{"id":3802,"date":"2017-03-21T20:59:43","date_gmt":"2017-03-21T23:59:43","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=3802"},"modified":"2017-03-21T21:06:03","modified_gmt":"2017-03-22T00:06:03","slug":"bicablagem-combinacao-de-cabos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/bicablagem-combinacao-de-cabos\/","title":{"rendered":"Bicablagem &#8211; Combina\u00e7\u00e3o de Cabos"},"content":{"rendered":"<p>A id\u00e9ia para desenvolver este tema veio justamente do coment\u00e1rio de um leitor, sobre a possibilidade de se usar cabos diferentes para cada via da bicablagem.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A bicablagem \u00e9 utilizada em muitas instala\u00e7\u00f5es de caixas ac\u00fasticas, e consiste em ligar um amplificador \u00e0 caixa atrav\u00e9s de um par de cabos para cada via da caixa.<br \/>\n\u00c9 poss\u00edvel notar que muitas caixas ac\u00fasticas oferecem esse recurso, o que \u00e9 facilmente confirmado pela exist\u00eancia de mais de um par de bornes para conex\u00e3o de cabos em cada caixa.<br \/>\nO objetivo aqui \u00e9 separar o encaminhamento da componente do sinal el\u00e9trico em duas faixas de frequ\u00eancias para evitar a intera\u00e7\u00e3o entre elas, e assim obter um resultado sonoro melhor.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia \u00e9 mostrada abaixo, onde na figura 1 temos a liga\u00e7\u00e3o convencional, com apenas um cabo saindo de um dos canais do amplificador e alimentando uma caixa ac\u00fastica.<br \/>\nNa figura 2 podemos ver a aplica\u00e7\u00e3o da bicablagem (<em>bi-wiring<\/em>), onde cada via da caixa recebe um cabo dedicado vindo do amplificador.<br \/>\nH\u00e1 muita informa\u00e7\u00e3o sobre liga\u00e7\u00e3o bicablada de caixas na internet, tornando\u00a0desnecess\u00e1rio explorar estes aspectos aqui.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3808\" aria-describedby=\"caption-attachment-3808\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3808\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Fig-1-Traditional-single-wire-method-768x385.jpg\" alt=\"Fig-1-Traditional-single-wire-method--768x385\" width=\"650\" height=\"326\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Fig-1-Traditional-single-wire-method-768x385.jpg 768w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Fig-1-Traditional-single-wire-method-768x385-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3808\" class=\"wp-caption-text\">Fig. 1<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_3809\" aria-describedby=\"caption-attachment-3809\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3809\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Fig-3-Bi-wiring-connection-diagram-768x385.jpg\" alt=\"Fig-3-Bi-wiring-connection-diagram--768x385\" width=\"650\" height=\"326\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Fig-3-Bi-wiring-connection-diagram-768x385.jpg 768w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/Fig-3-Bi-wiring-connection-diagram-768x385-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3809\" class=\"wp-caption-text\">Fig. 2<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Leia atentamente o manual de suas caixas e pesquise com cuidado o tema antes de fazer esta liga\u00e7\u00e3o, para evitar danos ao equipamento.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alguns usu\u00e1rios percebem diferen\u00e7as, outros n\u00e3o, Algumas caixas se beneficiam deste recurso, outras parecem n\u00e3o conseguir mostrar qualquer ganho. Algumas caixas sequer permitem esse recurso, tirando do usu\u00e1rio a possibilidade de escolha.<\/p>\n<p>Bicablagem\u00a0\u00e9 diferente de biamplifica\u00e7\u00e3o (<em>bi-amping<\/em>). Neste caso, temos um amplificador para cada via da caixa.<br \/>\nAlgumas caixas permitem a tricablagem (<em>tri-wiring<\/em>), ou seja, oferecem tr\u00eas vias diferentes, uma para os graves, outra para os m\u00e9dios e outra para os agudos. O projeto &#8220;A Caixa&#8221;, apresentada na se\u00e7\u00e3o DIY deste site, utiliza este conceito.<\/p>\n<p>O objetivo deste tratado n\u00e3o \u00e9 discutir as teorias e pr\u00e1ticas envolvidas neste processo, nem os seus benef\u00edcios, mas explorar outra possibilidade que esta configura\u00e7\u00e3o oferece.<\/p>\n<p>Normalmente os cabos para bicablagem s\u00e3o fornecidos j\u00e1 com os dois pares dentro de uma \u00fanica capa, ou unidos, prontos para uso e na maioria das vezes com cabos id\u00eanticos. Mas, recentemente, um leitor me questionou sobre a possibilidade de usar cabos diferentes para cada via, buscando otimizar cada faixa de frequ\u00eancias com o cabo mais adequado.<br \/>\nEsta \u00e9 uma possibilidade que eu levantei h\u00e1 muitos anos em um f\u00f3rum virtual de discuss\u00f5es sobre \u00e1udio, e poucos deram a devida import\u00e2ncia. Eu acabei me aprofundando no tema e descobri coisas interessantes sobre isso.<br \/>\nNa \u00e9poca, a minha inten\u00e7\u00e3o era justamente otimizar a conex\u00e3o de cada via com o cabo que apresentasse o melhor desempenho para a finalidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3811\" aria-describedby=\"caption-attachment-3811\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/604e46b599da319e541c0b5c5dfbb11f.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3811\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/604e46b599da319e541c0b5c5dfbb11f.jpg\" alt=\"604e46b599da319e541c0b5c5dfbb11f\" width=\"350\" height=\"467\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/604e46b599da319e541c0b5c5dfbb11f.jpg 564w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/604e46b599da319e541c0b5c5dfbb11f-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-3811\" class=\"wp-caption-text\">Exemplo de bicablagem<\/figcaption><\/figure>\n<p>Alguns cabos surgiram com a propaganda de justamente oferecer dois pares de fios ou cabos internamente, espec\u00edficos para extrair o melhor desempenho de cada via.<\/p>\n<p>Mas, j\u00e1 sabemos que os fabricantes muito anunciam, por\u00e9m pouco oferecem de fato, e em uma conversa que tive com um\u00a0engenheiro no exterior, que trabalhou numa f\u00e1brica que apresentava este como sendo o grande argumento de diferencia\u00e7\u00e3o de seu produto, fiquei sabendo que na verdade o cabo das altas frequ\u00eancias era apenas mais fino, justamente por conduzir uma corrente de menor intensidade,\u00a0gerando assim uma redu\u00e7\u00e3o de custos na sua fabrica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNaquela \u00e9poca, testei dois cabos que apresentavam esta &#8220;suposta vantagem&#8221;, mas n\u00e3o vi de fato qualquer ganho real.<\/p>\n<p>Alguns cr\u00edticos desta id\u00e9ia diziam que cabos possuem &#8220;assinaturas s\u00f4nicas&#8221; diferentes, e na transi\u00e7\u00e3o das duas faixas de frequ\u00eancias havia uma varia\u00e7\u00e3o abrupta de &#8220;assinatura&#8221;. N\u00e3o foi isso que constatei\u00a0na pr\u00e1tica, ali\u00e1s, nem a teoria sugeria isso, j\u00e1 que essa transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 abrupta e, portanto, as caracter\u00edsticas individuais de cada cabo tamb\u00e9m se juntavam e realizavam uma varia\u00e7\u00e3o suave e sem efeitos colaterais neste ponto.<\/p>\n<p>Meus experimentos se concentraram ent\u00e3o na escolha dos cabos para realizar a bicablagem, selecionando diferentes modelos e diferentes marcas para cada via.<br \/>\nOs resultados foram bem interessantes, e se mostraram ainda mais consistentes quando passei a utilizar a tricablagem em minhas novas caixas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3810\" aria-describedby=\"caption-attachment-3810\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3810\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/pmc_twenty26_13-678x381.jpg\" alt=\"pmc_twenty26_13\" width=\"650\" height=\"354\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/pmc_twenty26_13-300x163.jpg 300w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/pmc_twenty26_13.jpg 790w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3810\" class=\"wp-caption-text\">Caixa com op\u00e7\u00e3o de tricablagem.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Alguns podem pensar que isso \u00e9 loucura, j\u00e1 que acreditam que um bom cabo de caixa custa uma fortuna, e o que dizer ent\u00e3o sobre utilizar tr\u00eas pares de cabos por caixa?<br \/>\nNa realidade, o fabricante, o distribuidor\/revenda e as revistas querem que acreditemos que cabos de alto rendimento custam muito caro, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Para eles, esta sugest\u00e3o \u00e9 bem conveniente sob o aspecto financeiro, mas para o consumidor isso \u00e9 um desastre, o que pode mesmo dificultar muito a op\u00e7\u00e3o pela bicablagem ou pela tricablagem se o consumidor acreditar que ele deve realmente comprar aquele cabo car\u00edssimo, que, supostamente, representa o &#8220;grande salto&#8221; da tecnologia &#8220;m\u00e1gica&#8221; que eles afirmam desenvolver.<br \/>\nObviamente, voc\u00ea ainda gastar\u00e1 o dobro ou o triplo em cabos, mas, acredite, sabendo fazer as escolhas certas, o custo final ser\u00e1 ainda bem menor do que o que eles normalmente sugerem, e o resultado bem mais animador.<\/p>\n<p>Parei de realizar novos experimentos nesta dire\u00e7\u00e3o no ano passado, quando tive que testar alguns cabos para algumas compara\u00e7\u00f5es com amigos e para publica\u00e7\u00e3o aqui no Hi-Fi Planet, e nestes casos eu n\u00e3o poderia utilizar outros modelos associados \u00e0queles que foram testados.<br \/>\nAtualmente estou ajustando outros aspectos da minha nova sala, mas em breve retomarei as minhas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>O que eu recomendo \u00e9 que o leitor que se interessar pela id\u00e9ia fa\u00e7a um teste, e observe os resultados por sua pr\u00f3pria conta, sem levar isso a debates que normalmente terminam de forma inconclusiva. Garanto que esta \u00e9 uma daquelas solu\u00e7\u00f5es interessantes que proporcionam um resultado muito superior \u00e0queles que \u00a0muitos falsos &#8220;especialistas&#8221; prometem, tentando criar a id\u00e9ia do &#8220;ajuste fino&#8221; de um sistema atrav\u00e9s de cabos que custam o pre\u00e7o de um carro semi-novo ou zero quil\u00f4metro.<\/p>\n<p>Fa\u00e7a o seu pr\u00f3prio teste, mas livre de qualquer opini\u00e3o preconcebida ou influenciado por quem quer que seja, e depois nos conte o que achou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Para prefixos \u00a0num\u00e9ricos (bi, tri, tetra, penta, hexa, hepta, etc&#8230;), de acordo com o novo acordo ortogr\u00e1fico, n\u00f3s <span style=\"text-decoration: underline;\">n\u00e3o devemos usar h\u00edfen<\/span><b>,\u00a0<\/b>a menos que a palavra seguinte se inicie pela mesma vogal com a qual o prefixo termine ou por (h). Portanto, o correto \u00e9 escrever &#8220;bicablado, tricablado, etc.&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Cablado&#8221; \u00e9 uma flex\u00e3o do verbo &#8220;cablar&#8221;, que significa instalar cabos (para transmiss\u00e3o de energia, dados, etc.).<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>A id\u00e9ia para desenvolver este tema veio justamente do coment\u00e1rio de um leitor, sobre a possibilidade de se usar cabos diferentes para cada via da bicablagem.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3812,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3802"}],"version-history":[{"count":10,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3817,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3802\/revisions\/3817"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3812"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}