{"id":1382,"date":"2011-01-09T10:19:19","date_gmt":"2011-01-09T13:19:19","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=1382"},"modified":"2021-06-15T19:34:48","modified_gmt":"2021-06-15T22:34:48","slug":"sobre-cabos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/sobre-cabos\/","title":{"rendered":"Sobre cabos&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Li e comentarei sobre um recente artigo do Sr. Holbein Menezes sobre cabos de \u00e1udio, que para quem n\u00e3o o conhece, \u00e9 um antigo experimentador do universo da reprodu\u00e7\u00e3o audi\u00f3fila, e que merece o nosso respeito pelo conhecimento que j\u00e1 adquiriu, e que tamb\u00e9m nos presenteia em seus in\u00fameros artigos publicados em revistas (na \u00e9poca s\u00e9rias) e em sites da Internet (infelizmente hoje tamb\u00e9m nem sempre t\u00e3o s\u00e9rios&#8230;).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/49A116BEC40701EEE1008000AC193D36.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1383\" title=\"49A116BEC40701EEE1008000AC193D36\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/49A116BEC40701EEE1008000AC193D36.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/49A116BEC40701EEE1008000AC193D36.jpg 250w, https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/49A116BEC40701EEE1008000AC193D36-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><!--more--><\/p>\n<p>A responsabilidade de quem escreve \u00e9 muito grande. Refiro-me sempre ao articulista s\u00e9rio, que atrav\u00e9s de um artigo escrito com conhecimento de causa, informa seus leitores sobre temas que muitas vezes ter\u00e3o consequ\u00eancias importantes em suas vidas.<\/p>\n<p>O articulista normalmente \u00e9 s\u00e9rio. Mas, sempre encontramos aqueles que s\u00e3o motivados por interesses pessoais ou de seus anunciantes nos ve\u00edculos que utilizam para suas publica\u00e7\u00f5es. Mas, ao contr\u00e1rio de um f\u00f3rum de debates, por exemplo, as opini\u00f5es amadurecem uma discuss\u00e3o (muitas vezes com uma conclus\u00e3o errada). Num artigo, ela precisa estar amadurecida o suficiente para compor uma id\u00e9ia bastante sustent\u00e1vel do que se quer tratar.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, descobrimos que alguns artigos n\u00e3o foram precisos em suas abordagens, j\u00e1 que a evolu\u00e7\u00e3o sempre nos traz novos caminhos inexplorados, que aperfei\u00e7oam ou mudam alguns conceitos. Mas isso n\u00e3o tira a seriedade de um artigo escrito com seriedade, imparcialidade, responsabilidade e respeito ao leitor.<\/p>\n<p>O Sr. Holbein, um perfeito representante desta classe de escritores s\u00e9rios, que de t\u00e3o s\u00e9rio se tornou inconveniente para algumas publica\u00e7\u00f5es, escreveu um artigo comentando sobre cabos de \u00e1udio. Sem a devida autoriza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o vou public\u00e1-lo aqui, por\u00e9m farei refer\u00eancias a alguns trechos do seu artigo para a cria\u00e7\u00e3o deste novo texto que ora publico.<\/p>\n<p>Neste seu brilhante artigo (mais um entre tantos outros), depois de tratar sobre seus experimentos com cabos de \u00e1udio e constatar que existe muita \u201cgrife\u201d e pouco ganho real com v\u00e1rios modelos testados em diversas circunst\u00e2ncias, o Sr. Holbein cita que\u00a0 \u201c&#8230;os de antigamente n\u00e3o t\u00ednhamos os ouvidos apurados dos audiotas de hoje&#8230; que se especializaram em ouvir diferen\u00e7as de \u201ccoisas\u201d as quais, por serem abstratas, d\u00e3o o nome de \u201corganicidade\u201d, \u201cdin\u00e2mica\u201d, \u201cpegada\u201d, \u201cmicro detalhes\u201d, \u201dcorpo harm\u00f4nico\u201d , \u201cpalco sonoro\u201d, \u201ctextura\u201d etc. Eles todos os antigos, ouv\u00edamos musicalidade, sim, e equilibro total, tamb\u00e9m. E mais, ouv\u00edamos a articula\u00e7\u00e3o, prest\u00e1vamos aten\u00e7\u00e3o ao andamento, gost\u00e1vamos ou n\u00e3o da sonoridade e da afina\u00e7\u00e3o e fic\u00e1vamos parados nos temas&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Conclui ainda que \u201c&#8230;Da mesma forma agimos os audiotas. Mesmo porque n\u00e3o estamos mais acostumados, nem interessados em ouvir m\u00fasica, uma sinfonia inteira, uma longa \u00f3pera. Nos habituamos a ouvir tons isolados, um tri\u00e2ngulo que bate l\u00e1 no fundo da orquestra, o trac-trac da palheta do saxofone do Dexter Goldon, no seu disco \u201cBallads\u201d; ou, como \u00e9 avalia\u00e7\u00e3o do Fernando Andrette, se a batequeta bateu doze vezes nas bordas do tambor&#8230; Para ele, isso \u00e9 alta-fidelidade, isso \u00e9 \u201chigh-end\u201d, isso merece uma capa da sua revista&#8230; \u201c<\/p>\n<p>Apesar de eu achar que o Sr. Holbein usa a express\u00e3o \u201caudiotas\u201d com alguma agressividade ao referir-se a alguns audi\u00f3filos (que muitas vezes podem at\u00e9 merecer mesmo essa express\u00e3o), sua indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 perfeitamente aceit\u00e1vel, diante de tantas barbaridades que presenciamos hoje neste mundo \u201cmisterioso\u201d batizado do pomposo nome de \u201c\u00c1udio Hi-End\u201d.<\/p>\n<p>Com forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e engenharia na \u00e1rea el\u00e9trica e eletr\u00f4nica, portanto, de forma talvez bastante natural, eu acabo tamb\u00e9m comparando o efeito real com a teoria. E, em alguns casos, depois de colocar os fatos \u00e0 prova, como bem faz o Sr. Holbein, tamb\u00e9m me surpreendo com as conclus\u00f5es que chego.<\/p>\n<p>Cabos sempre formaram um tema controvertido. Os caros s\u00e3o melhores? Os mais baratos s\u00e3o inferiores? Existe realmente alguma diferen\u00e7a pr\u00e1tica? Porque alguns insistem em perceber estas diferen\u00e7as enquanto outros negam que s\u00e3o reais.<\/p>\n<p>Apesar deste texto ir numa linha um pouco diferente da explorada pelo Sr. Holbein, a id\u00e9ia final \u00e9 a mesma. Somos demais enganados por bobagens ditas todos os dias entre aqueles que fazem parte do universo audi\u00f3filo. Alguns n\u00e3o t\u00eam a menor id\u00e9ia do que est\u00e3o debatendo. Outros, n\u00e3o possuem percep\u00e7\u00e3o auditiva para poder julgar certos temas (j\u00e1 vi m\u00fasicos quase surdos classificar qualidades que, certamente jamais conseguiriam ouvir, com a express\u00e3o \u201cvoodoos\u201d). Para outros, existe o comprometimento comercial, de anunciantes e da sobreviv\u00eancia do pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Outros, entretanto, n\u00e3o conseguiram, por in\u00fameras outras raz\u00f5es, perceber as diferen\u00e7as que possam realmente existir.<\/p>\n<p>Estas vari\u00e1veis sempre existiram, mas a impress\u00e3o que tenho \u00e9 que cada vez est\u00e1 pior. Muita gente viu nessa confus\u00e3o instalada a possibilidade de faturar alto.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos tamb\u00e9m realizo as minhas experi\u00eancias com cabos, e como tenho acesso a algumas facilidades e recursos t\u00e9cnicos, posso sempre realizar estudos um pouco mais complexos, me aprofundando um pouco mais no tema. N\u00e3o sei como o Sr. Holbein p\u00f4de avaliar a quantidade de \u201ccarbono\u201d de um cabo apenas observando-o. Sou leigo em qu\u00edmica, e o estudo de metais nunca foi meu forte. Mas, contrato medi\u00e7\u00f5es, an\u00e1lises qu\u00edmicas e f\u00edsicas, at\u00e9 porque profissionalmente possuo estas necessidades, e o que acabo vendo \u00e9 realmente impressionante em muitos casos, como bem constatou o Sr. Holbein.<\/p>\n<p>J\u00e1 tive oportunidade h\u00e1 alguns anos de testar um cabo de marca \u201cmuito famosa\u201d (apresentada como \u201chi-end\u201d, que apenas recebia os conectores aqui no Brasil em fun\u00e7\u00e3o do tamanho de cabo solicitado. Naquela ocasi\u00e3o, tive a surpresa de constatar que o conector (supostamente de ouro) era um modelo vendido de \u201csacolada\u201d na rua Santa Efig\u00eania, fabricando em Zamac (uma liga de zinco pouco resistente e nada nobre em termos de composi\u00e7\u00e3o) e banhada com lat\u00e3o e outros materiais baratos, apenas\u00a0 para dar a cor dourada desejada (uma imita\u00e7\u00e3o descarada de ouro). Apenas para se ter uma id\u00e9ia da \u201cqualidade hi-end\u201d do produto, o conector, de t\u00e3o fr\u00e1gil, quebrou na primeira tentativa de conex\u00e3o. Por sorte, j\u00e1 que trabalhava junto \u00e0 rua dos eletr\u00f4nicos em S\u00e3o Paulo, comprei outro novo e troquei. Lembro-me at\u00e9 hoje de ter pago R$ 1,20 pelo \u201csuper conector\u201d. O mais interessante \u00e9 que esse cabo havia sido testado por uma revista nacional, tendo recebido uma alta pontua\u00e7\u00e3o (mas coincidentemente tudo que era daquele distribuidor era sempre muito bem classificado).<\/p>\n<p>Em outro teste recente na mesma publica\u00e7\u00e3o, um cabo est\u00e9reo padr\u00e3o RCA, que foi considerado uma \u201cbarganha audi\u00f3fila\u201d por custar menos de R$ 600,00!!!, podia-se ver na foto (para quem conhece) que utilizava conectores nacionais, que s\u00e3o vendidos na Santa Efig\u00eania a meros R$ 7,00 a unidade. O cabo&#8230; bem&#8230; esse nem quero adivinhar de onde pode ter vindo.<br \/>\nO argumento de que o conector pode at\u00e9 ser basato, mas ainda tem o cabo, tamb\u00e9m cai por \u00e1gua abaixo. Esses cabos, quando realmente adquiridos de fontes confi\u00e1veis, s\u00e3o vendidos em rolos, por um pre\u00e7o bastante baixo.<\/p>\n<p>H\u00e1 algum tempo, procedi a uma reformula\u00e7\u00e3o geral em meu sistema (novidades ser\u00e3o publicadas aqui em breve), e tive a chance de testar v\u00e1rios cabos em um sistema verdadeiramente hi-end, segundo conceituados avaliadores que produzem listas s\u00e9rias e bastante confi\u00e1veis.<\/p>\n<p>O curioso, \u00e9 que a maioria apresentava qualidade inversamente proporcional ao seu pre\u00e7o. Testei cabos da Van Den Hul, Nordost, Cardas, Crystal, Kimber e muitos outros.<br \/>\nCabos muito baratos de qualidade padr\u00e3o \u201ckit\u201d (tipo estes \u201cflamenguinhos\u201d vendidos na loja da esquina), tiveram desempenho realmente bastante ruim, mas cabos com valores, digamos, compat\u00edveis com o material empregado, apresentaram resultados superiores aos car\u00edssimos modelos da marca. QED e Chord se destacaram nos testes, sendo que os modelos mais econ\u00f4micos destas marcas apresentaram resultados semelhantes aos mais caros. Ou seja, n\u00e3o justifica pagar caro em cabos de \u201cgriffe\u201d pela diferen\u00e7a que eles proporcionam. Elas s\u00e3o praticamente inexistentes, e isso testado num sistema bem superior ao que certas publica\u00e7\u00f5es chamam de sistema de \u201crefer\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Come\u00e7o a ter d\u00favidas at\u00e9 onde um teste de avalia\u00e7\u00e3o aberto, como de uma loja, por exemplo, poderia ser manipulado. Eu, com o conhecimento que possuo, posso fazer dois cabos iguais se comportarem diferentes, sem evid\u00eancias aparentes de adultera\u00e7\u00e3o. Duvidar da honestidade de algu\u00e9m&#8230; jamais. Mas, sei que \u00e9 poss\u00edvel induzir uma percep\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7a, tanto real como psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Confesso que cabos de caixa como os modelos Chord Carnival SilverScreen ou o QED XT Evolution Speaker Cable, vendidos respectivamente a US$ 8,10 e US$ 3,50 o metro (pre\u00e7os m\u00e9dios), cota\u00e7\u00f5es estas da loja <a href=\"http:\/\/www.futureshop.co.uk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.futureshop.co.uk<\/a> (que vende diretamente para o Brasil), apresentaram resultados, se n\u00e3o iguais, muito (mas muito) semelhantes a cabos muito mais caros das marcas citadas anteriormente. Parece absurdo? Mas \u00e9 verdade, e meu sistema est\u00e1 aqui para provar isso. O pior \u00e9 que testei cabos acima de dois mil d\u00f3lares que me decepcionaram bastante, e que muitas vezes s\u00e3o elogiad\u00edssimos pela imprensa internacional (mais uma vez come\u00e7o a imaginar os interesses envolvidos).<\/p>\n<p>O que realmente fez diferen\u00e7a, e acabei executando em todas as caixas (as caixas de home-theater e de \u00e1udio est\u00e9reo s\u00e3o diferentes, cada uma delas dedicada ao n\u00edvel do restante da\u00a0 instala\u00e7\u00e3o), foi a bicablagem e a tricablagem (termos usuais). Ou seja, usar cabos diferentes para os graves, m\u00e9dios e agudos, obviamente em caixas que n\u00e3o fazem economia deste importante recurso. Posteriormente, me aprofundando no assunto, descobri que realmente existe um motivo cient\u00edfico para isso, e esse recurso n\u00e3o \u00e9 utilizado somente em \u00e1udio, mas em equipamentos de alta tecnologia. Com a bicablabem, os cabos mais baratos j\u00e1 n\u00e3o deixaram qualquer d\u00favida que ainda havia restado sobre as conclus\u00f5es de superioridade ou igualdade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 um \u201cSuper Top Hi-End Special Edition Gold High Quality Speaker Cable\u201d&#8230;<br \/>\n(insisto em mencionar que quando me refiro a cabos baratos, ainda estou tratando de cabos de boa qualidade)<\/p>\n<p>Cabos fazem diferen\u00e7a? Essa \u00e9 uma pergunta antiga. A minha resposta hoje, depois de todas estas experi\u00eancias, \u00e9 sim. \u00a0Cabos de baixa qualidade deterioram o som em boas instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes eu tinha a id\u00e9ia de que todo cabo \u201cmuito\u201d bom era caro (n\u00e3o exorbitante, apenas caro), mas nem todo cabo caro era bom. Continuo afirmando que muitos cabos s\u00f3 t\u00eam fama, e que s\u00e3o desnecessariamente caros. Por\u00e9m, cabos de pre\u00e7os bem mais acess\u00edveis s\u00e3o t\u00e3o bons ou melhores que outros bem mais caros.<\/p>\n<p>Fa\u00e7amos as contas&#8230; 8 metros de cabo QED XT Evolution Speaker Cable, que pode ligar duas caixas numa dist\u00e2ncia de 4 metros cada uma do equipamento, ou melhor ainda, bicablar duas caixas a 2 metros de dist\u00e2ncia cada uma, custa, j\u00e1 inclu\u00eddo o frete para o Brasil, em m\u00e9dia US$ 42,00 com o desconto oferecido hoje pela loja indicada. O custo total, em reais, n\u00e3o chegaria aos 80 reais, e isso livre dos riscos de taxa\u00e7\u00e3o alfandeg\u00e1ria (por estar abaixo do limite de US$ 50). Nas mesmas condi\u00e7\u00f5es, o Chord indicado acima n\u00e3o chegaria aos 130 reais (pre\u00e7os de hoje na loja on-line), tamb\u00e9m com frete incluso, refor\u00e7o. OK! 130 reais para 8 metros de cabo n\u00e3o s\u00e3o parecidos com os 10 ou 12 reais dos \u201cflamenguinhos\u201d, mas, o resultado, al\u00e9m de ser muito superior a estes, pode ser muito semelhante ao de um cabo de mais de US$ 2.000 que cheguei a testar. Um nome muito famoso, mas um resultado decepcionante. Para quem quer extrair um excelente resultado de um sistema considerado \u201chi-end refer\u00eancia\u201d segundo alguns padr\u00f5es, ou at\u00e9 sistemas superiores, recomendo fortemente o Chord, sem medo de ser feliz. J\u00e1 usei e ainda uso cabos caros, porque funcionam muito bem e j\u00e1 est\u00e3o l\u00e1 no sistema. Mas, se hoje fosse montar um novo sistema a partir do zero, pensaria muito antes de gastar em cabos apenas \u201cfamosos\u201d.<br \/>\nSequer sei se as marcas indicadas s\u00e3o representadas no Brasil. N\u00e3o tenho o menor interesse comercial nisso, tanto que recomendo at\u00e9 a compra numa loja inglesa (o e-bay tamb\u00e9m \u00e9 uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o). S\u00f3 sei que a \u201cbronca\u201d do Sr. Holbein tem raz\u00e3o de existir. Essa hist\u00f3ria dos cabos \u00e9 uma vergonha.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o \u00e9 assim s\u00f3 com cabos. Soube que um amplificador importado h\u00e1 alguns anos por um importador de Bras\u00edlia, se n\u00e3o me engano, foi testado aqui por algu\u00e9m, e s\u00f3 n\u00e3o recebeu pontua\u00e7\u00e3o m\u00e1xima (apesar de ter sido Classe A na Stereophile e sucesso no universo hi-end pelo mundo inteiro) porque o revendedor insistia em praticar um pre\u00e7o \u201chonesto\u201d, o mesmo praticado no mercado americano, e isso poderia causar \u201cconflitos\u201d entre outros fornecedores que vendiam produtos com qualidade similar ou inferior, por\u00e9m bem mais caros.<\/p>\n<p>Tudo isso \u00e9 muito triste, e nos faz pensar para onde caminha o universo \u201chi-end\u201d. Ser\u00e1 um mundo elitizado, que alimentar\u00e1 a gan\u00e2ncia de alguns fabricantes ou distribuidores \u201cespertos\u201d?<br \/>\nVamos torcer para que aqueles que alimentam estas situa\u00e7\u00f5es absurdas compreendam o importante papel que desempenham para a seriedade de nosso hobby, e passem a agir mais conscientemente.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns, Sr. Holbein, pela ousadia e coragem. Nada como ser livre.<\/p>\n<p>Leia mais em: <a href=\"http:\/\/www.audiopt.net\/t7320-espaco-holbein-menezes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.audiopt.net<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Li e comentarei sobre um recente artigo do Sr. Holbein Menezes sobre cabos de \u00e1udio, que para quem n\u00e3o o conhece, \u00e9 um antigo experimentador do universo da reprodu\u00e7\u00e3o audi\u00f3fila, e que merece o nosso respeito pelo conhecimento que j\u00e1 adquiriu, e que tamb\u00e9m nos presenteia em seus in\u00fameros artigos publicados em revistas (na \u00e9poca s\u00e9rias) e em sites da Internet (infelizmente hoje tamb\u00e9m nem sempre t\u00e3o s\u00e9rios&#8230;).<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3248,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1382"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1382"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1385,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1382\/revisions\/1385"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}