{"id":1503,"date":"2011-02-26T13:21:39","date_gmt":"2011-02-26T16:21:39","guid":{"rendered":"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/?p=1503"},"modified":"2021-06-14T16:31:55","modified_gmt":"2021-06-14T19:31:55","slug":"projeto-a-caixa-o-que-e","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/projeto-a-caixa-o-que-e\/","title":{"rendered":"Projeto &#8220;A Caixa&#8221; &#8211; Parte I &#8211; A Origem do Projeto"},"content":{"rendered":"<p>Come\u00e7aremos nosso artigo aqui.<br \/>\nAntes de irmos ao projeto em si, vamos avaliar alguns pontos que foram alvos de longas reflex\u00f5es e estudos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Aos 14 anos iniciei meu interesse pela eletr\u00f4nica j\u00e1 fazendo reparos em equipamentos de som de alguns amigos, com apoio de meu tio, que teve a primeira loja de consertos\u00a0 eletr\u00f4nicos do Ipiranga. Na \u00e9poca era tudo valvulado, e o vinil imperava.<\/p>\n<p>Apaixonei-me pelo \u00e1udio, e comecei a montar meus pr\u00f3prios equipamentos j\u00e1 aos 15 anos, inclusive caixas ac\u00fasticas. Desde aquela \u00e9poca, o \u00e1udio sempre fez parte de minha vida, como um <em>hobby<\/em>, j\u00e1 que o destino me levou \u00e0 outra dire\u00e7\u00e3o profissional.<br \/>\nHoje, com quase 50 anos, posso dizer que, depois de muitas pesquisas, muitos testes e bastante leitura, toda esta dedica\u00e7\u00e3o valeu a pena, pois depender das bobagens que lemos em algumas publica\u00e7\u00f5es que se dizem &#8220;especializadas&#8221; e outras tantas vindas de in\u00fameros <em>sites<\/em> da internet, eu n\u00e3o teria chegado a lugar algum.<\/p>\n<p>O que os fabricantes de caixas, com quem tive bastante contato, puderam me ensinar, acho que n\u00e3o aprenderia nem lendo tudo o que j\u00e1 existe publicado sobre o assunto.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia das Caixas Ac\u00fasticas<\/strong><\/p>\n<p>Por uma quest\u00e3o de h\u00e1bito, poderei tratar estes componentes como &#8220;caixas ac\u00fasticas&#8221; ou simplesmente &#8220;caixa&#8221;, no singular mesmo. Pois, na verdade, trata-se sempre de uma caixa, que \u00e9 produzida em pares ou em conjuntos, visando compor um sistema est\u00e9reo ou multicanal. Por isso n\u00e3o estranhem a varia\u00e7\u00e3o de escrita.<\/p>\n<p>Quando conheci o universo da alta-fidelidade (Hi-Fi), ainda garoto ao consertar e experimentar os &#8220;famosos da \u00e9poca&#8221;, Sansui, Marantz, Teac, Garrard, etc., al\u00e9m dos fabricantes nacionais que foram chegando como a Gradiente, Polivox, Nashville, Cygnus, Lando, Quasar, etc., havia muita diferen\u00e7a em termos de sonoridade entre um equipamento e outro.<br \/>\nAs pr\u00f3prias especifica\u00e7\u00f5es dos cat\u00e1logos e revistas da \u00e9poca mostravam isso.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, novas tecnologias foram sendo descobertas, o uso do transistor bipolar, o FET, o CD e in\u00fameras outras descobertas que come\u00e7aram a fazer com que os equipamentos convergissem para uma mesma dire\u00e7\u00e3o, cada vez mais pr\u00f3ximos da melhor fidelidade.<br \/>\nFoi a \u00e9poca do crescimento dos equipamentos <em>Hi-Fi<\/em>, que poderiam ter sido chamados de &#8220;<em>Hi-End<\/em>&#8221; da \u00e9poca. Ainda hoje, defino o <em>Hi-End<\/em> como uma sele\u00e7\u00e3o dos melhores equipamentos <em>Hi-Fi<\/em>, j\u00e1 que n\u00e3o deixam de possuir uma fidelidade bastante elevada.<\/p>\n<p>Essa converg\u00eancia foi interessante, pois as bases dos projetos come\u00e7aram a ficar bastante parecidas, chegando mesmo a se criar alguns padr\u00f5es, como amplifica\u00e7\u00e3o AB, classe A, etc., mudando apenas uma ou outra forma de implementa\u00e7\u00e3o de um fabricante para o outro. Ainda hoje \u00e9 assim, as solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas foram t\u00e3o aprimoradas (ou copiadas), que n\u00e3o existem diferen\u00e7as gigantes entre um ou outro equipamento da mesma categoria, apenas varia\u00e7\u00f5es bastante sutis, na maioria dos casos.<\/p>\n<p>Recentemente tenho lido alguns cr\u00edticos de \u00e1udio afirmar, em calorosas discuss\u00f5es, que todos os amplificadores hoje s\u00e3o iguais, claro que dentro de um mesmo patamar. H\u00e1 alguns que ainda afirmam que existem alguns equipamentos no mercado vendidos como &#8220;popular&#8221; que apresentam desempenho similar a muitos modelos mais caros, de categoria superior.<br \/>\nIsso tem muita l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Durante a evolu\u00e7\u00e3o de meu sistema, mais recentemente, realizei compras baseadas em avalia\u00e7\u00f5es &#8220;maravilhosas&#8221; de alguns &#8220;cr\u00edticos de \u00e1udio&#8221;, e acabei adquirindo equipamentos at\u00e9 caros, amplificadores de marcas prestigiadas como Jeff Rowland, Krell, Bryston al\u00e9m de emprestar modelos da Eletrocompaniet, Primare, Musical Fidelity, entre outros.<br \/>\nComo fontes, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou muito, cheguei a comprar alguns dos mais &#8220;badalados&#8221; <em>players<\/em> do mercado, at\u00e9 o modelo &#8220;cheio de milagres&#8221; da Oppo, o BD-83 (um exagero do mercado que nunca vou entender), al\u00e9m de pegar emprestados outros mais caros, como um da Meridian de 15 mil d\u00f3lares.<br \/>\nO mercado \u00e9 muito estranho, amplificadores de uma mesma marca, como um Eletrocompaniet, foi elogiado por uma publica\u00e7\u00e3o americana, enquanto outra europ\u00e9ia lhe deu uma nota baixa. Porque essa diferen\u00e7a? Chegaremos l\u00e1<\/p>\n<p>Em mat\u00e9ria de cabos, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma. Recentemente vi uma publica\u00e7\u00e3o nacional testar um cabo do mesmo pre\u00e7o de um carro popular!!!<br \/>\nIsso \u00e9 um exagero. Cabos muito mais acess\u00edveis j\u00e1 mostraram resultados melhores em comparativos internacionais. Ali\u00e1s, posso afirmar hoje, e acho que muita gente s\u00e9ria do mercado tamb\u00e9m, que cabo tem um agregado muito forte no pre\u00e7o quase que exclusivamente pela sua &#8220;grife&#8221;.<br \/>\nVamos mais longe? A respeitada publica\u00e7\u00e3o inglesa Hi-Fi Choice, testou alguns cabos, e concluiu que um modelo da Townshend superou concorrentes da Nordost e da CrystalCable. Enquanto a op\u00e7\u00e3o vencedora custava apenas US$ 50 \/\u00a0 metro, o segundo saia por US$ 185, e o \u00faltimo por absurdos US$ 1.395.<br \/>\nSurpresa? N\u00e3o para mim, que venho acompanhando situa\u00e7\u00f5es como estas se repetindo continuamente no mercado internacional.<\/p>\n<p>Na verdade, lado a lado, os componentes acima n\u00e3o apresentam diferen\u00e7as significativas, e chegam mesmo a apresentar resultados opostos dependendo do sistema, mas sempre sutis.<br \/>\nTenho hoje um amplificador e um <em>player<\/em> que me foram indicados pelo editor da revista Stereophile, que foi bem categ\u00f3rico em afirmar que se eu esperava um desempenho com qualidades realmente audi\u00f3filas, aquele era o caminho. Foi ainda bem categ\u00f3rico em dizer que, na maioria das vezes, o exagero era o grande erro de muitos projetos. Por exemplo, sugeriu in\u00fameros amplificadores integrados de baixa pot\u00eancia que, segundo ele, s\u00e3o os ideais para apresentar um desempenho verdadeiramente <em>hi-end<\/em>, j\u00e1 que amplificadores de grande pot\u00eancia, &#8220;os parrudos&#8221; como chamam aqui, dificilmente se prestam para atingir uma qualidade similar.<br \/>\nComentou que usou durante muito tempo um amplificador de apenas 6 Watts por canal, e que hoje a refer\u00eancia da revista \u00e9 um Creek, de custo pr\u00f3ximo dos US$ 2.000, que ele j\u00e1 considera um exagero. Claro que, por raz\u00f5es at\u00e9 comerciais, outros modelos mais caros s\u00e3o utilizados em outros testes.<br \/>\n\u00c9 dif\u00edcil fazer o leitor acreditar que um amplificador deste pode ser o par certo para suas caixas de US$ 70.000.<br \/>\n\u00c9 um mercado estranho, mas estou conseguindo finalmente decifr\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Vejam que com apenas US$ 1.200 voc\u00ea pode comprar amplificadores superiores a outros de US$ 20.000 ou mais. Imaginem a confus\u00e3o no mercado.<br \/>\nO grande problema s\u00e3o os interesses que existem por tr\u00e1s deste segmento. \u00c9 um mercado milion\u00e1rio, onde pessoas t\u00eam em suas cabe\u00e7as que qualidade se mede exclusivamente por pre\u00e7o, e podem pagar por valores insensatos.<br \/>\nO dif\u00edcil \u00e9 tirar isso de quem sabe das coisas e teria a obriga\u00e7\u00e3o \u00e9tica de informar. S\u00e3o justamente eles que dependem desse formato adotado pelo mercado.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea est\u00e1 acompanhando o que estou demonstrando acima, e concordando com isso (\u00e9 um direito seu discordar), deve estar imaginando porque, se amplificadores e outros componentes s\u00e3o t\u00e3o parecidos, encontramos resultados muitas vezes bem diferentes entre um sistema e outro?<\/p>\n<p>A\u00ed entramos na quest\u00e3o principal deste artigo.<\/p>\n<p><em><strong>Tratamento El\u00e9trico e Ac\u00fastico<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil perceber que todo som gerado por qualquer sistema vai se dissipar numa sala, e sabemos que a ac\u00fastica da sala pode mudar tudo.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 exagero dizer &#8220;mudar tudo&#8221;, pois isso faz diferen\u00e7a mesmo, n\u00e3o aquelas sutis de amplificadores, fontes e cabos (que muitos ainda insistir\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o poucas, e sabemos as raz\u00f5es).<br \/>\nJ\u00e1 cansei de ver sistemas modestos tocando muito bem numa sala bem tratada acusticamente, e sistemas formados pelos mais caros componentes do mercado tocando quase tanto como um bom <em>system<\/em> de hipermercado. (n\u00e3o&#8230; isso n\u00e3o foi um exagero&#8230; j\u00e1 tive oportunidade de provar isso e de deixar o dono do sistema milion\u00e1rio para l\u00e1 de indignado).<\/p>\n<p>Uma sala sem um tratamento adequado n\u00e3o serve para concluir nada em termos de equipamentos. E saiba que algumas salas &#8220;dedicadas&#8221; de certas publica\u00e7\u00f5es possuem erros graves de solu\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas, mesmo o editor afirmando ser a sala de refer\u00eancia e ter equipamentos tamb\u00e9m de &#8220;refer\u00eancia&#8221;&#8230; lament\u00e1vel!!!). Mas, como muitas vezes os testes nem s\u00e3o mesmo realizados, est\u00e1 bom demais para ele que tem que se preocupar com o faturamento de seus neg\u00f3cios ligados ao milion\u00e1rio mercado <em>hi-end<\/em>.<\/p>\n<p>Assim, temos aqui o primeiro ponto s\u00e9rio de qualquer instala\u00e7\u00e3o <em>hi-end<\/em>, a ac\u00fastica da sala corretamente tratada.<\/p>\n<p>O segundo ponto \u00e9 o tratamento el\u00e9trico.<\/p>\n<p>Imagine que todos os seus equipamentos s\u00e3o movidos pela energia el\u00e9trica de nossas redes p\u00fablicas, uma das piores do mundo.<br \/>\nS\u00e3o harm\u00f4nicos, ru\u00eddos, interfer\u00eancias, varia\u00e7\u00f5es de intensidade, etc&#8230; tudo conspirando contra seu sistema, infectando duramente seus equipamentos.<br \/>\nAl\u00e9m disso, temos a compatibiliza\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o el\u00e9trica (ou voltagem como muitos chamam).<br \/>\nUm equipamento europeu projetado para 110 Volts muitas vezes ter\u00e1 um desempenho inferior quando ligado em nossas redes de 127 Volts, ou 135 Volts como j\u00e1 medi certa vez, o que me incentivou a instalar um transformador redutor de tens\u00e3o na minha sala de \u00e1udio. A diferen\u00e7a sonora foi muito grande, al\u00e9m dos equipamentos trabalharem mais &#8220;frios&#8221;, aumentando a durabilidade e desempenho de cada componente.<\/p>\n<p>Um bom tratamento el\u00e9trico come\u00e7a no poste de entrada da casa. Ali a energia j\u00e1 chega muito deteriorada, mas n\u00e3o h\u00e1 nada que possa ser feito antes. Bem que eu j\u00e1 tentei, reclamando com a Companhia de For\u00e7a e Luz local que a alimenta\u00e7\u00e3o que chegava em minha casa estava com alguns problemas de qualidade. Cheguei a fazer um estudo com o amigo e engenheiro Jorge Knirsch, mas a resposta que tive foi simplesmente de que n\u00e3o detectaram interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento no per\u00edodo avaliado (?), e desconheciam o significado de &#8220;harm\u00f4nicos&#8221; e suas implica\u00e7\u00f5es na utiliza\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica (absurdo!).<\/p>\n<p>Para ter uma alimenta\u00e7\u00e3o el\u00e9trica minimamente aceit\u00e1vel chegando a seu sistema, comece pedindo \u00e0 um profissional habilitado e autorizado a substituir as emendas que s\u00e3o feitas nos fios de entrada de seu poste.<br \/>\nA partir da\u00ed, rede dedicada, cabos e fios especiais, fus\u00edveis adequados no lugar dos terr\u00edveis disjuntores, aterramento junto ao sistema, utiliza\u00e7\u00e3o de l\u00e2mpadas incandescentes, um bom filtro de linha, e outras in\u00fameras provid\u00eancias s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rias, assim como a ac\u00fastica, para iniciar qualquer trabalho com rela\u00e7\u00e3o aos equipamentos em si.<\/p>\n<p>Sem essas provid\u00eancias acima, esque\u00e7a. Seu sistema est\u00e1 soando falso (por mais que voc\u00ea n\u00e3o acredite nisso), e qualquer coisa que voc\u00ea fa\u00e7a para melhor\u00e1-lo ser\u00e1 apenas um remendo para esconder a sujeira embaixo do tapete, piorando ainda mais a situa\u00e7\u00e3o. Por isso observamos tantos <em>&#8220;upgrades<\/em> horizontais<em>&#8220;<\/em> (termo que criei e hoje \u00e9 bastante utilizado para indicar substitui\u00e7\u00f5es no sistema que na verdade n\u00e3o elevam sua qualidade final, mesmo que pare\u00e7am faz\u00ea-lo), com constantes trocas de componentes que nunca acabam.<\/p>\n<p><em><strong>Caixas Ac\u00fasticas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Chegamos ao ponto.<br \/>\nAqui sim, um equipamento merece muita aten\u00e7\u00e3o. As caixas ac\u00fasticas s\u00e3o os componentes mais importantes de um sistema. N\u00e3o acredita nisso? Pois comece.<br \/>\nDepois do tratamento el\u00e9trico e ac\u00fastico, as caixas representam o pr\u00f3ximo passo mais importante de um sistema, e pode at\u00e9 refletir de volta no tratamento ac\u00fastico (o que n\u00e3o \u00e9 realmente necess\u00e1rio como veremos at\u00e9 o final deste artigo).<\/p>\n<p>Acertando aqui, acredite, amplificadores, fontes e cabos ser\u00e3o f\u00e1ceis de acertar sem gastar os pre\u00e7os rid\u00edculos e criminosos que o mercado pratica em muitos modelos.<\/p>\n<p>Entrarei em detalhes sobre cada ponto mencionado a seguir, mas para refer\u00eancia inicial, apresento alguns t\u00f3picos importantes a respeito de caixas ac\u00fasticas.<\/p>\n<p><strong>1. Caixas tamb\u00e9m ficam obsoletas<\/strong><br \/>\nPor mais que voc\u00ea ame a sonoridade daquela caixa eletrost\u00e1tica, \u00edcone da d\u00e9cada de 80 (e n\u00e3o h\u00e1 nenhum problema com isso se voc\u00ea preferir assim), saiba que como qualquer outro componente tecnol\u00f3gico, caixas tamb\u00e9m ficam obsoletas, mais r\u00e1pido que amplificadores e CD <em>players<\/em> (n\u00e3o incluo os novos formatos de alta resolu\u00e7\u00e3o, pois j\u00e1 s\u00e3o uma evolu\u00e7\u00e3o de conceito). Uma caixa com cinco anos de uso j\u00e1 est\u00e1 desatualizada parcialmente, se n\u00e3o totalmente, al\u00e9m de poder fatalmente estarem com componentes j\u00e1 comprometidos (capacitores, suspens\u00e3o dos falantes, etc.). Atualizei minhas B&amp;W 7NT com orienta\u00e7\u00f5es do fabricante, e hoje parecem outras. S\u00f3 ouvindo para acreditar.<\/p>\n<p><strong>2. N\u00e3o existe a melhor marca do mercado<\/strong><br \/>\nDepois de testar in\u00fameras caixas, e por \u00faltimo conviver com um modelo Sophia da Wilson Audio em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s minhas antigas B&amp;W para \u00e1udio est\u00e9reo, aprendi uma coisa, n\u00e3o existe uma marca ideal no mercado. Nenhuma delas conseguiu me satisfazer em apresentar um modelo que conseguisse extrair do meu sistema a qualidade de som que deveria.<br \/>\nTodo fabricante de caixas ac\u00fasticas j\u00e1 leu o manual de &#8220;Como projetar uma caixa ac\u00fastica&#8221;. Eles sabem o que fazer e como fazer. As diferen\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o na capacidade de criar boas caixas, mas na forma de implement\u00e1-las, e a\u00ed a coisa muda. Mas, in\u00fameras marcas s\u00e3o iguais, n\u00e3o havendo uma melhor que as demais.<\/p>\n<p><strong>3. N\u00e3o existe a melhor caixa do mundo<\/strong><br \/>\nA melhor caixa do mundo, segundo os cr\u00edticos &#8220;especializados&#8221; (at\u00e9 alguns honestos), podem n\u00e3o apresentar um bom resultado em sua sala. N\u00e3o culpe sua sala por isso. Culpe o fabricante sem d\u00f3. Na verdade, os fabricantes produzem caixas em laborat\u00f3rios, e testam em salas com padr\u00f5es bem discut\u00edveis, tirando uma m\u00e9dia dos resultados.<\/p>\n<p><strong>4. Tecnologia faz diferen\u00e7a, mas n\u00e3o \u00e9 tudo<\/strong><br \/>\nNem sempre os melhores componentes v\u00e3o dizer alguma coisa sobre o desempenho da caixa em sua sala. Um <em>tweeter<\/em> de diamante, por exemplo, \u00e9 a \u00faltima palavra em tecnologia aplicada \u00e0 este componente, mas, novamente, n\u00e3o garante que a caixa ficar\u00e1 boa em sua sala. Pra ser bem honesto, \u00e9 mais prov\u00e1vel que n\u00e3o, nem ela nem qualquer outra. A culpa n\u00e3o \u00e9 do componente, trata-se do melhor que existe atualmente, mas de outros fatores que analisaremos durante este artigo.<\/p>\n<p><strong>5. Esque\u00e7a <em>reviews<\/em> que pontuam equipamentos<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma forma ultrapassada e ineficiente de avaliar componentes. Numa avalia\u00e7\u00e3o de uma caixa n\u00e3o se est\u00e1 avaliando somente a caixa na verdade, mas a sala, o desempenho do sistema el\u00e9trico, um pouco os demais componetes do sistema, a grava\u00e7\u00e3o utilizada para teste, os ouvidos de quem avalia (que s\u00e3o sempre diferentes) e tantos outros fatores. At\u00e9 a temperatura da sala tem influ\u00eancia nos resultados. Esque\u00e7a testes que pontuam equipamentos (classe A, B ou C, categoria Ouro, cinco estrelas, etc., esse formato j\u00e1 morreu no tempo.<br \/>\nO mundo mudou, e eles n\u00e3o acompanharam.<\/p>\n<p><strong>6. Triste conclus\u00e3o: a caixa ideal n\u00e3o existe<br \/>\n<\/strong>N\u00e3o existe uma caixa ideal para uma sala no mercado. Por melhor que seja uma caixa, a possibilidade dela ser compat\u00edvel com a sua sala \u00e9 praticamente nula.<br \/>\nPor isso, vamos discutir uma nova proposta neste artigo, que ser\u00e1 seu objetivo principal: compatibilizar seu ambiente e seu sistema com uma caixa ac\u00fastica, ou melhor, criar uma caixa compat\u00edvel com o seu sistema.<\/p>\n<p><strong>7. Outros<\/strong><br \/>\nAlguns outros pontos ser\u00e3o oportunamente discutidos.<\/p>\n<p><strong>O Projeto<\/strong><\/p>\n<p>Embarcando principalmente no ponto de n\u00famero 6 acima, \u00e9 que vamos ao que interessa.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quer ter a melhor caixa ac\u00fastica do mundo, ent\u00e3o construa uma, ou pe\u00e7a que algu\u00e9m o fa\u00e7a mediante alguns crit\u00e9rios que abordaremos aqui.<br \/>\nCalma, a coisa n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples nem t\u00e3o complicada como parece.<br \/>\nCom alguma dedica\u00e7\u00e3o, e se tiver certas habilidades melhor ainda, \u00e9 poss\u00edvel construir uma caixa por um pre\u00e7o bem menor que as melhores e mais caras caixas do mercado, e ter como resultado&#8230; a melhor caixa para a sua sala.<\/p>\n<p>Trataremos de um projeto que iniciou-se em 2006, e que s\u00f3 restou conclu\u00eddo no final do ano passado, em 2010.<br \/>\nClaro que todo conhecimento adquirido ao longo de quase 35 anos de experi\u00eancias ajudaram muito, mas foram nesses 5 \u00faltimos anos que as cortinas se abriram para um mundo que eu n\u00e3o conhecia, e que estava bem diante dos meus olhos.<br \/>\nSomente rompendo segredos dos fabricantes, enveredando por caminhos desconhecidos\u00a0 e juntando in\u00fameras informa\u00e7\u00f5es daqui e dali, foi poss\u00edvel desenvolver este projeto.<\/p>\n<p>Posso afirmar que hoje tenho uma caixa ac\u00fastica perfeita, personalizada para as minhas necessidades, e que mesmo copiada para uma outra sala, pode ter resultados parecidos, pois ela possui caracter\u00edsticas in\u00e9ditas (que obviamente n\u00e3o interessam ao mercado industrial) capazes de torn\u00e1-la a caixa ideal em quase todas as situa\u00e7\u00f5es. Ela \u00e9 &#8220;sintoniz\u00e1vel&#8221; para a sala.<br \/>\nA melhor caixa do mundo est\u00e1 aqui, e pode ser conseguida por voc\u00ea tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Apresento-lhes &#8220;A Caixa&#8221;, ao lado da antiga B&amp;W que agora, depois de muito atualizada, funciona somente para o sistema de <em>home-cinema<\/em>, e que j\u00e1 teve como parceiras in\u00fameras outras caixas, inclusive a mencionada Sophia:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixajpg.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1512\" title=\"acaixajpg\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixajpg.jpg\" alt=\"\" width=\"323\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixajpg.jpg 323w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixajpg-193x300.jpg 193w\" sizes=\"(max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/> <\/a><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa4.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1513\" title=\"acaixa4\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa4.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa4.jpg 350w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa4-210x300.jpg 210w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><br \/>\n&#8220;A Caixa&#8221; pronta, e tamb\u00e9m vista por tr\u00e1s.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1514\" title=\"acaixa2\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa2.jpg\" alt=\"\" width=\"409\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa2.jpg 409w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa2-300x293.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 409px) 100vw, 409px\" \/><\/a><br \/>\nVista superior sem o<em> supertweeter<\/em> que retornou aos EUA para atualiza\u00e7\u00f5es exclusivas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa3.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1515\" title=\"acaixa3\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa3.jpg\" alt=\"\" width=\"533\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa3.jpg 533w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 533px) 100vw, 533px\" \/><\/a><br \/>\nVista do divisor de frequ\u00eancias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa5.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1516\" title=\"acaixa5\" src=\"http:\/\/hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa5.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"500\" srcset=\"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa5.jpg 384w, http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2011\/02\/acaixa5-230x300.jpg 230w\" sizes=\"(max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><br \/>\nCom as telas de prote\u00e7\u00e3o ao lado da B&amp;W.<\/p>\n<p>Acredite, estas caixas n\u00e3o s\u00e3o o que parecem.<\/p>\n<p>Estou certo que ao longo deste artigo todos se surpreender\u00e3o com os detalhes que mostraremos.<\/p>\n<p><strong>Continua&#8230;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Come\u00e7aremos nosso artigo aqui. Antes de irmos ao projeto em si, vamos avaliar alguns pontos que foram alvos de longas reflex\u00f5es e estudos.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":1516,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[16],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1503"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1503"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1503\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1511,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1503\/revisions\/1511"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1516"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.hifiplanet.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}