{"id":2198,"date":"2012-06-02T14:13:16","date_gmt":"2012-06-02T16:13:16","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=2198"},"modified":"2021-06-09T15:48:40","modified_gmt":"2021-06-09T18:48:40","slug":"mais-uma-carta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/mais-uma-carta\/","title":{"rendered":"Mais uma carta&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma carta enviada por um de nossos leitores.<br \/>\nQue fique bem claro tratar-se de uma cr\u00edtica construtiva, pois tamb\u00e9m ap\u00f3io o crescimento e a maturidade do mercado de \u00e1udio Hi-End de forma honesta e saud\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p><em>Caro Amigo Eduardo,<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Depois de ler a carta que lhe foi enviada pelo leitor Samuel, e ap\u00f3s ler a edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas da citada publica\u00e7\u00e3o (n\u00e3o sei porque o nome da publica\u00e7\u00e3o \u00e9 omitido \u2013 afinal cr\u00edticas deveriam ser vistas com bons olhos), gostaria de deixar aqui tamb\u00e9m minhas opini\u00f5es sobre este assunto, que tamb\u00e9m s\u00e3o feitas de forma a contribuir para abrir os olhos dos respons\u00e1veis pela publica\u00e7\u00e3o para que ela n\u00e3o se perca no triste caminho que vem tomando.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A revista, que acompanho desde seu surgimento, teve uma proposta fant\u00e1stica, elogi\u00e1vel e que merecia todo o nosso respeito, mas acabou desviando-se de seu curso, nitidamente porque atraiu comerciantes e com isso an\u00fancios que certamente lhe rendem um bom dinheiro. Mas, foi al\u00e9m disso ao tamb\u00e9m se tornar indiretamente representante das marcas avaliadas pela revista, o que a\u00ed j\u00e1 demonstra uma possibilidade de conflito bastante grave de interesses.<\/em><\/p>\n<p><em>Ningu\u00e9m \u00e9 contra qualquer publica\u00e7\u00e3o de faturar com an\u00fancios, pois sabemos que isso \u00e9 algo normal e comp\u00f5e a renda da editora. Mas quando uma publica\u00e7\u00e3o \u00e9 formadora de opini\u00f5es, avalia produtos dos seus anunciante e se prop\u00f5e a ser uma indicadora ou manter uma assessoria do mercado que atua, a imparcialidade acaba corrompida sob qualquer ponto de vista.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Neste m\u00eas, tive mais uma decep\u00e7\u00e3o com a revista ao ler uma carta de um leitor, aparentemente bastante oportuna para o momento que a revista passa, tanto que a carta foi respondida duas vezes, uma na pr\u00f3pria se\u00e7\u00e3o de cartas e outra num artigo a parte.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Em sua carta, numa defesa aberta e bastante insistente, o leitor fala em cr\u00edticas ao modelo ou metodologia que a revista utiliza para avaliar os produtos testados.<\/em><\/p>\n<p><em>Por favor, que esta metodologia j\u00e1 est\u00e1 por demais ultrapassada e comprometida \u00a0a maioria dos habituais leitores da revista j\u00e1 est\u00e1 cansada de saber.<\/em><\/p>\n<p><em>Muitas publica\u00e7\u00f5es pelo mundo j\u00e1 se convenceram disso e abandonaram o m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o por classes ou pontos, ou ent\u00e3o realizaram uma ampla reformula\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo, como acontece com a revista Stereophile.<\/em><\/p>\n<p><em>Esta publica\u00e7\u00e3o americana para n\u00e3o cometer o mesmo erro desta nacional, adaptou sua apresenta\u00e7\u00e3o de resultados para algo que ainda considero em amadurecimento, mas numa dire\u00e7\u00e3o mais louv\u00e1vel.<\/em><\/p>\n<p><em>Criando classes de avalia\u00e7\u00e3o para os seus equipamentos, a Stereophile faz algo bem interessante ao manter a listagem de equipamentos avaliados periodicamente atualizada, ou seja, equipamentos podem migrar de classes ou mesmo sair da listagem se a avalia\u00e7\u00e3o se tornar obsoleta ou mesmo o equipamento perder a consist\u00eancia para aquela categoria, como sabemos ocorrer continuamente.<\/em><\/p>\n<p><em>J\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o nacional mant\u00e9m e parece insistir nisso de forma a n\u00e3o reconhecer suas limita\u00e7\u00f5es, uma metodologia falha o que \u00e9 facilmente notada em suas edi\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p><em>A maior prova disso \u00e9 que a maior parte dos equipamentos recebe classifica\u00e7\u00e3o elevada, ou seja, n\u00e3o existe o melhor ou o pior dentro da faixa. Por isso s\u00f3, fica demonstrado o envelhecimento da metodologia, que acabou perdendo a din\u00e2mica de criar classifica\u00e7\u00f5es seguras que acompanhassem a evolu\u00e7\u00e3o dos equipamentos. N\u00e3o \u00e9 comum vermos a nota m\u00e1xima que era 10 ser ultrapassada de forma confusa, enquanto que mant\u00e9m a classifica\u00e7\u00e3o original, o que j\u00e1 explica o porque de todos os equipamentos parecerem iguais.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Al\u00e9m disso, como bem j\u00e1 abordou o HiFi Planet em v\u00e1rios artigos bem elaborados, a avalia\u00e7\u00e3o com crit\u00e9rios de notas se perde quando relacionamos v\u00e1rios fatores que interferem no correto entendimento das qualidades reais dos aparelhos, principalmente quando os ouvidos de um \u00fanico avaliador \u00e9 levado em conta, e sabemos que a audi\u00e7\u00e3o humana \u00e9 bastante irregular, que n\u00e3o existem ouvidos de ouro ou precisos suficiente para avaliar, por exemplo, o equil\u00edbrio tonal de um equipamento, como bem gosta de mencionar o editor\/dono\/representante\/avaliador da revista.<\/em><\/p>\n<p><em>Nem mesmo testes coletivos escapam da influ\u00eancia destes e de outros fatores.<\/em><\/p>\n<p><em>A Stereophile (e v\u00e1rias outras publica\u00e7\u00f5es) t\u00eam comparado os resultados subjetivos com medi\u00e7\u00f5es objetiva, feitas com equipamentos espec\u00edficos e calibrados para medir alguns par\u00e2metros importantes do equipamento.<\/em><\/p>\n<p><em>Curiosamente, em um destes testes, foi notado um problema que o avaliador (muito experiente) n\u00e3o percebeu, mas numa nova audi\u00e7\u00e3o, sabendo do problema, focou a falha, e realmente depois de muitos discos constatou o problema.<\/em><\/p>\n<p><em>Chega a ser ir\u00f4nico quando a revista diz que sua avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas um norte, que o leitor deve testar e decidir pelos seus pr\u00f3prios ouvidos, de acordo com suas escolhas \u201csejam elas corretas ou n\u00e3o\u201d. Muita pretens\u00e3o do autor desta frase, como se suas impress\u00f5es, subjetivas ou n\u00e3o, fossem as mais corretas.<\/em><\/p>\n<p><em>A metodologia da revista j\u00e1 morreu, se tornou obsoleta, e isso \u00e9 incontest\u00e1vel, por mais que a defenda.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Eu participei do famoso curso de percep\u00e7\u00e3o onde, tentando convencer os ouvintes de que dois cabos de for\u00e7a tinham resultados bem diferentes, e que todos os \u201csurdos\u201d presentes n\u00e3o conseguiam perceber, o palestrante acabou se confundindo em rela\u00e7\u00e3o ao cabo que estava instalado, justamente o \u201ccabinho vagabundo\u201d como ele se referiu, e enalteceu as qualidades do mesmo, chegando a dizer que era imposs\u00edvel ningu\u00e9m perceber as qualidades que o cabo estava mostrando ali. Somente depois do teste \u00e9 que foi notado que o cabo t\u00e3o elogiado era justamente o \u201ccabinho vagabundo\u201d que o fabricante do amplificador de mais de 25 mil havia escolhido para acompanhar seu equipamento&#8230; e a\u00ed? Como se explica isso? Acho que nosso bom amigo j\u00e1 explicou de forma bastante detalhada e at\u00e9 did\u00e1tica em seus v\u00e1rios artigos.<\/em><\/p>\n<p><em>Essa \u00e9 uma falha inaceit\u00e1vel de quem defende uma metodologia, usa um curso para\u00a0 quase exclusivamente realizar esta mesma defesa, pois em termos de desenvolvimento de percep\u00e7\u00e3o ficou provado que este n\u00e3o era o melhor caminho, e pior do que isso n\u00e3o admite o erro.<\/em><\/p>\n<p><em>Para uma publica\u00e7\u00e3o que j\u00e1 manipulou fotos e avaliou recursos de aparelhos que n\u00e3o os possu\u00eda, o que se pode esperar?<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mais grave do que isso \u00e9 o fato do editor da revista, avaliadores e outros componentes da equipe estarem diretamente envolvido com lojas, distribuidores e importadores e at\u00e9 representando as marcas que hoje recheiam a revista do brilho dos diamantes.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nada contra quem escreveu a carta defendendo a revista, mas confundir o Clube do Audio com o Clube dos Audi\u00f3filos, um site de nome similar mantido pelo HiFi Planet e o editor n\u00e3o fazer a corre\u00e7\u00e3o, \u00e9 bem estranho, o Sr. n\u00e3o acha?<\/em><\/p>\n<p><em>Mais infeliz ainda foi a coloca\u00e7\u00e3o de quem quer criticar que fa\u00e7a melhor com sua pr\u00f3pria revista. Um desafio bastante ing\u00eanuo, e superado pelas revistas \u201celetr\u00f4nicas\u201d que encontramos na internet e que vem gradativamente substituindo as impressas. Acho que muitos que fazem severas cr\u00edticas ao formato daquela publica\u00e7\u00e3o j\u00e1 mant\u00e9m algo superior na grande rede de conhecimento que \u00e9 a Internet.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O maior problema n\u00e3o \u00e9 nem a metodologia superada, mas os interesses compreensivelmente envolvidos (compreens\u00edveis mas inaceit\u00e1veis).<\/em><\/p>\n<p><em>No teste de um rack apresentado nesta edi\u00e7\u00e3o, o avaliador comenta que \u201cQuando o aparelho sai da prateleira fixa para a isoladora, algo de surpreendente ocorre, principalmente em termos de <strong>equil\u00edbrio tonal<\/strong>..\u201d (grifo meu) e depois de exatas 7 linhas (n\u00e3o \u00e9 conta de mentiroso) o mesmo avaliador comenta sobre o mesmo rack no mesmo teste que \u201cOutra salutar observa\u00e7\u00e3o foi que o rack F1, <strong>em nenhuma situa\u00e7\u00e3o<\/strong>, diminuiu o corpo dos instrumentos ou <strong>alterou seu equil\u00edbrio tonal<\/strong>.\u201d (grifos meus).<\/em><\/p>\n<p><em>Oras, afinal, como quer a publica\u00e7\u00e3o ser respeitada diante de uma situa\u00e7\u00e3o contradit\u00f3ria como esta?<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Vejamos outro ponto. Cita o mesmo avaliador no mesmo teste que mais de 50% dos acess\u00f3rios que j\u00e1 testou n\u00e3o passaram do mais puro placebo, e depois afirma que j\u00e1 testou mais de 470 acess\u00f3rios !!! Pois bem, seguindo esta l\u00f3gica, mais de 235 produtos que ele avaliou n\u00e3o serviam para nada, ou seja, eram uma p\u00e9ssima compra para os consumidores.<\/em><\/p>\n<p><em>Baseando-me exatamente no que ele disse, sem qualquer interpreta\u00e7\u00e3o \u201csubjetiva\u201d ele deixou de informar em suas revistas mais de 235 produtos que o consumidor n\u00e3o deveria comprar !!!<\/em><\/p>\n<p><em>O objetivo da revista n\u00e3o \u00e9 informar? E porque n\u00e3o cumpriu o seu papel informativo de evitar que o consumidor fosse enganado numa destas armadilhas.<\/em><\/p>\n<p><em>Muitas publica\u00e7\u00f5es no exterior avaliam equipamentos e s\u00e3o muito honestas e prestativas ao dizer que determinados produtos n\u00e3o cumprem o que prometem, que s\u00e3o p\u00e9ssimas escolhas, independente de seus fabricantes anunciarem ou n\u00e3o na revista. \u00a0\u00c9 isso que eu falo. Compromisso com o leitor, maturidade, imparcialidade e conhecimento do que faz s\u00e3o as bases para uma revista melhor.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>J\u00e1 de forma bastante ofensiva, a resposta da carta diz que \u201cO que muitos dos nossos cr\u00edticos esquecem \u00e9 que n\u00e3o basta ter um par de orelhas para escolher um sistema hi-end.\u201d Oras! E do que ele se utiliza afinal? Suas \u201corelhas\u201d s\u00e3o melhores que a dos outros? Pois bem, \u00e9 preciso dizer para ele que mesmo um surdo pode ter orelhas&#8230; e que sua frase, al\u00e9m de agressiva, arrogante e incorreta se perde em seus pr\u00f3prios atos.<\/em><\/p>\n<p><em>Suas \u201corelhas\u201d lhe ajudaram a diferenciar o cabinho de for\u00e7a \u201cvagabundo\u201d de um \u201cdiamante\u201d? Vimos que n\u00e3o. Suas \u201corelhas\u201d privilegiadas n\u00e3o sofrem qualquer influ\u00eancia daqueles que mant\u00eam a revista? Dificil dizer que n\u00e3o depois de virar representante das marcas que testa. Isso n\u00e3o \u00e9 novidade, pois no passado algumas marcas j\u00e1 foram representadas por quem diz conseguir manter a imparcialidade dos testes.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Mas, como ele diz, suas avalia\u00e7\u00f5es funcionam apenas como um \u201cnorte\u201d, uma \u201cb\u00fassola\u201d para o comprador \u201cdesinformado\u201d. \u00c9 importante lembr\u00e1-lo que esse \u00e9 um instrumento preciso e nada subjetivo. Quando ele menciona \u201cbarganha do ano\u201d, \u201cimbat\u00edvel\u201d, \u201co melhor que j\u00e1 ouvi at\u00e9 hoje\u201d, \u201cseu comprador n\u00e3o vai se arrepender\u201d, e outros tantos coment\u00e1rios bastante objetivos, n\u00e3o me parece que ele est\u00e1 apenas oferecendo uma op\u00e7\u00e3o de caminho.<\/em><\/p>\n<p><em>Podemos observar que entre tanta subjetividade, o que mais falta \u00e9 objetividade. Os testes s\u00e3o uma confus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e aus\u00eancia daquelas verdadeiramente \u00fateis, com alguns apresentando especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do equipamento e outros que n\u00e3o mencionam nem o tamanho do mesmo. Se eu tiver um espa\u00e7o limitado em meu m\u00f3vel, vou ter que recorrer \u00e0 internet para ter uma informa\u00e7\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sica quanto esta.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A revista se perdeu quando deixou de ser o \u201cclube\u201d para ser s\u00f3 mais uma revista \u201cpatrocinada\u201d. Entraram os equipamentos de v\u00eddeo (muitos de m\u00e1 categoria e que tamb\u00e9m j\u00e1 brilharam com os diamantes\u201d) e at\u00e9 m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, passando ainda por computadores e monitores, e quem sabe em breve, torradeiras e cal\u00e7ados.<\/em><\/p>\n<p><em>Quando qualquer publica\u00e7\u00e3o aceita anunciantes, seja ela impressa ou virtual, \u00e9 muito dif\u00edcil manter a mesma linha de imparcialidade e conduta que tinha antes. Sabemos disso. Ningu\u00e9m \u00e9 t\u00e3o ing\u00eanuo (bem, alguns parecem e saem em defesa). Neg\u00f3cios s\u00e3o neg\u00f3cios.<\/em><\/p>\n<p><em>Se algu\u00e9m entra numa loja que vende per\u00fa da Sadia, vai perguntar para o dono ou vendedor se a marca \u00e9 boa. Neste caso sabemos que \u00e9, mas e quando n\u00e3o soubermos? Qual a resposta que voc\u00ea poderia esperar?<\/em><\/p>\n<p><em>Ao assumir o papel de revendedores, a equipe da revista se colocou numa condi\u00e7\u00e3o duvidosa de credibilidade, e muito natural. O que n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel \u00e9 negar isso. Assumir o \u00f3bvio seria uma postura mais adequada.<\/em><\/p>\n<p><em>Aceitar que a metodologia n\u00e3o funciona mais, que os testes s\u00e3o fortemente subjetivos e contaminados de interesses outros, que a revista hoje segue uma nova linha de conduta, etc.<\/em><\/p>\n<p><em>Que mal h\u00e1 nisso? Pior \u00e9 negar.<\/em><\/p>\n<p><em>Mas, n\u00e3o vamos s\u00f3 criticar e sim colaborar.<\/em><\/p>\n<p><em>Acredito que a revista deveria se tornar apenas informativa. Sim, porque n\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>Apresente os produtos, comente suas qualidades sob a vis\u00e3o do fabricante, informe dados realmente relevantes de cada produto, mostre fotos, hist\u00f3ria de seu desenvolvimento,etc., n\u00e3o mais emitindo opini\u00f5es de valor, e assim ficando \u00e0 vontade para fazer suas representa\u00e7\u00f5es, consultorias, etc. Este \u00e9 um papel mais bonito e certamente mais desejado de seus leitores.<\/em><\/p>\n<p><em>EU COMPRARIA SATISFEITO uma revista assim. O que n\u00e3o d\u00e1 para aguentar \u00e9 o cinismo de dizer que \u201crevendemos, ganhamos com as vendas, com os an\u00fancios, com as assessorias, mas nossas avalia\u00e7\u00f5es s\u00e3o totalmente imparciais, e quando o peru \u00e9 bom, dizemos que \u00e9, quando n\u00e3o \u00e9&#8230; bem&#8230; hummm&#8230; entende?\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Ter a coragem de mostrar o que \u00e9 bom e o que n\u00e3o \u00e9, enfrentando quem paga as suas contas, n\u00e3o \u00e9 para qualquer um. Mas, muitas publica\u00e7\u00f5es l\u00e1 fora sobrevivem com essa ousadia. Basta querer.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ao editor da revista s\u00f3 tenho que dizer que guardo muito respeito pela sua pessoa, pelo seu conhecimento e pela sua contribui\u00e7\u00e3o ao longo destes anos de dedica\u00e7\u00e3o, e por outros excelentes trabalhos na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o musical, mas lamento muito pelo perfil que a revista assumiu atr\u00e1s de uma m\u00e1scara que n\u00e3o tem nada da sua cara.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Everton M. de Lima<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>(Publica\u00e7\u00e3o autorizada)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Mais uma carta enviada por um de nossos leitores. 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