{"id":1003,"date":"2010-07-13T15:48:35","date_gmt":"2010-07-13T18:48:35","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=1003"},"modified":"2021-06-15T19:38:37","modified_gmt":"2021-06-15T22:38:37","slug":"as-bobagens-continuam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/as-bobagens-continuam\/","title":{"rendered":"E as bobagens continuam"},"content":{"rendered":"<p>Insatisfeito com a grande indigna\u00e7\u00e3o injusta que causou ao mercado audi\u00f3filo, parece que o diretor de uma publica\u00e7\u00e3o nacional, que se diz voltada ao mercado <em>Hi-End<\/em>, n\u00e3o desiste de suas argumenta\u00e7\u00f5es vagas para atacar as qualidades de um equipamento nacional.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Trope\u00e7ando em contradi\u00e7\u00f5es, o &#8220;diretor&#8221; da revista parece mesmo determinado a denegrir as qualidade do <em>Powerline<\/em>, um acess\u00f3rio de verdadeira utilidade e com qualidades para proporcionar reais vantagens a um sistema de \u00e1udio <em>hi-end<\/em>.<\/p>\n<p>Novamente, e desnecessariamente, ele volta ao ataque ao citado equipamento em sua edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas. Claro que, ao mesmo tempo em que critica as qualidades do equipamento, n\u00e3o deixa de divulgar a marca concorrente, que misteriosamente \u00e9 citada na coluna de cartas sempre com uma frequ\u00eancia bastante &#8220;curiosa&#8221;.<\/p>\n<p>Depois de tentar justificar que um equipamento com mais de cinco anos j\u00e1 est\u00e1 ultrapassado (caso das caixas ac\u00fasticas que ele utiliza como refer\u00eancia em seus &#8220;reviews&#8221;), sem saber que o equipamento em quest\u00e3o sofreu melhorias cont\u00ednuas no projeto preservando apenas a sua identidade visual, agora, depois de perceber seu erro, vem com uma nova argumenta\u00e7\u00e3o ainda pior do que aquela.<\/p>\n<p>Justifica agora dizendo que, mesmo tendo o equipamento sofrido melhorias cont\u00ednuas no projeto e nos componentes, trata-se &#8220;de um produto com quase 20 anos de vida&#8221;, afirmando ainda que &#8220;<em>upgrades<\/em> de componentes&#8221; &#8230; &#8220;n\u00e3o podem manter o produto no mesmo patamar, principalmente quando todos os outros componentes de um sistema de \u00e1udio como amplificadores integrados, pr\u00e9s, <em>powers<\/em> e CD <em>players<\/em> evoluiram tanto.&#8221;\u00a0 Para completar o absurdo, afirma ainda que &#8220;qualquer fabricante tentar\u00e1 negar este fato, mas ele \u00e9 a mais pura realidade.&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o sei em que mundo este &#8220;especialista&#8221; de equipamentos de \u00e1udio vive, mas certamente s\u00f3 deve existir em seus sonhos. Vejamos o porqu\u00ea sob dois aspectos:<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Ele afirma que mudan\u00e7as nos componentes s\u00e3o suficientes apenas para dar sobrevida a um produto. Esta \u00e9 uma grande bobagem. Tomemos por exemplo um amplificador integrado, como citado por ele. Um modelo de estado s\u00f3lido, com mais de 20 anos, qualificado por ele como ultrapassado, utilizava em sua contru\u00e7\u00e3o: transformadores, transistores, resistores, capacitores, dissipadores de calor, placas de circuito impresso, solda e outras partes. Um amplificador atual, como ele qualifica um equipamento de &#8220;melhor n\u00edvel&#8221;, utiliza em sua fabrica\u00e7\u00e3o: transformadores, transistores, resistores, capacitores, dissipadores de calor, placas de circuito impresso, solda e outras partes. Alguma semelhan\u00e7a?<\/p>\n<p>Vamos a um CD <em>player<\/em>&#8230; que h\u00e1 10 anos utilizava em sua fabrica\u00e7\u00e3o: transformadores, resistores, capacitores, circuitos integrados, transporte mec\u00e2nico, etc. Um CD <em>player<\/em> &#8220;atual&#8221; tamb\u00e9m possuir\u00e1 os mesmos dispositivos.<\/p>\n<p>Qual a diferen\u00e7a?\u00a0 O <em>UPGRADE<\/em> DOS COMPONENTES !!!<\/p>\n<p>Se considerarmos os alto falantes, e os <em>tweeters<\/em> de domo de seda de uma caixa ac\u00fastica ultrapassados, j\u00e1 que s\u00e3o componentes desenvolvidos h\u00e1 muitas d\u00e9cadas, ent\u00e3o podemos considerar as caixas ac\u00fasticas &#8220;de refer\u00eancia&#8221; do editor como &#8220;obsoletas&#8221; (mesmo porque tamb\u00e9m j\u00e1 t\u00eam mais de 5 anos).<\/p>\n<p>Os componentes, por si s\u00f3,\u00a0 evoluem, e isso faz diferen\u00e7a sim. O &#8220;especialista&#8221; em \u00e1udio deveria saber disso.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Digamos que, por equ\u00edvoco (que parecem ser bem comuns nas p\u00e1ginas de suas revistas), o diretor quisesse dizer que as novas tecnologias superam as antigas, mas n\u00e3o pela simples melhoria de antigos componentes.<\/p>\n<p>A\u00ed defrontamos com outra grande bobagem. Vejamos: o que podemos dizer de uma tecnologia criada nos anos 50, que viu nascer in\u00fameros projetos utilizando conceitos avan\u00e7ad\u00edssimos de laser e tecnologia digital? Estamos falando do \u201cvelho\u201d vinil. Um sistema de tocador de discos que utilizava um prato girat\u00f3rio, um bra\u00e7o, uma c\u00e1psula e uma agulha de leitura.<\/p>\n<p>Qual a semelhan\u00e7a com os atuais tocadores que s\u00e3o citados pelo mesmo diretor como \u201crefer\u00eancia sonora\u201d? Bem, estes tamb\u00e9m usam um prato girat\u00f3rio, um bra\u00e7o, uma c\u00e1psula e uma agulha de leitura.<\/p>\n<p>Estes equipamentos ainda necessitam de retirada do p\u00f3 do disco, ajustes constantes de mec\u00e2nica, de levantar da poltrona para trocar de faixa e outras coisas, literalmente, do passado.<\/p>\n<p>Pois bem, depois do nascimento do CD, da evolu\u00e7\u00e3o HDCD, XRCD, Super Audio CD, DVD Audio, e agora grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio em alt\u00edssima resolu\u00e7\u00e3o em <em>blu-ray<\/em>, o cr\u00edtico diretor menciona em sua edi\u00e7\u00e3o do m\u00eas retrasado que \u201cvolto a afirmar que se for dada a essas novas gera\u00e7\u00f5es a oportunidade de escutar um pr\u00e9 de phono como o (&#8230;) (valvulado) e o toca-discos (&#8230;) (de vinil), eles certamente mudar\u00e3o de id\u00e9ia, sendo capazes de finalmente compreender que existe algo de errado com a reprodu\u00e7\u00e3o digital.\u201d, e ainda complementa que \u201cMeu filho de apenas 12 anos, quando escuta suas bandas de <em>rock<\/em> em LP, j\u00e1 consegue ficar indignado ao ouvir o mesmo disco em vers\u00e3o CD\u201d.<\/p>\n<p>Ou, como foi publicado nesta \u00faltima edi\u00e7\u00e3o: \u201cNa minha opini\u00e3o eles (os toca-discos de vinil) s\u00e3o imbat\u00edveis em termos de qualidade sonora apesar da tremenda evolu\u00e7\u00e3o que sofreram os CD <em>players <\/em>de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Que tal ainda essa? \u201cComo pode uma tecnologia t\u00e3o antiga ainda superar os mais novos discos em formatos de alta resolu\u00e7\u00e3o reproduzidos pelo que de melhor a tecnologia atual pode oferecer?\u201d<\/p>\n<p>Essa \u00e9 f\u00e1cil&#8230;. \u00e9 que apesar de continuar sendo um disco girat\u00f3rio que reproduz som pelo passar de uma agulha nos sulcos de um disco pl\u00e1stico, os componentes evolu\u00edram. Simples n\u00e3o?<\/p>\n<p>Est\u00e1 na hora daquele diretor se preocupar mais com a qualidade de sua revista, e n\u00e3o em tentar encontrar argumentos (cada vez mais contradit\u00f3rios) para difamar gratuitamente um equipamento como o <em>Powerline<\/em>, que se n\u00e3o atende as necessidades das caixas obsoletas dele (com mais de 5 anos), seus amplificadores transistorizados ou valvulados (ali\u00e1s, a v\u00e1lvula foi inventada no s\u00e9culo passado), ou seu inovador toca-discos de vinil, melhor trocar de sistema. No meu sistema, este sim considerado refer\u00eancia por v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es do exterior (e com menos de 5 anos de lan\u00e7amento), ele funciona maravilhosamente bem, e est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para confirma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Insatisfeito com a grande indigna\u00e7\u00e3o injusta que causou ao mercado audi\u00f3filo, parece que o diretor de uma publica\u00e7\u00e3o nacional, que se diz voltada ao mercado Hi-End, n\u00e3o desiste de suas argumenta\u00e7\u00f5es vagas para atacar as qualidades de um equipamento nacional.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3248,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1003"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1003"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1101,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1003\/revisions\/1101"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}