de <em>kevlar<\/em> da B&amp;W, um material hoje muito utilizado por v\u00e1rios fabricantes pela alta qualidade na reprodu\u00e7\u00e3o das m\u00e9dias frequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Para os graves, a op\u00e7\u00e3o foi de utilizar dois <em>woofers<\/em> Vifa M26WR09-08 de 10&#8243;, por conta de algumas caracter\u00edsticas importantes que ser\u00e3o comentadas oportunamente. Trata-se de um fabricante tamb\u00e9m dinamarqu\u00eas, que produz \u00f3timos falantes.<br \/>\nEstes <em>woofers <\/em>receberam algumas modifica\u00e7\u00f5es sugeridas por alguns projetistas, e posso afirmar que finalmente extra\u00ed de um subwoofer graves de verdade, n\u00e3o aqueles que os fabricantes de caixas ac\u00fasticas informam em suas especifica\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAli\u00e1s, depois de toda essa aventura pelos mundo dos fabricantes de caixas ac\u00fasticas, lhes digo: como existem mentiras nesse universo.<br \/>\nAcabo impressionado como algumas publica\u00e7\u00f5es utilizam caixas ac\u00fasticas com in\u00fameras limita\u00e7\u00f5es como &#8220;refer\u00eancia&#8221;. Por isso acredito cada vez menos em &#8220;reviews&#8221;. Como acreditar neles? Nenhuma das caixas ac\u00fasticas que mencionei neste artigo poderia ser verdadeiramente refer\u00eancia para qualquer avaliador s\u00e9rio. Um componente de refer\u00eancia est\u00e1 h\u00e1 anos luz do universo que conhecemos. E, talvez, no caso de caixas ac\u00fasticas, o DIY ainda parece ser a melhor solu\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCom o respeito que todas as caixas aqui mencionadas merecem, e bastante respeito, diga-se, nada se compara \u00e0 um projeto sem limites de qualquer tipo que seja.<\/p>\n<p>Voltando a sele\u00e7\u00e3o de nossas caixas, uma d\u00favida que me surgiu foi: 4 ou 8 ohms? Ora, se a caixa teria que ter como elemento principal a versatilidade para se ajustar a qualquer situa\u00e7\u00e3o, ela tamb\u00e9m deveria se prestar a estas duas op\u00e7\u00f5es, e foi o que aconteceu, como veremos mais tarde.<\/p>\n<p>O divisor de frequ\u00eancias, tamb\u00e9m chamado de <em>&#8220;crossover&#8221;<\/em>, seguiu a mesma filosofia dos demais componentes: utilizar o que havia de melhor no mundo para esta aplica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO <em>design<\/em> do <em>crossover<\/em> foi encomendado nos EUA, para a Madisound, mas sofreu diversas altera\u00e7\u00f5es pelos colaboradores deste projeto. Trata-se, tamb\u00e9m, de um item totalmente &#8220;ajust\u00e1vel&#8221;, como veremos adiante.<\/p>\n<p>Tudo nesta caixa \u00e9 ajust\u00e1vel. Tudo se compatibiliza com qualquer sistema ou sala.<br \/>\nAcho que, al\u00e9m da escolha dos componentes, esta possibilidade de &#8220;ajuste fino&#8221; foi o que fez destas caixas algo especial, diferenciada de qualquer outro modelo que testei custando milhares de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas partes deste artigo vamos acompanhar cada etapa da constru\u00e7\u00e3o destas caixas, com explica\u00e7\u00f5es detalhadas e muita informa\u00e7\u00e3o adicional.<br \/>\nIniciaremos pelo gabinete, que foi constru\u00eddo com MDF de 30mm, refor\u00e7ado e com solu\u00e7\u00f5es internas bem interessantes para evitar qualquer resson\u00e2ncia ou intera\u00e7\u00e3o intrusiva com os falantes, o que alguns costumam chamar de &#8220;colora\u00e7\u00e3o&#8221;. Trata-se de um gabinete inerte que, ao contr\u00e1rio de todas as caixas apresentadas aqui, apresentou &#8220;zero&#8221; de vibra\u00e7\u00e3o em sua estrutura, o que realmente foi surpreendente.<br \/>\nAlguns colegas n\u00e3o acreditaram como estas caixas podiam proporcionar graves t\u00e3o fortes e extensos sem sentir qualquer vibra\u00e7\u00e3o com suas m\u00e3os encostadas nelas. Mas, as leituras de vibra\u00e7\u00e3o, num quadro que ser\u00e1 apresentado mais adiante, mostrar\u00e3o claramente o resultado obtido.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1528\" aria-describedby=\"caption-attachment-1528\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/P2266785b1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-1528\" title=\"P2266785b\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/P2266785b1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/P2266785b1.jpg 300w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/P2266785b1-220x300.jpg 220w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1528\" class=\"wp-caption-text\">Vista traseira da caixa.<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\">Continua&#8230;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Como foram as escolhas para decidir o que seria utilizado na caixa.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":1601,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[16],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1522"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3364,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1522\/revisions\/3364"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}