{"id":4141,"date":"2020-09-20T17:55:24","date_gmt":"2020-09-20T20:55:24","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=4141"},"modified":"2021-06-14T17:24:02","modified_gmt":"2021-06-14T20:24:02","slug":"e-a-velha-desculpa-de-que-instrumentos-nao-podem-captar-o-que-ouvimos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/e-a-velha-desculpa-de-que-instrumentos-nao-podem-captar-o-que-ouvimos\/","title":{"rendered":"E a velha desculpa de que instrumentos n\u00e3o podem captar o que ouvimos&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>O mercado ainda acredita nas justificativas mais fr\u00e1geis poss\u00edveis para explicar algumas ilus\u00f5es do lado fantasioso do universo do \u00e1udio &#8220;<em>Hi-End<\/em>&#8220;,\u00a0relatando at\u00e9 mesmo experi\u00eancias imposs\u00edveis. Porque isso acontece? A resposta est\u00e1 aqui.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>Por Eduardo Martins<\/strong><br \/>\nQuando lhe falta um argumento consistente, a desculpa mais comum que um audi\u00f3filo usa para explicar uma mudan\u00e7a injustific\u00e1vel (e inexistente) em seu sistema de som \u00e9 que os ouvidos n\u00e3o enganam, e que a ci\u00eancia n\u00e3o pode medir tudo o que ouvimos.<br \/>\nAlegar isso no mundo atual \u00e9 ignorar a evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e acreditar que muitas coisas acontecem pelo acaso ou por &#8220;for\u00e7as sobrenaturais&#8221;.<\/p>\n<p>Vamos ser bem pr\u00e1ticos aqui e mostrar porque essa afirma\u00e7\u00e3o de que podemos ouvir mais do que os equipamentos podem medir n\u00e3o se sustenta.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o som?<br \/>\nVamos come\u00e7ar por aqui para poder fazer o caminho inverso e entender o mecanismo do surgimento do som.<\/p>\n<p>O som que ouvimos \u00e9, na verdade, uma onda capaz de propagar-se pelo ar a partir da vibra\u00e7\u00e3o de suas mol\u00e9culas.<br \/>\nPor isso, o ar sem nenhum movimento n\u00e3o nos faz perceber\u00a0qualquer som (nossos t\u00edmpanos n\u00e3o s\u00e3o estimulados), e por isso, tamb\u00e9m, n\u00e3o escutamos som no v\u00e1cuo. Se colocarmos uma caixa ac\u00fastica dentro de um local ser ar, poderemos ver os cones se movendo, mas nenhum som ser\u00e1 percebido.<br \/>\nMas, eu acho que isso todo mundo j\u00e1 sabia.<\/p>\n<p>Continuemos&#8230;<\/p>\n<p>Como a m\u00fasica reproduzida pelo\u00a0nosso sistema de som surge num ambiente?<br \/>\n\u00c9 f\u00e1cil entender que \u00e9 pela movimenta\u00e7\u00e3o dos cones dos alto-falantes de nossas caixas ac\u00fasticas, pela fita met\u00e1lica de um <em>tweeter ribbon<\/em> ou outros transdutores.<br \/>\nO movimento de um cone de alto-falante, de acordo com a sua intensidade e frequ\u00eancia, vai provocar a agita\u00e7\u00e3o do ar de tal forma a produzir um som com estas caracter\u00edsticas de frequ\u00eancia e intensidade.<br \/>\nAt\u00e9 aqui acho ainda estamos no \u00f3bvio. Ent\u00e3o, vamos tentar complicar?<\/p>\n<p>Como o cone do alto-falante se move?<br \/>\nO movimento do cone \u00e9 coordenado pela corrente el\u00e9trica que circula numa bobina. Dependendo da intensidade dessa corrente e da sua frequ\u00eancia, um campo magn\u00e9tico \u00e9 criado contrapondo-se ao campo magn\u00e9tico de um im\u00e3 fixo (ainda tomando como exemplo um alto-falante comum utilizado em nossas caixas ac\u00fasticas).<br \/>\nSe lembram da historinha de que polos contr\u00e1rios se atraem e polos iguais de repelem? Pois \u00e9, esse conhecimento, que n\u00e3o \u00e9 nada novo, foi utilizado na inven\u00e7\u00e3o do alto-falante de uma forma bastante simples, e assim o campo magn\u00e9tico gerado por uma bobina presa ao cone do alto falante faz uso da corrente el\u00e9trica que circula por ela para se alterar e provocar diferentes movimentos do cone.<\/p>\n<p>E de onde vem essa corrente el\u00e9trica?<br \/>\nEla vem do nosso amplificador, que aumentou a sua intensidade a partir de um sinal el\u00e9trico mais fraco que foi ampliado, para conseguir energia suficiente para provocar a movimenta\u00e7\u00e3o dos cones dos alto-falantes.<br \/>\nEssa corrente el\u00e9trica possui caracter\u00edsticas do som gravado que est\u00e1 sendo reproduzido.<br \/>\nE de onde veio essa corrente el\u00e9trica com essas caracter\u00edsticas? Ela veio de um microfone (ou outro transdutor) que fez o inverso, captando o movimento de ar provocado pelos instrumentos\u00a0sonoros e as vozes dos cantores e transformando tudo isso em corrente el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Que pena! Est\u00e1 dif\u00edcil complicar, j\u00e1 que tudo o que foi dito aqui ficou dentro do \u00f3bvio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/working-speaker-small.gif\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4146\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/working-speaker-small.gif\" alt=\"working-speaker-small\" width=\"320\" height=\"213\" \/><br \/>\n<\/a><em>Acima, ilustra\u00e7\u00e3o do funcionamento de um alto-falante. A varia\u00e7\u00e3o da corrente el\u00e9trica nos terminais da bobina (C) cria um campo magn\u00e9tico vari\u00e1vel que interage com o campo gerado por um im\u00e3 fixo (B), Como esta bobina est\u00e1 presa num cone flex\u00edvel (A), este se movimenta pela atra\u00e7\u00e3o ou repuls\u00e3o das for\u00e7as magn\u00e9ticas agitando as mol\u00e9culas do ar e produzindo o som.<\/em><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/working-speaker-small.gif\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>Mas, o importante \u00e9 entendermos de uma vez por todas que a movimenta\u00e7\u00e3o dos cones dos alto-falantes de nossas caixas ac\u00fasticas ser\u00e1 resultado das caracter\u00edsticas da corrente el\u00e9trica que circular por eles, sem nenhum milagre. Ou seja, modifique essa corrente e os alto falantes se movimentar\u00e3o de um jeito\u00a0diferente provocando um som tamb\u00e9m diferente (percept\u00edvel ou n\u00e3o). Simples assim. N\u00e3o tem o que inventar para complicar.<\/p>\n<p>Agora, para concluir esse entendimento, \u00e9 f\u00e1cil perceber que qualquer mudan\u00e7a no som s\u00f3 ocorrer\u00e1 com a altera\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas desta corrente que chega \u00e0s nossas caixas-ac\u00fasticas. Os alto-falantes nunca se movimentar\u00e3o de forma diferente se n\u00e3o houver qualquer altera\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas dessa corrente el\u00e9trica.<br \/>\nPara a nossa sorte, temos equipamentos hoje muito mais capazes e precisos para analisar essa corrente com uma sensibilidade maior do que a pr\u00f3pria capacidade dos alto-falantes em perceb\u00ea-la, e ainda muito maior que a sensibilidade de nossos ouvidos em reconhec\u00ea-la.<br \/>\nQuer um exemplo? Se a pot\u00eancia el\u00e9trica aplicada num alto-falante for o dobro, seremos capaz de ouvir uma altera\u00e7\u00e3o na intensidade do som de apenas 3dB, ou seja, uma sutil altera\u00e7\u00e3o de volume. N\u00e3o ouviremos o dobro do volume sonoro com o dobro da pot\u00eancia el\u00e9trica aplicada a um alto-falante.<br \/>\nRepetindo&#8230; a pot\u00eancia tem que quase dobrar para percebermos alguma altera\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de volume.<\/p>\n<p>Instrumentos hoje podem medir ou at\u00e9 mostrar o sinal el\u00e9trico numa tela com uma sensibilidade muito maior do que a menor corrente el\u00e9trica poss\u00edvel, e numa faixa de frequ\u00eancias milhares de vezes mais amplas do que os nossos limitados ouvidos podem captar. A faixa de frequ\u00eancias percebida pelo ouvido humano \u00e9 bastante estreita e de f\u00e1cil composi\u00e7\u00e3o, considerada, idealmente, de 20 a 20.000 Hz (ciclos por segundo). Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, c\u00e3es podem ouvir numa faixa de 10 a 50.000 Hz e golfinhos de 70 a 240.000 Hz.<br \/>\nMas, equipamentos eletr\u00f4nicos ultrapassam muito essa faixa, como as frequ\u00eancias de transmiss\u00e3o de r\u00e1dio FM, de 87.800.000 a 108.000.000 Hz, ou transmiss\u00e3o de imagens de televis\u00e3o comercial, de 30.000.000 a 3.000.000.000 Hz (VHF e UHF), enquanto servi\u00e7os de transmiss\u00e3o de sat\u00e9lite, por exemplo, podem chegar a 30.000.000.000 Hz.<br \/>\nPara efeito de compara\u00e7\u00e3o, ilustramos abaixo, em escala, como a faixa aud\u00edvel \u00e9 bastante modesta:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-comparativo-audicao-humana.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4143\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-comparativo-audicao-humana.jpg\" alt=\"grafico-comparativo-audicao-humana\" width=\"596\" height=\"166\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-comparativo-audicao-humana.jpg 596w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/grafico-comparativo-audicao-humana-300x84.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o se espante, n\u00e3o h\u00e1 nenhum erro no gr\u00e1fico acima. Realmente a faixa de audi\u00e7\u00e3o humana comparado com o limite m\u00e1ximo do exemplo da transmiss\u00e3o de\u00a0sat\u00e9lite sequer consegue ser demonstrada num gr\u00e1fico deste tamanho.<br \/>\nOu seja, a tecnologia pode gerar, manipular, controlar, e utilizar frequ\u00eancias muito maiores e muito mais complexas do que se poderia acreditar. Este \u00e9 s\u00f3 um exemplo, mas podemos passar muito facilmente essa faixa. Ent\u00e3o, a faixa de \u00e1udio \u00e9, na verdade, muito estreita e muito f\u00e1cil de medir, observar numa tela de instrumento e de identificar qualquer m\u00ednima mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>O que eu quero demonstrar at\u00e9 aqui? Que n\u00e3o existem m\u00e1gicas, for\u00e7as ocultas ou inexplic\u00e1veis para nos fazer ouvir algo que n\u00e3o apresentou uma correspondente modifica\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e mec\u00e2nica, ainda lembrando que, neste caso, a modifica\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica \u00e9 decorrente da altera\u00e7\u00e3o da corrente el\u00e9trica. Frequ\u00eancias, intensidades, harm\u00f4nicos, distor\u00e7\u00f5es, ru\u00eddos&#8230; tudo pode ser medido e at\u00e9 visto graficamente.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m diz que num teste de cabos, de fus\u00edveis ou qualquer outro equipamento ou acess\u00f3rio percebeu um aumento na extens\u00e3o de agudos, ele est\u00e1 afirmando que houve um aumento na intensidade da corrente el\u00e9trica na faixa dos agudos (amplitude), ou que essa faixa de frequ\u00eancias foi ampliada para acomodar frequ\u00eancias mais altas (largura).<br \/>\nE isso tudo, para a decep\u00e7\u00e3o de alguns &#8220;subjetivistas&#8221;, pode ser medido e at\u00e9 visto com muita facilidade, e se n\u00e3o for identificada qualquer modifica\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros, ent\u00e3o n\u00e3o existiu tal altera\u00e7\u00e3o. Lembrando que, para percebermos qualquer mudan\u00e7a sonora, precisamos de muito mais pot\u00eancia el\u00e9trica para isso, o que \u00e9 obtido com o aumento de intensidade de corrente que circula na bobina dos alto-falantes.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, quando algu\u00e9m diz que percebeu que os graves ficaram mais \u201cembolados\u201d ao trocar, por exemplo, um cabo de conex\u00e3o, tem que ter havido uma altera\u00e7\u00e3o no movimento dos cones do alto-falante para que esse efeito ocorresse, obrigatoriamente. E isso tamb\u00e9m pode ser facilmente medido ou visto atrav\u00e9s de instrumentos de medi\u00e7\u00e3o apropriados.<br \/>\nDe qualquer forma, mesmo que o ouvinte perceba uma mudan\u00e7a sutil no som, as varia\u00e7\u00f5es de corrente deveriam ser muito facilmente percebidas para provocar qualquer efeito.<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 fiz muitos testes com v\u00e1rios amigos, e isso n\u00e3o \u00e9 segredo pra ningu\u00e9m. N\u00e3o s\u00e3o apenas testes cegos, mas ardilosos tamb\u00e9m.<br \/>\nNestes testes cheguei muitas vezes a usar um analisador de espectro de \u00e1udio de alta precis\u00e3o que eu possuo, para poder avaliar mudan\u00e7as nas faixas de frequ\u00eancias, al\u00e9m de outros instrumentos auxiliares, e n\u00e3o confirmando estas altera\u00e7\u00f5es nas leituras dos instrumentos, simulei situa\u00e7\u00f5es onde ficou n\u00edtido que muitas vezes estas mudan\u00e7as percebidas \u201ccom certeza\u201d n\u00e3o passavam de mera sugest\u00e3o.<\/p>\n<p>Os fabricantes, se aproveitando dessa facilidade do efeito sugestivo, inventaram todo tipo de bobagem ret\u00f3rica para tentar justificar as \u201cqualidades\u201d de seus produtos.<br \/>\nOs comerciantes tamb\u00e9m refor\u00e7am essas fantasias ao consumidor final, pois, \u00f3bvio, eles querem vender. E muitas vezes estas argumenta\u00e7\u00f5es servem para elevar o pre\u00e7o do produto, afinal, uma margem de lucro de 10% sobre o pre\u00e7o de um produto que custa 100 mil \u00e9 muito mais interessante do que outro que custa 10 mil, ou n\u00e3o?<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 vi no passado gente comprando canetinhas \u201c<em>hi-end<\/em>\u201d para pintar a borda dos CDs, porque a tinta eliminava a \u201cfuga de luz\u201c. J\u00e1 vi tamb\u00e9m quem defendia vigorosamente as incr\u00edveis vantagens de dispositivos de controle de vibra\u00e7\u00e3o que usavam esferas\u00a0em superf\u00edcies c\u00f4ncavas para controlar a oscila\u00e7\u00e3o horizontal, e hoje j\u00e1 se sabe que isso n\u00e3o funciona.<br \/>\nJ\u00e1 vi avaliadores de \u00e1udio afirmando que fus\u00edveis &#8220;audi\u00f3filos&#8221; provocaram ganhos &#8220;enormes&#8221; de qualidade sonora, mas hoje est\u00e3o quase em desuso e \u00a0rar\u00edssimos fabricantes adotam esse componente em seus car\u00edssimos equipamentos de milhares ou centena de d\u00f3lares, mesmo esse componente custando algumas poucas dezenas de d\u00f3lares para eles no atacado, e que &#8220;poderia&#8221; lhes dar um \u201csalto enorme\u201d na qualifica\u00e7\u00e3o e no prest\u00edgio de seus produtos.<br \/>\nO mercado parece \u00e0s vezes ficar euf\u00f3rico com as \u201cgrandes mudan\u00e7as\u201d supostamente provocadas por um novo componente, mas depois abandona a ideia porque descobre que ela n\u00e3o funciona. Mas, n\u00e3o funcionava antes? Curioso, n\u00e3o?<\/p>\n<p>Mas, o fato \u00e9 que se podemos ouvir, podemos medir, e isso n\u00e3o est\u00e1 aberto a controv\u00e9rsias. \u00c9 fato, aceitem ou n\u00e3o. A movimenta\u00e7\u00e3o dos cones de um alto falante e a produ\u00e7\u00e3o do som n\u00e3o ocorrem por mera obra do acaso. S\u00e3o fen\u00f4menos f\u00edsicos muitos conhecidos.<\/p>\n<p>Hoje alguns &#8220;subjetivistas&#8221; ainda defendem que pouco se conhece do c\u00e9rebro e do seu comportamento, falam em &#8220;psicoac\u00fastica inexplorada&#8221; e at\u00e9 em nanoci\u00eancia para tentar convencer que a coisa toda \u00e9 t\u00e3o complexa que n\u00e3o pode ser facilmente explicada. Por\u00e9m, isso tudo n\u00e3o se sustenta para desmerecer a medi\u00e7\u00e3o e a comprova\u00e7\u00e3o objetiva dos efeitos que desencadeiam o som.<br \/>\nO pr\u00f3prio c\u00e9rebro reage em fun\u00e7\u00e3o dos impulsos el\u00e9tricos recebidos pelo nosso sistema auditivo. Se os nossos ouvidos captarem uma mudan\u00e7a, ele vai processar isso, se n\u00e3o captarem, n\u00e3o h\u00e1 como ele \u201cadivinhar\u201d qualquer coisa. Pelo contr\u00e1rio, o nosso c\u00e9rebro pode sim criar convencimentos psicol\u00f3gicos, gerando uma sugest\u00e3o que entendemos como verdadeira, mas que n\u00e3o \u00e9.<br \/>\nPor\u00e9m, isso n\u00e3o vem do processo auditivo, mas de uma rea\u00e7\u00e3o interna do pr\u00f3prio c\u00e9rebro que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade.<br \/>\nSe voc\u00ea n\u00e3o acredita nessa capacidade do nosso c\u00e9rebro de inventar coisas, ent\u00e3o lembre-se de como ele \u00e9 capaz de criar medo, alegria, sustos e at\u00e9 nos convencer de situa\u00e7\u00f5es bem realistas\u00a0em nossos sonhos. O sonho \u00e9 um exemplo de realidade fantasiosa criada pelo nosso c\u00e9rebro, n\u00e3o \u00e9 real por mais convincente que pare\u00e7a, nem\u00a0diante das emo\u00e7\u00f5es e as sensa\u00e7\u00f5es provocadas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/confio-em-meus-olhos.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4147\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/confio-em-meus-olhos.jpg\" alt=\"confio-em-meus-olhos\" width=\"400\" height=\"222\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/confio-em-meus-olhos.jpg 400w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/confio-em-meus-olhos-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Conversando uma vez com um amigo, fizemos um paralelo com um carro.<br \/>\nVoc\u00ea sai de um carro pequeno, com motoriza\u00e7\u00e3o fraca e barulhenta, e compra outro maior, mais potente, mais est\u00e1vel, mais macio e muito mais silencioso, e um dia na estrada voc\u00ea percebe que est\u00e1 correndo muito mais do que deveria, mas a sensa\u00e7\u00e3o era de estar a 90km\/h mesmo descobrindo que estava a 120.<br \/>\nPodemos ver que fomos induzido ao erro. A sensa\u00e7\u00e3o era uma e a realidade era outra.<br \/>\nMas, um medidor de velocidade nos mostra uma realidade que o nosso lado subjetivo\u00a0nos fez enganar.<br \/>\nEste meu amigo argumentou que, de qualquer forma, sentimos uma diferen\u00e7a grande entre os dois carros. Sim, a sensa\u00e7\u00e3o de andar no primeiro carro foi diferente do segundo, porque, novamente, o nosso c\u00e9rebro nos enganou. Ele usou como base as rea\u00e7\u00f5es do carro antigo para \u201csentir\u201d o novo e nos levou ao erro. E, de qualquer forma, isso p\u00f4de ser constatado pela medi\u00e7\u00e3o de velocidade e explicado pelo n\u00edvel de ru\u00eddo, pela pot\u00eancia do motor, pela oscila\u00e7\u00e3o da carroceria (conforto),\u00a0pela acelera\u00e7\u00e3o lateral (estabilidade), etc. Ou seja, mesmo havendo uma mudan\u00e7a real de comportamento do carro, o nosso c\u00e9rebro se enganou nesta avalia\u00e7\u00e3o. A sensa\u00e7\u00e3o de estar mais devagar n\u00e3o se sustentou com as medi\u00e7\u00f5es reais.<\/p>\n<p>Talvez nem precisemos ir t\u00e3o longe, basta vermos na medicina como funciona o efeito placebo. Os m\u00e9dicos (n\u00e3o os audi\u00f3filos) fazem uso do placebo para criar uma sugest\u00e3o e muitas vezes at\u00e9 provocar uma rea\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou emocional, porque o nosso c\u00e9rebro se engana e \u00e9 capaz at\u00e9 de curar o nosso corpo ou nos fazer adoecer acreditando numa farsa.<br \/>\nQuando algu\u00e9m diz que os nossos ouvidos n\u00e3o nos enganam para valorizar a sua confiabilidade, essa pessoa comete\u00a0um engano conceitual, pois de fato eles n\u00e3o nos enganam, quem nos engana \u00e9 o nosso c\u00e9rebro. Mas, isso \u00e9 muito diferente de dizer que os nossos ouvidos s\u00e3o confi\u00e1veis, pois n\u00e3o s\u00e3o, porque\u00a0existe a quest\u00e3o das limita\u00e7\u00f5es e desvios naturais do nosso sistema de capta\u00e7\u00e3o auditiva. Mas, alguns audi\u00f3filos tratam as duas coisas como sendo uma s\u00f3, justamente pela falta de compreens\u00e3o de\u00a0todo esse mecanismo de capta\u00e7\u00e3o, interpreta\u00e7\u00e3o e sugest\u00e3o, e a\u00ed reside um grande erro que nos induz a in\u00fameras conclus\u00f5es equivocadas.<br \/>\nUma coisa \u00e9 ter uma perda de sensibilidade nos agudos e acreditar que se o som na nossa sala est\u00e1 igual ao que ouvimos ao vivo, e ent\u00e3o ele est\u00e1 perfeito. Nesse caso os nossos ouvidos nos enganam, porque ele n\u00e3o consegue identificar a perda de informa\u00e7\u00e3o nessa faixa. Outra coisa \u00e9 o c\u00e9rebro nos fazer acreditar em algo que n\u00e3o \u00e9 real, criando\u00a0uma sensa\u00e7\u00e3o\u00a0que n\u00e3o existe de fato.<\/p>\n<p>Tudo isso\u00a0agora ficou t\u00e3o engra\u00e7ado que se tornou comum ouvirmos coisas do tipo \u201cat\u00e9 a minha esposa percebeu a diferen\u00e7a\u201d, ou \u201cat\u00e9 o meu filho de 8 anos me perguntou se eu tinha mudado algo\u201d&#8230; como se\u00a0essa &#8220;cumplicidade&#8221;\u00a0pudesse dar mais confiabilidade e sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 sua percep\u00e7\u00e3o.<br \/>\nQue mudan\u00e7a \u00e9 essa t\u00e3o &#8220;significativa&#8221; que at\u00e9 um leigo percebe, mas um instrumento n\u00e3o consegue medir? Uma altera\u00e7\u00e3o sonora t\u00e3o grande assim teria que resultar numa equivalente altera\u00e7\u00e3o na movimenta\u00e7\u00e3o do ar na sala, e, novamente, isso s\u00f3 seria poss\u00edvel modificando o movimento dos cones dos alto-falantes, efeito esse que j\u00e1 sabemos que s\u00f3 ocorre com a mudan\u00e7a das caracter\u00edsticas da corrente el\u00e9trica que modifica o campo magn\u00e9tico gerado pela bobina.<br \/>\nVeja bem que ainda falamos de componentes do sistema eletr\u00f4nico de produ\u00e7\u00e3o do som nas caixas ac\u00fasticas, antes que algu\u00e9m argumente que mudando a posi\u00e7\u00e3o das caixas ou alterando a ac\u00fastica haveria uma mudan\u00e7a\u00a0real sem a altera\u00e7\u00e3o do movimento dos cones dos alto-falantes. Neste caso, trata-se de intera\u00e7\u00e3o com o ambiente, mas, isso tamb\u00e9m pode ser medido com um microfone e um analisador de \u00e1udio, mas isso fica para outra vez.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes eu me pergunto&#8230; depois de tantos anos de informa\u00e7\u00f5es sobre golpes, como pode ainda muitas pessoas, de v\u00e1rios n\u00edveis sociais e culturais, ca\u00edrem no golpe do carro sorteado que\u00a0requer o pagamento de\u00a0um valor consider\u00e1vel antes da entrega. Como pode algu\u00e9m ainda acreditar que pode comprar um bilhete de loteria premiado de um desconhecido na rua pela metade do valor do pr\u00eamio?<br \/>\nE insisto, n\u00e3o se trata de cultura ou posi\u00e7\u00e3o social, pois uma colega advogada num grupo de whatsapp de colegas de profiss\u00e3o relatou ter perdido dinheiro num leil\u00e3o falso. Ao ser questionada porque ela n\u00e3o tomou as precau\u00e7\u00f5es de praxe, verificando certificados e autoriza\u00e7\u00f5es, ela respondeu que \u201ctudo parecia t\u00e3o s\u00e9rio\u201d, e que at\u00e9 o \u201cselinho de uma certifica\u00e7\u00e3o tinha no site&#8230;\u201d.<br \/>\nIsso demonstra como \u00e9 f\u00e1cil criar uma sugest\u00e3o, para o bem ou para o mal.<br \/>\nDiga \u00e0 uma pessoa que ela est\u00e1 p\u00e1lida, com uma respira\u00e7\u00e3o estranha e com as pupilas muito dilatadas&#8230; ela \u00e9 capaz de come\u00e7ar a passar mal de verdade.<\/p>\n<p>Outro dia, num outro grupo de colegas de whatsapp, um revendedor de equipamentos de \u00e1udio comentou que tinha conseguido trazer para o Brasil um determinado acess\u00f3rio (se eu disser qual, vou expor a pessoa e isso \u00e9 complicado). Ele comentou que tinha adquirido uma unidade desse produto para o sistema dele e que ficou muito impressionado com os resultados, e que quem ouviu tamb\u00e9m aprovou. Disse que trabalhou muito para trazer aquela \u201cmaravilha\u201d para o Brasil, que o fabricante era muito renomado na \u00e1rea e que certamente todos se espantariam com o ganho de qualidade que o produto era capaz de oferecer.<br \/>\nEu tenho certeza que, apenas com isso, muita gente j\u00e1 estava certa de que o produto era realmente bom sem sequer t\u00ea-lo conhecido.<br \/>\nEu pesquisei sobre a tal &#8220;novidade tecnol\u00f3gica&#8221;. O \u201crenomado especialista&#8221; era na verdade um amador na \u00e1rea do \u00e1udio, que trabalhara em outros segmentos e ficou desempregado, e muita gente que testou o produto n\u00e3o percebeu nenhum benef\u00edcio. Ind\u00edcios claros de mais uma daqueles &#8220;milagres&#8221; que custam muito caro, mas em que muitos acreditar\u00e3o.<\/p>\n<p>Certamente o \u201cinventor\u201d do produto percebeu como seria f\u00e1cil convencer o consumidor de que,\u00a0apesar da falta de evid\u00eancias cient\u00edficas e comprobat\u00f3rias, a sua cria\u00e7\u00e3o\u00a0pudesse ser t\u00e3o inovadora e com isso justificar um pre\u00e7o t\u00e3o elevado.<br \/>\nQuantos produtos j\u00e1 n\u00e3o conhecemos no passado que viraram uma febre moment\u00e2nea e desapareceram t\u00e3o r\u00e1pido quanto surgiram?<\/p>\n<p>Se no caso desse produto rec\u00e9m-chegado ao Brasil algu\u00e9m tivesse colocado um microfone de precis\u00e3o e um analisador de \u00e1udio na sala (j\u00e1 que a sua intera\u00e7\u00e3o n\u00e3o era el\u00e9trica) e verificado o comportamento\u00a0do som, n\u00e3o teria percebido as reais qualidades do produto?<br \/>\nUm bom captador e um analisador de precis\u00e3o seriam capazes de pegar detalhes que o nosso sistema de audi\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiria.<br \/>\nPor esse mesmo motivo se usa color\u00edmetros para medir com precis\u00e3o as cores, porque os nossos sentidos s\u00e3o limitados e pass\u00edveis de erros e sugest\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/besteira.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4148\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/besteira1.jpg\" alt=\"besteira\" width=\"326\" height=\"245\" \/><\/a><\/p>\n<p>O objetivo desta abordagem foi mostrar que o som n\u00e3o surge na sala ao acaso, que a movimenta\u00e7\u00e3o dos cones dos alto-falantes vai agitar o ar de formas diferentes para produzir o som,\u00a0 que a movimenta\u00e7\u00e3o destes cones ocorre em compasso com as caracter\u00edsticas da corrente el\u00e9trica que lhe \u00e9 aplicada, e que qualquer pequena mudan\u00e7a sentida por n\u00f3s pode ser vista e medida por instrumentos apropriados, sens\u00edveis e muito precisos, e que hoje custam muito barato.<br \/>\nNa verdade, os instrumentos podem captar sim a realidade do que ouvimos. Eles apenas n\u00e3o conseguem captar o que sentimos. Mas esse estudo j\u00e1 est\u00e1 bem adiantado, e j\u00e1 se sabe at\u00e9 em que regi\u00e3o do c\u00e9rebro desenvolvemos os sentimentos e como ela reage. E a sugest\u00e3o, como elemento modificador da percep\u00e7\u00e3o da realidade, est\u00e1 l\u00e1. Os cientistas j\u00e1 come\u00e7am a entender esse mecanismo de cria\u00e7\u00e3o de uma realidade inexistente.<\/p>\n<p>Procurei, ainda nessa disserta\u00e7\u00e3o, destacar a imprecis\u00e3o do nosso sistema auditivo, que \u00e9 outro fato conhecido pela ci\u00eancia e familiar aos profissionais da \u00e1rea.<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui tudo simples, \u00f3bvio e mera aplica\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia pura.\u00a0 Espero que as cr\u00edticas n\u00e3o fiquem s\u00f3 na subjetividade ou na abordagem dos \u201cmist\u00e9rios da ci\u00eancia\u201d, pois, para alguns, se o homem n\u00e3o consegue desvendar a origem do universo, todo o restante da ci\u00eancia est\u00e1 comprometido pela d\u00favida, e n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para o celular funcionar, para os computadores processarem, para a televis\u00e3o mostrar imagens, para o tom\u00f3grafo conseguir \u201cver\u201d o que temos por dentro, para o antibi\u00f3tico cumprir a sua fun\u00e7\u00e3o no organismo, para o avi\u00e3o voar, e at\u00e9 mesmo a roda deve ser desacreditada.<\/p>\n<p>Infelizmente, quando se fala em \u201c\u00c1udio Hi-End\u201d, parece que voltamos aos tempos da caverna, e tudo n\u00e3o passa de bruxaria, o subjetivismo ganha dos instrumentos de medi\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro se torna perfeito, nossos ouvidos se comportam como instrumentos perfeitos e de alta precis\u00e3o, e\u00a0os fen\u00f4menos mais simples acontecem de forma inexplic\u00e1vel pela ci\u00eancia. Porque isso? Porque tem muita gente que ganha muito dinheiro com essa desinforma\u00e7\u00e3o, vendendo ilus\u00f5es muito caras para compradores mal informados que acreditam mais na sugest\u00e3o do que na realidade, e gastam mais em placebo do que realmente na cura de seus problemas.<br \/>\nEnquanto n\u00e3o passarmos definitivamente\u00a0por esse per\u00edodo de desinforma\u00e7\u00e3o e de cren\u00e7a cega em ilus\u00f5es, continuaremos testemunhando esses muitos absurdos que infelizmente vemos hoje no mercado de \u00e1udio de qualidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"for the serious\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O mercado ainda acredita nas justificativas mais fr\u00e1geis poss\u00edveis para explicar algumas ilus\u00f5es do lado fantasioso do universo do \u00e1udio &#8220;Hi-End&#8220;,\u00a0relatando at\u00e9 mesmo experi\u00eancias imposs\u00edveis. Porque isso acontece? A resposta est\u00e1 aqui.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":4158,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[155],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4141"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4141"}],"version-history":[{"count":12,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4141\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4159,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4141\/revisions\/4159"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4158"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4141"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4141"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4141"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}