{"id":2618,"date":"2013-05-26T16:56:23","date_gmt":"2013-05-26T19:56:23","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=2618"},"modified":"2021-06-09T17:05:42","modified_gmt":"2021-06-09T20:05:42","slug":"afinal-para-que-servem-as-criticas-de-foruns","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/afinal-para-que-servem-as-criticas-de-foruns\/","title":{"rendered":"Afinal para que servem as cr\u00edticas de f\u00f3runs?"},"content":{"rendered":"<p>Uma resposta &#8220;Objetiva&#8221; para cr\u00edticas &#8220;Subjetivas&#8221;.<\/p>\n<div id=\"_mcePaste\">\n<div id=\"_mcePaste\">\n<div><\/div>\n<div><!--more--><\/div>\n<div id=\"_mcePaste\"><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-2626\" title=\"doismaisdois\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/doismaisdois.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"57\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/doismaisdois.jpg 363w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/doismaisdois-300x67.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O universo da audiofilia \u00e9 algo mesmo curioso.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Sofisticados computadores, espa\u00e7onaves, ve\u00edculos altamente tecnol\u00f3gicos, equipamentos hospitalares e industriais de alta-precis\u00e3o, smartphones avan\u00e7ados, televisores e outros produtos que dependem da engenharia para o seu desenvolvimento, s\u00e3o sempre tratados com a objetividade que merecem, mas quando falamos em \u00e1udio hi-end, tudo parece embarcar num mundo fantasioso, cheio de mist\u00e9rios, que usa solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e componentes de origem espacial alien\u00edgena, onde medi\u00e7\u00f5es s\u00e3o in\u00fateis e a compreens\u00e3o t\u00e9cnica sequer existe.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Para mim, uma coisa ficou muito clara nestes mais de 40 anos que me conhe\u00e7o como apaixonado por \u00e1udio e pela eletr\u00f4nica, o \u00e1udio hi-end \u00e9 uma fonte altamente lucrativa de neg\u00f3cios, e manter o seu mist\u00e9rio alimenta essa vantagem.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Como advogado, aprendi que sem provas ou evid\u00eancias concretas fica dif\u00edcil sustentar qualquer argumenta\u00e7\u00e3o, e por isso busco as respostas para melhor compreender este nosso hobby do \u00e1udio de alta-fidelidade, pois na verdade ele tamb\u00e9m n\u00e3o tem nada de t\u00e3o misterioso assim.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o bastasse a insist\u00eancia em defender seus pr\u00f3prios pontos de vista, em desprezar as cr\u00edticas e insistir em seus erros, publica\u00e7\u00f5es que se dizem especializadas em \u00e1udio hi-end (mas que tamb\u00e9m desperdi\u00e7a p\u00e1ginas com apresenta\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas baratas e videogame, do que com a avalia\u00e7\u00e3o de um produto de \u00e1udio) v\u00eam agora criticar e desmerecer os frequentadores de f\u00f3runs e audi\u00f3filos que n\u00e3o concordam com as suas id\u00e9ias, como se elas fossem \u00fanicas e infal\u00edveis.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o vou citar o nome de qualquer publica\u00e7\u00e3o, pois vou acabar indiretamente por prestigi\u00e1-las ainda mais, mas n\u00e3o deixarei que as comunidades audi\u00f3filas, principalmente os f\u00f3runs, sejam desrespeitados dessa forma, e tamb\u00e9m tentarei fazer aqui uma cr\u00edtica construtiva (mais uma&#8230;).<\/div>\n<h2>Porque o objetivismo incomoda tanto?<\/h2>\n<div><strong><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/bruxa11.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2619\" title=\"bruxa11\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/bruxa11.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"159\" \/><\/a><\/strong><\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Objetivistas s\u00e3o tratados com desprezo por algumas publica\u00e7\u00f5es. Parece que quem desenvolve equipamentos hi-end o faz dentro de uma panela com ingredientes m\u00e1gicos e f\u00f3rmulas de bruxaria. Sabemos que n\u00e3o \u00e9 assim. O projetista de equipamentos utiliza sua aprendizagem t\u00e9cnica para criar os seus produtos, e esta caracter\u00edstica \u00e9 perfeitamente vista quando abrimos os equipamentos (para quem tem um m\u00ednimo de conhecimento para isso). Exceto, claro, os cabos &#8220;hi-end&#8221; que abusam ainda mais desta situa\u00e7\u00e3o por ser mais dif\u00edcil identificar o que realmente existe na composi\u00e7\u00e3o de seus fios, provavelmente algo muito mais caro que o ouro, a levar em conta que alguns custam o pre\u00e7o de uma carro de luxo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Claro que criar uma aura m\u00e1gica em torno de um produto o leva para um campo desconhecido, e assim ele pode ser tratado de forma m\u00edstica e subjetiva, facilitando a interpreta\u00e7\u00e3o mais conveniente que queremos dar a ele, principalmente em termos de valor econ\u00f4mico.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Por\u00e9m, o avaliador ou &#8220;jornalista&#8221; deveria ter uma conduta imparcial, e n\u00e3o transformar esta oportunidade em neg\u00f3cio financeiramente rent\u00e1vel, &#8220;adotando&#8221; anunciantes, revendedores e at\u00e9 agregando servi\u00e7os ao que ent\u00e3o deveria ser um ve\u00edculo de informa\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Como podemos crer que um representante de uma marca est\u00e1 realmente sendo imparcial quando fala sobre ela?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">F\u00e1cil, imagine ser dono de uma concession\u00e1ria de ve\u00edculos da marca &#8220;A&#8221;. Imagine agora voc\u00ea avaliando um produto da marca que representa. Voc\u00ea diria que o produto n\u00e3o \u00e9 recomendado ou que n\u00e3o apresenta o desempenho esperado se isto fosse verdade? Ou colocaria todos os ve\u00edculos da marca num mesmo alto patamar de avalia\u00e7\u00e3o? Complicado, n\u00e3o? O que fazer nesta situa\u00e7\u00e3o?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Quanto mais subjetivo for a avalia\u00e7\u00e3o de um equipamento, mais f\u00e1cil \u00e9 criar uma confus\u00e3o em torno de suas qualidades. J\u00e1 imaginou o consumidor descobrir que um determinado equipamento possui elevada distor\u00e7\u00e3o, responde a frequ\u00eancias numa faixa bem mais estreita que se diz, que a pot\u00eancia real n\u00e3o \u00e9 aquela declarada, ou que o n\u00edvel de ru\u00eddo ou a sensibilidade diferem daquela que o avaliador tanto elogiou?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Pois saiba que isso acontece, e muitas publica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias j\u00e1 levantaram estes problemas em medi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, que alguns preferem chamar de &#8220;Objetivismo in\u00fatil&#8221;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Porque devemos acreditar que um carro \u00e9 realmente veloz se basta medirmos a sua velocidade final? Porque acreditar que ele tem boa acelera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um sentimento subjetivo se podemos medir o percurso que ele faz acelerando em um determinado espa\u00e7o de tempo? Como afirmar que o carro nos causa a impress\u00e3o de ser econ\u00f4mico se basta medir o seu consumo?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ahhh&#8230; mas em \u00e1udio tudo muda. Medi\u00e7\u00f5es s\u00e3o &#8220;coisas terr\u00edveis e in\u00fateis&#8221;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">E quando colocamos estes bem &#8220;treinados&#8221; ouvintes para realizar um teste cego perante um grupo de testemunhas? As poucas vezes que algu\u00e9m conseguiu fazer isso presenciou o quanto esta subjetividade \u00e9 perigosa. Eles erraram feio.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">\u00c9 mais f\u00e1cil ser subjetivo e investir na &#8220;magia&#8221; do que avaliar tecnicamente, medir e acreditar na engenharia. Para eles equipamentos de som pertencem a &#8220;outro mundo&#8221;, \u00e9 um caso \u00e0 parte. N\u00e3o existe ci\u00eancia para isso. Ser\u00e1 isso mesmo?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Proponho aqui defesas &#8220;objetivas&#8221; para acusa\u00e7\u00f5es &#8220;subjetivas&#8221;.<\/div>\n<h2><strong>Cursos de percep\u00e7\u00e3o como elementos de convencimento<\/strong><\/h2>\n<div><strong><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/surdo11.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2620\" title=\"surdo11\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/surdo11.jpg\" alt=\"\" width=\"470\" height=\"216\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/surdo11.jpg 470w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/surdo11-300x137.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 470px) 100vw, 470px\" \/><\/a><\/strong><\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Eu j\u00e1 participei de um curso de percep\u00e7\u00e3o auditiva, e j\u00e1 presenciei o poder de convencimento do palestrante que o faz acreditar no milagre que acontece a sua frente. Quando eu e alguns experientes amigos discordamos da &#8220;verdade&#8221; do palestrante, fomos categoricamente chamados de surdos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">O palestrante se irritou e faltou pouco para pedir que sa\u00edssemos da sala.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Mas, gafe maior ainda veio depois, quando ao tentar convencer o grupo de que um cabo de for\u00e7a hi-end possu\u00eda qualidades superiores a um cabo mais simples e barato, ele se confundiu sobre qual estava em uso e ficou chamando a aten\u00e7\u00e3o para os detalhes maravilhosos do cabo &#8220;vagabundo&#8221; (segundo ele). \u00a0Acho que as qualidades &#8220;m\u00e1gicas&#8221; do cabo hi-end acabaram incorporando no cabinho &#8220;vagabundo&#8221;, gra\u00e7as aos poderes daquela aura m\u00e1gica que envolve a eletr\u00f4nica do \u00e1udio.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Em outra oportunidade, o mesmo palestrante valorizava as qualidades de um par de caixas que usava para comparar com outro muito mais barato, destacando equil\u00edbrio tonal, &#8220;pegada&#8221;, palco sonoro e outras virtudes do novo par sem, por\u00e9m, perceber que a caixa esquerda estava desligada !!!<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o adianta desprezar o mundo real e tentar convencer o p\u00fablico de que o irreal est\u00e1 ali presente, na frente de todos.<\/div>\n<h2><strong>Custo Brasil x Pre\u00e7o Brasil<\/strong><\/h2>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/caboouro.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2621\" title=\"caboouro\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/caboouro.jpg\" alt=\"\" width=\"407\" height=\"191\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/caboouro.jpg 407w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/caboouro-300x140.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<div id=\"_mcePaste\">Numa clara falta de conhecimento dos elementos mercadol\u00f3gicos que envolve o mundo empresarial, cr\u00edticos cometem um erro ao falar em custo Brasil.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Sabemos que o valor agregado aos produtos brasileiros cresce com os impostos elevados e com a incompet\u00eancia de alguns segmentos, mas sabemos tamb\u00e9m que existe ainda o &#8220;Pre\u00e7o Brasil&#8221;, e neste caso, o custo &#8220;paix\u00e3o&#8221;, assim como acontece em carros (nacionais ou importados). Recentes reportagens e at\u00e9 declara\u00e7\u00e3o de executivo de montadora de ve\u00edculos t\u00eam mostrado que fabricantes valorizam demais seus produtos, e com uma raz\u00e3o bem simples: &#8220;o brasileiro paga&#8221;, segundo eles.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">E a\u00ed vem a conversa do contrabando, dos custos de importa\u00e7\u00e3o e de outros que fazem o pre\u00e7o do produto dobrar aqui (se apenas dobrasse estava muito bom&#8230;).<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">A\u00ed perguntamos, porque alguns importadores s\u00e9rios, que pagam seus impostos corretamente, conseguem vender aqui produtos pelo mesmo pre\u00e7o l\u00e1 de fora? Eu mesmo comprei h\u00e1 muitos anos um amplificador Creek por exatamente o mesmo pre\u00e7o do mercado americano, e de um importador s\u00e9rio, lembrando que outros chamados de s\u00e9rios j\u00e1 foram flagrados por subfaturamento, lembram-se disso os mais antigos deste hobby?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Qual a m\u00e1gica disso? Nenhuma, apenas mais um erro sobre outro assunto que alguns n\u00e3o dominam. Vejamos&#8230;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">\u00c9 uma grande bobagem (e muito conveniente para alguns) tomar como refer\u00eancia para custos o pre\u00e7o de um produto no mercado de varejo americano. Um distribuidor adquire os produtos diretamente de um fabricante, e com uma tabela de pre\u00e7os muito diferente daqueles praticados no varejo. Ou ser\u00e1 que o varejo vende pelo mesmo pre\u00e7o que compra da f\u00e1brica? Isso \u00e9 rid\u00edculo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Vamos ter uma id\u00e9ia mais clara sobre isso?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">H\u00e1 muitos anos fui convidado por um fabricante de caixas ac\u00fasticas para revender os seus produtos no Brasil (tenho todas as correspond\u00eancias em meu poder para as devidas comprova\u00e7\u00f5es &#8220;objetivas&#8221;). Uma de suas caixas era vendida no mercado americano por 12.000 d\u00f3lares, mas, na tabela de pre\u00e7os para revendas o custo da mesma caixa era de pouco mais de 4.000 d\u00f3lares. Porque isso?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ora, qualquer um sabe que comparar pre\u00e7os com o varejo internacional n\u00e3o \u00e9 algo inteligente.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Se uma caixa \u00e9 produzida na Europa, enviada aos EUA, que \u00e9 revendida por uma loja que deve incluir impostos e margens, \u00e9 \u00f3bvio que este par\u00e2metro n\u00e3o serve para a base de pre\u00e7os de um distribuidor brasileiro.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Como sou importador de equipamentos, LEGALIZADO, com Radar (ou seja, habilita\u00e7\u00e3o pela Receita Federal para importa\u00e7\u00e3o), pedi para o meu escrit\u00f3rio que atualizasse o valor de uma suposta importa\u00e7\u00e3o destas caixas (que recusei importar na \u00e9poca por n\u00e3o atuar neste segmento). Pois bem, com o frete, os impostos e uma margem de lucro final de mercado (uma \u00f3tima margem pelos padr\u00f5es atuais), o pre\u00e7o destas caixas no mercado ficaria aqui perto dos 11.000 d\u00f3lares. Ent\u00e3o somos competitivos? Claro que sim, e \u00e9 \u00f3bvio que se o produto for novamente redistribu\u00eddo por lojas e afins teremos um aumento deste valor. A\u00ed entra o bom senso, pois quanto mais &#8220;atravessadores&#8221;, maior ser\u00e1 o pre\u00e7o do produto para o consumidor final.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o queiram me convencer do contr\u00e1rio. Sou importador h\u00e1 muitos anos e conhe\u00e7o bem este assunto.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Talvez, por essa raz\u00e3o, apesar de obter as melhores classifica\u00e7\u00f5es internacionais e de receber um &#8220;Classe A&#8221; da revista Stereophile, este Creek recebeu uma pontua\u00e7\u00e3o bem mais baixa aqui&#8230; afinal&#8230; como ficariam os gananciosos concorrentes?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Agora, querer comparar equipamentos de \u00e1udio feitos com transistores, fios, caixinhas met\u00e1licas e outros componentes muito baratos, com carros importados, barcos e avi\u00f5es, \u00e9 novamente querer elevar o prest\u00edgio de algo que n\u00e3o deve ser comparado desta forma, acreditando que o mercado \u00e9 muito ing\u00eanuo, pois, barcos, avi\u00f5es e carros importados n\u00e3o s\u00e3o vendidos l\u00e1 fora por centenas ou poucos milhares de d\u00f3lares&#8230;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Antes de defender os pre\u00e7os absurdos de alguns produtos vendidos como &#8220;caixinhas m\u00e1gicas&#8221;, \u00e9 preciso ter um pouco de conhecimento do que buscamos como argumentos.<\/div>\n<h2><strong>As metodologias funcionam mesmo?<\/strong><\/h2>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/bomruim.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2622\" title=\"bomruim\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/bomruim.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"207\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<div id=\"_mcePaste\">Metodologias objetivas s\u00e3o bastante confi\u00e1veis, mas quando buscamos confiar em elementos vari\u00e1veis por natureza, a\u00ed a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante complicada.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Se olharmos com mais aten\u00e7\u00e3o, perceberemos que muitas somas de pontos de algumas avalia\u00e7\u00f5es est\u00e3o erradas. Como podemos acreditar numa metodologia que sequer sobrevive \u00e0 matem\u00e1tica? Ser\u00e1 que a matem\u00e1tica tamb\u00e9m \u00e9 outra ci\u00eancia subjetiva e eu n\u00e3o sabia disso? Ser\u00e1 que inventaram a matem\u00e1tica &#8220;hi-end&#8221;?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Como podemos confiar numa metodologia que falha at\u00e9 numa demonstra\u00e7\u00e3o feita num curso supostamente criado para convencer de sua validade? Ali\u00e1s, \u00e9 induzir a erro, ou praticar propaganda enganosa (pelo menos eu me senti lesado) ao oferecer um curso de percep\u00e7\u00e3o auditiva e na realidade fornecer uma palestra para impor uma metodologia individual utilizada para a sua pr\u00f3pria aplica\u00e7\u00e3o, e o pior, ainda cobrar por isso !!!<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Mas, vamos tentar acreditar que essas metodologias ainda assim funcionem. Ent\u00e3o, como explicar que uma publica\u00e7\u00e3o testou (curiosamente) duas vezes um mesmo produto e atribuiu valores diferentes utilizando a mesma metodologia? A explica\u00e7\u00e3o que os avaliadores t\u00eam liberdade de avaliar com os seus pr\u00f3prios crit\u00e9rios pessoais me parece no m\u00ednimo absurda (para que ent\u00e3o uma metodologia?), ainda mais quando a revista afirma que as avalia\u00e7\u00f5es s\u00e3o discutidas conjuntamente, e em caso de diferen\u00e7as \u00e9 feito um alinhamento, um novo teste, uma avalia\u00e7\u00e3o mais conclusiva em outra sala, etc. A teoria \u00e9 fant\u00e1stica, mas a pr\u00e1tica mostra o contr\u00e1rio.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Percebemos que todos estes argumentos n\u00e3o se sustentam pelos seus pr\u00f3prios argumentos utilizados.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Este \u00e9 mais um exemplo que carece de qualquer explica\u00e7\u00e3o mais plaus\u00edvel.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Mas, vamos mais al\u00e9m.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Como pode uma metodologia sobreviver quando o teste \u00e9 feito em cima de um produto, mas as fotos mostram que o produto testado foi outro?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">J\u00e1 testemunhamos montagem e manipula\u00e7\u00e3o de foto, imagens que n\u00e3o correspondem ao modelo testado, avalia\u00e7\u00e3o de recursos dos quais o aparelho sequer dispunha, especifica\u00e7\u00f5es que n\u00e3o correspondem ao produto testado e outras estranhas incoer\u00eancias.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Para n\u00e3o buscarmos exemplos de um distante passado, basta uma leitura na pen\u00faltima edi\u00e7\u00e3o da uma destas revistas para constatar isso &#8220;objetivamente&#8221;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Naquela edi\u00e7\u00e3o, um CD player \u00e9 apresentado como tendo uma rela\u00e7\u00e3o sinal\/ru\u00eddo de &#8220;-70dB (MM) \/ -60dB (MC)&#8221; !!! \u00a0Preciso dizer mais alguma coisa?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">\u00c9 o primeiro CD player que conhe\u00e7o em que a leitura \u00e9 feita por c\u00e1psula e agulha de leitor de vinil&#8230;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Quem critica f\u00f3runs, onde as mensagens s\u00e3o mais espont\u00e2neas e vindas de participantes que muitas vezes possuem pouca disponibilidade de acesso, deveria repensar estas cr\u00edticas ao escrever uma revista que supostamente passa por revis\u00f5es. Na maior parte da grande quantidade de erros que saem na revista, raramente vemos alguma corre\u00e7\u00e3o em edi\u00e7\u00f5es posteriores.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Outro fato que preocupa \u00e9 a quest\u00e3o de receber equipamentos de testes vindos diretamente de fabricantes e distribuidores.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Li um avaliador ingl\u00eas dizer que ele jamais aceita um equipamento enviado para testes. Ele se dirige \u00e0 uma loja e pede um dos equipamentos do estoque, aleatoriamente, alegando que n\u00e3o quer receber um equipamento &#8220;aprimorado&#8221; pelo fabricante.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Quando fazia as minhas pesquisas para desenvolver as minhas caixas ac\u00fasticas, conversei com fabricantes e engenheiros de desenvolvimento do mundo inteiro (pois \u00e9&#8230; n\u00e3o s\u00e3o bruxos que desenvolvem estes equipamentos &#8220;m\u00edsticos&#8221;), e escutei de alguns deles que quando um equipamento \u00e9 enviado para testes, muitas vezes ele passa por um processo seletivo e de &#8220;acertos&#8221; muito cuidadosos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Como a varia\u00e7\u00e3o do processo industrial, por mais cuidado que se tenha, \u00e9 muito grande, os componentes que ser\u00e3o utilizados no equipamento que seguir\u00e1 para avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o cuidadosamente selecionados num lote, e muitas vezes componentes de modelos superiores s\u00e3o colocados no modelo mais b\u00e1sico que ser\u00e1 testado. Cuidadosos ajustes s\u00e3o feitos, e ao final, o equipamento testado muitas vezes tem um desempenho muito diferente do modelo comercial distribu\u00eddo ao consumidor.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Fiquei pouco surpreso que isso acontecesse tamb\u00e9m neste mercado, e depois de ouvir que isso j\u00e1 ocorreu at\u00e9 com uma marca muito tradicional de caixas ac\u00fasticas, e de constatar diferen\u00e7as significativas entre duas caixas &#8220;casadas&#8221; da Dynaudio que testei em casa, ficou mais f\u00e1cil acreditar que isso \u00e9 muito mais comum.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Trabalhei mais de 12 anos junto a ind\u00fastrias automobil\u00edsticas, e sei da &#8220;opera\u00e7\u00e3o de guerra&#8221; que era feita para identificar a unidade que a revista &#8220;Quatro-rodas&#8221; adquiria para testes de longa dura\u00e7\u00e3o. A publica\u00e7\u00e3o, que realizava &#8220;reviews&#8221; de carros, tinha um cuidado muito grande para adquirir um modelo comercial, comprado numa loja qualquer, e jamais identificando a editora.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">A preocupa\u00e7\u00e3o era bastante v\u00e1lida, pois mesmo adquirindo o carro em uma loja de um lote &#8220;normal&#8221;, a revista tinha o cuidado para que o fabricante n\u00e3o identificasse a unidade por ocasi\u00e3o das revis\u00f5es, onde ele ainda teria a oportunidade de realizar melhorias no ve\u00edculo que estava sendo testado, aumentando seu desempenho, economia e resist\u00eancia.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Na \u00e9poca em que trabalhei numa montadora de ve\u00edculos, havia uma estat\u00edstica que apontava que a cada 100 ve\u00edculos produzidos, 92 teriam um comportamento na m\u00e9dia, 4 seriam ve\u00edculos de excelente desempenho, economia e baixa manuten\u00e7\u00e3o, e 4 seriam unidades muito problem\u00e1ticas que levariam seus propriet\u00e1rios ao total descontentamento. O desafio na \u00e9poca era melhorar estas estat\u00edsticas. Isso acontecia em raz\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis, onde alguns ve\u00edculos receberiam componentes e cuidados acima da m\u00e9dia na montagem, e outros sofreriam uma coincid\u00eancia oposta.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">O que imaginar ent\u00e3o quando o fabricante ou distribuidor tem a oportunidade de escolher o modelo que vai para testes?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o estou afirmando que isso j\u00e1 tenha acontecido por aqui, mas, convenhamos que, conforme demonstrado &#8220;objetivamente&#8221; acima, a possibilidade \u00e9 muito forte. Ent\u00e3o pergunto: qual metodologia sobrevive a t\u00e3o grave falha?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o terminei aqui.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Temos mais uma situa\u00e7\u00e3o grave.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Sabemos que se uma metodologia fosse realmente t\u00e3o &#8220;perfeita&#8221;, serviria muito bem para equipamentos excelentes e equipamentos ruins.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Mas, quando um editor de uma publica\u00e7\u00e3o afirma que j\u00e1 testou mais de 200 produtos ruins que o consumidor n\u00e3o deveria comprar, nos perguntamos: &#8220;Onde est\u00e3o estes produtos?&#8221;.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">A metodologia n\u00e3o considerou a possibilidade de mostrar aos leitores da revista quais produtos ele n\u00e3o deveria comprar, pois n\u00e3o foram aprovados em seus testes? Ser\u00e1 que o leitor n\u00e3o tem o direito de saber quais s\u00e3o os produtos que est\u00e3o no mercado e que pode faz\u00ea-lo gastar muito dinheiro por algo que n\u00e3o funciona?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Publica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias estrangeiras, que n\u00e3o se deitam e rolam sobre suas metodologias, t\u00eam o cuidado de citar os produtos n\u00e3o recomendados, ou porque apresentam um p\u00e9ssimo desempenho ou ainda porque existem op\u00e7\u00f5es mais interessantes no mercado. Ou at\u00e9 mesmo porque n\u00e3o funcionam.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Porque esta metodologia deveria ser diferente? Qual o receio de confessar que um produto \u00e9 ruim? Preju\u00edzo \u00e0 marca, ao distribuidor ou ao anunciante?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Parece que l\u00e1 fora esta preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe, e mesmo sendo uma &#8220;marca consagrada&#8221; ou um anunciante fiel, o produto \u00e9 duramente criticado se o seu desempenho for ruim.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Porque esconder isso?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ser\u00e1 que a metodologia funciona para alguns casos e impede a clareza em outros mais &#8220;delicados&#8221;?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Metodologias n\u00e3o sobrevivem a certos interesses.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Como faz um avaliador para julgar um equipamento de uma empresa que anuncia em sua publica\u00e7\u00e3o, ou pior ainda, que ele mesmo representa?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Quando eu avaliava equipamentos para uma revista, sempre recebia ofertas de ficar com o aparelho, gratuitamente ou com um pre\u00e7o &#8220;especial para avaliadores&#8221; (ainda tenho e-mails de um renomado fabricante com esta oferta). Nunca aceitei isso. Tenho certeza que ningu\u00e9m nunca viu equipamentos que testei nos classificados especializados, como \u00e9 muito comum acontecer em alguns casos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Tamb\u00e9m sofria forte press\u00e3o da editora para falar bem dos equipamentos testados que pertenciam aos anunciantes da revista. Por\u00e9m, isso nunca mudou as minhas opini\u00f5es, e o resultado disso \u00e9 que levei uma bronca do editor porque mostrei diversos defeitos de um produto testado de um fabricante que anunciava em at\u00e9 duas p\u00e1ginas da revista. Me pediram at\u00e9 que eu me retratasse.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">A reportagem s\u00f3 foi publicada porque o editor estava fora do pa\u00eds, e n\u00e3o teve a oportunidade de ler a mat\u00e9ria antes de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Me recusei a fazer qualquer revis\u00e3o posterior, e como eu n\u00e3o dependia daquilo (h\u00e1 mais de 6 meses nem recebia da publica\u00e7\u00e3o pela simples falta de tempo e interesse de cobr\u00e1-los) me afastei indignado, e criei o meu pr\u00f3prio espa\u00e7o totalmente livre de press\u00f5es comerciais.<\/div>\n<div>O mesmo equipamento foi testado e elogiado por outra publica\u00e7\u00e3o, mas logo foi retirado do mercado internacional debaixo de duras cr\u00edticas de publica\u00e7\u00f5es estrangeiras, mas p\u00f4de ainda ser visto por muito tempo em lojas brasileiras.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Acho que aqui podemos ter uma id\u00e9ia das dificuldades de ser sincero numa avalia\u00e7\u00e3o quando muitos interesses est\u00e3o envolvidos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Algumas listas de equipamentos de \u00e1udio no exterior s\u00e3o produzidas com a aquisi\u00e7\u00e3o por seus avaliadores dos produtos a serem testados, e sem qualquer an\u00fancio ou patroc\u00ednio de fabricantes e revendedores.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil manter algo assim, mas \u00e9 poss\u00edvel. Tenho a certeza de que muitos leitores gostariam de pagar mais para manter uma publica\u00e7\u00e3o que sobreviva apenas com recursos de vendas das edi\u00e7\u00f5es do que adquirir uma revista onde anunciantes pagam para ter espa\u00e7o publicit\u00e1rio e dividir as p\u00e1ginas com seus equipamentos testados. Eu pagaria com muita satisfa\u00e7\u00e3o por uma revista assim. E voc\u00ea?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Diante disso me pergunto: &#8220;Podemos confiar numa metodologia que n\u00e3o consegue evitar todas estas falhas acima?&#8221;<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Cada um tire as suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es.<\/div>\n<h2><strong>Como ouvimos diferente?<\/strong><\/h2>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ouve-dif.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2623\" title=\"ouve-dif\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/ouve-dif.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"181\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<div id=\"_mcePaste\">Vou explicar novamente o que \u00e9 ouvir diferente, apesar de in\u00fameros artigos que j\u00e1 publiquei sobre o assunto.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ouvir diferente n\u00e3o significa ser surdo. Tamb\u00e9m n\u00e3o significa perder refer\u00eancias.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Todo mundo \u00e9 capaz de identificar o som emitido pelas cordas de um viol\u00e3o, pois possuem refer\u00eancias para saber a diferen\u00e7a entre o som de um viol\u00e3o e o ru\u00eddo do motor de um carro.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Podemos, \u00f3bvio tamb\u00e9m, perceber muitas varia\u00e7\u00f5es ou sutilezas. Podemos ainda \u00a0identificar a voz humana sem confund\u00ed-la com o som de um liquidificador, por exemplo, e, mais do que isso, conseguimos identificar as varia\u00e7\u00f5es destes sons ao ponto de interpret\u00e1-los como letras e palavras. Fant\u00e1stico, n\u00e3o?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ouvidos treinados? N\u00e3o! Apenas resultado de nossa percep\u00e7\u00e3o auditiva. Um efeito f\u00edsico, nada de m\u00e1gico at\u00e9 aqui.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Mas, alguns espertinhos tentam confundir seus leitores ao criar varia\u00e7\u00f5es equivocadas de quando falo em &#8220;ouvir diferente&#8221;, mas, se observarmos em uma edi\u00e7\u00e3o muito antiga de suas revistas vamos ver que eles mesmos citaram exemplos de como as pessoas ouvem diferente, e de como muitas t\u00eam at\u00e9 dificuldade para interagir com determinadas faixas de frequ\u00eancias sonoras. O que mudou ent\u00e3o? Quais os interesses envolvidos para agora desprezar este fen\u00f4meno real e t\u00e3o comum? Porque tentar distorcer o que dizemos?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Sim, novamente aqui uso uma apresenta\u00e7\u00e3o objetiva para rebater uma acusa\u00e7\u00e3o subjetiva. Pergunte a qualquer m\u00e9dico especialista, tome um universo de exames audiom\u00e9tricos, leia livros cient\u00edficos sobre o assunto, e ver\u00e1 que as pessoas ouvem de forma diferente sim. Isto \u00e9 fato. N\u00e3o adianta tentar negar. Ou ser\u00e1 que a audi\u00e7\u00e3o humana se tornou tamb\u00e9m algo de outro mundo?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Algumas pessoas percebem algumas frequ\u00eancias com menor ou maior intensidade, outras sequer percebem alguns sons, e outras ainda sofrem inc\u00f4modos com algumas frequ\u00eancias (muitas vezes confundidos com &#8220;fadiga auditiva&#8221;). Isso est\u00e1 no mundo real, e eu pesquisei muito antes de comentar estes fatos nos &#8220;il\u00f3gicos&#8221; f\u00f3runs citados por defensores de suas metodologias. Pesquisei em laborat\u00f3rios de an\u00e1lise auditiva, com m\u00e9dicos especialistas da \u00e1rea e com tratados s\u00e9rios sobre o tema. Mas, algu\u00e9m diz que isso \u00e9 um absurdo. O que mais posso fazer? Mostramos tantos absurdos reais aqui praticados por eles, mas que parecem n\u00e3o incomodar tanto quanto uma constata\u00e7\u00e3o verdadeira como essa.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ouvimos de forma diferente sim, e esse \u00e9 um problema que poucos audi\u00f3filos conhecem, porque muita gente ficar\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o bastante delicada se admitir o fato.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ent\u00e3o, que aqueles continuem defendendo o oposto, mas estar\u00e3o sempre distantes da realidade, dos fatos e da ci\u00eancia.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">S\u00e3o fen\u00f4menos f\u00edsicos e provados. Aqui n\u00e3o tem nada que n\u00e3o possa ser medido e avaliado. Trata-se de algo dominado pela ci\u00eancia. Diariamente pessoas realizam exames audiom\u00e9tricos e descobrem que suas audi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o planas. Se estes exames fossem mais amplos, estas varia\u00e7\u00f5es poderia sem vistas de forma muito mais profunda, o que tamb\u00e9m \u00e9 fato.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Fen\u00f4menos como o &#8220;Loudness&#8221;, que \u00e9 uma redu\u00e7\u00e3o da sensibilidade perceptiva nas extremidades do espectro auditivo, s\u00e3o conhecidos h\u00e1 mais de 100 anos, e esta \u00e9 uma falha comum de muitos avaliadores que ainda acreditam que o melhor sistema do mundo \u00e9 &#8220;plano&#8221;, ou &#8220;neutro&#8221;, mas, baseado em que? Ora, em sua pr\u00f3pria curva auditiva, no seu modo de ouvir e de captar os sons.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">\u00c9 poss\u00edvel &#8220;treinar&#8221; os ouvidos para que ele fique plano? Essa \u00e9 outra bobagem citada por alguns &#8220;entendidos&#8221; pelo mundo todo. Voc\u00ea n\u00e3o consegue treinar seus ouvidos para que ele ou\u00e7a melhor, apenas para ter mais refer\u00eancias seletivas e comparativas, e t\u00e3o somente isso.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Jamais conseguiremos &#8220;linearizar&#8221; nossos ouvidos.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Isso \u00e9 fato, e \u00e9 lament\u00e1vel que alguns insistam em dire\u00e7\u00f5es opostas, aproveitando da falta de conhecimento cient\u00edfico de alguns leitores e de si pr\u00f3prio.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Ser\u00e1 que, por exemplo, uma revista que diz que recentemente ganhou mais de 500 mil novos leitores (apesar de anunciar uma tiragem f\u00edsica de apenas 20.000), n\u00e3o concordar\u00e1 que entre estes in\u00fameros leitores n\u00e3o existem profissionais da \u00e1rea que sabem disso?<\/div>\n<h2><strong>Qual o objetivo de informar?<\/strong><\/h2>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/coruja88.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2624\" title=\"coruja88\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/coruja88.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"203\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<div id=\"_mcePaste\">A responsabilidade de quem publica algo \u00e9 muito grande.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Deixar de ensinar ou ajudar apenas porque considera que muitos audi\u00f3filos sofrem de ego inflado e de inveja, \u00e9 no m\u00ednimo temeroso.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Audi\u00f3filos devem ser respeitados e merecem a nossa aten\u00e7\u00e3o, em qualquer que seja a situa\u00e7\u00e3o. Afinal, se muitos t\u00eam problemas (como dizem alguns) \u00e9 por culpa dessa desinforma\u00e7\u00e3o que se espalha no mercado por conta das dificuldades j\u00e1 apontadas acima.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Informar com seriedade \u00e9 divulgar experi\u00eancias pessoais ou de terceiros, fundamentadas e descompromissadas de qualquer outro interesse.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Quem desiste de ajudar algu\u00e9m apenas porque ele sofre das consequ\u00eancias da falta de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o merece atuar neste segmento.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Nosso mercado precisa amadurecer.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel continuar vendo afirma\u00e7\u00f5es do tipo:<em> &#8220;pela embalagem o produto custaria o dobro do pre\u00e7o&#8221;<\/em>, <em>&#8220;possui desempenho de produto 3 vezes mais caros&#8221;<\/em>, ou <em>&#8220;depois de 30 horas de &#8220;amaciamento&#8221; do cabo interno do bra\u00e7o do toca-discos foi poss\u00edvel ouvir um grau de precis\u00e3o, detalhamento e um sil\u00eancio de fundo espantosos&#8230; que at\u00e9 discos nacionais sujos, com est\u00e1tica e alguns riscos mais <\/em><em>parecem seminovos.&#8221;<\/em> Este \u00e9 o milagre do amaciamento de um cabinho? Vamos medir isso?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Por favor&#8230; o que \u00e9 isso? Ser\u00e1 que tudo que aprendemos com a ci\u00eancia est\u00e1 indo para o lixo?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Qual o prop\u00f3sito de gastar uma p\u00e1gina inteira com a foto de uma \u00fanica c\u00e1psula de toca-discos, de contar longas hist\u00f3rias em cada teste, e de finalmente apresentar uma avalia\u00e7\u00e3o superficial em algumas poucas linhas?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o \u00e9 isso que o mercado deseja. Ser\u00e1 que \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil entender isso?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Temos um mercado de \u00e1udio hi-end que deixou de ser um hobby prazeroso para ser objeto de alimento para um mercado milion\u00e1rio de produtos desnecessariamente caros. Estamos vendo produtos de 250 d\u00f3lares no varejo americano serem vendidos aqui por mais de 2.200 reais !!! Quanto o revendedor paga na f\u00e1brica?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">O que \u00e9 isso? \u00a0E ainda lemos que o produto \u00e9 altamente recomendado!!!<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Onde vamos parar?<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">\u00c9 preciso separar interesses pessoais e comerciais da informa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e respons\u00e1vel.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Outro dia li que um cabo n\u00e3o tinha muita extens\u00e3o nos agudos. Como tive acesso ao cabo, o interliguei \u00a0no meu sistema e medi a banda passante do tal cabo &#8220;limitado em altas frequ\u00eancias&#8221;. Meu gerador de \u00e1udio consegue chegar aos 150Khz, e nesta faixa n\u00e3o houve qualquer atenua\u00e7\u00e3o do sinal. E isso n\u00e3o tirei de &#8220;ouvido&#8221;, mas atrav\u00e9s de um preciso oscilosc\u00f3pio que possuo, at\u00e9 para identificar eventuais distor\u00e7\u00f5es do sinal que sequer ocorreram com onda quadrada.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Se estes termos parecem muito t\u00e9cnicos, resumo apenas dizendo que o cabo n\u00e3o mostrou qualquer limita\u00e7\u00e3o em frequ\u00eancias at\u00e9 5 vezes superiores ao nosso limite normal de audi\u00e7\u00e3o, bem acima da limita\u00e7\u00e3o da maioria dos equipamentos hi-end.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o ocorreu qualquer perda na extens\u00e3o dos agudos, como n\u00e3o ocorre com a maioria dos cabos de \u00e1udio que possui exig\u00eancias muito inferiores a qualquer cabinho barato de v\u00eddeo.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Mas, o mercado vem transformando cabos em algo &#8220;misterioso&#8221; e caro, por conta de interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas como estas feitas de forma inaceit\u00e1vel.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Publicarei em breve um teste mostrando as &#8220;verdadeiras limita\u00e7\u00f5es&#8221; de um cabo de \u00e1udio. N\u00e3o vou medir palco sonoro de cabo, equil\u00edbrio tonal e outras &#8220;qualidades&#8221; destacadas nas avalia\u00e7\u00f5es por a\u00ed, mas t\u00e3o apenas provar como eles n\u00e3o possuem as limita\u00e7\u00f5es e as caracter\u00edsticas apontadas em in\u00fameras reportagens contradit\u00f3rias que encontramos em muitas publica\u00e7\u00f5es, pois isso pode ser medido e comprovado, ou at\u00e9 hoje n\u00e3o saber\u00edamos como construir um cabo para conduzir frequ\u00eancias de mais de 1Mhz.<\/div>\n<div>Vamos ter uma id\u00e9ia melhor.<\/div>\n<div>Precisamos de um cabo de \u00e1udio que conduza frequ\u00eancias aud\u00edveis que est\u00e3o limitadas na m\u00e9dia superior de 20.000 Hz, e temos cabos de 18 reais no mercado para conduzir complexas frequ\u00eancias de mais de 1.000.000 Hz, e a\u00ed aparece algu\u00e9m dizendo que um fabricante especializado n\u00e3o conseguiu fazer um cabo para conduzir 20.000 Hz, mesmo custando 10 vezes mais que o cabo barato de v\u00eddeo, ou ainda muito mais.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Inacredit\u00e1vel, mas \u00e9 fato.<\/div>\n<h2><strong>Enfim&#8230;<\/strong><\/h2>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/conclusao22.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2625\" title=\"conclusao22\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/conclusao22.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/conclusao22.jpg 200w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/conclusao22-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<div id=\"_mcePaste\">Desejo um dia que o mercado de \u00e1udio hi-end amadure\u00e7a, que aqueles que participam de in\u00fameros f\u00f3runs especializados da internet n\u00e3o sejam mais criticados, parecendo um bando de moleques discutindo o que n\u00e3o sabem. Que o audi\u00f3filo n\u00e3o seja mais chamado de ego\u00edsta ou inconsequente, tudo por culpa da desinforma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio mercado.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o ganho um centavo com este trabalho que desenvolvo, n\u00e3o sou sustentado por qualquer anunciante ou lojista e n\u00e3o ganho comiss\u00e3o por nada que avalio, n\u00e3o revendo qualquer produto e n\u00e3o ganho com a exposi\u00e7\u00e3o deles.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Fa\u00e7o deste hobby e de meus conhecimentos algo que possa ser difundido entre aqueles que buscam alguma coisa \u00fatil no meio de tantas bobagens que est\u00e3o tomando conta do segmento audi\u00f3filo mundial.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">N\u00e3o fa\u00e7o deste desabafo uma cr\u00edtica a quem quer que seja, mas t\u00e3o somente uma defesa e uma observa\u00e7\u00e3o construtiva para colaborar com o realinhamento de um hobby que se perde por um lado, mas aos poucos vem ganhando consci\u00eancia pelo outro.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Tor\u00e7o para que essa consci\u00eancia, que o conhecimento, o bom-senso e a verdade dominem o &#8220;lado escuro&#8221; da audiofilia, e os consumidores possam pagar pre\u00e7os justos por coisas que s\u00e3o reais e que est\u00e3o no nosso mundo, e n\u00e3o por fantasias sustentadas por &#8220;impress\u00f5es pessoais&#8221;, pareceres puramente subjetivos ou por qualquer outra forma distorcida da realidade.<\/div>\n<div>Cabos s\u00e3o caros porque possuem misteriosas ci\u00eancias ocultas que fazem ele custar o pre\u00e7o de um carro luxuoso.<\/div>\n<div>Equipamentos audi\u00f3filos s\u00e3o muito mais especiais que avi\u00f5es, equipamentos m\u00e9dicos e outros produtos tecnol\u00f3gicos, pois seus projetistas sabem de algo que ningu\u00e9m mais sabe, e por isso custam muito mais tamb\u00e9m.<\/div>\n<div>A audiofilia \u00e9 algo para poucos que possuem ouvidos &#8220;planos&#8221;, perfeitos e capazes de ouvir coisas que meros mortais n\u00e3o podem discernir.<\/div>\n<div>Acess\u00f3rios hi-end n\u00e3o tem qualquer explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, pois est\u00e3o envoltos de um mist\u00e9rio que s\u00f3 o \u00e1udio hi-end consegue aproveitar.<\/div>\n<div>Ser\u00e1 que tudo na eletr\u00f4nica do \u00e1udio \u00e9 inexplic\u00e1vel, esot\u00e9rico, misterioso e m\u00e1gico? Por favor, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel continuar convivendo com estes absurdos.<\/div>\n<div>N\u00e3o \u00e9 mais aceit\u00e1vel querer que algu\u00e9m acredite que um cabinho de \u00e1udio feito de cobre com capa de PVC possa custar 35.000 d\u00f3lares ou muito mais porque possui algo que ningu\u00e9m consegue explicar o que \u00e9.<\/div>\n<div>Vamos valorizar a nossa comunidade audi\u00f3fila, este grupo maravilhoso que participa de f\u00f3runs, escreve com sinceridade as suas impress\u00f5es, que desenvolve seus pr\u00f3prios componentes e divide ensinamentos. Vamos acreditar que os audi\u00f3filos podem ser unidos e banir deste meio os aproveitadores e espertinhos que ficam plantando bobagens sem fim.<\/div>\n<div id=\"_mcePaste\">Felizes os audi\u00f3filos que come\u00e7am a conhecer este mundo novo.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Uma resposta &#8220;Objetiva&#8221; para cr\u00edticas &#8220;Subjetivas&#8221;.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2626,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2618"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2618"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2618\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3272,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2618\/revisions\/3272"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2626"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}