{"id":2797,"date":"2013-10-20T19:10:29","date_gmt":"2013-10-20T22:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=2797"},"modified":"2021-06-09T16:17:35","modified_gmt":"2021-06-09T19:17:35","slug":"problemas-da-audicao-ou-o-que-nos-faz-ouvir-de-formas-diferentes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/problemas-da-audicao-ou-o-que-nos-faz-ouvir-de-formas-diferentes\/","title":{"rendered":"Problemas da Audi\u00e7\u00e3o (ou O Que nos Faz Ouvir de Formas Diferentes)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Conhe\u00e7a um pouco mais sobre os problemas de audi\u00e7\u00e3o que afetam os humanos, e a sua implic\u00e2ncia direta no modo de ouvirmos m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/hearing.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-2798\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/hearing-300x163.jpg\" alt=\"hearing\" width=\"300\" height=\"163\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/hearing-300x163.jpg 300w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/hearing-500x272.jpg 500w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/hearing.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Conforme foi prometido, publico aqui um trecho de um interessante livro que trata da percep\u00e7\u00e3o auditiva e de sua liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Trata-se do livro <strong>M\u00fasica, C\u00e9rebro e \u00caxtase<\/strong>, do autor <strong>Robert Jourdain<\/strong>. Uma publica\u00e7\u00e3o de reconhecimento internacional, e que tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel no Brasil, em portugu\u00eas.<br \/>\nRecomendo a todos a leitura deste livro, pois \u00e9 um profundo tratado cient\u00edfico das caracter\u00edsticas do sistema auditivo humano, abordando em detalhes a sua constru\u00e7\u00e3o e o seu funcionamento, tendo a m\u00fasica como o objetivo principal deste estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Eu outras oportunidades j\u00e1 fiz esta mesma recomenda\u00e7\u00e3o, e estou certo de que a leitura deste livro pode acabar com muitos mitos e muitas outras bobagens que rondam o nosso <em>hobby<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Este \u00e9 um trecho do livro que justamente trata sobre os problemas que ocorrem com a nossa audi\u00e7\u00e3o por conta de doen\u00e7as e pelo envelhecimento natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Al\u00e9m deste estudo, em breve traremos outro sobre a varia\u00e7\u00e3o das sensibilidades auditivas individuais, como uma caracter\u00edstica natural do nosso sistema auditivo, sem culpa do envelhecimento ou de danos causados por doen\u00e7as.<br \/>\nCom este material cient\u00edfico, buscamos contribuir com o enriquecimento dos temas que tratamos sobre a <em>customiza\u00e7\u00e3o de um sistema de som<\/em>, com fatos, sem conceitos subjetivos ou inven\u00e7\u00f5es de pensamentos que s\u00f3 servem para atender aos interesses comerciais do mercado.<br \/>\nComo me disse recentemente um amigo que edita uma das mais importantes revistas de \u00e1udio da Europa: &#8220;Esse \u00e9 o tipo de informa\u00e7\u00e3o que ningu\u00e9m gosta de popularizar, pois \u00e9 como mexer num vespeiro. Muita gente n\u00e3o quer tocar nestes assuntos e colocar em cheque seus interesses pessoais ou os seus prest\u00edgios criados ao longo de anos de ignor\u00e2ncia&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Segue o texto para aprecia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #0000c1;\">Perda de Audi\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Diante de sua complexidade, n\u00e3o \u00e9 de surpreender que o ouvido tenha muitos inimigos: uma pancada na cabe\u00e7a, exposi\u00e7\u00e3o a intenso barulho, infec\u00e7\u00f5es bacterianas, danos bioqu\u00edmicos causados por drogas, ou um per\u00edodo de grave falta de oxig\u00eanio. O pior \u00e9 que h\u00e1 poucas op\u00e7\u00f5es para consertar a c\u00f3clea, quando a les\u00e3o \u00e9 s\u00e9ria, porque o corpo n\u00e3o pode gerar novas c\u00e9lulas nervosas, da mesma forma como faz\u00a0<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">c\u00e9lulas de osso, m\u00fasculo ou pele.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Talvez o mais espantoso seja que nossa c\u00f3clea, como o resto de n\u00f3s, desgasta-se inevitavelmente, com a passagem dos anos. Num processo chamado <em>presbiacusia<\/em>, o limite superior da nossa audi\u00e7\u00e3o\u00a0<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">declina, \u00e0 medida que envelhecemos. N\u00e3o \u00e9 que as c\u00e9lulas capilares voltadas para as frequ\u00eancias elevadas necessariamente morram. Em vez disso, tornam-se cada vez menos sens\u00edveis, at\u00e9 que, um dia, n\u00e3o encontram mais sons bastante fortes para estimul\u00e1-las.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000c1;\">O decl\u00ednio j\u00e1 est\u00e1 em plena marcha com a idade de quarenta anos, per\u00edodo em que o ouvido tem apenas um d\u00e9cimo de sua sensibilidade original, nas frequ\u00eancias mais elevadas. Isto significa que um som de alta freq\u00fc\u00eancia precisa ser dez vezes mais intenso, para parecer t\u00e3o alto quanto vinte anos antes. Com a idade de oitenta anos, o decl\u00ednio equivale \u00e0 diferen\u00e7a de volume entre um sussurro e a pancada de um martelo mec\u00e2nico. Assim, para ouvir os sons mais altos produzidos por um instrumento musical, seria preciso que esses sons fossem tocados, de alguma maneira, t\u00e3o alto quanto um martelo mec\u00e2nico. Como isto n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, a pessoa n\u00e3o os ouve mais.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">O efeito pr\u00e1tico da surdez causada pelo envelhecimento \u00e9 que, no curso de uma vida, a pessoa perde cerca de meio ciclo por segundo, a cada dia, do registro de 20 mil ciclos por segundo com que nascemos.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Na casa dos quarenta, a perda anual eleva-se a apenas cerca de 160 ciclos por segundo. Mais tarde, a surdez \u00e9 galopante, cortando as frequ\u00eancias mais elevadas numa propor\u00e7\u00e3o, digamos, de 16 mil ciclos\u00a0<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">por segundo para 13 mil, numa d\u00e9cada, depois para 10 mil, na d\u00e9cada seguinte, depois para 7 mil e, mais tarde&#8230;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Mas as salas de concertos est\u00e3o cheias de m\u00fasicos e maestros de cabelos grisalhos. Apesar da surdez, eles s\u00e3o capazes de trabalhar porque, entre os muitos sons que formam um tom musical, o som fundamental situa-se relativamente baixo, no registro de freq\u00fc\u00eancia da nossa audi\u00e7\u00e3o. A nota mais alta de um piano, cuja eleva\u00e7\u00e3o m\u00e1xima se aproxima da maior altura em que qualquer instrumento (com exce\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os) \u00e9 capaz de tocar, fica exatamente acima dos 4 mil ciclos por segundo, e poucos de n\u00f3s vivem tempo suficiente para a surdez se tornar t\u00e3o acentuada. O que se perde, para os ouvidos, n\u00e3o s\u00e3o \u201cas notas\u201d, mas a riqueza tonal, particularmente a efervesc\u00eancia das notas elevadas. Imperceptivelmente, a cada dia, o gemido crepitante do obo\u00e9 se achata, amortece-se, apaga-se. Para um maestro com surdez\u00a0<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">avan\u00e7ada, o equil\u00edbrio de uma orquestra muda, e ele pode ter de trabalhar a partir de lembran\u00e7as de como os instrumentos soam, na juventude. Para um solista, a perda dos agudos penetrantes pode levar a novas interpreta\u00e7\u00f5es, centradas em tons de registro m\u00e9dio, ou graves.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000c1;\">Quem n\u00e3o \u00e9 m\u00fasico n\u00e3o teria grande problema com a queda da audi\u00e7\u00e3o de alta frequ\u00eancia, mas acontece que os sons mais importantes da fala \u2014 as consoantes \u2014 est\u00e3o inclu\u00eddos, em boa parte, nesse registro. O silvo de um \u201cs\u201d soa, em grande medida, bem acima da nota mais elevada de um piano. As vogais, por outro lado, est\u00e3o centradas nas oitavas superiores do piano. A maioria da energia de som de uma palavra est\u00e1 em suas vogais, mas as consoantes s\u00e3o divisores important\u00edssimos, que permitem ao c\u00e9rebro distinguir uma vogal da pr\u00f3xima.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Os chimpanz\u00e9s uivam todo tipo de vogais, mas n\u00e3o s\u00e3o capazes de articular os l\u00e1bios e a l\u00edngua com habilidade suficiente para formar consoantes. Falharam as tentativas de inventar para os chimpanz\u00e9s<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">uma linguagem falada, toda composta de vogais, porque estas, todas juntas, confundem-se. E isto, lamentavelmente, \u00e9 o que ocorre com nossa percep\u00e7\u00e3o do discurso, quando a surdez entra em cena e as\u00a0<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">consoantes desaparecem.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Uma vantagem duvidosa da surdez na velhice \u00e9 que a audi\u00e7\u00e3o reduzida impede a pessoa de perceber que est\u00e1 perdendo tamb\u00e9m a capacidade de discriminar frequ\u00eancias cont\u00edguas. Cada meio grau, ao longo de uma escala musical, como na passagem do f\u00e1 para o f\u00e1 sustenido, acarreta um salto de freq\u00fc\u00eancia de cerca de 6 por cento (de 100 ciclos por segundo para 106, por exemplo). Um ouvido jovem e saud\u00e1vel pode sentir diferen\u00e7as de freq\u00fc\u00eancia de cerca de um por cento, no caso de tons centralizados mais ou menos uma oitava abaixo do d\u00f3 m\u00e9dio, e de meio por cento, no caso dos tons uma oitava ou duas mais elevados. Ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 problema para ouvir a diferen\u00e7a entre os graus de um teclado, ou at\u00e9 mesmo entre os quartos de tom de algumas m\u00fasicas n\u00e3o ocidentais.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Por\u00e9m, outra vez com a idade de quarenta anos, aproximadamente, as coisas come\u00e7am a descambar. Na casa dos sessenta anos, a discrimina\u00e7\u00e3o em todas as frequ\u00eancias \u00e9 de apenas cerca de um ter\u00e7o, o<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">u de um quarto, do que era outrora. Onde a pessoa, antes, era capaz de discriminar mais ou menos meio por cento, agora discrimina apenas dois por cento. Para os octogen\u00e1rios, a discrimina\u00e7\u00e3o em torno do d\u00f3 m\u00e9dio s\u00f3 \u00e9 exata at\u00e9 apenas um quarto de grau, e no d\u00f3 baixo perde-se um meio grau inteiro \u2014 o si n\u00e3o soa mais muito diferente do d\u00f3, nem o d\u00f3 do d\u00f3 sustenido. N\u00e3o obstante, uma combina\u00e7\u00e3o de longa experi\u00eancia e fanfarronada permitiu que muitos grandes m\u00fasicos continuassem tocando na velhice.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000c1;\">E h\u00e1 tamb\u00e9m a surdez patol\u00f3gica, a surdez que n\u00e3o \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da idade, mas um ouvido afetado. Uma minoria feliz dos pacientes sofre de <em>surdez condutiva<\/em> \u2014 surdez do ouvido m\u00e9dio, freq\u00fcentemente\u00a0<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">causada por um aumento do osso, no ponto onde os oss\u00edculos encontram o ouvido interno. Tudo continua a funcionar adequadamente mas s\u00f3 uma quantidade menor de som atravessa. Um aparelho de surdez pode resolver a situa\u00e7\u00e3o, ajudando o som que chega a esmagar a conex\u00e3o pegajosa. Paradoxalmente, a passagem direta do som da voz da pr\u00f3pria pessoa para a c\u00f3clea \u00e9 fortalecida, n\u00e3o enfraquecida. Quem sofre disso fala mais baixo, para manter o som em seu n\u00edvel costumeiro, assim encorajando os outros a baixarem suas vozes, de modo que se torna ainda mais dif\u00edcil ouvi-los. S\u00e3o muitos os agravamentos.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Mas o que causa horror a qualquer amante da m\u00fasica \u00e9 a les\u00e3o no ouvido interno. Em geral, \u00e9 chamada de perda nervosa, mas seria mais adequado, em muitos casos, cham\u00e1-la de defeito de funcionamento. No caso mais simples, uma parte do \u00f3rg\u00e3o de Corti p\u00e1ra de trabalhar, particularmente nas regi\u00f5es de alta freq\u00fc\u00eancia mais pr\u00f3ximas da abertura do ouvido m\u00e9dio. A prolongada exposi\u00e7\u00e3o ao som alto \u00e9 o principal culpado deste tipo de destrui\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. O resultado, freq\u00fcentemente \u00e9 uma esp\u00e9cie de presbiacusia acelerada &#8211; ou seja, envelhecimento acelerado. Aqueles que pensam que seus ouvidos est\u00e3o \u201c\u00f3timos\u201d, depois de ouvirem concertos de rock, talvez n\u00e3o tenham de esperar at\u00e9 fazerem oitenta anos para descobrirem que\u00a0<\/span><span style=\"color: #0000c1;\">n\u00e3o \u00e9 bem assim. Os aparelhos de surdez ajudam pouco, porque refor\u00e7am uniformemente todas as frequ\u00eancias, alterando o equil\u00edbrio de qualquer tipo de som.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000c1;\">Mas h\u00e1 muito mais coisas em jogo, na les\u00e3o da c\u00f3clea, do que apenas a perda do registro de freq\u00fc\u00eancia. Numa s\u00edndrome chamada <em>restabelecimento do ru\u00eddo<\/em>, as c\u00e9lulas capilares da c\u00f3clea perdem sua sensibilidade ao som de intensidades baixas ou m\u00e9dias, mas continuam a reagir normalmente \u00e0s altas intensidades. Os sons que se elevam mant\u00eam-se fracos at\u00e9 certa altura e depois explodem, como se ocorresse uma virada repentina do controle de volume. Beethoven sofreu de restabelecimento do ru\u00eddo, at\u00e9 ficar totalmente surdo. Mal podia ouvir uma orquestra das primeiras filas, mas alguns sons vindos do estrado o atacavam, transformando em fiascos suas \u00faltimas tentativas de reger. Escreveu sobre a maneira como as pessoas elevavam suas vozes, quando ele n\u00e3o podia ouvi-las, mas queixou-se de que \u201cse algu\u00e9m gritar, n\u00e3o consigo suportar\u201d. Provocando todo tipo de sons bruscos e \u00e1speros, o restabelecimento do ru\u00eddo tem como sintoma mais comum a irritabilidade \u2014 tra\u00e7o que caracterizava Beethoven.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Finalmente, h\u00e1 o ouvido que enlouquece. Toda a afina\u00e7\u00e3o da c\u00f3clea pode ser jogada fora, particularmente quando a c\u00f3clea inteira sofre les\u00f5es org\u00e2nicas. As altas frequ\u00eancias podem ser percebidas como tons baixos, enquanto as frequ\u00eancias mais baixas deslizam para cima.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000c1;\">Esta foi a sorte do compositor franc\u00eas Gabriel Faur\u00e9, no fim de sua vida. Ainda piores s\u00e3o os resultados da doen\u00e7a de M\u00e9ni\u00e8re, que faz a c\u00f3clea ficar inchada com o fluido. As vozes podem soar como a do Pato Donald e a m\u00fasica se mistura toda, at\u00e9 o ponto de n\u00e3o haver interrup\u00e7\u00f5es entre as notas. Quem sofre disso n\u00e3o consegue distinguir entre os sons dos v\u00e1rios instrumentos e, nos casos piores, h\u00e1 descri\u00e7\u00f5es de que a m\u00fasica soa como latas caindo ou martelos batendo numa bigorna. H\u00e1 destinos piores do que ficar surdo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Conhe\u00e7a um pouco mais sobre os problemas de audi\u00e7\u00e3o que afetam os humanos, e a sua implic\u00e2ncia direta no modo de ouvirmos m\u00fasica.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2798,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2797"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2797"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3234,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2797\/revisions\/3234"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2798"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}