{"id":3921,"date":"2017-08-06T17:10:30","date_gmt":"2017-08-06T20:10:30","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=3921"},"modified":"2017-08-07T15:54:51","modified_gmt":"2017-08-07T18:54:51","slug":"toe-in-sem-misterios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/toe-in-sem-misterios\/","title":{"rendered":"&#8220;Toe-in&#8221; Sem Mist\u00e9rios"},"content":{"rendered":"<p>O alinhamento de caixas ac\u00fasticas parece mais um daqueles mist\u00e9rios inexplic\u00e1veis do \u00e1udio de alta-fidelidade.<br \/>\nVamos tentar explicar aqui o que existe de fato\u00a0sobre o assunto.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>&#8220;Toe-in&#8221; Sem Mist\u00e9rios<\/strong><\/p>\n<p><em>Por: Eduardo Martins<\/em><\/p>\n<p>Manter um certo mist\u00e9rio em torno do \u00e1udio de alta-fidelidade, ou do &#8220;<em>Hi-End<\/em>&#8220;, como preferem alguns, parece fazer parte do jogo de interesses que cerca este <em>hobby<\/em>, afinal, isso estimula o consumidor a gastar muito dinheiro em solu\u00e7\u00f5es e consultorias mirabolantes, alimentando um mercado que se favorece desta confus\u00e3o criada por fabricantes, revendas, publica\u00e7\u00f5es &#8220;especializadas&#8221; e alguns comerciantes e desinformados participantes de f\u00f3runs de discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>O alinhamento horizontal das caixas ac\u00fasticas, tratado popularmente como &#8220;<em>toe-in<\/em>&#8220;, \u00e9 tamb\u00e9m envolto de alguns mist\u00e9rios desnecessariamente criados para confundir o consumidor.<br \/>\nJ\u00e1 li coment\u00e1rios neste exato sentido, inclusive um onde o avaliador de uma publica\u00e7\u00e3o, ao testar um par de caixas ac\u00fasticas, afirmava: &#8220;Apesar do fabricante nada informar, conseguimos o melhor resultado com um <em>toe-in<\/em> de 30\u00ba. N\u00e3o me pergunte porque, \u00e9 mais um daqueles mist\u00e9rios que s\u00f3 deciframos na pr\u00e1tica.&#8221;<br \/>\nAl\u00e9m dos 30\u00ba informados por ele estar incorretamente anunciado, n\u00e3o haveria qualquer raz\u00e3o para crer em um mist\u00e9rio para justificar o fato, j\u00e1 que as caracter\u00edsticas das caixas e da sala onde as caixas foram instaladas explicariam com clareza a raz\u00e3o desta observa\u00e7\u00e3o, como veremos aqui neste artigo que tem por objetivo eliminar mais um mito criado em torno do nosso <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 o &#8220;<em>Toe-in<\/em>&#8220;?<\/strong><\/p>\n<p><em>Toe-in<\/em> \u00e9 o nome dado popularmente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do\u00a0alinhamento (converg\u00eancia) de uma caixa ac\u00fastica em rela\u00e7\u00e3o ao ouvinte. O termo tamb\u00e9m \u00e9 utilizado em pa\u00edses de l\u00edngua inglesa para identificar o alinhamento de rodas de um carro (<em>toe-in<\/em> e <em>toe-out<\/em>).<br \/>\nNormalmente, as caixas ac\u00fasticas de um sistema est\u00e9reo s\u00e3o posicionadas no ambiente com suas frentes viradas diretamente para frente, ou seja, cada uma com o seu eixo horizontal alinhado paralelamente \u00e0 parede lateral, como podemos ver no desenho abaixo:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-01.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3923\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-01.jpg\" alt=\"toe-in-01\" width=\"342\" height=\"270\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-01.jpg 342w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-01-300x237.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><\/a>Figura 1<\/p>\n<p>Mas, por algumas raz\u00f5es que veremos adiante, elas podem ser inclinadas horizontalmente em dire\u00e7\u00e3o ao ouvinte,\u00a0<em>on axis<\/em> ou zero grau quando totalmente virada para o ouvinte, como no exemplo abaixo:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-02.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3924\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-02.jpg\" alt=\"toe-in-02\" width=\"342\" height=\"270\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-02.jpg 342w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-02-300x237.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><\/a>Figura 2<\/p>\n<p>Esta varia\u00e7\u00e3o de\u00a0\u00e2ngulo de posicionamento da caixa em dire\u00e7\u00e3o ao ouvinte\u00a0\u00e9 o que chamamos de &#8220;<em>toe-in<\/em>&#8220;, quando virada para fora, chamamos de &#8220;<em>toe-out<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-toe-out-01.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3938\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-toe-out-01.jpg\" alt=\"toe-in-toe-out-01\" width=\"446\" height=\"296\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-toe-out-01.jpg 446w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-toe-out-01-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 446px) 100vw, 446px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>A influ\u00eancia do<em> toe-in<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Quando uma caixa ac\u00fastica est\u00e1 posicionada num ambiente, normalmente conforme demonstrado nas figuras acima, sabemos que o som refletir\u00e1 nas paredes, piso e teto da sala, assunto j\u00e1 tratado em nossos artigos anteriores sobre ac\u00fastica.<br \/>\nPara efeito deste estudo, consideraremos os efeitos provocados pelas paredes laterais, que s\u00e3o elementos importantes\u00a0quando aplicamos o &#8220;<em>toe-in<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Quando as caixas est\u00e3o direcionadas totalmente para o ouvinte, como na figura 2, perceba que temos uma reflex\u00e3o de som lateral muito menor, e uma energia sonora maior em dire\u00e7\u00e3o ao ouvinte. O som direto que atinge o ouvinte \u00e9 mais intenso. Ou seja, nestas condi\u00e7\u00f5es a influ\u00eancia da parede lateral \u00e9 menor, e tamb\u00e9m as reflex\u00f5es provocadas por ela.<br \/>\nO som ganha mais foco em dire\u00e7\u00e3o ao ouvinte, e a direcionalidade dos alto-falantes (j\u00e1 falaremos sobre isso) provocar\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o sonora tamb\u00e9m mais intensa.<\/p>\n<p>Quando as caixas est\u00e3o viradas para frente, como na figura 1, h\u00e1 uma reflex\u00e3o maior nas respectivas paredes laterais, dependendo do tratamento ac\u00fastico que lhes \u00e9 aplicado.<br \/>\nSe o tratamento das paredes laterais consistir de pain\u00e9is absorvedores, por exemplo, a influ\u00eancia destas reflex\u00f5es ser\u00e1 pequena ou nula, mas se a parede for reflexiva (viva) ou utilizar difusores, as reflex\u00f5es se far\u00e3o presentes.<br \/>\nEste efeito pode ser visto na ilustra\u00e7\u00e3o abaixo:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/reflexoes-sala-01.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3928\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/reflexoes-sala-01.jpg\" alt=\"reflexoes-sala-01\" width=\"500\" height=\"365\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/reflexoes-sala-01.jpg 500w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/reflexoes-sala-01-300x219.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a>Figura 3<\/p>\n<p>Observe que na figura acima est\u00e3o representadas as primeiras reflex\u00f5es das paredes laterais, que s\u00e3o aquelas necess\u00e1rias para a compreens\u00e3o que desejamos.<\/p>\n<p>As setas em VERDE mostram o som direto, que deixa os alto-falantes das caixas e segue diretamente ao ouvinte.<br \/>\nDependendo da caracter\u00edstica dos transdutores utilizados, h\u00e1 uma direcionalidade maior do som. Os <em>tweeters<\/em> normalmente apresentam maior direcionalidade (o que varia muito conforme o modelo), ou seja, quanto mais direcionados ao ouvinte, maior a intensidade de som percebida.<br \/>\nNormalmente essa direcionalidade \u00e9 sentida com grande intensidade a partir dos 4 kHz.<\/p>\n<p>Em seguida, temos a representa\u00e7\u00e3o das ondas sonoras refletidas pelas paredes laterais, as setas em\u00a0VERMELHO, que tamb\u00e9m s\u00e3o emitidas pelas caixas ac\u00fasticas.<br \/>\nQuando as caixas est\u00e3o alinhadas diretamente para frente, ou seja, sem a aplica\u00e7\u00e3o de &#8220;<em>toe-in<\/em>&#8220;, h\u00e1 uma intensidade maior de sons refletidos nas paredes laterais do que sons diretos. No exemplo demonstrado na figura, essa incid\u00eancia se d\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parede esquerda, pois a aplica\u00e7\u00e3o de material absorvedor ac\u00fastico na parede direita acabou por eliminar as reflex\u00f5es deste lado ( setas em AMARELO).<br \/>\nSe n\u00e3o houvesse a aplica\u00e7\u00e3o de material absorvedor na parede direita, ter\u00edamos reflex\u00f5es id\u00eanticas \u00e0s da parede esquerda tamb\u00e9m sendo produzidas\u00a0aqui.<\/p>\n<p>Podemos observar que as reflex\u00f5es laterais provocam uma amplia\u00e7\u00e3o do palco sonoro, ou seja, da largura do som reproduzido. Quanto maior estas reflex\u00f5es, maior ser\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de largura.<br \/>\nIsso pode ser melhor compreendido atrav\u00e9s da ilustra\u00e7\u00e3o abaixo:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-03.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3930\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-03.jpg\" alt=\"toe-in-03\" width=\"500\" height=\"348\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-03.jpg 500w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/toe-in-03-300x209.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a>Figura 4<\/p>\n<p>Na imagem acima, temos uma representa\u00e7\u00e3o simplificada (modelo) do efeito provocado pelas reflex\u00f5es das paredes laterais.<br \/>\nAs caixas E e D estariam, nesse modelo, emitindo som que tamb\u00e9m seria direcionado ao ouvinte, mas, em fun\u00e7\u00e3o das reflex\u00f5es laterais e seus atrasos temporais, ter\u00edamos um efeito parecido com a elimina\u00e7\u00e3o das paredes laterais e a inclus\u00e3o imagin\u00e1rias de mais duas caixas, E1 e D1, posicionadas de tal modo a reproduzir os sons refletidos e os atrasos provocados pelos percursos maiores destas reflex\u00f5es.<\/p>\n<p>Podemos identificar os \u00e2ngulos envolvidos conforme o desenho autoexplicativo abaixo:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/comsemtoein2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3940\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/comsemtoein2.jpg\" alt=\"comsemtoein2\" width=\"600\" height=\"299\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/comsemtoein2.jpg 600w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/comsemtoein2-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ou seja, com a caixa\u00a0totalmente direcionada ao ouvinte, temos um \u00e2ngulo de refer\u00eancia de <em>toe-in<\/em> de zero grau, sendo as demais varia\u00e7\u00f5es medidas a partir desta refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Neste ponto, j\u00e1 podemos perceber alguns dados\u00a0interessantes que nos levar\u00e3o a algumas conclus\u00f5es sobre os resultados provocados pela aplica\u00e7\u00e3o do &#8220;<em>toe-in<\/em>&#8220;, e que relatamos em seguida.<\/p>\n<p>Quantas vezes n\u00e3o lemos coment\u00e1rios de usu\u00e1rios e at\u00e9 de avaliadores de equipamentos que ao alinhar o eixo de suas caixas para o ouvinte (<em>toe-in<\/em>), perceberam um aumento do foco central e uma diminui\u00e7\u00e3o da espacialidade do som, que se torna menos envolvente. E ao direcionar as caixas para a frente (menor\u00a0<em>toe-in<\/em>), perceberam uma largura maior do palco e uma diminui\u00e7\u00e3o do foco, da origem precisa do som. Normalmente eles atribuem esses efeitos aos mist\u00e9rios da &#8220;psicoac\u00fastica&#8221;, \u00e0 magia da constru\u00e7\u00e3o das caixas e a fatores desconhecidos da sala, afirmando tratar-se de caracter\u00edsticas observadas somente no universo do \u00e1udio &#8220;<em>hi-end<\/em>&#8220;.<br \/>\nNa verdade, podemos ver que n\u00e3o h\u00e1 qualquer mist\u00e9rio nisso. Os efeitos demonstrados acima nos mostram claramente o que ocorre nestes casos.<\/p>\n<p>Quando as caixas est\u00e3o direcionadas para o ouvinte, as reflex\u00f5es das paredes laterais s\u00e3o bastante reduzidas (se n\u00e3o forem tratadas com total absor\u00e7\u00e3o), e isso provoca uma diminui\u00e7\u00e3o da largura do palco sonoro. Temos a impress\u00e3o que ocorreu um &#8220;estreitamento&#8221; do som.<br \/>\nNa verdade, a redu\u00e7\u00e3o na energia das reflex\u00f5es laterais provoca uma diminui\u00e7\u00e3o da intensidade sonora &#8220;fora das caixas&#8221;, e o que percebemos \u00e9 simplesmente o resultado disso. Ainda, com menor reflex\u00e3o, o som fica mais focado e mais preciso, pois torna-se menos difuso.<\/p>\n<p>Quando n\u00e3o aplicamos o <em>toe-in<\/em>, e deixamos as caixas direcionadas para frente e n\u00e3o para o ouvinte, perdemos esta focagem, e temos uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de uma abertura maior do palco sonoro. Como j\u00e1 vimos em outro artigo, o ideal defendido por v\u00e1rios especialistas \u00e9 de que estas reflex\u00f5es n\u00e3o ocorram, pois n\u00e3o s\u00e3o reais, tratando-se de uma artificialidade na grava\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p>Ainda, como comentamos acima, quando as caixas est\u00e3o direcionadas para o ouvinte h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o maior das frequ\u00eancias acima de aproximadamente 4 kHz, e os sons agudos s\u00e3o mais evidentes. Ou seja, alteramos tamb\u00e9m o equil\u00edbrio tonal do resultado final ao ajustar o\u00a0<em>toe-in<\/em>, com o refor\u00e7o ou a atenua\u00e7\u00e3o das frequ\u00eancias mais altas.<\/p>\n<p>Em resumo, podemos afirmar que quando aplicamos o <em>toe-in<\/em> nas caixas, temos os seguintes resultados:<br \/>\n&#8211; Altera\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio tonal &#8211; Quanto mais direcionadas para o ouvinte, maior a energia das altas-frequ\u00eancias (agudos) em fun\u00e7\u00e3o da direcionalidade dos tweeters<br \/>\n&#8211; Redu\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia das reflex\u00f5es laterais, reduzindo a sensa\u00e7\u00e3o de largura do palco sonoro. Por outro lado, obtemos uma imagem sonora mais precisa e definida.<\/p>\n<p>Sobre a largura do palco sonoro, estudos mostram que muitas pessoas gostam do efeito de envolvimento provocado por esta amplia\u00e7\u00e3o, principalmente em salas de <em>home-theaters<\/em>. Para um sistema est\u00e9reo de alta fidelidade, muitos preferem a total aus\u00eancia de interfer\u00eancia da sala sobre o som originalmente gravado, pois a maior largura de palco sonoro interfere na sua precis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como encontrar o ponto ideal de ajuste das caixas?<\/strong><\/p>\n<p>Conforme demonstrado acima, podemos perceber que o <em>toe-in<\/em> das caixas provoca consequ\u00eancias \u00f3bvias e bem definidas, quanto a focagem, a largura do palco e o equil\u00edbrio tonal.<br \/>\nMas, podemos nos perguntar, e qual seria o ponto ideal de trabalho?<br \/>\nApesar de alguns &#8220;entendidos&#8221; pretender definir este ponto utilizando somente os seus ouvidos, \u00e9 somente com equipamentos apropriados que podemos afirmar com precis\u00e3o o melhor \u00e2ngulo de trabalho das caixas, ou ent\u00e3o adotar aquele que mais nos agrada ou que parece melhor para as nossas caracter\u00edsticas auditivas individuais, de forma bem subjetiva, ou seja, individual, pessoal e imprecisa.<\/p>\n<p>Para complicar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, cada fabricante adota uma solu\u00e7\u00e3o diferente em seu projeto. Algumas caixas s\u00e3o projetadas para trabalhar sem a aplica\u00e7\u00e3o de ajuste de &#8220;<em>toe-in<\/em>&#8220;, compensando o efeito da direcionalidade dos alto-falantes atrav\u00e9s de um refor\u00e7o na faixa de frequ\u00eancia mais cr\u00edtica. Outros fabricantes preferem manter a caixa bem equilibrada, e recomendam (ou esperam) que o usu\u00e1rio fa\u00e7a o ajuste necess\u00e1rio para que os desvios sejam compensados com o <em>toe-in<\/em>.<br \/>\nMais uma raz\u00e3o para desconfiarmos daquelas curvas de resposta de frequ\u00eancia fornecidas por muitos fabricantes de caixas, com varia\u00e7\u00f5es t\u00e3o pequenas que impressionam pela sua precis\u00e3o de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O grande problema \u00e9 que a maioria dos fabricantes n\u00e3o fornece qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre o melhor ajuste para as suas caixas.<\/p>\n<p>Eu, particularmente, acredito que o ideal\u00a0\u00e9 ajustar o <em>toe-in<\/em> para o melhor equil\u00edbrio tonal das caixas, afastando as influ\u00eancias danosas das reflex\u00f5es laterais atrav\u00e9s da absor\u00e7\u00e3o destas, pois a artificialidade provocada por estas reflex\u00f5es n\u00e3o compensa a sensa\u00e7\u00e3o de maior espacialidade.<\/p>\n<p>Importante salientar que, conforme j\u00e1 dissemos, os fabricantes adotam filosofias diferentes de projeto considerando os efeitos descritos acima. Assim,\u00a0uma caixas ac\u00fastica que em seu projeto teve\u00a0as altas frequ\u00eancias refor\u00e7adas para trabalhar sem <em>toe-in<\/em>, quando direcionadas ao ouvinte ter\u00e3o uma sonoridade mais &#8220;brilhante&#8221;, com os agudos mais refor\u00e7ados, podendo passar facilmente do ponto desejado.<br \/>\nClaro que esse desequil\u00edbrio tonal pode ser favor\u00e1vel sob algumas circunst\u00e2ncias, principalmente para compensar perdas de sensibilidade auditiva nas frequ\u00eancias mais elevadas, apesar de n\u00e3o ser ainda a melhor solu\u00e7\u00e3o para essa corre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, o ajuste do <em>toe-in<\/em> depende da op\u00e7\u00e3o adotada pelo fabricante, do tipo de caixa, da sala, do posicionamento das caixas, da mob\u00edlia, da posi\u00e7\u00e3o do ouvinte, do tratamento ac\u00fastico e de outros fatores.<br \/>\nUma an\u00e1lise t\u00e9cnica bem executada, com instrumentos adequados, fornecer\u00e1 uma &#8220;radiografia&#8221; da situa\u00e7\u00e3o, auxiliando na tarefa de ajustar o <em>toe-in<\/em> das caixas. Uma an\u00e1lise subjetiva pode contribuir para uma afina\u00e7\u00e3o pessoal e particular do resultado, adequando-o ao seu gosto particular.<\/p>\n<p>Para quem preferir utilizar somente as suas impress\u00f5es no ajuste de <em>toe-in<\/em>, fornecemos um pequeno roteiro do que deve ser observado para auxiliar na avalia\u00e7\u00e3o dos resultados:<\/p>\n<ul>\n<li>Altera\u00e7\u00e3o no balan\u00e7o tonal &#8211; Os agudos ser\u00e3o mais afetados pelas mudan\u00e7as<\/li>\n<li>Largura do palco sonoro &#8211; O quanto os sons se afastam externamente das caixas, em dire\u00e7\u00e3o das paredes<\/li>\n<li>Profundidade do palco sonoro &#8211; A dist\u00e2ncia do fundo onde\u00a0os sons se formam<\/li>\n<li>Precis\u00e3o da imagem est\u00e9reo &#8211; A localiza\u00e7\u00e3o precisa de cada voz ou instrumento<\/li>\n<li>O equil\u00edbrio entre o som direto e o refletido nas paredes laterais &#8211; O som refletido tende a prejudicar a precis\u00e3o da reprodu\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Clareza e suavidade (feminina) da voz &#8211; Um excelente ponto de partida para observar a qualidade sonora e a influ\u00eancia das reflex\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Exemplos gr\u00e1ficos da influ\u00eancia do <em>toe-in<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Sempre que escrevo um novo artigo, tenho o cuidado de torn\u00e1-lo o mais acess\u00edvel poss\u00edvel.<br \/>\nAlgu\u00e9m pode at\u00e9 afirmar que o texto parece mais amador do que t\u00e9cnico, mas precisamos reconhecer que nem todos os leitores tem um conhecimento t\u00e9cnico b\u00e1sico ou profundo para compreender termos t\u00e9cnicos, gr\u00e1ficos e outros elementos mais espec\u00edficos.<br \/>\nA minha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica faz com que alguns termos t\u00e9cnicos e algumas formas de abordagem me pare\u00e7am simples, mas procuro me colocar no lugar daquele leitor que j\u00e1 n\u00e3o disp\u00f5e de uma base de conhecimento t\u00e9cnico que lhe facilite a mesma interpreta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nImagino um m\u00e9dico tentando me explicar em termos t\u00e9cnicos um problema de sa\u00fade. Certamente eu teria muita dificuldade com a sua explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desta forma, tento abordar os temas aqui tratados com um cuidado extremo, deixando para incluir\u00a0alguns termos mais espec\u00edficos somente depois de ter fornecido uma explica\u00e7\u00e3o do assunto que est\u00e1 sendo tratado, ou ent\u00e3o esclarecendo de forma mais acess\u00edvel alguns pontos mais t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Neste caso, onde abordamos um assunto importante e que afeta diretamente os resultados de um sistema de som de alto n\u00edvel, e que requer ajustes espec\u00edficos, tento ser o mais did\u00e1tico poss\u00edvel, tentando possibilitar at\u00e9 o mais leigo a realizar algumas experi\u00eancias por conta pr\u00f3pria.<br \/>\n\u00c9 \u00f3bvio que avalia\u00e7\u00f5es profissionais mais precisas e com o uso de equipamentos de medi\u00e7\u00e3o adequados s\u00e3o essenciais para um ajuste mais criterioso. Mas, acredite, muitos dos &#8220;consultores t\u00e9cnicos&#8221; que escrevem para publica\u00e7\u00f5es impressas ou digitais, ou que vendem os seus &#8220;servi\u00e7os especializados&#8221;, tamb\u00e9m n\u00e3o carregam um instrumento consigo, sen\u00e3o os seus &#8220;ouvidos treinados&#8221;. Estes acreditam (ou tentam fazer acreditar) que, &#8220;de orelhada&#8221;, conseguem avaliar e ajustar um equipamento ou um sistema, e vendem os seus servi\u00e7os da mesma forma como um curandeiro de uma tribo isolada do passado tentaria curar um paciente com um problema no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Somente engenheiros ou especialistas com forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica adequada, com conhecimento t\u00e9cnico e equipamentos espec\u00edficos podem realizar um trabalho t\u00e9cnico preciso e confi\u00e1vel, e ainda se tiver boa vontade para isso. A experi\u00eancia pr\u00e1tica \u00e9 importante, mas ela \u00e9 limitada, e deixa d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do caso e \u00e0 a\u00e7\u00e3o a ser tomada.<br \/>\nPor melhor que seja um m\u00e9dico ou um &#8220;pr\u00e1tico bem intencionado&#8221;, sem uma radiografia, uma resson\u00e2ncia ou mesmo um exame laboratorial mais espec\u00edfico ele n\u00e3o ter\u00e1 muito \u00eaxito em conhecer com exatid\u00e3o o problema de seu paciente, muito menos em lhe oferecer o tratamento mais adequado.<\/p>\n<p>Sendo assim, busco oferecer informa\u00e7\u00f5es acess\u00edveis que permitam ao leigo dispensar consultorias tamb\u00e9m amadoras, que muitas vezes t\u00eam o objetivo de lhe vender produtos, quando n\u00e3o apenas sugerir troca de cabos como solu\u00e7\u00e3o para tudo, at\u00e9 mesmo para o inconceb\u00edvel e improv\u00e1vel ajuste de um sistema.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, para n\u00e3o dificultar o entendimento do tema ou n\u00e3o cansar o leitor, somente depois de apresentar as conclus\u00f5es acima preferi incluir estes gr\u00e1ficos de complementa\u00e7\u00e3o do artigo, que n\u00e3o s\u00e3o realmente necess\u00e1rios para atingir o objetivo proposto, mas que acrescentam algumas informa\u00e7\u00f5es interessantes ao assunto.<\/p>\n<p>Essa quest\u00e3o do <em>toe-in<\/em> \u00e9 t\u00e3o importante que, como j\u00e1 dissemos, muitos fabricantes de caixas ac\u00fasticas consideram este fator em seus projetos.<br \/>\nLembra-se daqueles gr\u00e1ficos perfeitos que muitos fabricantes fornecem mostrando uma perfeita linearidade das curvas de resposta de frequ\u00eancias de suas caixas? Pois bem, muitas vezes eles n\u00e3o passam de ilustra\u00e7\u00e3o comercial para encantar o comprador.<br \/>\n\u00c9 comum alguns fabricantes modificarem propositalmente o equil\u00edbrio tonal de suas caixas para compensarem os efeitos do <em>toe-in<\/em>. Algumas vezes estes fabricantes ainda t\u00eam o cuidado de informar sobre o melhor ajuste de suas caixas, mas nem sempre isso ocorre.<\/p>\n<p>No gr\u00e1fico abaixo podemos ver como a curva de resposta de uma caixa ac\u00fastica muda com a medi\u00e7\u00e3o realizada em diferentes \u00e2ngulos:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Speaker-Off-Axis3.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3933\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Speaker-Off-Axis3.jpg\" alt=\"Speaker-Off-Axis3\" width=\"678\" height=\"357\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Speaker-Off-Axis3.jpg 678w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Speaker-Off-Axis3-300x158.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil perceber, na figura acima, como a partir dos 4 ou 5 kHz as altas frequ\u00eancias v\u00e3o perdendo intensidade com a diminui\u00e7\u00e3o do <em>toe-in<\/em>.<\/p>\n<p>Observe, abaixo, como a Dynaudio aplicou um refor\u00e7o nos agudos de seu modelo Confidence C4, para que a aus\u00eancia de <em>toe-in<\/em> pudesse ser compensada:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dyn_off2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3934\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dyn_off2.jpg\" alt=\"dyn_off2\" width=\"678\" height=\"357\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dyn_off2.jpg 678w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dyn_off2-300x158.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Esta caixa acima, posicionada em dire\u00e7\u00e3o\u00a0ao ouvinte, ia parecer um tanto &#8220;brilhante&#8221;.<br \/>\nPossivelmente, o seu melhor posicionamento seria pr\u00f3ximo de 45 graus.<\/p>\n<p>Abaixo temo outro exemplo com a caixa ATC SCM19:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/0_90b.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3935\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/0_90b.jpg\" alt=\"0_90b\" width=\"678\" height=\"360\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/0_90b.jpg 678w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/0_90b-300x159.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No exemplo acima, podemos ver que a resposta de frequ\u00eancia da combina\u00e7\u00e3o do som direto (<em>on axis<\/em>) e do refletido (90 graus) \u00e9 muito pr\u00f3xima da resposta do som direto.<br \/>\nO som direto tem um n\u00edvel maior do que o som refletido, mostrando que o som refletido tem pouca import\u00e2ncia no que ouvimos (para este efeito). Mas, observe como o som refletido possui menos energia nas altas frequ\u00eancias acima de 5 kHz do que o som direto.<\/p>\n<p>Em breve traremos mais informa\u00e7\u00f5es sobre o emprego do <em>toe-in<\/em> em caixas ac\u00fasticas para o ajuste de sistema, que como o leitor pode ver, n\u00e3o tem nenhum mist\u00e9rio, como alguns querem fazer crer para valorizar o tema e obter vantagens sobre isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<ul>\n<li>Speaker Off Axis: Understanding the Effect of Speaker Toe-in &#8211; Nyal Mellor<\/li>\n<li>Speaker Off Axis: Dispersion Specifications And Off Axis Response Plots &#8211; Nyal Mellor<\/li>\n<li>Speaker Off Axxis Response: Psychoacoustic and Subjective Importante &#8211; Nyal Mellor<\/li>\n<li>Speaker &#8220;Toe&#8221; &#8211; What\u00b4s it all about? &#8211; Paul Spencer<\/li>\n<li>Speaker\u00a0Directivity \/ Off Axis Response: Theory and Measurement Techniques- Nyal Mellor<\/li>\n<li>Sound Reproduction, Loudspeakers and Rooms &#8211; Floyd Toole<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>O alinhamento de caixas ac\u00fasticas parece mais um daqueles mist\u00e9rios inexplic\u00e1veis do \u00e1udio de alta-fidelidade. Vamos tentar explicar aqui o que existe de fato\u00a0sobre o assunto.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3937,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3921"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3921"}],"version-history":[{"count":15,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3948,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3921\/revisions\/3948"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3937"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}