{"id":4168,"date":"2020-09-26T13:29:46","date_gmt":"2020-09-26T16:29:46","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=4168"},"modified":"2021-06-09T16:52:36","modified_gmt":"2021-06-09T19:52:36","slug":"m1dac-aprimorado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/m1dac-aprimorado\/","title":{"rendered":"M1DAC aprimorado"},"content":{"rendered":"\n<p>Dicas para aumentar o desempenho do M1-DAC da Musical Fidelity atrav\u00e9s de modifica\u00e7\u00f5es em seu circuito eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"278\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4170\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update1.jpg 500w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update1-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por Eduardo Martins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu j\u00e1 comentei aqui que realizei algumas altera\u00e7\u00f5es em alguns componentes do meu sistema.<br>Eu gosto de manter tudo original, e j\u00e1 defendi muito essa linha. Mas, tenho encontrado muito espa\u00e7o para o aprimoramento de alguns equipamentos, e fiz muitas pesquisas sobre isso.<br>Existem muitas bobagens na Internet, ent\u00e3o sempre busquei orienta\u00e7\u00e3o segura com a pr\u00f3pria Engenharia dos fabricantes dos aparelhos.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que descobri que a tecnologia digital \u00e9 pouco aproveitada, pois h\u00e1 alguma limita\u00e7\u00e3o dos equipamentos e, principalmente, de adequa\u00e7\u00e3o da nossa audi\u00e7\u00e3o ao sistema para perceber melhor algumas caracter\u00edsticas desta tecnologia.<br>Ali\u00e1s, essa foi a minha maior motiva\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o das minhas caixas ac\u00fasticas, pois, independente do pre\u00e7o, n\u00e3o encontrei nada no mercado que estivesse \u00e0 altura de um sistema digital, n\u00e3o me pergunte o porqu\u00ea disso, pois eu n\u00e3o saberei responder. Acredito que todo projeto possui limita\u00e7\u00f5es de custo, e o interesse de investir mais em apar\u00eancia do que em resultados sonoros ainda seja a pr\u00e1tica de muitos fabricantes.<\/p>\n\n\n\n<p>As fontes digitais tamb\u00e9m sofrem com algumas limita\u00e7\u00f5es, e isso prejudica enormemente a qualidade da reprodu\u00e7\u00e3o.<br>Existem bons equipamentos? Sim, existem, mas \u00e9 impressionante como eles s\u00e3o colocados numa faixa de \u201cluxo\u201d e num patamar de pre\u00e7os realmente absurdos.<br>O fabricante de um DAC ou um <em>player <\/em>digital utiliza em um produto, por exemplo, um <em>chip <\/em>de DAC que custa, no atacado (que \u00e9 a forma como eles compram), por exemplo, 3 d\u00f3lares, e deixam para empregar um <em>chip <\/em>mais moderno e eficiente, de 8 d\u00f3lares, em outro modelo, que chamam de \u201c<em>SE \u2013 Special Edition<\/em>\u201d ou de qualquer outro nome mais pomposo, que vai custar 3.000 d\u00f3lares a mais. Esse novo modelo vai ter ainda alguns dourados na frente do painel, uma caixa mais pesada, um nome mais &#8220;requintado&#8221; e algumas frescuras est\u00e9ticas, nada mais.<br>Algu\u00e9m pode dizer que 8 d\u00f3lares \u00e9 algo que pesa no custo, mas a conta n\u00e3o \u00e9 essa, e sim 8 d\u00f3lares menos os 3 d\u00f3lares do chip que n\u00e3o foi utilizado.<br>N\u00e3o estou exagerando&#8230; \u00e9 isso mesmo. In\u00fameros produtos s\u00e3o assim. Existe muita engana\u00e7\u00e3o nesse mercado. Ali\u00e1s, sempre existiu.<br>No f\u00f3rum Clube Hi-End chegamos a relacionar muitos produtos que s\u00e3o vendidos no mercado a pre\u00e7os bem justos e aceit\u00e1veis, mas algu\u00e9m coloca uma caixa diferente, uma grife no painel, e vende por 3 vezes ou mais o pre\u00e7o do modelo concorrente que oferece exatamente o mesmo desempenho. Infelizmente. o mercado n\u00e3o consegue identificar esse tipo de artif\u00edcio com facilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um <em>player <\/em>de disco digital de 500 d\u00f3lares, com algumas modifica\u00e7\u00f5es acess\u00edveis que n\u00e3o custam mais de 200 d\u00f3lares, pode atingir o mesmo n\u00edvel de um player de 8.000 d\u00f3lares. Novamente, n\u00e3o estou inventando isso. Foi, inclusive, um fabricante que me mostrou isso. Mas, como tenho forma\u00e7\u00e3o em eletr\u00f4nica e tenho o costume de abrir os aparelhos para avaliar o projeto e as caracter\u00edsticas construtivas de cada um deles, isso para mim nunca foi uma novidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, comecei a fazer algumas modifica\u00e7\u00f5es em alguns componentes do meu sistema, principalmente em meu <em>player <\/em>DV7001 da Marantz (um <em>player <\/em>incr\u00edvel quando dedicado exclusivamente ao \u00e1udio), no Cambridge Azur 751BD tamb\u00e9m dedicado exclusivamente ao \u00e1udio, no DSPeaker Anti-Mode 2.0 e num conversor digital-anal\u00f3gico Musical Fidelity M1DAC, este \u00faltimo que ser\u00e1 objeto deste artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>O M1-DAC \u00e9 um excelente DAC da Musical Fidelity, mesmo quando original, como j\u00e1 abordamos aqui em outras oportunidades.<br>A primeira vers\u00e3o que eu tive desse aparelho foi modificado sob encomenda (tamb\u00e9m j\u00e1 comentado aqui). Mais tarde, comprei uma vers\u00e3o mais nova com leves mudan\u00e7as e maior versatilidade da entrada USB (que na verdade eu n\u00e3o utilizo).<br>Para este modelo eu fiz uma grande pesquisa para identificar poss\u00edveis melhorias t\u00e9cnicas em seu circuito, e descobri que muitas coisas poderiam ser aprimoradas com um custo bem aceit\u00e1vel, mas colocando o aparelho no mesmo n\u00edvel dos melhores DACs \u201cchiques\u201d do mercado.<br>J\u00e1 fizemos uma compara\u00e7\u00e3o aqui com um DAC adquirido por um amigo, que lhe custou mais de 12 vezes o pre\u00e7o do meu modificado, e n\u00e3o notamos, sem qualquer exagero, nenhuma diferen\u00e7a em qualidade de som. Nenhuma mesmo. E eu acredito que este M1DAC poderia encarar uma boa briga com modelos muito mais \u201cconceituados\u201d e bem mais caros do mercado.<br>N\u00e3o \u00e9 uma mudan\u00e7a sutil, mas uma diferen\u00e7a realmente importante, que quando associada a um sistema bem afinado e customizado para os nossos ouvidos, nos mostra detalhes e caracter\u00edsticas dos nossos discos que nem imagin\u00e1vamos existir.<br>Eu, com frequ\u00eancia (menor hoje por conta da pandemia da Covid-19), j\u00e1 visitei muitos sistemas digitais, alguns de elevado n\u00edvel, outros de <em>showrooms <\/em>bem sofisticados de algumas lojas, e posso afirmar que o resultado na maioria das vezes (para ser gentil) \u00e9 decepcionante.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea afirma isso num grupo presencial ou virtual de \u201caudi\u00f3filos\u201d, voc\u00ea \u00e9 sumariamente criticado por uma grande parcela desses grupos. Mas, eu raramente vejo pessoas experimentando estas t\u00e9cnicas, mas, quando conhecem o meu sistema ou aplicam essas t\u00e9cnicas, ent\u00e3o se convencem do que eu digo.<br>Por isso hoje n\u00e3o mais acredito em testes comparativos entre equipamentos e formatos sem os cuidados necess\u00e1rios para aproveitar realmente o b\u00e1sico que cada tecnologia tem a oferecer. E, novamente, n\u00e3o basta melhorar a parte t\u00e9cnica do produto, mas \u00e9 preciso ainda adequar todo o sistema \u00e0s caracter\u00edsticas da sua audi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta, por exemplo, melhorarmos a qualidade ou a extens\u00e3o dos agudos se temos uma limita\u00e7\u00e3o de sensibilidade nesta faixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, feita esta introdu\u00e7\u00e3o, vamos objetivamente \u00e0s mudan\u00e7as realizadas no meu M1DAC.<\/p>\n\n\n\n<p>O <em>chip <\/em>de DAC utilizado pelo M1DAC \u00e9 o Burr-Brown DSD1796. O <em>chip <\/em>DSD1792&nbsp; \u00e9 tido por alguns projetistas e usu\u00e1rios como uma vers\u00e3o superior, com algumas qualidades mais positivas, mas, tamb\u00e9m existem opini\u00f5es contr\u00e1rias com prefer\u00eancias pelo DSD1796.<br>A principal diferen\u00e7a, segundo dizem, \u00e9 que o 1792 \u00e9 mais \u201cmusical\u201d e menos anal\u00edtico que o 1796.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho que o <em>chip <\/em>de DAC utilizado pelo M1 est\u00e1 longe de ser anal\u00edtico, pelo contr\u00e1rio, eu gosto da precis\u00e3o dele.<br>Os apreciadores de vinil e valvulados costumam dizer que gostam de sonoridade mais \u201cmusical\u201d ou mais \u201csuavizada\u201d, mas essa caracter\u00edstica decorre muito mais de efeitos de distor\u00e7\u00e3o que afastam a sonoridade das suas caracter\u00edsticas reais.<br>Para a minha finalidade que era buscar os \u00faltimos detalhes das grava\u00e7\u00f5es, o <em>chip <\/em>DAC original do M1 me pareceu bastante adequado, e n\u00e3o considerei a sua substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A fonte de alimenta\u00e7\u00e3o do M1 utiliza dois capacitores da Jamicon Caps. S\u00e3o capacitores de boa qualidade, mas os Panasonic MF oferecem um desempenho superior, e foram os escolhidos para substituir os Jamicon.<br>Os valores destes capacitores foram mantidos 22mF\/400V (vinte e dois micro Farads por 400 volts).<br>Esta fonte utiliza ainda quatro capacitores, tamb\u00e9m da Jamicon Caps, de 470m\/25V, e que tamb\u00e9m foram substitu\u00eddos pelos Panasonic MF do mesmo valor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"660\" height=\"495\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4173\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update4.jpg 660w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update4-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update4-326x245.jpg 326w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update4-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda, trabalhando na melhoria da fonte, os diodos de retifica\u00e7\u00e3o originais 1N4007 foram substitu\u00eddos pelo modelo BYV26C, muito mais r\u00e1pido e eficiente nesta posi\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma modifica\u00e7\u00e3o bastante comum em diversos equipamentos e que oferece resultados sens\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"660\" height=\"495\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4172\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update3.jpg 660w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update3-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update3-326x245.jpg 326w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update3-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Eu optei, tamb\u00e9m, por substituir todos os capacitores no caminho cr\u00edtico do sinal el\u00e9trico que cont\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es da onda sonora, tanto digital como anal\u00f3gico. S\u00e3o capacitores de cer\u00e2mica, eletrol\u00edticos e de filme, que foram substitu\u00eddos por modelos Nichicon Fine, Elna SILMIC e de filme da WIMA.<\/p>\n\n\n\n<p>Os capacitores ao redor dos reguladores  de tens\u00e3o foram tamb\u00e9m substitu\u00eddos pelo Elna SILMIC, e todos os cer\u00e2micos deram lugar aos da  WIMA.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estes trabalhos \u00e9 importante utilizar sempre um bom sugador de solda autom\u00e1tico \u00e0 v\u00e1cuo para n\u00e3o danificar as trilhas do circuito impresso, al\u00e9m de uma micro ret\u00edfica para aumentar o di\u00e2metro dos furos da placa, quando necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os capacitores de sa\u00edda tamb\u00e9m foram substitu\u00eddos pelo Nichicon MUSE, e essa \u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, pois a mudan\u00e7a de desempenho tamb\u00e9m \u00e9 bastante significativa.<br>Capacitores WIMA de <em>bypass <\/em>foram utilizados em paralelo com os capacitores Nichicon de sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Os capacitores ao redor dos amplificadores operacionais JRC5532DD foram substitu\u00eddos tamb\u00e9m pelos Nichicon MUSE.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao fus\u00edvel, um bom polimento dos contatos el\u00e9tricos (fus\u00edvel e soquete) ser\u00e1 suficiente para uma boa conex\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de troc\u00e1-los pelos modelos ditos \u201c<em>audiophile grade<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece pouco, mas s\u00e3o 57 componentes substitu\u00eddos e 4 acrescentados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"660\" height=\"495\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4171\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update5.jpg 660w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update5-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update5-326x245.jpg 326w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/update5-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Resultados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Primeira coisa que providencio antes de qualquer compara\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do espectro de resposta de frequ\u00eancias. Se os gr\u00e1ficos mostrarem diferen\u00e7as, isso demonstra que houve mudan\u00e7as no som, percept\u00edveis ou n\u00e3o pelos nossos ouvidos dependendo alguns fatores. Mas, se notarmos alguma diferen\u00e7a, muito provavelmente ter\u00e1 afetado o espectro de frequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Como eu n\u00e3o tinha feito uma primeira medi\u00e7\u00e3o do aparelho modificado, mas eu tinha duas unidades dispon\u00edveis na \u00e9poca, uma original e a modificada, acabei por comparar estas duas.<br>Em seguida, fiz uma audi\u00e7\u00e3o cuidadosa dos resultados sonoros, e&#8230; touch\u00e9 !!!<br>N\u00e3o precisei de muita concentra\u00e7\u00e3o para perceber as mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Os graves se tornaram bem mais precisos, com melhor contorno e maior naturalidade. A velocidade de ataque das percuss\u00f5es tamb\u00e9m se mostrou mais r\u00e1pida.<br>Foi poss\u00edvel perceber um grave mais seco e um pouco mais extenso (o que foi confirmado pelo gr\u00e1fico do espectro de frequ\u00eancias).<\/p>\n\n\n\n<p>Os m\u00e9dios mantiveram a naturalidade, sem varia\u00e7\u00f5es significativa de tonalidade, mas ganharam um pouco mais de precis\u00e3o tamb\u00e9m, o que j\u00e1 era esperado, pois essa foi uma caracter\u00edstica obtida em toda faixa de frequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os agudos tamb\u00e9m tiveram uma mudan\u00e7a significativa, com intensidade similar aos graves. Ficaram mais naturais e ganharam um pouco mais de amplitude no final da faixa (confirmado pelo analisador de espectro), provocando, com essa mudan\u00e7a, uma sensa\u00e7\u00e3o de maior extens\u00e3o por consequ\u00eancia dessa mudan\u00e7a.<br>Os agudos perderam um pouco da dureza anterior, e ganharam um pouco mais de leveza, maciez e ficaram mais naturais. N\u00e3o que os agudos do equipamento original fossem ruins, longe disso.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o estou querendo com essas impress\u00f5es sugerir que a mudan\u00e7a foi da \u00e1gua para o vinho, mas de um vinho de alta qualidade para um ainda superior.<\/p>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas de boa din\u00e2mica, de extens\u00e3o e velocidade das grava\u00e7\u00f5es digitais ficaram mais evidentes, lembrando que a customiza\u00e7\u00e3o do sistema \u00e9 importante para que os nossos ouvidos entrem em equil\u00edbrio com o som real, ou nenhum resultado ser\u00e1 t\u00e3o preciso e confi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o sistema tem que estar bem afinado e bem constru\u00eddo para evitar interfer\u00eancias indesejadas. Por exemplo, uma boa grava\u00e7\u00e3o audi\u00f3fila digital n\u00e3o introduz ru\u00eddos de fundo ou qualquer artefato indesejado. O som, mesmo em alto volume, deve ser limpo, sem qualquer \u201cchiado\u201d de fundo ou ru\u00eddos percept\u00edveis.<br>Para isso, os equipamentos t\u00eam que ser de boa qualidade e estarem aterrados junto ao pr\u00f3prio <em>rack <\/em>(nada de aterramento na tomada), as caixas ac\u00fasticas devem ser preferencialmente blindadas e aterradas tamb\u00e9m, e seus cabos de liga\u00e7\u00e3o devem estar blindados, n\u00e3o por uma malha pr\u00f3pria, mas preferencialmente conduzidos em tubos met\u00e1licos aterrados. Preferencialmente, os equipamentos devem ficar fora da sala de audi\u00e7\u00e3o e numa sala tamb\u00e9m blindada.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele \u201cchiadinho\u201d inofensivo que ouvimos com o volume alto, ao aproximarmos os ouvidos perto (principalmente) dos <em>tweeters <\/em>das caixas, n\u00e3o devem existir, sob o risco de ele interagir com os agudos e modific\u00e1-los, afinal, todos os sinais interagem entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tudo estiver bem ajustado, os ganhos de qualidade do M1DAC modificado ser\u00e3o bem percept\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando John Atkinson avaliou o M1DAC para a revista Stereophile, ele comentou:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEle pode ter um pre\u00e7o acess\u00edvel, mas em quase todos os aspectos, o M1DAC do Musical Fidelity oferece um desempenho pr\u00f3ximo do estado da arte.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Seria interessante ouvir a sua opini\u00e3o agora do quanto um DAC pode mudar com um <em>upgrade <\/em>de capacitores dentro de um custo menor que 100 d\u00f3lares.&nbsp; Se ele considerou o desempenho do M1 pr\u00f3ximo ao estado da arte, ficaria surpreso com esse resultado obtido, e talvez esse \u201cpr\u00f3ximo\u201d fosse suprimido.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo dessas modifica\u00e7\u00f5es \u00e9 pequeno, e as pe\u00e7as podem ser importadas por valores baixos, ao contr\u00e1rio do que muitos podem imaginar.<\/p>\n\n\n\n<p>Como na \u00e9poca da modifica\u00e7\u00e3o do M1 eu estava com o tempo bastante ocupado por conta de algumas mudan\u00e7as profissionais, e at\u00e9 sem condi\u00e7\u00f5es de atualizar este <em>site<\/em>, n\u00e3o fotografei as etapas ou o M1 modificado. As fotos inclu\u00eddas aqui s\u00e3o gen\u00e9ricas e de antes das mudan\u00e7as. Mas, logo que poss\u00edvel, vou incluir novas fotos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, em raz\u00e3o da falta de tempo, as modifica\u00e7\u00f5es do M1DAC foram realizadas por um t\u00e9cnico amigo meu, de acordo com as minhas orienta\u00e7\u00f5es, mas qualquer um com experi\u00eancia em eletr\u00f4nica, contando equipamentos apropriados (um bom sugador de solda autom\u00e1tico e um soldador de qualidade), e com um pouco de capricho poder\u00e1 realizar um trabalho bastante aceit\u00e1vel. O uso de uma micro ret\u00edfica pode ajudar na acomoda\u00e7\u00e3o de componentes com terminais com di\u00e2metros muito justos ou superiores aos furos da placa.<br>Mas, quem n\u00e3o tiver habilidades com eletr\u00f4nica, recomendo que n\u00e3o fa\u00e7a esse trabalho por conta pr\u00f3pria e busque um profissional habilitado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 impressionante que, com t\u00e3o pouco investimento, se consiga um resultado que aproxime um DAC como o M1 ao n\u00edvel de concorrentes car\u00edssimos. \u00c9 injustific\u00e1vel como os fabricantes de produtos <em>Hi-End<\/em> posicionem seus produtos de uma forma t\u00e3o atrelada a grandes saltos de pre\u00e7os.<br>Custando o M1DAC, na \u00e9poca, na m\u00e9dia de d\u00f3lares l\u00e1 fora, porque n\u00e3o inclu\u00edram mais 100 d\u00f3lares de componentes (talvez muito menos do que isso considerando os descontos no atacado) para vend\u00ea-lo por, talvez, 1.000 d\u00f3lares?&nbsp; Honestamente, nesse patamar de qualidade que ele atingiu com as mudan\u00e7as feitas, ele competiria f\u00e1cil com DACs de 10.000 d\u00f3lares ou mais. Mas, \u00e9 justamente a\u00ed que os fabricantes enchem os olhos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"450\" height=\"61\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3909\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Dicas para aumentar o desempenho do M1-DAC da Musical Fidelity atrav\u00e9s de modifica\u00e7\u00f5es em seu circuito eletr\u00f4nico.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":4169,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[16],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4168"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4168"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4168\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4181,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4168\/revisions\/4181"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4169"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}