{"id":3760,"date":"2017-02-17T07:56:34","date_gmt":"2017-02-17T10:56:34","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=3760"},"modified":"2021-06-09T16:15:57","modified_gmt":"2021-06-09T19:15:57","slug":"perguntas-e-respostas-sobre-a-customizacao-de-sistemas-de-som","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/perguntas-e-respostas-sobre-a-customizacao-de-sistemas-de-som\/","title":{"rendered":"Perguntas e Respostas sobre a Customiza\u00e7\u00e3o de Sistemas de Som"},"content":{"rendered":"<p>Este \u00e9 um tema que tem gerado algumas d\u00favidas, apesar de j\u00e1 ter sido tratado muito profundamente em v\u00e1rios de nossos artigos.<br \/>\nTentaremos abordar aqui alguns pontos de uma forma mais objetiva.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/96754.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3766\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/96754.jpg\" alt=\"96754\" width=\"250\" height=\"245\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Tudo o que voc\u00ea sempre quis saber sobre Customiza\u00e7\u00e3o de Sistemas de Som e nunca conseguiram te explicar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Nossos ouvidos s\u00e3o iguais?<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de nossos sistemas auditivos serem naturalmente diferentes, nossas audi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o modificadas em raz\u00e3o de uma s\u00e9rie de fatores, como idade, exposi\u00e7\u00e3o ao ru\u00eddo (e a m\u00fasica tamb\u00e9m pode ser inclu\u00edda aqui), formatos de nossas orelhas, medica\u00e7\u00f5es que tomamos ao longo da vida, forma\u00e7\u00e3o de nosso pavilh\u00e3o auditivo e muitos outros fatores. Ou seja, por raz\u00f5es externas e tamb\u00e9m intr\u00ednsecas, ou seja, por sua pr\u00f3pria natureza.<br \/>\nEssa diversidade de escuta \u00e9 comprovada pela ci\u00eancia, pelos profissionais da medicina e pelos in\u00fameros exames de audiometria que s\u00e3o realizados diariamente pelo mundo todo.<\/p>\n<p>N\u00e3o existe qualquer d\u00favida hoje de que ouvimos de forma diferente. \u00c9 um fato comprovado.<\/p>\n<p><strong>2. Como se apresentam estas diferen\u00e7as?<\/strong><\/p>\n<p>Estas diferen\u00e7as ocorrem na forma como os nossos ouvidos percebem os sons ao longo de sua faixa de frequ\u00eancias de captura.<br \/>\nOu seja, nossos ouvidos captam os sons que est\u00e3o numa faixa de frequ\u00eancias aud\u00edveis, mas a sua sensibilidade ao longo desta faixa varia, se altera e modifica a forma como o c\u00e9rebro \u00e9 estimulado.<br \/>\nSe dividirmos a nossa faixa de audi\u00e7\u00e3o em graves, m\u00e9dios agudos, e subdividirmos estas faixas em muitas outras mais estreitas, teremos varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade que se refletem na forma como percebemos, por exemplo, e principalmente neste caso, a m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>3. Se ouvimos de formas diferentes, ent\u00e3o a m\u00fasica\u00a0ao vivo tamb\u00e9m resta comprometida?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, exatamente. N\u00e3o s\u00f3 a m\u00fasica ao vivo como qualquer outro som \u00e9 comprometido.<br \/>\nAs nossas varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade auditiva ocorrem por todo o espectro de frequ\u00eancias sonoras, atenuando ou enfatizando determinados sons (ou frequ\u00eancias), criando uma realidade auditiva que n\u00e3o corresponde exatamente aos sons que s\u00e3o gerados no ambiente.<br \/>\nPortanto, estes desvios auditivos existir\u00e3o tamb\u00e9m na reprodu\u00e7\u00e3o musical ao vivo.<br \/>\nIsso deveria ser at\u00e9 bastante l\u00f3gico, afinal, os ouvidos que usamos para ouvir o nosso sistema de som em casa s\u00e3o os mesmos que usamos num evento ao vivo, com os mesmos desvios caracter\u00edsticos.<\/p>\n<p><strong>4. Ent\u00e3o, se a m\u00fasica ao vivo \u00e9 interpretada pelos nossos ouvidos com os seus desvios caracter\u00edsticos, ent\u00e3o ela n\u00e3o serve como refer\u00eancia precisa para ajustarmos o nosso sistema de som caseiro?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 a realidade.<br \/>\nA m\u00fasica ao vivo possui uma relev\u00e2ncia limitada e parcial para o ajuste de nossos sistemas de som. \u00c9 uma refer\u00eancia <span style=\"text-decoration: underline;\">relativa<\/span>, e n\u00e3o <span style=\"text-decoration: underline;\">absoluta<\/span>. Pode e deve ser considerada, pois \u00e9 mais uma ferramenta auxiliar, mas jamais oferecer\u00e1 a precis\u00e3o necess\u00e1ria para este ajuste.<br \/>\nAo ouvirmos a m\u00fasica ao vivo com os desvios naturais de nossos ouvidos, acabamos cometendo um grande erro ao tentar ajustar o nosso sistema de som por esta realidade distorcida interpretada pelo nosso sistema auditivo.<br \/>\nOu seja, se temos uma perda auditiva nos agudos (muito mais comum do que se imagina), os sons de altas frequ\u00eancias sofrer\u00e3o uma mutila\u00e7\u00e3o ao escutarmos uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo, e ao tentarmos ajustar o nosso sistema de som apenas por esta &#8220;refer\u00eancia&#8221;, vamos transportar essa mutila\u00e7\u00e3o para o nossa sala.<\/p>\n<p><strong>5. Qual a diferen\u00e7a entre som real e som ao vivo?<\/strong><\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do que vimos acima, podemos concluir que o som gerado &#8220;ao vivo&#8221; \u00e9 diferente daquele percebido por n\u00f3s. Diante desse efeito, criei o conceito do S<em>om Real<\/em>.<br \/>\nO som real \u00e9 aquele que est\u00e1 realmente sendo gerado, e o som\u00a0&#8220;ao vivo&#8221; \u00e9 aquele que percebemos com as varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade aplicadas pelos nossos ouvidos.<br \/>\nO ideal seria que todos os sons gerados de fato (som real) fossem percebidos pelos nossos ouvidos na sua integralidade, sem qualquer modifica\u00e7\u00e3o, o que, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 o que ocorre.<\/p>\n<p><strong>6. Ent\u00e3o estamos condenados definitivamente a n\u00e3o apreciar uma m\u00fasica completamente, com todas as suas nuances e componentes?<\/strong><\/p>\n<p>Para a nossa sorte, podemos realizar ajustes em nosso sistema de som para que estes desvios sejam corrigidos atrav\u00e9s de algumas compensa\u00e7\u00f5es, e assim obtermos um som que se assemelha mais ao som real, e n\u00e3o \u00e0quele mutilado que percebemos &#8220;ao vivo&#8221;.<br \/>\nEste \u00e9 o princ\u00edpio b\u00e1sico da Customiza\u00e7\u00e3o de Sistemas de Som: adequar o sistema aos nossos ouvidos.<br \/>\nPodemos comparar nossas varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade auditiva ao nosso mecanismo de vis\u00e3o. Qualquer desvio visual que possu\u00edmos vai deteriorar a imagem do mundo real. Mas, com o aux\u00edlio de um par de \u00f3culos conseguimos modificar a forma como interpretamos visualmente o mundo real, e assim obtermos uma imagem mais precisa da realidade.<br \/>\nInfelizmente, n\u00e3o dispomos ainda de &#8220;\u00f3culos auditivos&#8221; que nos ajudem a perceber os sons como eles realmente s\u00e3o, que promovam as corre\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que os sons que ouvimos &#8220;ao vivo&#8221; sejam captados\u00a0sem mutila\u00e7\u00f5es. Mas, podemos introduzir algumas modifica\u00e7\u00f5es em nosso sistema de som que provoquem a corre\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria aos nossos ouvidos.<br \/>\nOu seja, se temos uma defici\u00eancia de sensibilidade numa faixa de frequ\u00eancias elevadas, que nos impede de ouvir alguns sons agudos, podemos refor\u00e7ar esta faixa em nosso sistema de som e assim conseguirmos ouvir sons que n\u00e3o conseguimos ouvir &#8220;ao vivo&#8221;, ou pelo menos tentar chegar mais pr\u00f3ximo da realidade dependendo do grau desta perda.<\/p>\n<p><strong>7. Quais as diferen\u00e7as que percebemos ao ajustarmos o nosso sistema para compensar os nossos desvios auditivos?<\/strong><\/p>\n<p>Isso vai depender das\u00a0varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade de cada um.<br \/>\nA sensa\u00e7\u00e3o mais imediata \u00e9 de uma altera\u00e7\u00e3o significativa da forma como estamos acostumados a ouvir as nossas m\u00fasicas. Ao restabelecer o equil\u00edbrio da faixa aud\u00edvel, sons que antes poderiam at\u00e9 parecer inc\u00f4modos n\u00e3o provocam mais essa sensa\u00e7\u00e3o. Outros sons que ouv\u00edamos levemente ou mesmo n\u00e3o perceb\u00edamos come\u00e7am a se destacar na paisagem musical.<br \/>\nA m\u00fasica ganha mais vida, se torna mais real e natural.<br \/>\nCom o tempo vamos acostumando com essa nova realidade, e depois at\u00e9 uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo parece nos dar uma sensa\u00e7\u00e3o de estar faltando algo.<br \/>\nPara quem possui perdas significativas nas altas frequ\u00eancias, por exemplo, a sensa\u00e7\u00e3o de ouvir todo aquele conte\u00fado sonoro nesta faixa \u00e9 como redescobrir a m\u00fasica, conhecer a verdadeira inten\u00e7\u00e3o do m\u00fasico e os sons de cada instrumento.<\/p>\n<p><strong>8. Podemos compensar todos os nossos desvios?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o.<br \/>\nNossos desvios podem variar de pequenas amplitudes at\u00e9 a surdez total em algumas faixas (principalmente extremos).<br \/>\nSe houver um dano de grande intensidade em nosso sistema auditivo, \u00e9 poss\u00edvel que n\u00e3o possa ser compensada.<br \/>\nDe qualquer forma, as demais faixas de frequ\u00eancias ainda percept\u00edveis pelos nossos ouvidos se beneficiar\u00e3o de uma compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>9. Ent\u00e3o o nosso sistema de som pode se aproximar mais da realidade do que o pr\u00f3prio evento ao vivo?<\/strong><\/p>\n<p>Em muitos aspectos sim, e \u00e9 algo muito l\u00f3gico.<br \/>\nApesar de n\u00e3o conseguirmos fazer as compensa\u00e7\u00f5es de sensibilidade para que uma audi\u00e7\u00e3o &#8220;ao vivo&#8221; seja uma reprodu\u00e7\u00e3o perfeita da realidade, podemos conseguir isso em nosso sistema de som.<br \/>\nMas, entenda-se aqui que estamos buscando corrigir as varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade de nosso sistema auditivo, buscando atenuar sons muito refor\u00e7ados pelos nossos ouvidos e refor\u00e7ar sons que temos dificuldades de ouvir, promovendo assim o &#8220;equil\u00edbrio auditivo&#8221;.<br \/>\nN\u00e3o estou afirmando aqui que o som reproduzido eletronicamente pelo nosso sistema de som ser\u00e1 mais perfeito em tudo que o som ao vivo, pois sabemos das limita\u00e7\u00f5es dos alto-falantes, da sala e outras que podem restringir a experi\u00eancia musical em nossa sala. Por\u00e9m, podemos, com a customiza\u00e7\u00e3o do sistema, ouvir a m\u00fasica de uma forma mais &#8220;completa&#8221;, com menos mutila\u00e7\u00f5es do que \u00e0quela reproduzida ao vivo.<br \/>\nSe n\u00e3o conseguirmos reproduzir a mesma &#8220;espacialidade&#8221; ou a mesma intensidade dos sons pelas limita\u00e7\u00f5es de tamanho dos alto-falantes ou pelo volume da sala, ainda assim conseguiremos chegar mais perto do som real, e assim apreciarmos os sons que s\u00e3o de fato produzidos no mundo real e que antes acabavam distorcidos pelos nossos ouvidos.<\/p>\n<p><strong>10. Dizem que se n\u00e3o experimentarmos um morango ao natural n\u00e3o podemos saber se o seu sabor num suco artificial se aproxima da realidade, essa compara\u00e7\u00e3o procede?<\/strong><\/p>\n<p>Este tipo de argumento \u00e9 utilizado para tentar negar tudo o que vimos acima, com a \u00fanica inten\u00e7\u00e3o de preservar interesses pessoais. Imagine como fica agora\u00a0a confiabilidade das avalia\u00e7\u00f5es de equipamentos de \u00e1udio depois destas constata\u00e7\u00f5es que fazemos aqui.<br \/>\nMisturar sabor de alimentos com audi\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que ultrapassa a barreira do absurdo. S\u00e3o coisas distintas, e n\u00e3o se equivalem na id\u00e9ia proposta aqui.<br \/>\nImagine se descobrirmos que cada um sinta,\u00a0tamb\u00e9m, os gostos de forma diferente. Vamos ent\u00e3o tentar seguir nessa linha de pensamento.<br \/>\nVamos supor que as varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade de nossos ouvidos em suas diversas faixas de frequ\u00eancia possam ser transportadas ao sabor tamb\u00e9m, na forma de varia\u00e7\u00f5es de sensibilidade de componentes.<br \/>\nNa imagina\u00e7\u00e3o destes cr\u00edticos que fazem este tipo de compara\u00e7\u00e3o, se uma pessoa n\u00e3o tiver sensibilidade para o sabor da\u00a0hortel\u00e3, mas tiver para o abacaxi, e tomar um suco de abacaxi com hortel\u00e3, ter\u00e1 uma refer\u00eancia errada para a compara\u00e7\u00e3o com o suco artificial, pois a sua refer\u00eancia &#8220;ao vivo&#8221; j\u00e1 est\u00e1 distorcida.<br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil imaginar como algu\u00e9m pode n\u00e3o sentir o sabor da hortel\u00e3, por isso esse tipo de compara\u00e7\u00e3o com o sabor \u00e9 t\u00e3o absurdo. \u00c9 o tipo de argumenta\u00e7\u00e3o in\u00fatil que nada agrega a import\u00e2ncia do tema tratado, e serve apenas para tumultuar uma id\u00e9ia importante com o objetivo de atender a interesses pessoais dos mais diversos.<br \/>\nO mesmo problema ocorre com cores. Argumentam alguns que quem nunca viu uma determinada varia\u00e7\u00e3o de cor n\u00e3o pode t\u00ea-la como refer\u00eancia numa imagem, mas quem garante que aquela varia\u00e7\u00e3o de cor \u00e9 sentida da mesma forma por todos? J\u00e1 imaginou se, como os nossos ouvidos, tamb\u00e9m n\u00e3o consegu\u00edssemos ver determinadas cores, ou outras parecessem mais saturadas do que realmente deveriam ser?<br \/>\nEstas compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas sem qualquer base de conhecimento por quem as faz, pois s\u00e3o paralelos que n\u00e3o se aplicam \u00e0 id\u00e9ia que estamos abordando.<\/p>\n<p><strong>11. Porque este tema, apesar de t\u00e3o importante, n\u00e3o recebe uma aten\u00e7\u00e3o maior do audi\u00f3filo, das publica\u00e7\u00f5es especializadas, dos fabricantes, etc.?<\/strong><\/p>\n<p>O mercado audi\u00f3filo se tornou um segmento bastante lucrativo.<br \/>\nH\u00e1 um certo fanatismo do consumidor em buscar a &#8220;perfei\u00e7\u00e3o&#8221; do som, e isso faz deste <em>hobby<\/em> uma oportunidade muita grande para quem quer ganhar dinheiro vendendo ilus\u00f5es.<br \/>\n\u00c9 curioso como a audiofilia \u00e9 na verdade simplesmente &#8220;\u00e1udio&#8221;, \u00e9 &#8220;audi\u00e7\u00e3o&#8221;, mas pouco se discute sobre os nossos ouvidos. Tudo gira em torno de produtos como amplificadores, <em>players<\/em>, cabos, acess\u00f3rios para vibra\u00e7\u00e3o e tantos outros componentes que ganham uma import\u00e2ncia muitas vezes exagerada, mas os nossos ouvidos acabam simplesmente desprezados.<br \/>\nOs audi\u00f3filos pouca no\u00e7\u00e3o tem da import\u00e2ncia de cuidar bem dos ouvidos para realizar uma audi\u00e7\u00e3o mais precisa da m\u00fasica. Os fabricantes querem vender equipamentos e acess\u00f3rios, e cada um tem a sua solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. Publica\u00e7\u00f5es especializadas sobrevivem, na sua maioria, de anunciantes, e precisam enaltecer qualidades positivas dos produtos (muitas vezes inexistentes) em avalia\u00e7\u00f5es feitas &#8220;de ouvido&#8221;.<br \/>\nA Customiza\u00e7\u00e3o de Sistemas \u00e9 algo que coloca todo esse mercado numa outra dimens\u00e3o, e isso assusta, como \u00e9 comum \u00e0queles que se acostumaram a viver na sua &#8220;zona de conforto&#8221;.<\/p>\n<p><strong>12. Precisamos mesmo disso? N\u00e3o podemos viver sem essa compensa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m precisa seguir a sugest\u00e3o aqui proposta. Se voc\u00ea se sente satisfeito em fazer o seu sistema de som se aproximar de sua refer\u00eancia ao vivo, nada o obriga a mudar a sua vontade.<br \/>\nNuma compara\u00e7\u00e3o, podemos afirmar que uma pessoa com alguns poucos graus de miopia pode viver a sua vida normalmente, mas certamente n\u00e3o conseguir\u00e1 enxergar muitos detalhes das imagens mais distantes, que lhe parecer\u00e3o emba\u00e7adas e sem defini\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAlgu\u00e9m que n\u00e3o fa\u00e7a a corre\u00e7\u00e3o auditiva aqui sugerida pode reconhecer uma m\u00fasica, acompanh\u00e1-la e eventualmente, na melhor hip\u00f3tese, at\u00e9 perceber todos os sons gerados, mas perder\u00e1 uma boa parte da fidelidade da obra.<br \/>\nE, afinal, os audi\u00f3filos n\u00e3o se apresentam como pessoas exigentes em termos de qualidade da reprodu\u00e7\u00e3o sonora?<br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o os audi\u00f3filos que muitas vezes gastam milhares de d\u00f3lares por um cabinho que vai lhe dar um \u00ednfimo ganho\u00a0ou mesmo nenhum grau de melhoria sonora? Ent\u00e3o porque ir\u00edamos desprezar uma sugest\u00e3o t\u00e3o simples que est\u00e1 ao alcance de todos e por um custo muito mais acess\u00edvel do que muitos equipamentos e acess\u00f3rios?<\/p>\n<p><strong>13. Como podemos realizar estas corre\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, devemos antes realizar um exame audiom\u00e9trico de boa qualidade e bastante preciso para entender o comportamento de nossos ouvidos no mundo real, &#8220;ao vivo&#8221;.<br \/>\nDepois, entender como o nosso sistema de som (incluindo a intera\u00e7\u00e3o de nossa sala do ponto de vista ac\u00fastico) interfere neste resultado.<br \/>\nDepois que tivermos estas duas curvas, devemos ent\u00e3o proceder \u00e0s compensa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPodemos usar para isso algum dispositivo de processamento digital ou at\u00e9 mesmo um equalizador para realizar a adequa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria.<br \/>\nCabos n\u00e3o s\u00e3o recomendados, pois n\u00e3o existe um cabo que possa ser &#8220;regulado&#8221; para corrigir a complexidade destas curvas, e eles dependem muito dos equipamentos interligados, ou seja, se trocarmos algum equipamento, os cabos perdem a finalidade. Cabos jamais devem ser utilizados para &#8220;ajustes&#8221; de um sistema de som. Esse argumento \u00e9 puro <em>marketing<\/em>.<br \/>\nEm nossos artigos anteriores temos muitas outras sugest\u00f5es nesse sentido.<\/p>\n<p><strong>14. O que o desenvolvedor deste conceito quer ganhar com isso?<\/strong><\/p>\n<p>Nada. Absolutamente nada no campo financeiro.<br \/>\nMe perguntaram uma vez porque eu n\u00e3o pe\u00e7o patente do m\u00e9todo? Primeiro, porque j\u00e1 existem solu\u00e7\u00f5es parecidas. Tomei conhecimento disso h\u00e1 alguns dias pesquisando sites cient\u00edficos de medicina.<br \/>\nA id\u00e9ia dos autores destas patentes \u00e9 realizar esta compensa\u00e7\u00e3o para pessoas com dificuldades auditivas s\u00e9rias, como um tratamento auxiliar para uma audi\u00e7\u00e3o melhor. Eles n\u00e3o foram mais longe, onde poderia abordar um universo maior de ouvintes, j\u00e1 que todos n\u00f3s temos algumas varia\u00e7\u00f5es, leves ou intensas.<br \/>\nOutra raz\u00e3o se resume no fato de que n\u00e3o espero nenhum tipo de compensa\u00e7\u00e3o pelo m\u00e9todo. O \u00e1udio \u00e9 um <em>hobby<\/em> para mim, e compartilhar o que aprendo \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs in\u00fameros relatos que recebo de pessoas que aplicaram o m\u00e9todo e ficaram satisfeitas j\u00e1 compensam o esfor\u00e7o em aprimorar e divulgar a t\u00e9cnica.<br \/>\nN\u00e3o divulgo aqui nenhuma marca, n\u00e3o forne\u00e7o nenhum produto ou servi\u00e7o, e n\u00e3o vendo sequer qualquer tipo de consultoria sobre o assunto.<br \/>\nH\u00e1 aqueles que veem nessa sugest\u00e3o um risco aos seus interesses, pois sustentam a subjetividade como \u00fanico instrumento admiss\u00edvel na composi\u00e7\u00e3o de um sistema de som e, com os seus ouvidos &#8220;cuidadosamente calibrados&#8221;, os seus &#8220;disquinhos de refer\u00eancia&#8221; e as suas viv\u00eancias na &#8220;escuta\u00e7\u00e3o ao vivo&#8221; acreditam que est\u00e3o mesmo ouvindo o som real&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Piano-music-clipart-pictures-free-clipart-pictures-org.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-3767\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Piano-music-clipart-pictures-free-clipart-pictures-org.jpg\" alt=\"Piano-music-clipart-pictures-free-clipart-pictures-org\" width=\"300\" height=\"310\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Piano-music-clipart-pictures-free-clipart-pictures-org.jpg 300w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Piano-music-clipart-pictures-free-clipart-pictures-org-290x300.jpg 290w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Este \u00e9 um tema que tem gerado algumas d\u00favidas, apesar de j\u00e1 ter sido tratado muito profundamente em v\u00e1rios de nossos artigos. Tentaremos abordar aqui alguns pontos de uma forma mais objetiva.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3765,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3760"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3760"}],"version-history":[{"count":8,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3760\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3771,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3760\/revisions\/3771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3765"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}