{"id":4010,"date":"2018-06-22T20:08:02","date_gmt":"2018-06-22T23:08:02","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=4010"},"modified":"2018-07-06T12:29:53","modified_gmt":"2018-07-06T15:29:53","slug":"temperatura-e-umidade-pequenos-detalhes-grandes-mudancas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/temperatura-e-umidade-pequenos-detalhes-grandes-mudancas\/","title":{"rendered":"Temperatura e Umidade &#8211; Pequenos Detalhes, Grandes Mudan\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>Como a temperatura e a umidade de um ambiente podem afetar o\u00a0desempenho de um sistema de som de alta-fidelidade?<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por: Eduardo Martins<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Muitas vezes o audi\u00f3filo investe muito tempo e dinheiro em solu\u00e7\u00f5es pouco ou nada \u00fateis, movido pelas muitas bobagens criadas pelo mercado de \u00e1udio que cria ilus\u00f5es que s\u00e3o vendidas muito caras, mas, algumas provid\u00eancias realmente efetivas para fazer com que um sistema de som\u00a0forne\u00e7a a sua m\u00e1xima capacidade\u00a0em fidelidade de \u00e1udio\u00a0s\u00e3o simplesmente abandonadas ou ignoradas pela maioria da comunidade audi\u00f3fila.<\/p>\n<p>Quando eu falo em sistema de som, \u00e9 importante ressaltar mais uma vez que n\u00e3o me refiro somente aos equipamentos, mas incluo a sala (e sua intera\u00e7\u00e3o ac\u00fastica), a instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e tudo aquilo que possa interferir no desempenho de um sistema de som de alto n\u00edvel (at\u00e9 os nossos ouvidos). E, acreditem, pequenos detalhes de grande import\u00e2ncia fazem muito mais diferen\u00e7a nos resultados do que trocar um equipamento ou um acess\u00f3rio por outro muito mais caro.<br \/>\nMesmo equipamentos de som sofisticados, intitulados (muitas vezes de forma distorcida) de &#8220;<em>high-end<\/em>&#8220;, n\u00e3o conseguem apresentar um bom resultado quando alguns fatores importantes s\u00e3o desprezados.<br \/>\nVou relatar aqui apenas um exemplo mais recente e que me motivou a escrever este artigo.\u00b9<\/p>\n<p>No final do ano passado, visitei um audi\u00f3filo que j\u00e1 havia me queixado de sua decep\u00e7\u00e3o com o seu sistema de som, de elevada qualidade e pre\u00e7o.<br \/>\nEle afirmava que o seu sistema algumas vezes lhe causava muita &#8220;fadiga auditiva&#8221;\u00b2, um termo inadequado para expressar uma rea\u00e7\u00e3o de\u00a0nosso c\u00e9rebro com arranjos de sons que lhe incomodam.<br \/>\nAo ligar o seu sistema e colocar um disco para tocar, o som me pareceu muito agrad\u00e1vel, correto e pr\u00f3ximo ao meu gosto (nossos sistemas auditivos\u00a0s\u00e3o diferentes, e o que \u00e9 perfeito para um indiv\u00edduo n\u00e3o necessariamente \u00e9 para outro). Medi os n\u00edveis de distor\u00e7\u00e3o e o espectro de frequ\u00eancias, e tudo estava dentro do aceit\u00e1vel.<br \/>\nFicamos ali ouvindo m\u00fasica e conversando, quando num certo momento, depois de uma hora com os equipamentos funcionando, percebi que realmente a qualidade do som havia se alterado um pouco. Depois de duas horas j\u00e1 era poss\u00edvel sentir uma deteriora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel do som.<br \/>\nConfesso que percebo isso na maioria dos sistemas que j\u00e1 conheci, mas poucos conseguem identificar essa deteriora\u00e7\u00e3o. O colega em quest\u00e3o tem ouvidos bem treinados e percebia a mudan\u00e7a.<br \/>\nDiante disso, realizei nova medi\u00e7\u00e3o da distor\u00e7\u00e3o, e constatei que ela havia aumentado muito, atingindo uma faixa j\u00e1 inaceit\u00e1vel para os meus crit\u00e9rios.<br \/>\nEu j\u00e1 desconfiei das causas, comuns em quase todos os sistemas de som.<br \/>\nOs equipamentos ficavam instalados numa estante na sala, em prateleiras at\u00e9 bem espa\u00e7osas, mas, isso ainda n\u00e3o era o ideal.<br \/>\nEra um dia quente, e o seu amplificador apresentava bastante aquecimento. Ele argumentou tratar-se de um modelo &#8220;Classe A&#8221;, e que achava isso normal.<br \/>\nPedi um ventilador emprestado para o colega e afastamos o amplificador do fundo da estante, colocando, ainda, cal\u00e7os sob seus p\u00e9s para ergu\u00ea-lo mais um pouco. Em seguida, improvisamos\u00a0 o ventilador de tal forma que o seu fluxo de ar atravessasse pelas laterais do amplificador, e pelas partes superior e inferior.<br \/>\nMenos de trinta minutos foram necess\u00e1rios para que o som recuperasse a qualidade inicial com a redu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de distor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos eu j\u00e1 tinha vivido a minha pr\u00f3pria experi\u00eancia neste sentido. Na \u00e9poca, o meu amplificador Creek, depois de algum tempo ligado, apresentava agudos mais estridentes e isso me incomodava um pouco. Naquela oportunidade, os costumeiros curiosos de plant\u00e3o culparam os <em>tweeters<\/em> das minhas caixas B&amp;W, que segundo eles muitas vezes se mostravam mesmo estridentes. Mas, isso n\u00e3o me convenceu, pois na Europa aquelas caixas eram refer\u00eancia de qualidade nos agudos. Alguns sugeriram trocas de cabos, que tamb\u00e9m n\u00e3o proporcionaram nenhum resultado real, quando muito atenuando um pouco os agudos e camuflando\u00a0ligeiramente o problema.<br \/>\nFoi depois de muitas pesquisas que acabei concluindo que a temperatura do amplificador era a causa do problema. Mesmo instalado em um local bastante generoso em termos de espa\u00e7o, a ventila\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o era suficiente.<br \/>\n\u00c9 importante lembrar que\u00a0o resfriamento nestes casos ocorre pela dissipa\u00e7\u00e3o de calor proveniente dos componentes eletr\u00f4nicos internos atrav\u00e9s de aberturas no gabinete do aparelho, que fazem a troca desse calor com o meio externo. Muito diferente de um sistema de ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, como possuem alguns amplificadores. Vejam que at\u00e9 hoje muitos <em>players<\/em> de discos de \u00e1udio e v\u00eddeo disp\u00f5em de ventoinhas internas para garantirem o seu pleno funcionamento. Mas, ainda nestes casos, isso seria suficiente?<\/p>\n<p>Quem tem conhecimento em projetos eletr\u00f4nicos sabe que os fabricantes de equipamentos de \u00e1udio, v\u00eddeo e outros sempre se preocupam com a temperatura dos componentes que fazem parte do circuito. Dissipadores de calor s\u00e3o utilizados principalmente em componentes de alta pot\u00eancia como transistores de sa\u00edda e de fonte, alguns circuitos integrados e outros elementos que apresentam aquecimento elevado (j\u00e1 vi at\u00e9 diodos semicondutores e transformadores receberem esse tratamento). Os objetivos destes cuidados s\u00e3o v\u00e1rios: fazer com que os componentes n\u00e3o se queimem pelo excesso de calor, aumentar a vida \u00fatil destes e dos demais componentes instalados dentro do gabinete, reduzir falhas, prolongar as caracter\u00edsticas dos componentes que se alteram muito com o tempo quando muito aquecidos, mas tamb\u00e9m fazer com que o equipamento funcione dentro de sua melhor faixa de\u00a0trabalho, muitas vezes definida pelo projetista. Ou seja, o projetista sabe que o seu equipamento vai aquecer, e assim define melhor os seus ajustes para que nessas condi\u00e7\u00f5es ele apresente o seu melhor desempenho.<br \/>\nSendo assim, o ideal \u00e9 que o equipamento trabalhe nesta faixa de temperatura de projeto, preferencialmente mais frio, mas nunca mais quente. O desempenho piora muito mais quando o equipamento est\u00e1 sobreaquecido do que quando est\u00e1 mais frio do que a temperatura ideal de trabalho. As curvas caracter\u00edsticas dos componentes definem isso.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que, quando instalei um ventilador atr\u00e1s do meu amplificador da Creek, n\u00e3o experimentei mais\u00a0qualquer inc\u00f4modo com os agudos. Havia, nesta faixa de altas frequ\u00eancias, uma distor\u00e7\u00e3o alta por conta do aquecimento elevado dos componentes do amplificador.<br \/>\nCostumo sempre recomendar que os equipamentos sejam instalados fora da sala de audi\u00e7\u00e3o (n\u00e3o existe ainda nenhum dispositivo que elimine as vibra\u00e7\u00f5es &#8220;a\u00e9reas&#8221; provocadas pelos sons gerados pelas caixas ac\u00fasticas), em um <em>rack<\/em> com prateleiras bem espa\u00e7adas, com os equipamentos elevados das prateleiras, com ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, e com temperatura e umidade controladas.<br \/>\nA maioria dos audi\u00f3filos n\u00e3o imagina a diferen\u00e7a que estas provid\u00eancias fazem. Gastam fortunas em cabos e acess\u00f3rios in\u00fateis, mas instalam seus equipamentos em <em>racks<\/em>\u00a0ou estantes colocadas entre as caixas ac\u00fasticas ou em cantos da sala onde a energia dos graves refor\u00e7am as vibra\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o se preocupam com a temperatura e a umidade do ambiente. Seus sistemas, nestas condi\u00e7\u00f5es, jamais conseguir\u00e3o apresentar o melhor desempenho.<\/p>\n<p>Mas, algu\u00e9m pode me perguntar: devo me preocupar com a umidade? Componentes eletr\u00f4nicos sofrem com umidade? Depois de aquecido, a umidade n\u00e3o \u00e9 dissipada? Sim,\u00a0sim e sim.<br \/>\nVejamos, quando ligados, a maioria dos equipamentos geram quantidade de calor suficiente para dissipar a sua umidade interna e, portanto, operar sem a presen\u00e7a de umidade.<br \/>\nMas, saibam que essa umidade \u00e9 muitas vezes condensada, e alguns manuais de <em>players<\/em> at\u00e9 alertam que a leitura de discos pode se tornar imposs\u00edvel nestas condi\u00e7\u00f5es, justamente pela condensa\u00e7\u00e3o de umidade na lente de leitura do canh\u00e3o de laser. Imagine, agora, o que mais essa umidade pode fazer ao restante do circuito.<br \/>\nComponentes eletr\u00f4nicos e el\u00e9tricos possuem recomenda\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 sua estocagem, e umidade \u00e9 um dos par\u00e2metros a serem observados. Portanto, a umidade tamb\u00e9m pode provocar danos aos componentes, principalmente em chaves e conectores. Contatos de interruptores (dos bot\u00f5es dos equipamentos) e dos seus conectores internos e externos s\u00e3o prejudicados com o tempo.<br \/>\nSabe aquele problema de mau contato no seu aparelho (quem tem ou teve um Creek 5053SE que usa aqueles cabinhos com conectores internos\u00a0conhece\u00a0bem isso) que faz com que o som sofra varia\u00e7\u00f5es de volume e at\u00e9 suma algumas vezes? Ele \u00e9 o menor dos seus problemas. A oxida\u00e7\u00e3o dos contatos pela umidade e os danos que ela causa nos componentes s\u00e3o muitas vezes &#8220;silenciosos&#8221;, mas &#8220;silenciosos&#8221; no sentido de\u00a0aumentarem gradualmente sem chamarem muito a aten\u00e7\u00e3o (mas muito percept\u00edveis pelo audi\u00f3filo mais atento e experimentado).<\/p>\n<p>Saiba que a umidade \u00e9 prejudicial n\u00e3o s\u00f3 aos equipamentos da sua estante , mas tamb\u00e9m \u00e0s suas caixas ac\u00fasticas. Sim, a maioria (digamos 99,9%) dos audi\u00f3filos desconhecem as interfer\u00eancias da temperatura ambiente e da umidade em suas caixas ac\u00fasticas. A rigidez dos cones dos alto-falantes de uma caixa ac\u00fastica e a mobilidade destes cones (inclusive os domos e as fitas dos\u00a0<em>tweeters<\/em>) s\u00e3o bastante afetadas em raz\u00e3o destas vari\u00e1veis e, acreditem, a diferen\u00e7a \u00e9 muito significativa.<br \/>\nCuriosamente, os audi\u00f3filos ignoram estes problemas. Parece haver muito mais emo\u00e7\u00e3o em comprar, desembalar e instalar um novo cabinho que vai lhe proporcionar pouca ou nenhuma diferen\u00e7a no som (diferen\u00e7a esta muitas vezes discut\u00edvel), do que dar aten\u00e7\u00e3o ao que realmente interfere intensamente no resultado final.<br \/>\nPoder\u00edamos enriquecer ainda mais o tema falando do aterramento de caixas ac\u00fasticas, da blindagem de seus divisores de frequ\u00eancia e do arranjo dos seus cabos de liga\u00e7\u00e3o em tubos de cobre, etc&#8230;, mas isso ficar\u00e1 para outra oportunidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>2. Solu\u00e7\u00f5es para o controle da temperatura e da umidade<\/strong><\/span><\/p>\n<p>OK, entendemos agora como os n\u00edveis de temperatura e de umidade s\u00e3o\u00a0importantes para o nosso sistema de som (n\u00e3o nos esque\u00e7amos do p\u00f3&#8230; mas&#8230; fica tamb\u00e9m para outra oportunidade&#8230;), mas, o que devemos fazer ent\u00e3o para\u00a0control\u00e1-los?<\/p>\n<p>Se at\u00e9 agora falamos em problemas, a boa not\u00edcia \u00e9 que temos solu\u00e7\u00f5es para eles.<br \/>\nPodemos separar os problemas da seguinte forma:<br \/>\na) Temperatura dos equipamentos<br \/>\nb) Temperatura da sala<br \/>\nc) Umidade do ambiente<br \/>\nVamos \u00e0s sugest\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>a) Temperatura dos equipamentos<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ser projetado para funcionar numa ampla faixa de temperaturas, \u00e9 na sua temperatura ideal que um aparelho fornece o seu melhor desempenho, e como estamos falando de extrair sempre o melhor de cada elo do sistema, faz sentido conhecermos a temperatura ideal dos equipamentos e mant\u00ea-los nesta condi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas, qual a temperatura de trabalho ideal de cada equipamento?<br \/>\nEssa \u00e9 uma resposta dif\u00edcil, pois sabendo que componentes eletr\u00f4nicos como transistores, capacitores e tantos outros variam as suas caracter\u00edsticas em fun\u00e7\u00e3o da temperatura, os fabricantes ajustam o equipamento para uma condi\u00e7\u00e3o &#8220;normal&#8221; de trabalho, e esta condi\u00e7\u00e3o pode mudar caso a caso.<br \/>\nMas, podemos levar em considera\u00e7\u00e3o alguns pontos para compreendermos melhor esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Componentes eletr\u00f4nicos s\u00e3o mais est\u00e1veis em temperaturas mais baixas. Ru\u00eddo, principalmente em semicondutores, se eleva bastante com o calor, j\u00e1 a capacit\u00e2ncia e a corrente de fuga em capacitores, principalmente eletrol\u00edticos, tamb\u00e9m se alteram de forma mais prejudicial em altas temperaturas. Portanto, a queda de desempenho de um equipamento n\u00e3o est\u00e1 associada somente \u00e0 temperatura de trabalho mais elevada adotada num projeto, mas tamb\u00e9m \u00e0 uma condi\u00e7\u00e3o de trabalho\u00a0menos desejada de seus componentes.<br \/>\nAl\u00e9m disso, \u00e9 preciso lembrar que, mesmo suportando uma temperatura de funcionamento mais elevada, os componentes se deterioram muito mais rapidamente nestas condi\u00e7\u00f5es do que em temperaturas mais baixas, e isso ocorre muitas vezes gradualmente, fazendo com que o usu\u00e1rio n\u00e3o sinta uma diferen\u00e7a imediata ou mesmo em nenhum momento, j\u00e1 que ele vai se acostumando com estas varia\u00e7\u00f5es. Portanto, a velha m\u00e1xima de que certos equipamentos devem trabalhar quentes, pois foram projetados para operar normalmente nestas condi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o verdadeira.<\/p>\n<p>Conversando recentemente com alguns engenheiros da Marantz e da Krell, eles foram un\u00e2nimes em me afirmar que o ideal \u00e9 trabalhar na condi\u00e7\u00e3o mais fria poss\u00edvel, e explicam o por que:<br \/>\nos componentes eletr\u00f4nicos que mais aquecem, principalmente transistores, devem funcionar sempre com uma temperatura mais baixa. Para tanto, s\u00e3o utilizados dissipadores de calor que s\u00e3o formados por perfis bem complexos, normalmente em alum\u00ednio, que tem a fun\u00e7\u00e3o de aumentar a \u00e1rea de dissipa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica dos componentes. Assim, cada componente vai trocar temperatura com o dissipador, e este com o ar externo. Numa condi\u00e7\u00e3o ideal, a troca de temperatura do dissipador com o ar \u00e9 m\u00e1xima, e os componentes operam assim numa temperatura muito baixa.<br \/>\nNa pr\u00e1tica, por uma s\u00e9rie de fatores, essa m\u00e1xima transfer\u00eancia de temperatura entre os dissipadores e o ar n\u00e3o ocorre como desejar\u00edamos, e boa parte do calor ainda \u00e9 mantida nos componentes. E, al\u00e9m disso, a temperatura ao redor dos dissipadores \u00e9 bastante elevada e acaba transferida para os demais componentes.<br \/>\nEstes fabricantes informam que os seus equipamentos s\u00e3o ajustados em bancada, e n\u00e3o em estantes. As dist\u00e2ncias livres m\u00ednimas exigidas dos equipamentos s\u00e3o informadas para permitir o m\u00ednimo de ventila\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, mas a condi\u00e7\u00e3o ideal de resfriamento normalmente \u00e9 outra bem diferente. Na opini\u00e3o destes dois fabricantes, a condi\u00e7\u00e3o ideal \u00e9 aquela onde a temperatura ambiente fosse normal, os aparelhos estivessem instalados em local aberto e houvesse uma cont\u00ednua renova\u00e7\u00e3o de ar.<\/p>\n<p>J\u00e1 os t\u00e9cnicos da Cambridge sugerem que a m\u00e1xima transfer\u00eancia de calor \u00e9 o objetivo a ser perseguido, e assim defendem a ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, como, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o de um ventilador junto aos equipamentos. Confirmo isso, j\u00e1 que utilizo um pr\u00e9-amplificador e dois <em>powers<\/em> da Cambridge, e a diferen\u00e7a entre oper\u00e1-los frios ou quentes \u00e9 bastante significativa, com melhor separa\u00e7\u00e3o de canais, maior detalhamento e mais suavidade dos agudos quando ele est\u00e1 mais frio. Normalmente meus amplificadores da Cambridge funcionam levemente mornos com o sistema de ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, e bastante quentes sem essa provid\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso lembrar que, principalmente equipamentos europeus, o clima mais frio e seco favorece a sua condi\u00e7\u00e3o de trabalho, bem diferente daquela situa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds tropical.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, temos outro agravante, j\u00e1 que a maioria dos aparelhos importados s\u00e3o projetados para funcionar em 110 Volts, e a nossa rede el\u00e9trica pode fornecer tens\u00f5es acima dos 130 volts, como j\u00e1 medi nas tomadas de minha sala. N\u00e3o adianta reclamar para a companhia de for\u00e7a, eu j\u00e1 fiz isso. Agora, adivinhem o que acontece com essa tens\u00e3o adicional? Sim gera mais calor do que aquele para o qual o equipamento foi projetado para suportar.<\/p>\n<p>Portanto, para conseguirmos a melhor dissipa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica com a m\u00e1xima transfer\u00eancia de calor dos componentes para o ambiente, a ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada que envolve os equipamentos, passando pelos seus dissipadores de calor externos ou pelas aberturas do seu gabinete, apresenta-se como uma solu\u00e7\u00e3o muito bem-vinda.<br \/>\nPara conseguirmos esse resultado, \u00e9 poss\u00edvel instalar unidades dedicadas de ventila\u00e7\u00e3o, como aquela j\u00e1 apresentada aqui no Hi-Fi Planet (Resfrim), utilizar ventiladores e circuladores de ar silenciosos (de marcas confi\u00e1veis e com filtros na tomada), ou uma ventila\u00e7\u00e3o central (\u00fanica) com\u00a0intensa e ampla\u00a0movimenta\u00e7\u00e3o de ar.<br \/>\nInicialmente, eu utilizei a solu\u00e7\u00e3o do Resfrim para retirar o ar do interior dos equipamentos, e um ventilador para circular o ar ao seu redor. Essa solu\u00e7\u00e3o foi suficiente, e manteve todo o sistema bem resfriado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2007\/11\/3-RESFRIM-AGRS-1.0.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2976\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2007\/11\/3-RESFRIM-AGRS-1.0.jpg\" alt=\"3-RESFRIM-AGRS-1.0\" width=\"580\" height=\"295\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2007\/11\/3-RESFRIM-AGRS-1.0.jpg 580w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2007\/11\/3-RESFRIM-AGRS-1.0-300x152.jpg 300w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2007\/11\/3-RESFRIM-AGRS-1.0-500x254.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><br \/>\n<\/a><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/resfrim-resfriando-seu-equipamento\/\" target=\"_blank\">http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/resfrim-resfriando-seu-equipamento\/<\/a><\/p>\n<p>Mais tarde, ainda em minha antiga sala, e agora na nova, adotei a solu\u00e7\u00e3o do ventilador central.<br \/>\nTrata-se de um ventilador de qualidade industrial, com h\u00e9lices met\u00e1licas (mais finas), e extremamente silencioso. Utilizo, ainda, um variador de velocidade linear, que permite encontrar o ajuste ideal.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/ventilacao-som-hi-end.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4012\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/ventilacao-som-hi-end.jpg\" alt=\"ventilacao-som-hi-end\" width=\"500\" height=\"627\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/ventilacao-som-hi-end.jpg 500w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/ventilacao-som-hi-end-239x300.jpg 239w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<\/a>Em destaque, o ventilador que provoca a circula\u00e7\u00e3o de ar for\u00e7ado pelo <em>rack<\/em> dos equipamentos.<\/p>\n<p>Seu posicionamento permite fazer com que o ar circule por todos os equipamentos,\u00a0renovando-o em volta do <em>rack<\/em> tamb\u00e9m. A saleta dedicada para os equipamentos facilita essa solu\u00e7\u00e3o. Em muitos casos o Resfrim acaba sendo a \u00fanica op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel, mas que tamb\u00e9m funciona muito bem. Eu diria que o Resfrim sozinho resolve 80% do problema e j\u00e1 oferece bastante tranquilidade. O Resfrim com o ventilador, ou somente o ventilador central (bem instalado) j\u00e1 oferecem 100% de circula\u00e7\u00e3o de ar.<\/p>\n<p>Portanto, as solu\u00e7\u00f5es aqui apresentadas permitem aumentar a circula\u00e7\u00e3o de ar pelos equipamentos, extraindo o calor interno e dissipando-o para o ambiente, evitando que se concentre em torno do <em>rack<\/em> tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>b) Temperatura da sala<\/strong><\/p>\n<p>Como j\u00e1 comentamos aqui, os componentes eletr\u00f4nicos devem trabalhar numa temperatura ambiente adequada.<br \/>\nDesta forma, n\u00e3o adianta extrairmos o calor deles e troc\u00e1-lo por uma temperatura ambiente elevada. Da mesma forma, as solu\u00e7\u00f5es aqui apresentadas n\u00e3o funcionam para caixas ac\u00fasticas.<\/p>\n<p>Poucos sabem que alto falantes e divisores de frequ\u00eancia podem aquecer muito\u00a0e afetar o desempenho das caixas.<br \/>\nFabricantes de caixas parecem preocupar-se pouco com alguns pontos que mereciam mais cuidado. Normalmente o que fica aparente recebe uma aten\u00e7\u00e3o especial, pois isso seduz o comprador que, na grande maioria das vezes, acredita que a apar\u00eancia justifica o conceito de &#8220;high-end&#8221;.<br \/>\nCerta vez, comentei numa discuss\u00e3o em um f\u00f3rum que &#8220;high-end&#8221; deveria ser o resultado, n\u00e3o as partes (equipamentos e acess\u00f3rios) isoladas. O resultado final n\u00e3o depende da apar\u00eancia do equipamento.<br \/>\nEsta afirma\u00e7\u00e3o foi copiada posteriormente em outros f\u00f3runs e at\u00e9 por uma antiga publica\u00e7\u00e3o nacional, o que mostra que, finalmente, o consumidor (o audi\u00f3filo tamb\u00e9m \u00e9 um consumidor) come\u00e7a a entender o significado disso.<\/p>\n<p>Os projetistas de caixas ac\u00fasticas, normalmente, instalam os divisores de frequ\u00eancia no interior do compartimento dos alto falantes das caixas, salvo raras ou car\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es. Se acertam de um lado, erram do outro. Tirar o divisor de frequ\u00eancias do interior das c\u00e2maras dos alto falantes \u00e9 bem interessante, j\u00e1 que isso elimina muitos problemas que s\u00e3o causados nesta condi\u00e7\u00e3o. Mas, tanto uma solu\u00e7\u00e3o como outra normalmente n\u00e3o\u00a0contemplam a blindagem dos componentes. Manter os divisores em uma caixa blindada e aterrada \u00e9 uma provid\u00eancia necess\u00e1ria e que oferece um resultado bastante positivo, e em muitos casos a diferen\u00e7a \u00e9 realmente surpreendente.<br \/>\nNo projeto de minhas caixas eu criei um gabinete exclusivo para os divisores, blindado magneticamente para impedir interfer\u00eancias destrutivas de RF, e providenciei sa\u00eddas de ventila\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMas, as sa\u00eddas de ventila\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o suficientes para proporcionar um controle efetivo da temperatura dos divisores, e \u00e9 a\u00ed que entra essa discuss\u00e3o\u00a0sobre uma solu\u00e7\u00e3o para o controle da\u00a0 temperatura da sala.<\/p>\n<p>Para que o ar quente gerado pelos componentes tenha uma troca ideal de calor com o ambiente, \u00e9 preciso que o ar do ambiente esteja numa temperatura controlada, e a\u00ed n\u00e3o tem jeito, a utiliza\u00e7\u00e3o de condicionadores de ar se faz obrigat\u00f3ria.<br \/>\nN\u00e3o temos aqui uma solu\u00e7\u00e3o t\u00e3o acess\u00edvel e econ\u00f4mica como aquelas sugeridas na abordagem anterior, pois aparelhos de ar-condicionado silenciosos e de bom desempenho custam caro.<br \/>\nO vendedor sempre vir\u00e1 com um c\u00e1lculo ou uma tabela, perguntando o volume do ambiente a ser resfriado, quantidade de pessoas, janelas, paredes que recebem sol, etc. Mas, estes c\u00e1lculos s\u00e3o fornecidos por fabricantes como um ponto de partida para permitir o m\u00ednimo desempenho aceit\u00e1vel do equipamento, por\u00e9m, o ideal \u00e9 utilizar aparelhos mais potentes. Ambos conseguir\u00e3o manter a temperatura ideal da sala, pois esta \u00e9 ajust\u00e1vel no aparelho, mas o segundo conseguir\u00e1 atingir essa temperatura mais rapidamente, justamente por ter um poder de resfriamento maior.<br \/>\nSe o fabricante lhe sugerir um aparelho de 7.000 BTUs, por exemplo, pense em outro com no m\u00ednimo 9.500, 10.000 ou mesmo 12.000 BTUs.<br \/>\nEm salas grandes, pense em algo bem mais potente. Normalmente, quanto mais potente o aparelho, maior o seu ru\u00eddo. Escolha modelos silenciosos e de boa qualidade. Sei que as op\u00e7\u00f5es hoje s\u00e3o poucas, mas tente fugir dos modelos de marcas com origem chinesa. E, cuidado, grandes e tradicionais marcas foram adquiridas pelos chineses, e com isso a qualidade caiu bastante tamb\u00e9m (exemplo: Springer).<br \/>\nProcure marcas s\u00e9rias e confi\u00e1veis, e d\u00ea prefer\u00eancia aos aparelhos <em>split<\/em> com serpentina de cobre. Deixe a unidade externa condensadora o mais distante poss\u00edvel das janelas da sala e use sempre borrachas para isolar a vibra\u00e7\u00e3o das paredes ou do forro onde for instalada a unidade.<\/p>\n<p>Para quem utiliza saleta dedicada, existem modelos que possuem uma unidade externa e duas internas, o que facilita bastante o trabalho. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel fazer o ar mais frio da sala principal circular na saleta por meio de interliga\u00e7\u00f5es entre as duas salas ou exaustores estrategicamente instalados.<\/p>\n<p>\u00c9 um investimento caro, mas necess\u00e1rio, e tenho a certeza que muitos gastam muito mais do que isso em solu\u00e7\u00f5es &#8220;m\u00e1gicas&#8221;\u00a0que fornecem ganhos muito inferiores de resultados.<\/p>\n<p><strong>c) Umidade do ambiente<\/strong><\/p>\n<p>O controle da umidade do ambiente n\u00e3o \u00e9 mais uma dessas frescuras do universo audi\u00f3filo.<\/p>\n<p>Como eu j\u00e1 demonstrei acima, a umidade \u00e9 prejudicial para o equipamento e para o seu desempenho. Ela danifica componentes, aumentando, inclusive, a resist\u00eancia el\u00e9trica das conex\u00f5es e contatos de chaves pela oxida\u00e7\u00e3o, e afeta diretamente o desempenho das caixas ac\u00fasticas. At\u00e9 salas com projetores\u00a0sofrem com\u00a0fungos nas lentes e telas em raz\u00e3o da umidade.<br \/>\nAcreditem, a influ\u00eancia da umidade \u00e9 muito maior do que muitos imaginam e, mais uma vez, afetam o desempenho de forma muito mais intensa do que cabos el\u00e9tricos.<br \/>\nEssa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande que at\u00e9 componentes externos \u00e0 sala de som s\u00e3o afetados.<br \/>\nNa minha sala atual, at\u00e9 a caixa dedicada de distribui\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e de fus\u00edveis (evite disjuntores) \u00e9\u00a0herm\u00e9tica\u00a0e possui absorvedor de umidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/eletrica-som-hi-end.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4013\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/eletrica-som-hi-end.jpg\" alt=\"eletrica-som-hi-end\" width=\"400\" height=\"533\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/eletrica-som-hi-end.jpg 400w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/eletrica-som-hi-end-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<\/a>Indica\u00e7\u00e3o em amarelo mostra o absorvedor de umidade para evitar oxida\u00e7\u00e3o dos contatos e parafusos, mesmo todos tendo sido banhados a ouro sob encomenda.<\/p>\n<p>A umidade \u00e9 inimiga dos amplificadores, <em>players<\/em> de disco, DAC\u00b4s externos, c\u00e1psulas de toca-discos e muitos outros componentes, e tamb\u00e9m afeta o funcionamento dos alto falantes das caixas ac\u00fasticas, alterando substancialmente o seu desempenho e at\u00e9 danificando-os permanentemente.<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 utilizei por muito tempo potes especiais para absor\u00e7\u00e3o de umidade que montei com generosas quantidades de cloreto de c\u00e1lcio que eu comprava aos quilos todo m\u00eas. Estes potes eram espalhados pela sala em pontos estrat\u00e9gicos, mas o resultado ficou bem abaixo do desejado. \u00c9 preciso lembrar que o controle da temperatura ambiente tamb\u00e9m auxilia muito na elimina\u00e7\u00e3o da umidade.<br \/>\nDepois de v\u00e1rias tentativas, inclusive utilizando a fun\u00e7\u00e3o de desumidificar do ar-condicionado, cheguei a conclus\u00e3o que o melhor \u00e9 utilizar equipamentos espec\u00edficos para isso. Eles usam tecnologia similar \u00e0 do ar-condicionado mas apresentam melhor desempenho,\u00a0e normalmente custam mais caro.<\/p>\n<p>Existem muitos desumidificadores no mercado, mas a maioria \u00e9 pouco eficiente. Os modelos mais indicados s\u00e3o aqueles que trabalham continuamente, controlando a umidade do ambiente e mantendo-a em condi\u00e7\u00f5es ideais (em torno de 50%).<br \/>\nEstes aparelhos utilizam compressores, e custam na faixa de R$ 1.800,00 a R$ 4.000,00, dependendo do tamanho do ambiente, da marca e da qualidade dos mesmos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desumidificador-som-hi-end.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4015\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desumidificador-som-hi-end.jpg\" alt=\"Desumidificador Plus 1000 da Thermomatic. www.thermomatic.com.br\" width=\"350\" height=\"402\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desumidificador-som-hi-end.jpg 350w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/desumidificador-som-hi-end-261x300.jpg 261w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Desumidificador Plus 1000 da Thermomatic.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.thermomatic.com.br\" target=\"_blank\">www.thermomatic.com.br<\/a><\/p>\n<p>Uma solu\u00e7\u00e3o mais econ\u00f4mica, n\u00e3o t\u00e3o eficiente e menos pr\u00e1tica, seria a utiliza\u00e7\u00e3o de l\u00e2mpadas de alta pot\u00eancia espalhadas pelo ambiente.\u00a0 O problema em aquecer e eliminar a umidade do ambiente com l\u00e2mpadas \u00e9 conseguir controlar com precis\u00e3o as faixas de temperatura e umidade desejadas. Al\u00e9m disso, temos a quest\u00e3o do consumo el\u00e9trico, pois as l\u00e2mpadas precisam ficar continuamente ligadas, e como o seu desempenho \u00e9 baixo, j\u00e1 que devem ser usadas l\u00e2mpadas incandescentes para este fim que geram mais calor, o consumo \u00e9 alto.<br \/>\nAquecedores de ambiente tamb\u00e9m fornecem algum resultado interessante, mas caem nas mesmas desvantagens das l\u00e2mpadas.<\/p>\n<p>Se a umidade muito elevada \u00e9 bastante prejudicial ao sistema de som, a baixa tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 recomendada. Ambientes muito secos provocam o ressecamento dos componentes e afetam mais intensamente o desempenho dos alto falantes das caixas ac\u00fasticas. A faixa de umidade ideal\u00a0nestas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 de 50 a 60% (m\u00e1ximo).<br \/>\nPor essa raz\u00e3o, um desumidificador associado a um umidificador, que funcionem continuamente e que monitorem e controlem a umidade, seriam a solu\u00e7\u00e3o ideal para a nossa aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3. Medidores de temperatura e umidade<\/strong><\/p>\n<p>Alguns desumidificadores fornecem uma leitura da umidade e da temperatura do ambiente, mas uma monitora\u00e7\u00e3o dedicada se mostra interessante quando desejamos ter um dom\u00ednio maior sobre as condi\u00e7\u00f5es de nossa sala. Medidores instalados em unidades desumidificadoras podem sofrer interfer\u00eancia pela pr\u00f3pria proximidade do equipamento.<\/p>\n<p>Existem no mercado muitas op\u00e7\u00f5es para monitorarmos a umidade e a temperatura do ambiente. Eu j\u00e1 utilizei algumas, inclusive de n\u00edvel profissional para aferir os medidores, j\u00e1 que\u00a0fa\u00e7o uso destes instrumentos certificados. Certificar um equipamento de medi\u00e7\u00e3o de temperatura e de umidade do ar n\u00e3o custa caro e in\u00fameras lojas que vendem instrumentos fazem isso, at\u00e9 fornecendo os instrumentos j\u00e1 aferidos. O ideal \u00e9 realizar uma aferi\u00e7\u00e3o a cada\u00a0doze meses.<\/p>\n<p>Utilizo hoje um instrumento da Digoo, encontrado no ebay. Seu pre\u00e7o \u00e9 bastante acess\u00edvel e ele fornece uma boa precis\u00e3o de leitura. J\u00e1 vi algumas reclama\u00e7\u00f5es sobre a sua precis\u00e3o, mas\u00a0elas partem de usu\u00e1rios que n\u00e3o sabem utilizar o instrumento.<br \/>\nEle pode monitorar simultaneamente at\u00e9 quatro pontos da casa ou de um mesmo ambiente, j\u00e1 que possui sensores remotos\u00a0sem fio que se comunicam com um painel <em>touch screen<\/em> que fornece as leituras.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/medidor-umidade.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4016\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/medidor-umidade.jpg\" alt=\"medidor-umidade\" width=\"400\" height=\"291\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/medidor-umidade.jpg 400w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/medidor-umidade-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Acima, podemos ver o medidor que utilizo. Observe que o canal 1 faz a leitura da sala de som, abaixo \u00e0 esquerda. Ele pode fazer a leitura de v\u00e1rios ambientes.<br \/>\nDo lado direito, dentro do s\u00edmbolo da casa, ele mede as condi\u00e7\u00f5es do ambiente onde est\u00e1 instalado, no caso o meu escrit\u00f3rio. Hoje, um dia frio e bastante \u00famido, \u00e9 um exemplo dos resultados obtidos com os trabalhos realizados na sala de som. Enquanto no escrit\u00f3rio\u00a0temos uma temperatura de 20,5 graus e uma umidade relativa do ar em 71%, na sala de som temos uma temperatura de 25,2 graus com uma umidade de 55%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Controlar as condi\u00e7\u00f5es ambientais de uma sala de \u00e1udio e v\u00eddeo \u00e9 essencial para garantir o pleno desempenho dos componentes do sistema, sua precis\u00e3o e durabilidade.<br \/>\nPara tanto, \u00e9 preciso controlar a temperatura interna dos equipamentos e do pr\u00f3prio ambiente externo, al\u00e9m da umidade da sala.<br \/>\nAs diferen\u00e7as no desempenho do sistema s\u00e3o bem not\u00e1veis, fazendo com que esse investimento seja mais efetivo do que a troca ou instala\u00e7\u00e3o de equipamentos ou acess\u00f3rios que pouca ou nenhuma vantagem oferecem, e que muitas vezes s\u00e3o vendidos por pre\u00e7os mais caros que as solu\u00e7\u00f5es aqui apresentadas.<\/p>\n<p>Se existe uma inten\u00e7\u00e3o s\u00e9ria de extrair o melhor desempenho de um sistema, cuide primeiro do ambiente, da sua temperatura\u00a0e\u00a0umidade, da instala\u00e7\u00e3o el\u00e9trica, ac\u00fastica, etc.<br \/>\nFa\u00e7a as suas pr\u00f3prias experi\u00eancias e\u00a0compartilhe conosco\u00a0os resultados obtidos. Tenho certeza que ir\u00e1 se surpreender.<br \/>\nAl\u00e9m disso, lembre-se que um ambiente controlado tamb\u00e9m oferece mais conforto e sa\u00fade para voc\u00ea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>\u00b9. Para mim o \u00e1udio de alta-fidelidade \u00e9 um <em>hobby<\/em> s\u00e9rio. Assim, procuro aliar o meu conhecimento t\u00e9cnico com as minhas pesquisas e as minhas experi\u00eancias, buscando, desta forma, as minhas pr\u00f3prias respostas e fugindo dos velhos e ultrapassados conceitos prontos de publica\u00e7\u00f5es, comerciantes e &#8220;entendidos&#8221;, ditados por &#8220;verdades distorcidas&#8221; que foram divulgadas por anos. Tento compartilhar o que aprendo como forma de disseminar as informa\u00e7\u00f5es adquiridas, e tentar ajudar outros <em>hobbistas <\/em>que tamb\u00e9m buscam extrair o m\u00e1ximo de seus sistemas sem cair nas in\u00fameras armadilhas do mercado.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>\u00b2. Assim como sons musicais agradam ao nosso c\u00e9rebro, uma infinidade de sons que percebemos todos os dias lhe provoca inc\u00f4modos, seja pelo seu volume ou pelas suas caracter\u00edsticas harm\u00f4nicas. N\u00e3o se trata de uma &#8220;fadiga auditiva&#8221;, como se costuma dizer no meio audi\u00f3filo, pois nossos ouvidos n\u00e3o sofrem de fadiga nestes casos, eles apenas comunicam os sons do meio externo com o nosso c\u00e9rebro que ir\u00e1 interpret\u00e1-los e provocar as sensa\u00e7\u00f5es que sentimos.<br \/>\nO livro &#8220;M\u00fasica, C\u00e9rebro e \u00caxtase&#8221;, de Robert Jourdain, \u00e9 uma leitura obrigat\u00f3ria para quem quer entender com bastante profundidade como funciona a nossa percep\u00e7\u00e3o auditiva, desde a capta\u00e7\u00e3o dos sons at\u00e9 o seu processamento pelo nosso c\u00e9rebro.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Atualiza\u00e7\u00e3o em 23.06.2018<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Recebi um e-mail de um leitor dizendo que o problema dele \u00e9 o contr\u00e1rio, ou seja, a sala dele \u00e9 muito seca, e me pergunta se ele pode usar umidificador de ar para estabilizar as condi\u00e7\u00f5es de ambiente e ter as mesmas vantagens apontadas aqui neste artigo.<br \/>\nSim, pode e deve. Comentamos isso aqui neste artigo. O importante \u00e9 manter temperatura e umidade controladas.<br \/>\nExistem excelentes umidificadores de ambiente no mercado, mas cuidado com a escolha dos modelos. Alguns concentram muito a umidade ao seu redor, e isso pode danificar algum objeto mais pr\u00f3ximo. D\u00ea prefer\u00eancia aos modelos que fornecem uma nebuliza\u00e7\u00e3o bem difusa, n\u00e3o muito concentrada, e instale o umidificador longe dos objetos da sala.<br \/>\nNovamente, vale aqui a recomenda\u00e7\u00e3o de monitorar a umidade para ajust\u00e1-la adequadamente. Alguns umidificadores fornecem essa medi\u00e7\u00e3o e controlam a intensidade da umidade, mas vale a mesma observa\u00e7\u00e3o que fiz para o desumidificador, de fazer a leitura com sensores dedicados e em v\u00e1rios pontos da sala.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3909\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg\" alt=\"for the serious\" width=\"450\" height=\"61\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious.jpg 450w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/fortheserious-300x41.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Como a temperatura e a umidade de um ambiente podem afetar o\u00a0desempenho de um sistema de som de alta-fidelidade?<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":4011,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4010"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4010"}],"version-history":[{"count":10,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4010\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4033,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4010\/revisions\/4033"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4011"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4010"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4010"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4010"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}